
A escola fez parte do primeiro desfile da cidade
Fundada em 1950, a Unidos de Vila Maria nasceu de uma brincadeira entre amigos que desfilavam pelas ruas de Vila Maria, Brás e Pari. Até 1971, a escola se chamava Unidos do Morro de Vila Maria. Participou do Grupo Especial nos carnavais de 69 a 73 e fez parte do primeiro desfile oficial da cidade.
Durante anos, sobretudo na década de 60, foi considerada uma das mais populares e competentes da cidade, ganhando inclusive o título de Apito de Ouro.
A Vila Maria foi sempre um celeiro de grandes sambistas, como Penteado, Xangô da Vila e tantos outros nomes. Dela nasceram inúmeras outras escolas de samba: a Zambi, a Flor de Maio, os Escravos do Samba, o bloco União da Alegria... Mas, infelizmente, nenhuma dessas deu continuidade no trabalho com o samba.
Após anos de difícil caminhada, a escola está recuperando o espaço dentro do universo do samba com sucessivos bons resultados. Resiste, apesar das dificuldades - ainda não tem um espaço próprio.
Títulos: 1968 (Grupo II), 1998 (Grupo II), 2001 (Grupo I), vai agitar Sambódromo no Carnaval 2002 com o samba-enredo "Intolerância Não! Viva e Deixe Viver!

Justificativa:
A imigração Coreana no Brasil completará 50 anos em 2013 - ainda jovem comparada a imigração de outros.
Para celebrar esta data, vem em boa hora a corajosa Coréia no Carnaval da Vila Maria mostrando tradição, modernidade, criatividade e curiosidades deste país e de seus filhos coreanos de lá e aqui no Brasil.
Ricamente ilustrada com fantasias, alegorias e evolução dinâmica, o carnaval é uma excelente fonte para um primeiro contato com esta cultura milenar que conta a historia de um povo que é sinônimo de "recomeçar".
Este Carnaval ajudará muitos brasileiros, inclusive os descendentes de coreanos a conhecer um pouco do seu legado que começa a enraizar-se neste país jovem.
Eles trazem da pátria mãe conhecimentos diferenciados, força de trabalho, ajudando a edificar um futuro que todos sonham para o desenvolvimento destas comunidades em que estão inseridos, desta pátria que escolheram viver.
Chegaram, focaram e mostraram a vontade de vencer... determinação e concentração na busca do resultado...
A vitória! competitividade...Lutas... fazendo sempre o seu melhor!
Recusam-se a perder a luta. Vão até o fim.
Mostram traços de vencedores; Onde existia fim, eles vivem um começo, vivem o inicio de uma historia sem fim.
Não se acomodam com dificuldades, em meio destas foi plantado um "segredo" que o tempo não conseguiu apagar. Muitas gerações se passaram e eles florescem e trazem consigo a revelação que está mudando a vida de todos, pois acreditam de novo e no novo.
Através da globalização eles conseguiram se despir para o mundo mostrando seus valores guardados há milênios, renovam profissões, tecnologia arrojada... diferentes, fabricam carros, navios, dominam a técnica dos computadores se conectando com o mundo, vão longe nos seus sonhos e desafios, eles não se importam onde pararam, em quem momento caíram, o que importa é que sempre é possível "recomeçar" e mostrar a "revanche do tigre".
Sinopse
Primeiro setor: DAEHAN MINGUK - A CHEGADA DA NOVA COREIA - ELEMENTO FOGO
É um País que tem uma historia marcada por guerra, resistência, onde o moderno e o tradicional se somam, sem jamais se anular.
Eles trazem para nosso jovem país a historia, escrita, os costumes, tradições, religião, cultura, hegemonia da raça de um povo jovem com o sangue milenar do urso.
Uma tradição de quase 5000 anos povoada de dragões que trouxe para a sua juventude a força e coragem dessa sofrida Coréia, que estão conectados com um tempo novo, um tempo de modernidade.
Uma cultura milenar transformada em sabedoria contemporânea, traçando o destino de uma nação.
Dragões
Sangue de Urso
Modernidade
Escrita
Segundo setor: DAEBAK- O PODER DO TIGRE ASIÁTICO, "A REVANCHE" - ELEMENTO CÉU
Os tigres asiáticos têm em comum uma característica: o rápido crescimento econômico e desenvolvimento industrial, tecnológico, entre as décadas de 70 e 90.
Receberam este nome pelos grandes índices que conseguiram, atuando com uma força agressiva e rápida na economia.
Hoje este Tigre mostra uma vitória histórica para um país que passou por décadas como colônia e progrediu velozmente com um modelo de capitalismo exportador procurando sempre qualidade e uma vida melhor para seu povo.
O imenso progresso social e econômico chamou a atenção do mundo a partir dos anos 80, tornando assim o mais vistoso dos tigres asiáticos.
A Coréia do Sul valorizando a cultura, incrivelmente cativante e extremamente agressiva, se tornou o mais arrojado dos tigres, funcionando como um supersônico.
O tigre coreano rugiu para o mundo, foi sua grande revanche rumo ao futuro.
Tigre
Supersônico
Conectado
Terceiro setor: HALLYU - 5000 ANOS DE CULTURA - ELEMENTO ÁGUA
A Coréia expressa todas as crenças religiosas, encontramos cristãos, xamanicos, budistas e confucionistas... estas religiões estão ligadas a história da Coréia onde é notória a sua influência nas diversas formas artísticas, com inúmeras estátuas de Buda, dragões, fênix, cerâmicas, chás, flores, máscaras, danças, teatro e música. Também percebemos no desenho da bandeira Taegeukgi, simbolizando forças cósmicas com o yin e o yan, da filosofia oriental.
Apesar de séculos de historia recheadas de guerras, invasões, períodos conturbados, eles conseguem resgatar a sua identidade.
Em um mundo globalizado em que os Países e povos crescem interdependentes, a Coréia se destaca pela transformação rápida ocorrida nas décadas 80 e 90 que denominamos "O milagre do Rio Han’"; Este milagre tomou o mundo e não dá sinais de abrandamento, ou melhor, a cada dia se faz mais importante e permite que a Coréia do Sul apresente atualmente uma grande evolução nos índices educacionais e sociais.
Estes fatores, aliados a sua excelente qualidade de vida, faz da Coréia um dos Países mais atrativos da Ásia, em especial para os jovens que buscam uma primeira experiência profissional, cultural em um país tecnológico. O choque da cultura que a maioria dos imigrantes enfrenta é compensado pela vivencia neste moderno país.
ELEMENTO AGUA
Lanternas
Budismo
Hibisco
O Milagre do Rio Han
Educação
Quarto setor: HANSIK - A GASTRONOMIA APIMENTANDO NOSSO PALADAR - ELEMENTO TERRA
No folclore e na mitologia encontramos criaturas legendárias com propriedades culturais específicas diferenciadas dos outros dragões. o dragão coreano é mencionado como sensível capaz de compreender emoções complexas, devoção, bondade e gratidão, eles são na mitologia seres benevolentes protetores da água e da agricultura, causadores das chuvas e das nuvens, que vivem nos lagos, rios, oceanos no mar do Leste.
Quando os coreanos aqui chegaram e iniciaram na agricultura, com a plantação de arroz não tiveram êxito, mas recomeçaram... plantaram... tomaram outros caminhos e nos apresentam hoje esta gastronomia invejável, saudável e saborosa. ‘’a estrela da culinária coreana a kimchi (acelga) não é apenas uma salada, há uma historia milenar por trás do prato que revela a sabedoria dos antepassados" um pouco de kimchi por dia, a visita ao medico adia", se compara com as vedetes da música, o grupo Nanta, apresenta um espetáculo que relata a preparação da comida de um casamento onde a comunicação, a percussão, a sonoplastia é feito com instrumentos de cozinha. Temos bulgogi -carne de fogo, é o churrasco coreano,popular até entre nós brasileiros, mas é importante que o tempero seja bem feito, para atingir o sabor perfeito.
As variedades de vegetais e legumes como o rabanete, nabo ,gergelim, gengibre,abóbora e muitos outros não podem faltar na mesa junto com o arroz branco Comer bulgogi é um ritual.
Os brasileiros estão descobrindo a culinária coreana que saciam os olhos, seus alimentos são regados de pimenta, de sabor e apresentações diferentes e completamente exóticos e saudáveis.
Pimenta
Acelga
Chá
Quinto setor: HAN STYLE - TAE KWON DO, O ESPORTE NA PASSARELA - ELEMENTO METAL E MADEIRA
Taekwondo é uma arte marcial genuinamente coreana. É uma autodefesa que usa a mãos e os pés com o objetivo de desenvolver o caráter, a personalidade do praticante através da disciplina física, mental e espiritual. esta arte se tornou um esporte mundial depois de seu "batismo de fogo", denominação de honra quando passa a ser disputado nos jogos olímpicos.
No esporte tiro com arco a Coréia é a grande potencia mundial sendo que nos jogos olímpicos conquistaram o maior números de medalhas, mas praticam e disputam o golfe, judô, levantamento de peso, handbool, esgrima, tênis de mesa e muitos outros.
O esporte une as pessoas e não é diferente na Coréia nem em colônias coreanas no brasil. o golfe é sem duvida o esporte favorito dos homens na comunidade coreana no Brasil, eles usam os campos de golfe como esporte, lazer e como encontro para fechar grandes negócios.
No futebol estão tentando uma aproximação com a bola, com a qual podem não ter muita intimidade, mas deram um espetáculo de tecnologia e de organização quando sediaram a copa do mundo de futebol, onde o Brasil foi campeão.
Diferentes da primeira geração Brasil/Gyopo incluíram o esporte em sua rotina procurando cuidar mais da saúde e ter melhor qualidade de vida.
Os coreanos sempre trilharam um longo caminho até o acerto, na moda não negam que sua inspiração vem dos grandes polos como Paris, New York e outros, essa moda que movimenta nossa economia e consolida a Coreia deixa no Brasil sua influencia, este grande império que construíram deve ser alimentado por seus filhos que hoje estudam moda e que cada vez mais saberão tropicalizar as tendências a fim de atender o corpo e o gosto do mundo.
Artes Marcial
Moda
Futebol
Amizade Brasil/Coreia
Vocabulário:
Man Sé: Bravo Pronuncia: MAN SÉ
Brasil Guyopo: Imigrante Pronuncia: Kiopô
Daehan Minguk : Coréia Pronuncia: Derámingu
Daebak: Grande vitória ou sucesso
Hallyu: Onda Cultural - expansão da cultura coreana pelo Mundo
Hansik: Comida Coreana
Han Style: Estilo HAN Coreano

O enredo da Unidos de Vila Maria para 2012 contará a jornada das mãos, a criação do mundo, a história do homem e o Carnaval.
Segundo a mitologia bíblica, Deus o criador, fez todo o universo - informe e vazio - e disse: "Faça-se a Luz!" e assim se fez... Formou o Sol, a Lua e as Estrelas, colocando-os no firmamento, para darem luz a terra e indicarem o tempo...
Com as próprias mãos fez do barro, Adão - o 1º homem e, com um sopro deu-lhe a vida, concluindo sua grande obra.
Somos todos feitos da poeira das estrelas, que se espalham no universo, vagando pelo globo terrestre na aurora dos tempos. Salve as mãos de Deus o grande criador!
Na história da evolução do homem, os hominídeos, embora de suprema importância, demonstravam uma grande dependência manual para sobreviver, desde levantar a clava, a lança, ou acender o fogo, artifício este que não apenas espantava o perigo, mas também os aquecia.
O Homo Habilis, já mais habilidoso, aprimorou os instrumentos e em sua trajetória errática, deixou de herança para o homo erectus a dança, o ritmo das palmas e instrumentos musicais, tais como flautas e tambores.
Já o Homo Sapiens tinha nas mãos os principais condutores da sua labuta e foi aprimorando progressivamente, criando coisas novas e adaptando o que tinha em mãos, para que a vida fosse confortável e com possibilidades lúdicas. Em todas as épocas estamos sempre em busca de liberdade, de progresso e do novo.
O homem em sua jornada, serve-se das mãos, não apenas para sobrevivência, mas também como instrumento de civilidade e refinamento social, onde expressa cumprimento e respeito.
Mão que levantou David e conduziu Moisés. Mãos que rezam e saúdam juntas, verticalmente (palma contra palma), voltadas para cima, no terço (MASBAHATT), nos gestos simbólicos (Libras), as que expressam diferentes mensagens: proteção, desapego, jubilo, ou até uma amarga despedida... Mãos que dão ou salvam vidas, que nos erguem ou nos atiram ao chão, nos extremos da humilhação. Mãos que fazem a guerra, podem ser as que lavram a terra, que nos conduzem, nos banham, ou nos afagam.
Mãos de artesãos que desenham formas e esboçam projetos virtuais, tecem, lapidam, esculpem, pintam e bordam, colam e recolam, fazem um carnaval.
É com esse carnaval que a Vila Maria enaltece todos os artesãos: "Artesão é alguém que arranca a vida com as mãos, ponto a ponto."
Carnavalesco - Chico Spinosa
A INDUSTRIA QUE MANIPULA O FERRO É A MÃE DE TODAS AS OUTRAS
“Barão de Mauá”
POR: Fábio Borges - Carnavalesco
“Um barulho surdo e contínuo faz tremer a terra, um barulho faz mil barulhos, corta a todo instante um golpe formidável. [...] É o reino do Ferro onde reina sua Majestade o Fogo! O Fogo está por toda parte, aqui um braseiro, ali uma labareda, acolá blocos de Ferro ardente. [...] As máquinas vorazes engolem esse Fogo, esse Ferro resplandecente, o trituram, o serram, o achatam, o afiam, o torcem, dele fazem locomotivas, navios, canhões, mil coisas diversas, delicadas como esculturas de artistas, monstruosas como obras de gigantes.”
Guy de Maupassant
“Au Soleil”
O Ferro é o elemento químico 26 e peso atômico 55,847. Funde-se a 1.536 ° C e entra em ebulição a 3.000 ° C. Na natureza, apresenta-se principalmente combinado com o oxigênio em forma de óxidos: hematita (Fé O), limonita (Fe O nH O) ou siderita (Fé CO). Constitui 5% da crosta terrestre e 35% de seu núcleo, sendo o segundo elemento mais abundante dentre os metais. O minério tem cor branco-acinzentado, e fundido, transforma-se em metal de cor cinzento-azulado. Em contato com o oxigênio presente na água e no ar, se oxida e desta reação surge a ferrugem .
METAL CELESTE
A astrofísica mostra o ferro presente no sol e nas estrelas. É o acúmulo do metal no núcleo de uma estrela que desencadeia a explosão de uma supernova, e a dispersão dos átomos essenciais à vida pelo cosmos.
Na antiguidade, por causa de sua presença nos meteoritos caídos na terra, o ferro era considerado uma dádiva de Deus. Isso é comprovado por inúmeros textos antigos, como nas plaquetas de argila de origem suméria, onde aparece a palavra mais antiga para denominá-lo: an bar , constituída pelos signos pictográficos «céu» e «fogo» , traduzida por “metal celeste” ou “metal estrela.”
No livro sagrado dos muçulmanos, Alah diz: “E Nós fizemos descer o ferro, no qual existe uma força formidável, mas também muitas utilidades para as pessoas”. Ele é realmente o mais útil dos metais, essencial à vida em todos os níveis, e constituinte vital nas células. No organismo humano, ele é necessário para a produção de hemoglobina, que transporta o oxigênio do pulmão para todas as células do organismo, garantindo a "respiração" de cada uma delas.
Quando Cortez, o conquistador espanhol, perguntou aos chefes astecas de onde obtinham o ferro de suas armas, eles lhe apontaram o céu.
Sua origem celeste explica porque os gregos chamaram o ferro de sideros (celeste), e ao trabalho com o ferro, de siderurgia. Em sua mitologia, Hefesto (vulcano para os romanos) era o deus ferreiro, que desceu do Olimpo e montou sua forja de vinte foles no vulcão Etna.
Acredita-se que o homem tenha descoberto o ferro no Período Neolítico, quando perceberam que as lavas dos vulcões, ao esfriarem, se transformavam em metal bruto. Ou quando esses primitivos habitantes das cavernas viram as “pedras” usadas para circundar fogueiras, serem reduzidas a metal sólido.
FERRO SAGRADO
Os primeiros sinais de uso do ferro aparecem no Antigo Egito, por volta de 4000 aC , na forma de objetos cerimoniais. Por seu caráter “sagrado” era considerado um metal temido pelos demônios, motivo pelo qual usavam-se, como amuletos, muitos anéis e colares de ferro.
Para os chineses, o ferro era portador de uma força sagrada capaz de afastar os temíveis dragões aquáticos, motivo pelo qual se enterravam figuras feitas do metal nas margens dos rios e lagos.
Antigos escritos falam do Rei de Angkor (atual Camboja), considerado invulnerável porque usava, inserido em seu corpo, um pedaço de “ferro sagrado”.
Desde a Grécia antiga a ferradura era considerada um amuleto poderoso. Os romanos passaram essa crença aos cristãos, que creditaram a superstição a São Dunstan de Canterbury (924-988), arcebispo e ferreiro inglês. Segundo a lenda, Dunstan teria colocado ferraduras no próprio demônio, e somente as retirou depois de ouvir dele a promessa de que nunca mais se aproximaria do objeto.
A famosa Coroa de Ferro, guardada na Catedral de Monza, na Itália, é ao mesmo tempo uma relíquia sagrada e uma insígnia real. Seu nome vem do círculo de ferro que ela contem, que teria sido forjado à partir de um dos cravos usados na crucificação de Jesus, recuperado por Santa Helena de Constantinopla.
A IDADE DO FERRO
Ao descobrir as técnicas de fundição do ferro e suas ligas, o homem iniciou o advento da história e do progresso vertiginoso que caracterizou a humanidade nos últimos 5.000 anos. O domínio da siderurgia possibilitou aos povos que a dominaram, a oportunidade de também dominarem os povos circunvizinhos.
A exploração do ferro e sua produção começou a ser feita pelos hititas, que extraíam o minério de depósitos naturais, ao longo do Mar Negro. Em 1500 a .C , somente eles conheciam a fonte do minério e a técnica de fundi-lo, e detiveram esse segredo por três séculos. O rei usava um cetro de ferro, por considerá-lo mais valioso que o ouro.
A arqueologia data o ano 1.200 a .C., como o início da Idade do Ferro, por causa da presença dos filisteus na civilização Cananéia. A superioridade de suas armas explica a derrota que por certo tempo sofreu Israel ante os filisteus.
A Bíblia faz referência à superioridade bélica do Rei de Canaã: ”Os filhos de Israel clamaram ao Senhor, porque Jabin tinha 900 carros de ferro e oprimia-os duramente já fazia 20 anos (Jz 4,3) .”
À partir do primeiro milênio a.C., o ferro promoveu grandes mudanças na sociedade. As armas de ferro, mais resistentes que as de bronze, possibilitaram aos povos que dominavam as técnicas de produção, a oportunidade de dominarem os povos circunvizinhos, formando vastos impérios. Esses movimentos bélicos em massa alteraram a paisagem humana da África, da Ásia e da Europa.
Nos áureos tempos do grande Império Romano, o minério vinha de Hispânia, uma de suas províncias, produtora das famosas “lâminas de Toledo”.
Com o declínio do Império Romano , a produção de ferro desenvolveu-se bastante na Espanha, com a criação das “ forjas catalãs”. Com a temperatura no interior dos fornos chegando pela primeira vez aos 1200º C, passou-se a produzir um líquido incandescente, o ferro fundido. As forjas catalãs foram inseridas no resto da Europa, e a agricultura se desenvolveu com rapidez, por causa dos implementos agrícolas. O ferro fundido introduziu facilidades também na vida quotidiana, principalmente nos utensílios de uso doméstico.
A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Marcando a chegada da era moderna, inicia-se na Inglaterra, no século XVIII, a Revolução Industrial, que caracterizou-se pelo desenvolvimento das técnicas de produção. No lugar das pequenas oficinas surgiram grandes fábricas de chaminés altas, que espalhavam a fumaça do progresso. O crescimento da produção de minério de ferro e carvão necessitou de um sistema de transporte mais eficaz do que o existente, e a estrada de ferro chegou para revolucionar esse setor. O ferro transformou as lentas e frágeis embarcações em velozes navios a vapor.
Na arquitetura ele substituiu a pedra, permitindo a construção de edifícios mais leves , dinâmicos e modernos. Londres ganhou o seu famoso Crystal Palace, e o engenheiro substituiu o arquiteto nos grandes projetos. A França ganhou a Torre Eiffel, que do alto de 320 metros , triunfa como seu grandioso símbolo. Seu autor, o engenheiro Gustave Eiffel, criou a estrutura de aço para o escultor Frédéric Auguste Bartholdi , no projeto do maior símbolo da América, a Estátua da Liberdade.
Aprimorando as técnicas de transformação do ferro em aço, e mudando os conceitos estéticos, a Revolução Industrial consagrou o ferro como o metal da era moderna.
O BRASIL E A SIDERURGIA
Em carta dirigida a Dom João III em 1522, o bispo Dom Pêro Fernandes Sardinha faz o primeiro registro oficial sobre a existência de ferro no Brasil. Pouco depois o padre José de Anchieta relata e seus superiores a abundância do minério nas jazidas de Ubatá, em Santo Amaro. Para ajudar na catequização dos índios, fabricaram anzóis, cunhas, facas e outros objetos de ferro.
Tendo D. Maria I proibido a existência de fábricas de ferro no Brasil, o movimento dos inconfidentes mineiros registra em seu ideário a necessidade da implantação de uma siderurgia brasileira como base para a independência econômica do país.
Com a transferência da corte portuguesa para o Brasil, D. João VI fez estabelecer a Real Fábrica de Ferro em São João do Ipanema (atual Sorocaba).
O Barão de Mauá, em uma viagem à Inglaterra em 1840, ficou tão maravilhado com o progresso que viu ao visitar uma fundição na cidade de Bristol, que afirmou: “ a indústria que manipula o ferro é a mãe de todas as outras ”. Cinco anos depois de conhecer as maravilhas da Revolução Industrial, adquire uma pequena fundição em Niterói, de onde saíram 72 navios e embarcações para o tráfego no rio Amazonas, várias pontes de ferro, tubos para canalizar rios e os encanamentos destinados a distribuir gás, além dos lampiões de ferro para a iluminação da cidade do Rio de Janeiro. Os cariocas ainda deslumbrados com a iluminação da cidade, assistiram à inauguração dos primeiros 15 quilômetros de ferrovias no país, percorridos pela locomotiva “Baronesa”. Mas o sonho do Barão de Mauá em transformar o Brasil em uma potência industrial foi interrompido por rumorosa falência.
A siderurgia continuou a funcionar timidamente até o início do século XX, apesar da quantidade enorme de minério de ferro contido em nosso subsolo.
Convencido de que a fraqueza do país decorria da falta de eficiência no setor siderúrgico, em 1938 Getúlio Vargas criou a Comissão Executiva do Plano Siderúrgico, com o objetivo de construir no país uma grande usina, inaugurada em 1946. Outras grandes surgiram para fortalecer a siderurgia nacional.
Com a abundância de minério no Quadrilátero Ferrífero, e o “tesouro” descoberto na Serra de Carajás, o Brasil passa a ter a maior capacidade de produção no mundo. O setor siderúrgico cresce, se moderniza, tornando-se grande, poderoso, um gigante de ferro e aço.
E a Vila Maria, gigante no carnaval, com a força de sua bateria, coração de aço do samba, e a voz de cada um de seus componentes, a ferro e fogo canta o vitorioso metal, em busca de sua vitória pessoal.

Quando meu pavilhão girar
O povo vai cantar feliz
"Made in Korea", emoção que contagia
Com muito orgulho, sou Vila Maria
Recomeçar, lutar sem desistir
Tá no sangue feroz dessa gente
Trilhar um caminho, buscando a vitória
Um laço de união, modernidade e tradição
Chegou ao meu país, com a força de um dragão
Brilhou tão bela cultura,
Costumes que encantam e fascinam o olhar
O tigre rugiu para o mundo,
Tecnologia moldando o futuro
Pode aplaudir, celebrar,
Sambando no pé
Cinqüenta anos de amizade
Comunidade guerreira, "man sé"!
Milagre nas águas de um rio, espelho da educação
A fé esculpida na arte
Revela os traços da diversidade
Na culinária a sedução, tempero pro meu paladar
No esporte a pureza da alma, sabedoria milenar
Coréia, ditando moda neste carnaval
Minha Vila vai te exaltar
E a batucada vai emocionar
Vim do céu
Riscando de luz
Num raro esplendor
Fonte essencial pra vida
Dádiva do criador ôô
Hoje a Vila forte unida
Funde o precioso mineral
Com a magia do carnaval
Crenças lendas
Jorrei dos vulcões
To na lança do santo cavaleiro
Também fui sagrado
Pra antigas civilizações
Guerreei tantos povos dominei
A nobreza conquistei
Acendia
A chama da siderurgia
E assim a modernidade chegou
O velho mundo anunciou
A Revolução Industrial
Na ferrovia eu vou
Trilhando ao progresso
Arquitetando transformações
Abençoado Brasil
Sou um tesouro em teu chão
Afinal minha grandeza é mundial
O ferro em expansão
Te leva nessa emoção
Sou felicidade eu sou
Energia
Pulsa coração de aço
No compasso da Vila Maria