LIESA

Fundação: 24 07 1984
Presidente: Jorge Luiz Castanheira Alexandre
Vice presidente: Zacarias Siqueira de Oliveira
Diretor de carnaval: Elmo José dos Santos
Diretor de barracão: Administrador Cidade do Samba - Ailton Guimarães Jorge Júnior
Américo Siqueira Filho: Diretor Financeiro
Wagner Tavares de Araújo: Diretor Secretário
Nelson de Almeida: Diretor Jurídico
Zacarias Siqueira de Oliveira: Diretor de Patrimônio
Hiram Araújo: Diretor Cultural
História

A LIESA - Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro
(Texto extraído do endereço eletrônico da LIESA)

A data oficial da fundação é 24 de julho de 1984, quando da primeira reunião oficial entre as dez dissidentes da Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro. Representantes de Acadêmicos do Salgueiro, Beija-Flor de Nilópolis, Caprichosos de Pilares, Estação Primeira de Mangueira, Imperatriz Leopoldinense, Império Serrano, Mocidade Independente de Padre Miguel, Portela, União da Ilha do Governador e Unidos de Vila Isabel não se conformavam com o estado de coisas no plenário, onde formavam a minoria.

Cada tentativa de investir na qualidade do espetáculo era rejeitada. Os impasses geravam desentendimentos, levando questões do samba para o lado pessoal. Só havia uma solução para resolver o entrave: a dissidência. E esta não demorou a acontecer.

De uma conversa entre o então presidente da Unidos de Vila Isabel, Ailton Guimarães Jorge, com o amigo Castor de Andrade, presidente da Mocidade Independente de Padre Miguel, surgiu a luz que tiraria da escuridão as maiores Escolas de Samba da Cidade. Castor prometera buscar uma saída para os descontentes. A solução viria dias depois, já em forma de minuta de Estatuto esboçado pelo advogado Randolfo Gomes.

Após a realização de duas reuniões entre os representantes das Escolas dissidentes, a LIESA foi fundada e Castor de Andrade eleito à presidência para um mandato provisório de dez meses.

A ENTIDADE

Se ao primeiro presidente coube a missão de manter as filiadas coesas dentro de seus propósitos, coube ao segundo, Aniz Abrahão David, a responsabilidade de mostrar ao poder público que o Carnaval precisava de uma administração mais dinâmica . As Escolas de Samba passaram mais de meio século subordinadas às determinações da municipalidade por causa do pagamento da subvenção – um pró-labore que as agremiações recebiam para colaborar na confecção de alegorias e fantasias. Anísio, como é conhecido no mundo do samba, fez ver às autoridades que as Escolas mereciam muito mais. Afinal, elas eram as principais responsáveis pelo crescente interesse dos turistas pelo Carnaval carioca. Assim, desde 1986, a LIESA e a Prefeitura passaram a firmar contratos anuais que destinam às Escolas de Samba direitos na participação na venda de ingressos.

Outra conquista de Anísio foi a questão dos direitos autorais dos sambas-enredos, que se esvaíam no labirinto das sociedades arrecadadoras e raramente davam retorno ao compositor. Com a criação da Editora Musical Escola de Samba Ltda e da Gravasamba, ambas de propriedade das Escolas de Samba, o problema foi sanado. Com o requinte das grandes produções, o disco passou a ter grande procura e, por vários anos, chegou a bater o recorde de vendas. Hoje, infelizmente, combalido pela pirataria, reverte muito menos recursos do que no passado.

Direitos assegurados e outros conquistados, a LIESA passou a investir mais na qualidade do espetáculo e na construção de seu patrimônio. Ailton Guimarães Jorge inaugurou uma série de mandatos consecutivos aperfeiçoando o Regulamento do Desfile.

A preocupação inicial de Guimarães foi centralizada no respeito ao público. Apoiado pelo plenário, o novo presidente estabeleceu parâmetros para o início e o término do desfile, fixando tempos mínimo e máximo para a apresentação de cada agremiação. Desde então, as infratoras passaram a ser penalizadas pelo Regulamento – punição esta que já custou até a perda do título a algumas candidatas.

A pontualidade e a organização passaram a ser a tônica dos espetáculos administrados pela LIESA. As imagens do desfile entram no ar rigorosamente no horário contratado, distribuídas para todo o Brasil e centenas de países, nos cinco continentes.

Ainda na administração de Guimarães foram corrigidas algumas falhas do espetáculo. O Regulamento, então, passou a limitar o número de alegorias (mínimo de cinco e máximo de oito), permitindo que as agremiações dispusessem de mais recursos para investir em seus outros segmentos, bem como na confecção de fantasias destinadas às suas comunidades. Proibiu a participação de homens na ala das baianas, resgatando o respeito às sambistas mais antigas da agremiação. Além da proibição de pessoas completamente despidas – em respeito às famílias que assistem aos espetáculos no Sambódromo e também às que recebem as imagens dos desfiles pela TV, em seus lares.

NOVAS METAS

Com os cinco por cento que arrecada dos contratos em que representa as agremiações do Grupo Especial, a LIESA comprou a sua sede no 18º andar do prédio situado na Av. Rio Branco nº 4, na Praça Mauá, Centro do Rio de Janeiro. O empreendimento foi feito na gestão do presidente Ailton Guimarães Jorge, sendo a sede inaugurada em 25 de janeiro de 1993.

Este patrimônio foi acrescido de mais dois andares, os 19º e 17º, nas administrações de Jorge Luiz Castanheira Alexandre e Luiz Pacheco Drumond, respectivamente. Eles deram continuidade à meta de aprimorar a qualidade artística do espetáculo – compromisso firmado quando o economista Cesar Maia assumiu o seu primeiro mandato na Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

Na primeira visita de um candidato político à Liga Independente, em 1992, Cesar Maia se comprometeu a entregar a direção artística do desfile das Escolas de Samba à LIESA. Após a sua eleição, o novo prefeito cumpriu a promessa e, desde então, jamais escondeu a sua satisfação em relação ao que as Escolas de Samba têm proporcionado para a imagem do Rio de Janeiro e do Brasil ao longo de todos esses anos. Não podemos esquecer também o empenho do ex-prefeito Luiz Paulo Conde, que deu continuidade ao trabalho de seu antecessor.

As Escolas de Samba continuam navegando numa era de conquistas. Em 2004, a LIESA inaugurou o Centro de Memória do Carnaval, instalado no segundo andar do mesmo prédio onde fica a sua sede. O novo espaço cultural foi criado com o objetivo de documentar a História dos Desfiles e de suas participantes, bem como a memória do Carnaval Carioca.

Desde setembro de 2005, as Escolas de Samba do Grupo Especial estão concentradas em suas unidades de produção na Cidade do Samba, na Gamboa, Zona Portuária do Rio. O projeto é resultado do investimento da parceria alcançada com Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, que, através da visão empreendedora do prefeito Cesar Maia criou, simultaneamente, um pólo para a indústria carnavalesca, formando e gerando mão-de-obra, e de um novo centro de atração turística para a Cidade Maravilhosa.

Uma realização desencadeia outra, sonhos se cruzam e esperanças se renovam. O ex-presidente Ailton Guimarães Jorge nunca escondeu do prefeito a sua preocupação com a procura cada vez maior pelos ingressos do Sambódromo.

O prefeito Cesar Maia já informou que vem mantendo entendimentos com a Brahma na tentativa de compra do terreno da cervejaria para a ampliação das dependências do Sambódromo. A LIESA foi autorizada a procurar o escritório do arquiteto Oscar Niemeyer, objetivando estudos para a construção de um novo módulo de arquibancadas, frisas e camarotes no local que abriga o terreno, situado atrás dos camarotes do Setor 2.

O sonho de ampliação da Passarela do Samba continua vivo e é uma das principais aspirações da LIESA, assim como a criação do Museu do Carnaval, na Cidade do Samba. Os dois projetos têm o amplo apoio do atual prefeito do Rio, Eduardo Paes, que já anunciou a decisão de promover obras de reforma no Sambódromo, com vistas à realização dos Jogos Olímpicos de 2016.

O prefeito Eduardo Paes, o governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, têm sido grandes amigos do samba carioca, conseguindo ajudas substanciais para que as Escolas de Samba possam desenvolver um trabalho à altura das tradições do Maior Espetáculo da Terra. O prefeito, o governador e o presidente têm prestigiado os desfiles do Grupo Especial, recebendo personalidades estrangeiras e proporcionando grande orgulho à família do samba.

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