Em Cima da Hora

Grupo: Acesso B
Fundação: 15 11 1960
Cores: Azul e Branco
Presidente: Heitor Fernandes da Silva Neto
Vice presidente: Miriam Cristina Fernandes
Carnavalesco: Marco Antônio
Interprete: Tiãozinho Cruz
Mestre de bateria: Mestre Wando
Diretor de carnaval: Serginho Harmonia
Diretor de harmonia: Gustavo Barros, Serginho Harmonia, Elisangela e Marcelo
Diretor de barracão: Ivani Ramos
Mestre sala: Hugo Cesar
Porta bandeira: Jackelline Pessanha
Rainha de bateria: Michele
Endereco: Rua Zeferido da Costa 556 – Cavalcanti - RJ
Telefone: 21 - 7862 5768
História

Alguns abnegados sambistas se reuniram para fundar uma escola de samba. Discussão vai, discussão vem, ideologias à parte, mas nenhuma conclusão quanto ao nome. Assim iam madrugada adentro, até que um deles, de repente, olha para o relógio e verifica: "Puxa vida, são três horas da manhã. Estou em cima da hora de chegar em casa". Riram-se todos. E assim com a anuência dos demais presentes, desencantou-se o tão sonhado nome: "G.R.E.S. EM CIMA DA HORA".

Dois dos fundadores, Leleco e Baianinho, antes de morarem em Cavalcanti, foram crianças no Catumbi, onde existia um bloco com o nome de "Em Cima da Hora" (um dos primeiros do Rio de Janeiro). Quando rapazes, após fundarem com outros moradores de Cavalcanti o bloco que inicialmente era conhecido como "Bloco do Leleco", nas cores verde e branco, resolveram dar o nome de "Em Cima da Hora" em homenagem a aquela agremiação já extinta. E em 15 de novembro de 1960 passou à Escola de Samba, batizada pela Portela, adotando as cores azul e branco e tendo como símbolo um relógio marcando três horas com uma lira ao fundo. 

A escola do subúrbio de Cavalcanti, que fica próximo a Cascadura e Inhaúma, fez uma trajetória bonita no carnaval carioca, já tendo figurado no grupo principal sete vezes. Em 1973 conquistou seu primeiro Estandarte de Ouro com o samba-enredo "O Saber Poético da Literatura de Cordel", de Baianinho. Em 1976, a "Em Cima da Hora" se superava e brindava a todos com um dos melhores sambas-enredo de todos os tempos: "Os Sertões", de Edeor de Paula, e abocanhava seu segundo Estandarte de Ouro. Em 1984, o samba "33 - Destino, Dom Pedro II", de Guará e Jorginho das Rosas conquistava o terceiro Estandarte de Ouro da "Em Cima da Hora". Nos anos que se seguiram a Escola ganhou o Estandarte de melhor Ala das Crianças, sob a coordenação da saudosa Dona Didi, e o de melhor Passista Masculino através de Carlinhos de Jesus, que anos após viria a ser reconhecido como o grande mestre da dança.

Pertence também à escola o famoso compositor Baianinho, autor de inúmeros sucessos da MPB, e João Severino, sambista dirigente que presidiu a agremiação durante anos, bem como durante muitos anos, a ela pertenceu o jornalista e vereador Sérgio Cabral. É uma das escolas mais queridas pela imprensa especializada em carnaval e também pela intelectualidade carioca.

Em 2000, a Em Cima da Hora empatou em pontos com a Tuiuti, dividindo o vice-campeonato do Acesso com a escola de São Cristovão. A Em Cima da Hora só não subiu para o Grupo Especial porque perdeu para a Tuiuti no quesito-desempate. No entanto, a escola, desde 2001, vem amargando uma trajetória em queda livre: caiu em 2001 do Grupo A para o B, desceu do B para o C em 2003 e no carnaval de 2004 amargou mais um rebaixamento ao cair para o Grupo D, a quinta divisão do carnaval carioca. A escola chegou a dar sinais de recuperação sagrando-se campeã do Grupo D em 2006 com a reedição de seu enredo de 1974, "A Festa dos Deuses Afro-Brasileiros". Mas a Em Cima da Hora novamente foi rebaixada ao Grupo D em 2008. Foi campeã em 2010, retornando ao Grupo C em 2011.

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