Vai-Vai

Grupo: Especial
Fundação: 01 01 1930
Cores: Preto e Branco
Presidente: Darly Silva ( Neguitão)
Vice presidente: Thobias da Vai-Vai
Carnavalesco: Renato Lage Márcia Lage
Interprete: Wander Pires
Mestre de bateria: Mestre Thadeu
Diretor de carnaval: Janaina Decarli
Diretor de harmonia: Fernando Penteado
Mestre sala: Reginaldo Pereira (Pingo)
Porta bandeira: Paula Penteado (Paulinha)
Rainha de bateria: Camila Silva
Endereco: Rua São Vicente, 276 - Bela Vista CEP. 01314010
Telefone: (11) 3266-2581
Comissão de Frente: Jhean Allex
História

"Vaimbora daqui, vai, vai, que aqui ceis num entram"

No velho Bixiga, pelos anos 20, a animação do pedaço ficava por conta da turma do time de futebol do CAI-CAI. Esse grupo também agitava nas festas e reuniões, era a famosa turma do Livinho e do Sardinha, até que foram expulsos do CAI-CAI pelo Vitor que, sem querer, sugeriu o nome de uma das mais queridas escolas de samba de São Paulo Vai-Vai: "vai imbora daqui, vai, vai, que aqui ceis num entram". Desafiados, Livinho e seus companheiros botaram pra quebrar com o Bloco dos Esfarrapados, no carnaval de 30. E no ano seguinte, já saía pelas ruas da Bela Vista o Cordão Carnavalesco e Esportivo VAI-VAI, em seu preto e branco.

O batuque, que começou só com instrumentos, cresceu com Livinho, Pato N‘água, Flávio, Bolinha e Feijoada. A história foi correndo solta até os anos 60, dourados, revestidos de preto e branco, com o Vai-Vai quase em forma de escola.

Até 1972, a preto e branco esquentou os tamborins como cordão, semeando a estruturação oficial, que gerou, com muito brilho, a definição de escola de samba.

E nessa saga surgiram nomes registrados no mundo do samba, os quais nem precisam de apresentação, como Pé Rachado (1º presidente do cordão), Geraldo Filme, D. Rosa, Oswaldinho da Cuíca e Lírio.

De lá para cá, o Vai-Vai conquistou um honrado e orgulhoso currículo, vários vice-campeonatos e campeonatos em 78, 93,e 96. Em 81 e 82 foi bi-campeã. O tetra conquistou em 98, 99, 2000 e 2001.

A Escola não possui uma quadra para os seus ensaios, eles são realizados na rua São Vicente, na Bela Vista - isso parece motivar e atrair um número maior de púbico aos seus ensaios.

Em 2001, a Vai-Vai conquistou o tetra, cantando: "A narrativa da criação pelas civilizações antigas". E para 2002 vai para avenida com o enredo, "Guardado a Sete Chaves.

Ano do enredo: 2017
Título do enredo: “No Xirê do Anhembi, a Oxum mais bonita surgiu…Menininha, mãe da Bahia – Ialorixá do Brasil”.
Descrição do enredo:

Vai que vai o meu canto, soar como acalanto nos braços mágicos de Olorum…

A doce canção – o verso que balança a rede de luz do infinito universo nos acordes primordiais do tempo, como brisa ou vento, o sopro da criação que vem animar de vida o berço dos seus Orixás. Faz-se a negra corte dos reinos de África. Atravessar o oceano à terra que, assim como aconchegantes braços, se abriu e se redesenhou em seus traços – Bahia de todos os santos e de todos os seus súditos – Yorubás, Jejes e Bantos a tatuar na memória, a soberana história que venceu o Banzo, a corrente e a dor ao manter o espírito alado e livre, pela fé, na força da sua cor.

Força que iluminou os terreiros e senzalas, raízes aqui fincadas como um Baobá a resistir e se impor, abrindo alas, de crença e esperança, como poder criador a reconstruir nações, pequenas Áfricas evocadas por seus tambores ancestrais, sua mais rica herança, os cantos e as danças, as tradições e os rituais. Venha transformar a passarela na sua grande casa, o “YLÊ IA OMIN AXÉ IANASSÊ“; em louvação e respeito dobra o rum para o preceito do jeito que deve ser. Abra a roda e faça um terreiro em pleno palco do Anhembi, onde a nossa fé se manifesta e onde a Vai-Vai faz a festa – é o Xirê das divindades no esplendor de sua beleza, com a força da Mãe Natureza, o Gantois hoje é aqui!

Rasga o véu de Orum! Seus deuses mágicos baixando ao Aiyê em cortejo onírico para saudar aquela, que fez da vida a missão da bondade, conhecimento e verdade, traduzidos em doçura e amor gentil que por seus filhos foram derramados, qual pureza de menina, mãe da Bahia, Yalorixá do Brasil.

Ligeiro, Legbá, Mosubá! Mensageiro, venha abrir os caminhos para a grande convocação e faça soar os seus atabaques, que, nessa passarela terreiro se refaz nas mãos de Oduduá, o momento da criação, e assim nos traz a ancestralidade, a elemental divindade do velho senhor da terra. Ecoam brados da floresta como flecha certeira do ofá, cetro do Rei de Ketu, que irrompe da selva junto ao brado do Príncipe Guerreiro, Loci, Loci, e Ewê Vassa, arrastando seu manto de relva, no espetáculo que aqui se encerra.

Vem acender a chama que chama o fogo e resplandece, “káwòò, kábiyèsilé”! É a corte de Oyoó que empresta brilho e luz a essa festa, Rei que acende e assanha o amor ardente da poderosa rainha Obá Siré que aqui, também se faz presente. Senhor que abre espaço, riscando o céu de lampejos e fachos para a deusa Oiyá, rainha dos raios, senhora dos seus desejos e que também conclama a divindade das armas, guerreira de nossas cabeças, que forja o ferro das entranhas.

Que adentre ao salão enfeitado, enfeitiçado de encanto, Eeró! O canto é o som do vento – Iroco que balança ao tempo, onde adormecem seus Ibejis, no sopro de brisa que vem atiçar suas folhas e a legião de espíritos regida por Ewá, no éter que se faz palco da dança das nuvens nos braços Oxumaré, eis cintilante melodia de pingos que vêm molhar a terra e colorir todo o ar.

E, por fim, venha coroar este evento, derramando axé das entidades da água, abençoe e lave a nossa alma, venha curar toda mágoa, Epa Babá! Pai divino do princípio da vida em sua plenitude vem trazer a placidez e a quietude da matriarca do lodo que modela a nossa existência e com carinho e complacência aplacar nossa saudade.

Èru, Iyá! Que nos permita a senhora das ondas receber esse mar repleto de boas lembranças de todos os súditos dessa deusa terrena que nos uniu em seus laços de ternura plena a multidão de fieis que ainda seguem seus passos ampliando as fronteiras do seu sagrado Gantois, e que até hoje reforçam sob a guia de Mãe Carmem, a certeza que o Axé e a força ainda moram por lá.

Orá Iyê Iyê, Ô! Deusa das águas doces, tão doce quanto a nossa mãe, que agora se embala em seus braços, receba de nós essa homenagem, um samba em forma de oração que a Vai-Vai canta e se encanta, pois fala do coração é a mais pura verdade, que hoje todos em nossa cidade se tornam filhos de Oxum, e que jorram lágrimas de felicidade que vêm regar nossas vidas e alegrar o nosso cantar,

Oh! Minha Mãe!
Minha Mãe, Menininha!
Oh! Minha Mãe!
Menininha do Gantois!

 
Ano do enredo: 2016
Título do enredo: Je Suis Vai-Vai, bem-vindos à França
 
Ano do enredo: 2015
Título do enredo: "Simplesmente Elis. A Fábula de uma Voz na Transversal do Tempo"
 
Ano do enredo: 2014
Título do enredo: "Nas chamas da Vai-Vai, 50 anos de Paulínia"
Descrição do enredo:


NAS CHAMAS DA VAI-VAI. 50 ANOS DE PAULÍNIA

BRASIL EM BUSCA DO NOVO

FIM DA ESCRAVIDÃO! ACABA A MALDIÇÃO DA COR. A "LEI ÁUREA", "FEITA  DE OURO", "RESPLANDESCENTE", É ASSINADA! OS NEGROS ESTÃO LIVRES E SONHANDO COM UMA VIDA NOVA , COM ESPERANÇAS INFINDAS. ENCERRA-SE O CICLO DA EXPLORAÇÃO DA MÃO-DE-OBRA DO NEGRO E INICIA-SE OUTRA RELAÇÃO COM O IMIGRANTE. É O PAÍS PASSANDO POR MUDANÇAS, EM BUSCA DE UM NOVO BRASIL E DE UM NOVO BRASILEIRO QUE SE DEPARA COM O SONHO DE UMA VIDA LIVRE, NUM MUNDO REPLETO DE POSSSIBILIDADES E AMBIÇÕES QUE APOIAM AS MUDANÇAS.

É PROCLAMADA A REPÚBLICA POR MARECHAL DEODORO DA FONSECA.
O BRASIL HASTEIA SUA NOVA BANDEIRA A CENTELHA DA TRANSFORMAÇÃO INCENDEIA E SE PROPAGA POR UMA REGIÃO QUE FICA ENTRE DOIS RIOS O JAQUARI E O ATIBA IA, NA FAZENDA FUNIL, NO ESTADO DE SÃO PAULO.

A NOSSA HISTÓRIA COMEÇA AQUI!

HISTÓRIA ESSA QUE SERÁ CONTADA E CANTADA ENTRE AS ASAS DA LIBERDADE NO BERÇO EXPLENDIDO DOS BARÕES DO CAFÉ. O PODER ECONÔMICO SURGE POR ENTRE CHAMAS DA LOCOMOTIVA A VAPOR DA ESTRADA DE FERRO FUNILENSE QUE TRANSPORTAO FUTURO NESSE SOLO, COM A BENÇÃO E PROTEÇÃO DE SÃO BENTO "AFASTANDO ESSE BICHO PEÇONHENTO, ÁREA DE MUITAS COBRAS".

SURGE O VILAREJO QUE, NO SEU EXPANDIR, SE VÊ OBRIGADO A TRAZER PARA O TRABALHO A MÃO-DE- OBRA DOS IMIGRANTES - OS ITALIANOS.
ESSES TRABALHADORES QUE FUGIAM DA MISÉRIA VINHAM, UNS SOZINHOS E OUTROS COM TODA FAMÍLIA, PARA O NOSSO BRASIL, TERRA DO ALGODÃO, CAFÉ, CANA DE AÇÚCAR, MILHO, CÍTRICOS, TERRA DE PROMISSÃO, ÉDEN DO BEM ESTAR, E DA FARTURA. RECOMEÇARAM DO
NADA, COM CORAGEM ALEGRIA E SIMPATIA, MESMO COM AS DIFICULDADES DA LÍNGUA E DA CULTURA. ERA O EMBRIÃO QUE DAVA VIDA A UM NÚCLEO URBANO MODES TO E QUE HOJE É UM IMPORTANTE MUNICÍPIO DO INTERIOR PAULISTA.

O TEMPO PASSOU... A CANA DE AÇÚCAR TRAZ A ESPERANÇA COM SEUS CAMPOS VERDEJANTES E, COM ESSA ESPERANÇA, APARECE A INDÚSTRIA DO ÁLCOOL ETÍLICO DO BRASIL.
TEMPOS DE GUERRA NA EUROPA.
OS TEMPOS SE TORNAM DIFÍCEIS...
O VILAREJO ENCONTRA SUA EMANCIPAÇÃO E, EM 28/02/1964, COMEMORA COM FESTA, MÚSICA, DANÇA E UM GRANDE CARNAVAL PELAS RUAS SEU STATUS DE MUNICÍPIO.
SURGE PAULÍNIA QUE HOJE COMEMORA 50 ANOS DE VIDA NAS CHAMAS CALOROSAS DESSE DESFILE DA VAI-VAI.

OS TEMPOS SE TORNAM MAIS DIFÍCEIS...
O PAÍS VIVE UMA DITADURA MILITAR, COM MUITAS LUTAS E MUITA INSTABILIDADE, NESSES ANOS DE CHUMBO, ANOS CINZENTOS, UMA NOVA CENTELHA DE VIDA DÁ O GRANDE SALTO DE PAULÍNIA: É INSTALADO O MAIOR PARQUE PETROQUÍMICO DA AMÉRICA LATINA. APARTIR DAÍ, SURGE COM TODOS OS CHOQUES AMBIENTAIS E COM UMA NOVA CULTURA, O QUE VAI MUDAR TOTALMENTE ESSE NOVO BRASILEIRO... DEPOIS DA EMANCIPAÇÃO O CRESCIMENTO DE PAULÍNIA, TANTO DO PONTO DE VISTA DEMOGRÁFICO QUANTO ECONÔMICO E CULTURAL, FOI VERTIGINOSO.

A GRANDE MIGRAÇÃO DE PEÕES OCORREU EM BUSCA DO TRABALHO NA CONSTRUÇÃO DA REFINARIA. A MAIORIA DELES ESTABELECEU MORADIA E
NOVAS FAMÍLIAS SE FORMARAM.

DE RETALHO EM RETALHO SE FAZ O TECIDO DE UMA HISTÓRIA DE NOVAS POLÍTICAS E DE CULTURA PÚBLICA.

OUTROS TIPOS DE PREOCUPAÇÕES SURGEM PARA PROTEÇÃO AMBIENTAL, CULTURAL E TAMBÉM PARA DESENVOLVER AS NOVAS NECESSIDADES
DESSA POPULAÇÃO QUE SE TORNAVA BEM SUCEDIDA, NESSES NOVOS TEMPOS.

CAMINHOS DIFERENTES PARA A FORMAÇÃO DESSE CIDADÃO CONSCIENTE SÃO CALCADOS NA CULTURA QUE COMEÇA A ESPELHAR PARA O PAÍS,
COM A CHAMA DO SABER E DA EDUCAÇÃO.

HOJE PAULÍNIA NO MEIO DO PROGRESSO E CULTURA É UMA CIDADE MARCADA POR UM GRANDE DESENVOLVIMENTO, MOVIDA PELO DESAFIO DE PROMOVER A ENERGIA CAPAZ DE IMPULSIONAR O DESENVOLVIMENTO E GARANTIR O FUTURO DA SOCIEDADE COM COMPETÊNCIA, ÉTICA, CORDIALIDADE E RESPEITO À DIVERSIDADE. VAMOS PASSAR POR PAULÍNIA E CONHECER TUDO DE AGRADÁVEL E IMPORTANTEQUE NOS
OFERECE NO SETOR DE MÚSICA, TEATRO, DANÇA FESTIVAIS, TECNOLOGIA E ESPORTES. A META É TER CULTURA E FAZÊ-LA SER UMA SEGUNDA FONTE DE RENDA DA CIDADE.

DESDE ÉPOCA DA EMANCIPAÇÃO, O FUTEBOL COMPARTILHADOCOM O BOCHA, SEMPRE FORAM OS ESPORTES MAIS POPULARES DE PAULÍNIA E,
ATÉ OS DIAS ATUAIS, ONDE OS JOGOS DESPORTIVOS DOS TRABALHADORES FAZEM SUCESSO NA CIDADE. PAULÍNIA TEM TRADIÇÃO NO BICICROSS COM UMA DAS MELHOES EQUIPES DO BRASIL. OUTROS ESPORTES SÃO POPULARES NA CIDADE, COMO O BASQUETE, O
HANDEBOL E O VOLEIBOL. A PREFEITURA E O PARQUE INDUSTRIAL DE PAULÍNIA SÃO OS GRANDES INCENTIVADORES DOS ESPORTES, CULTURA E LAZER QUE CADA VEZ MAIS SURPREENDE A REGIÃO E MOSTRA A COMPETÊNCIA NA EDUCAÇÃO, TENDO SIDO OS PRIMEIROS A FORMAREM A BIBLIOTECA VIRTUAL ONDE, EXPRESSIVO NÚMERO DE ALFABETIZADOS TEM ACESSO GRATUITO A INTERNET, AO FUTURO E A UMA MELHOR QUALIDADE DE VIDA.

ENTRE AS MAJESTOSAS COLUNAS GREGAS DO TEATRO MUNICIPAL DE PAULÍNIA VEMOS NASCER O GRANDE IDEAL DESSA ARTE QUE DESPERTA
NO SEU POVO O MELHOR DE SUA ESSÊNCIA: A SUA LIBERDADE DE EXPRESSÃO, ASAS À SUA IMAGINAÇÃO, A ÉTICA E O RESPEITO À
CIVILIZAÇÃO.

O TEATRO, A DANÇA E A MÚSICA SÃO A GRANDE MISSÃO DA SECRETARIA DA CULTURA DE PAULÍNIA NO SENTIDO DE AMPLIAR, ATRAVÉS DE CURSOS DE MÚSICA, DANÇA E REPRESENTAÇÃO, O INTERCÂMBIO CULTURAL E EDUCACIONAL LIGANDO A ARTE ENTRE ALUNOS, PROFESSORES E FUTUROS PROFISSIONAIS DA CIDADE, FORMANDO O CIDADÃOCAPAZ DE PARTICIPAR DA VIDA CULTURAL E CRIANDO UM NOVO PÚBLICO COM
GOSTO PELA CULTURA.

"LIBERDADE, LIBERDADE", TEXTO DO JORNALISTA MILLOR FERNANDES, MONTADO PELOS ALUNOS DO DEPARTAMENTO DE TEATRO DURANTE A
SEMANA DA CULTURA NEGRA, É UMA DAS GRANDES VITORIAS DA ARTE.

PAULÍNIA A MAGIA DO CINEMA

O POLO DE CINEMA VEM CADA VEZ MAIS SE FIRMANDO NO CENÁRIO NACIONAL E, COM GRANDES PRODUÇÕES DESSA NOVA GERAÇÃO DE CINEASTAS, ESTÃO SENDO FORMADOS PROFISSSIONAIS NAS MAIS DIVERSAS ÁREAS. NOS ÚLTIMOS FILMES, FORAM USADOS A PRÓPRIA
POPULAÇÃO DA CIDADE PARA ATUAR COMO FIGURANTES. ALGUNS DOS FILMES PRODUZIDOS: O MENINO DA PORTEIRA/ SALVE GERAL / O HOMEM DO FUTURO / A BUSCA / O PALHAÇO.

COM O DESENVOLVIMENTO DO POLO E OS PRIMEIROS FILMES QUE FORAM RODADOS NA CIDADE, ERA NATURAL QUE A SECRETARIA DA CIDADE CRIASSE UM ESPAÇO PARA O ENCONTRO E A TROCA DE EXPERÊNCIAS: "PAULÍNIA FESTIVAL DE CINEMA" QUE DEPOIS DE ALGUMAS EDIÇÕES ESTÁ CHEGANDO AO TOPO DOS FESTIVAIS DE CINEMA DO PAÍS.

ELE VEIO PARA FICAR!

O POLO DE CINEMA TEM MUITO QUE SE ORGULHAR DE ESTAR JUNTO COM AS PRODUÇÕES BRASILEIRAS NOS GRANDES FESTIVAIS DE CINEMA
PELO MUNDO, OSCAR, CANNES, BERLIM E NESSE CARNAVAL, PREMIANDO E SENDO PREMIADO PELAS CHAMAS DA VAI-VAI.
PAULÍNIA É UMA CIDADE DE SONHADORES, GENTE QUE INVENTA UM MUNDO MAIS BONITO, MODERNO, SUSTENTÁVEL, RECICLADO, QUE CUIDA DA CULTURA, FORMANDO PESSOAS CULTAS, FELIZES E PERSISTENTES E QUE NÃO SEGUEM O CAMINHO COMUM: TRILHAM SEUS SONHOS. CONSTROEM CONHECIMENTOS QUE INTEGRAM O CURRÍCULO ESCOLAR DANDO INFORMAÇÕES SOBRE CINEMA, TEATRO E MODERNIDADE.

ENSINA COMO CONVIVER COM AS DIFERENÇAS E AUTONOMIA NECESSÁRIA PARA COMPREENDER O MUNDO A SUA VOLTA COM CRITICIDADE INERENTE AOS CIDADÃOS CONSCIENTES DE SEUS DIREITOS E DEVERES. ESSA É A ESSÊNCIA DESSA POPULAÇÃO EM FORMAÇÃO, JOVENS CRÍTICOS QUE SABEM REIVINDICAR COM RESPONSABILIDADE E MUITA PAZ. SINAL DE UMA SOCIEDADE MELHOR.

PAULÍNIA ESTÁ FORMANDO CIDADÃOS PREPARADOS PARA OS DESAFIOS DO MUNDO, UM NOVO BRASIL NAS MÃOS DESTE NOVO BRASILEIRO.

Chico Spinosa

 
Ano do enredo: 2013
Título do enredo: "Sangue da Terra, Videira da Vida: Um brinde de amor em plena avenida - Vinhos Brasil."
Descrição do enredo:


Sangue da Terra, Videira da Vida
Um brinde de Amor
Em plena Avenida!

"VINHOS DO BRASIL"

"A vida é como o vinho: se a quisermos apreciar bem, não devemos bebê-la até a última gota."

Lorde Byron

Abertura:

Sangue da Terra

Nasci antes da Escrita e já escreveram bastante a meu respeito. Transformaram-me em predicado, verbo e sujeito de orações que ecoam pelo Infinito.

Benditos frutos que me deram Vida e, com ela, a eterna missão:
Celebrar a paz e a união entre homens e nações,
uma espécie de porta-voz do Coração.

Lembro-me das Bodas de Caná, cerimônia de casamento entre judeus,
Famílias se uniam na alegria, mas, se bebida não havia.
Como poderiam celebrar?

Foi quando o Mestre intercedeu, atendendo ao pedido de Maria.
A água que enche seis talhas carrega-se em tinta e sabor
um doce aroma, então se espalha, e com ele, surpresa e rubor.

Eis que um milagre se encerra diante dos noivos e convidados
A água transformada em vinho! Abençoado e purificado,
Sou, então, o Sangue da Terra!

Também constam nas Sagradas Escrituras outra passagem interessante:
Depois do Dilúvio, quando preservou Criações e Criaturas
Noé não se esqueceu de um detalhe importante:
Cultivou sementes do trigo e da videira, símbolos de nossa existência,
Corpo e Alma que se multiplicaram pela Terra inteira!

II - Celebrando a vida

Com a sua mania de explicar, o homem decretou a minha sina.
Se não sabia onde era o meu lar, imaginou que eu fosse obra
da Criação Divina.

Se tivesse uma pátria, diria que nasci no Oriente.
Mas, a verdade é que surgi, simultaneamente, na África,
Europa e na Ásia, o maior dos continentes.
Os egípcios foram os primeiros a saborear, Gregos e Fenícios me transportaram pelo mar, os Romanos fincaram minhas raízes nos caminhos da sua ânsia de conquistar.

Fui testemunha de uma inusitada disputa de poder.
Para surpreender seu convidado e revelar a força do Egito,
Cleópatra organizou o maior de todos os banquetes,
Tecendo as teias de um flerte com Marco Antonio, já enfeitiçado.

Mandou os criados servirem o que havia de mais saboroso,
E para celebrar o início do namoro, colocou no cálice do todo-poderoso
O seu fantástico par de brincos de pérolas e ouro!

III - Cálice Bento

Com a queda dos Romanos, videiras cultivadas por mãos escravas
ficaram ao abandono. Nas trevas da Idade Média
Dormi um longo sono e envelheci em barris, meu novo trono.
Agora, servia ao Senhor, fazendo parte da Liturgia e da Eucaristia em Seu louvor.

IV - Sabor Brasil

Chego ao Brasil trazido por mãos portuguesas, com certeza,
mas foram os italianos que ouviram os conselhos do Minuano.
Semearam as minhas videiras nas altaneiras serras do
Rio Grande do Sul. 
Cresci admirando esse manto azul que cobre terras amigas,
abençoando pobres e ricos, brancos e negros,
como na Ceia do Bexiga!

Gregos e romanos começaram uma festa, parecida com essa,
celebrando a alegria. Brindemos à nossa gente bamba,
à Mitologia do Samba e a esse povo festeiro!
Ora, viva o Vinho Brasileiro!

V - A arca do futuro

Sou fonte de inspiração:
luz, câmera, ação! Arte, energia e emoção.
Na tela do cinema nos versos de um poema no calor de uma paixão
Sou a harmonia de vários elementos o detalhe de cada sentimento

E preciso de um momento para a sua reflexão, a vida depende do equilíbrio da Natureza e ela, só depende da gente.
Levem para a Arca do Futuro e guardem em local seguro
todas as provisões que serão legadas às novas gerações.
Mas, não se esqueçam de minhas sementes...

Quando estiverem no futuro abrigo
Matando as saudades desse velho amigo
Tenham muita atenção:
Celebrem com alegria,
Mas bebam com moderação.

Saúde, Vai-Vai!

Um brinde a vida!

Cahê Rodrigues
Carnavalesco

Pesquisa e Roteiro:
Cahê Rodrigues, Marta Queiroz e Cláudio Vieira

 
Ano do enredo: 2012
Título do enredo: Mulheres que brilham - A força feminina no progresso social e cultural do País
Descrição do enredo:

Justificativa.

O objetivo deste tema é mostrar que ao longo da história a mulher mudou a sua maneira de ser na sociedade, exercendo papel de protagonista e decisivo no desenvolvimento social e cultural de nosso país e de todo o mundo.

Mostraremos em nosso desfile que a mulher é a grande mãe de cada mudança e que ela esteve presente em cada etapa da nossa vida cotidiana.

A opção de contar esta trajetória em forma de poema, é um tributo que prestaremos a mulher, uma questão de razão e sensibilidade, um olhar pelos olhos dela, revelando que o Brasil não é só a terra da mulher que brilha, mas daquela que faz brilhar.

Trago o que há de bom nesta hora
Pro samba que vai raiar a aurora
O bom brilhar da luz da lua
Pra iluminar esta rua
E o mais forte cantar
Que hoje a Vai-Vai segue a trilhar
Dessa mulher que brilha e que nos faz brilhar

Vem de Deus, essa luz que irradia.
Da alvorada dos tempos
Do barro, o homem, a cria
A mais divina inspiração
É a porção mulher que trago em mim
Que aflora e se revela
Assim como se fosse a costela
Daquele que foi o primeiro Adão.

É como a caixa de pandora
De mistérios e surpresas,
Aquela que guarda e protege
Que me elege e se abre agora
E sai do meu peito afora
No pulsar forte de um samba
Explodindo o meu coração

Vou percorrer na memória
Desde os tempos da pré-história
Quando fostes um troféu, a vitória
A base de um clã e de um lar
Brilhastes sempre, mulher de verdade
Na alegria e na adversidade
Firme, forte, aguerrida
Na dura vida, sua lida, cuidar

Fostes aqui também, a pioneira
Num Brasil ainda menino
A sedução da selva, o toque feminino
Da pele do sol tempero de amor
De Paraguaçu, índia faceira
Com cheiro de relva e de flor
A fazer assim a doce mistura
Da brava gente brasileira.

Por que amas, que tu brilhas
Seja na luta da igualdade
Ou nas trincheiras da liberdade
Seu brilhar faz romper barreiras
Pela paixão que não vê cor
E Chica, brilhou no Tijuco
Marias se tornam guerreiras
Pela pátria livre com amor.

Fostes um dia, a princesa prometida
Vinda de terras tão distantes
À desposar aqui, o jovem príncipe regente
E a se tornar alteza, esposa, mãe presente
Altiva, ante a outra, da paixão ardente
A zelar por ideais de uma nova nação
De um povo heroico, de brado retumbante
Por um sonho de um Brasil independente

Por ter coragem, que tu brilhas
E ergue-se a ti, Anita guerreira
O estandarte dos “Farrapos”
Assim como é de Dandara, Palmares, a Bandeira
Do grito de liberdade solto na garganta,
Que a mordaça de Anastácia não calou
E flutuou no ar, leve como pena
E nas mãos de Isabel, um dia pousou.

Fostes aquela, Chiquinha, a maestrina
Musa, música, mulher que brilha
O Abre-Alas que compõe nossa trilha,
Caminho que se abre, retrato que se revela.
E que na tela reparte coragem e arte que desafia
A expor a carne, a face de nossa terra: Antropofagia.
Na forma e cor de Tarsila, se externa.
E se faz moderna, definitiva, eterna.

Porque sonhas, que tu brilhas
Heroínas que inspiram, mulheres de papel
A criarem vida, nas palavras que esvaem vivas,
Das mãos de Ligia, de Zélia e Clarisse
E da Brilhante Raquel
E tantas outras que se fizeram eternas
De grandes homens, de alma fêmea, terna
Que tornaram reais, que fora personagem
Numa nova mulher que brilha com força e coragem

Porque cantas, que tu brilhas,
Como brilhante é o teu cantar,
Canto e encanto, trejeitos.
Num jeito próprio de olhar
De tantos requebros e maneiras,
É a pequena notável Luso-brasileira,
É o bamboleio, é ciranda, tai, é Carmem Miranda
Fazendo o mundo inteiro sambar.

São vozes que brilham que dizem da alma
E que com calma, falam ao coração
Fachos de luz, centelhas, que luzem estrelas
Eternas a se espalhar no céu e no chão
São “Dalvas” e Angelas, Claras, Maísas, Marias, Dolores e Gal
São Divas, sempre vivas, Elizetes, Alciones, Ivetes, Fátimas e Tal.
Regias vozes, vozes divinas
Como a voz de Elis Regina, voz enfim que não houve igual.

Fostes a mulher na luta
Armada de sonhos e ideais
Mulheres de força, mulheres reais
Mães da resistência, à desistirem jamais.
Mães dos escondidos, busca infinita
Mães de tantos, de santos, angelicais
Mães dos excluídos, dos desvalidos
Mulheres estrelas, guias, irmãs da paz

Porque vencestes, que tu brilhas
Sem perder a sua essência
Brilhas na vida e em nossa existência
Luz a doar a luz
Que se ilumina e se refrata
Como prisma de 1001 faces
Mulher que é de ouro, bronze e prata
Que nos encanta, arrebata

És e sempre serás,
Esta mulher que brilha, que manda
Seu bom brilhar mundo afora
Como a musa do meu samba
Mulher amada companheira
Cara metade pela vida inteira
Eterna rainha do lar, de todos os lares
Pois hoje tu governas, a grande nação BRASILEIRA.

Alexandre Louzada
Carnavalesco

 
Ano do enredo: 2011
Título do enredo: A musica Venceu!
Descrição do enredo:

A MÚSICA VENCEU !

INTRODUÇÃO

Ao escolher contar a vida de João Carlos Martins em forma de enredo, o Vai Vai enaltece um dos mais festejados intérpretes da música erudita em nossa história contemporânea.

Prestar essa homenagem é revelar este extraordinário pianista e maestro, motivo de orgulho, exemplo de determinação, superação e coragem para a grande massa popular que atinge um desfile de Escola de Samba, bem como é a nossa contribuição cultural para o Brasil e o mundo.

Mostramos sua trajetória de glórias como se fosse uma sinfonia e seus movimentos, permeada pela emoção que revela a cada parte o “allegro”, o “andante”, o “adágio” e o “largo”, valendo-se ainda de outras modalidades da música clássica para contar a história, paixões, vitórias e dissabores vividos por este grande artista brasileiro.

Na verdade, é uma sinfonia inacabada, pois a cada dia, João Carlos Martins nos surpreende com sua força de vontade e talento, nos brindando com belas apresentações acompanhado de suas orquestras.

Pisamos a avenida, como quem adentra ao palco de um teatro sob o brilho feérico da ribalta. Cada cantar, cada passo, cada batida, altos e baixos, são notas e tons de uma partitura que se compõe agora em forma de samba, bem mais do que isso, é nossa emoção, nosso coração pulsando, com a mesma garra, o mesmo espírito de luta para superar todo e qualquer obstáculo, é nosso orgulho dizer que a música venceu!


SINOPSE:

Vai! Vai! Divina música, encantar minha escola, inspirar seus poetas com sua poderosa energia; vai e escreve assim, este enredo em partitura, nos leva em sons nessa aventura, a encher o ar de melodias.

Traz do Olimpo, a chama que fulgura, a carruagem de luz que acende a mente dos artistas, tange a lira do delírio da festa mágica da alegria e com seu néctar, vem ungir os pés desses sambistas.

Faz ecoar no vento aos quatro cantos, esse canto em samba e poesia, que percorre em branco e preto, as teclas da história de um artista, que ao piano trilhou o seu destino e dele fez assim a sua lida, com mãos de dedos mágicos e divinos, que pôs-se a tocar sua luta pela música e pela vida.

Torna esta avenida o palco, a pauta onde se compõe a sinfonia, em notas que se juntam a contar uma vida e seus movimentos, a saga das mãos de tantas conquistas. Mãos de menino, pequeno príncipe em seu pequeno mundo, de brincadeiras e sonhos; no “allegro” da terna infância, pés e mãos a dividir paixões: bola e piano, pés no chão, mãos à obra, razão e emoção, uma que o faz pisar a terra, outra que toca o céu e o coração.

Que se faça resplandecer hoje, esse seu universo mágico e brilhante, do planeta bola e de tantas estrelas cintilantes, que reluzem inspirações a mente, que refletem nas mãos ávidas, carentes, a vontade de aprender sempre mais.

Descortina a odisséia triunfante, ante a obstinada sede de vencer, como clave de sol a raiar a aurora, como notas a passear na escala, “andante” a brilhar sua aura suave, a voar como ave por esse mundo afora.

Nas asas da liberdade, faz então a viagem, como o som, em velocidade que se propaga pelo ar, nas trilhas que se abrem através dos continentes, ascendendo ao auge como vésper no amanhecer radiante, na cena aberta dos palcos da vida itinerante.

Persegue o sonho, seu caminhar errante, nas terras do norte distante, a tropeçar na saudade, na pedra posta em seu caminho, que atrás da bola, sua alma de eterno menino, leviana e súbita o fez cair ao chão, na armadilha do destino, rompendo esse elo divino que unia seu mais precioso sentido à sua mais pura emoção.

Revela-se então, a sofrida trajetória, do idílio ao avesso de tormenta, no “noturno” “adágio” que se apresenta, num pesadelo inclemente, a batalha implacável contra a mão indolente e a vontade titã que pulsa no coração ardente, clamando com a força de um gigante a acender a chama da paixão que avante, transpõe a muralha imponente pra música vencer novamente.

Nesse “poema sinfônico”, como frenética “rapsódia” a desafiar-se constante, inventa formas na superação a cada instante, erguendo a alma do artista; ante ao corpo doente e nas “tocatas” da vida, segue seu rumo adiante, na “fuga” do seu destino atroz, de cada nota, uma lágrima que ao teclado escorre, na expressão feroz do suor, do sofrer contido, a banhar seu rosto sob as luzes da ribalta, onde a dor ecoa como “dó sustenido”.

Mas o amante indomável da música, cisma, segue a cumprir sua saga, qual “Dom Juan” a seduzir em sons, corações e ouvidos e na sua mente, a obra de Bach, a chama que não se apaga a consumir todos os seus sentidos, ainda que perfeição de outrora, jaz agora nas veias que correm nos seus dedos enrijecidos.

Viver e sofrer é a rima, a sina, o sonho, a “sonata”, solo de seu instrumento, sua guerra fria ao teclado, entre o querer e o poder, compasso do destino, tempo, longo e longe, que o leva distante, à sorte, sortilégio cigano, derradeiro golpe, que cessa, interrompe.

E num acorde interminável a melodia estanca, se arrasta torturante e triste, quando já não se ouve som, onde já não há movimento, como quem ainda ampara a frágil chama. No limiar das cinzas, renasce a fênix, luxuriante à mente ao se iluminar incandescente onde a paixão se ergue, se inflama e abre suas asas como um sorriso “largo”, com a força e vontade de um adolescente, que revive, rebrilha, como rei, régio, regente!

A saga das mãos continua a nos ensinar uma lição de vida, um exemplo de força e talento. Hoje a Vai Vai é uma orquestra a tocar esta sua sinfonia, obra prima, viva, notas da vida que seu destino escreveu, neste palco iluminado esta “cantata” clama:


A música venceu!
Bravo!
João Carlos Martins!

Por:
Alexandre Louzada


DIVISÃO SETORIZADA

Abertura – “Presto”

Nessa abertura, invocaremos todo o panteão de deuses do Olimpo, os quais presidem e inspiram a todos os artistas, como nascedouro do talento, dádiva divina lançada sobre os seus eleitos. Um cortejo espetacular segue a carruagem do deus Apolo, patrono das artes e traz as “pitonisas” visionárias do futuro e outras divindades ligadas à música, como um prenúncio do futuro promissor de João Carlos Martins como músico, uma verdadeira dádiva dos céus!


1º Movimento – “Allegro”

Mostramos nesta parte, o despertar do pianista João Carlos Martins, ainda na sua infância, sua determinação em se tornar um grande músico, sua paixão pelo futebol e o universo das grandes estrelas da música clássica, destacando-se o grande mestre Johann Sebastian Bach, que influenciou diretamente a sua carreira. Enfocaremos as épocas e estilos que notabilizaram esses grandes artistas eruditos.


2º Movimento – “Andante”

Neste setor, revelamos João Carlos Martins como o grande nome a despontar no mundo da música, e suas memoráveis apresentações nos grandes palcos pelo mundo afora. Ressaltaremos sua trajetória de sucesso, que se inicia internacionalmente num festival para jovens pianistas em Porto Rico, a consolidação de sua carreira nos Estados Unidos e Canadá, bem como suas incursões de grande expressão pela Europa e também pelo Oriente.


3º Movimento – “Adágio”

Esta parte é mostrada como um “noturno”, o pesadelo vivido por João Carlos Martins após sofrer um acidente em Nova York, numa partida de futebol, em seus raros momentos de lazer que acabou por romper os ligamentos de sua mão direita. Através de uma visão lúdica, mostraremos o sofrimento físico e a sua luta titânica para superar esta lesão e voltar a tocar piano novamente.


“Intermezzo”

Ainda sofrendo seqüelas de sua tragédia, João Carlos Martins retoma sua carreira, dando um exemplo de superação. Nesta parte, mostramos essa força de vontade e sua rápida incursão pela política, atuando como secretário de cultura de São Paulo, onde realiza tombamentos de áreas de preservação ambiental, bem como a recuperação de importantes teatros da cidade, como o TBC e o Oficina.

4º Movimento – “Largo”

Após se decepcionar com a corrupção da política brasileira, onde fora arrolado em um escândalo e posteriormente inocentado, retoma a sua carreira internacional; é quando, numa viagem à Bulgária, para concluir seu projeto de gravar toda a obra de Bach, ele sofre um atentado que cessa de vez os movimentos de sua tão castigada mão. Quando tudo lhe parecia perdido, entre “fugas” de sua verdadeira vocação, ele encontra a luz no fim do túnel e assim passa a estudar regência, renascendo para a música como fênix das cinzas, tornando-se o grande maestro de hoje.

É o nosso “Gran Finale”, onde motivados por sua força interior, sua capacidade de superar as adversidades, nos juntamos para formar uma imensa orquestra de fãs, regidos por ele na certeza de que mais uma vez, “a música venceu”.

Por: Comissão de Carnaval

 
Ano do enredo: 2010
Título do enredo: '80 anos de arte e euforia. É bom no samba, é bom no couro'
Descrição do enredo:

VAI-VAI  80 anos de arte e euforia“É bom no samba É bom no couro”Salve o Duplo Jubileu de Carvalho 
Tenho na pele a cor da minha raça.

Para mostrar o meu valor, driblei adversários e adversidades, enfrentei o racismo, superei

obstáculos e mudei leis, fiquei conhecido mundialmente, tornei-me líder, o maior do mundo.

Hoje faço parte dos dois maiores espetáculos da terra, e no continente dos meus antepassados, no país do Apartheid, vejo a copa tornar-se realmente do mundo.

As minhas lembranças e recordações nos farão viajar pela história das copas, que se confunde muitas vezes com a história do mundo.

Desde os anos trinta, muitas etapas foram superadas, as dificuldades eram colossais, a

locomoção das delegações, o pouco aprimoramento técnico e tático do futebol, a segregação do negro, passando pelos períodos pré e pós guerra, culminando com a sua paralisação durante a segunda guerra mundial.

A copa ressurgiu em 1950, e pude ver o meu povo se desesperar com a derrota no jogo que ficou conhecido como “Maracanaço”, porém, o mundo passou a conhecer o jeito brasileiro de jogar futebol (superamos o complexo de vira-lata).

Não demorou para alcançarmos a consagração do futebol brasileiro, surgiu o futebol arte, com sua ginga, técnica e malabarismo e o aparecimento do maior jogador de todos os tempos, “O Rei Pelé”,

passamos a ser reconhecidos como “o país do futebol”. Terminamos esse período com a conquista definitiva da taça Jules Rimet, que posteriormente foi roubada e derretida.

Tenho que citar o período do futebol retranca que coincidiu com a época de muitos regimes

autoritários e de repressão espalhados pelo mundo, com ditadores usando o futebol como ópio para os seus povos, época em que grandes seleções, recheadas de grandes craques, como a “Laranja Mecânica – Holanda 74/78” e a “Seleção Brasileira de 82” que não conquistaram nada.

Esse fenômeno tornou o futebol robotizado, sem o mesmo brilho de outrora.

Finalmente citarei os anos 90, a era das aberturas políticas e da democratização da maioria dos regimes autoritários a globalização do futebol que fez da FIFA a entidade com o maior numero de filiados (mais que a ONU); neste período observei também a crescente presença da mídia com a conseqüente exposição e super valorização dos artistas.

A copa do mundo representa a exacerbação dos sentimentos nacionalistas (A pátria de chuteira), é o povo nutrindo sua admiração aos gênios da bola, assim como no carnaval nós reverenciamos os grandes gênios da nossa cultura.

Para coroar esta história, a escola de samba mais vitoriosa do carnaval Paulistano e o país que conquistou o maior número de copas do mundo e que será sede da Copa de 2.014 (quem sabe talvez para se redimir do fracasso de 1950) se unem para celebrar esse duplo Jubileu de Carvalho.

Comissão de Carnaval 

Ano: 2017
Título do samba enredo: “No Xirê do Anhembi, a Oxum mais bonita surgiu…Menininha, mãe da Bahia – Ialorixá do Brasil”.
Compositores do samba enredo: Edegar Cirillo, Marcelo Casa Nossa, André Ricardo, Dema, Leonardo Rocha e Rodolfo
Letra:

Ê laroiê... abra o caminho pro Vai-Vai passar
A energia que emana do Orun
Meus versos no acalanto de Olorum
E no ayê... rufam atabaques no xirê
A roda gira no ilê, na força do candomblé
Vem da Bahia o seu axé
E lá das matas o brado ecoou
Oxossi o caçador... okê arô

Xangô... kaô kabecilê
Eparrêi oyá... obá siré, obá
Ogunhê meu pai Ogum...

A "linda estrela" está por lá
Ilumina o terreiro do gantois

Iaô ô iaô... que lindo arco íris que Oxumaré pintou

Seguindo o caminho que a mãe sempre quis
Na força, na fé e na mesma raiz
Um mar de oferendas pra te exaltar... odô iá!
Eu vou lavar a alma nas águas de Oxalá
E sinto que o amor resplandeceu
O bem e o dom que Deus lhe deu

Ora yê yê Oxum, vem nos abençoar
A Bela Vista hoje vai cantar
Bate cabeça, abre a roda pra saudar
Mãe Menininha do gantois

 
Ano: 2016
Título do samba enredo: Je Suis Vai-Vai, bem-vindos à França
Compositores do samba enredo: Zeca do Cavaco, Zé Carlinhos, Ronaldinho FQ e Dodô Monteiro
Letra:

Mon Amour
A voz do povo é quem diz

Sou raça sou raiz
Há tantos carnavais
Je Suis Vai Vai (Eu sou Criolé...)

Nas cores da França feliz
Eu viajei
Na luz sedução de Paris
Me encantei
Das lendas à Revolução
De Luizes a Napoleão
Liberdade, igualdade, fraternidade
O grito do povo ecoou
Exaltei em samba a capital da moda
A torre Eiffel é majestosa
No Louvre obras imortais

Doce Perfume no ar envolve avenida
Salve a Belle Époque e seus musicais
As danças c cabarés, sabores, orgia
Loucura verde pra brincar o carnaval (ôôô)
Laço de amor uniu duas nações

Garraux virou paixão, virou mania
Alan Kardec é luz e encanto
É energia em preto e branco
Arte moderna, paulicéia desvairada
E champagne pra comemorar
(vem brindar amor...)

 
Ano: 2015
Título do samba enredo: "Simplesmente Elis. A Fábula de uma Voz na Transversal do Tempo"
Compositores do samba enredo: Zeca do Cavaco, Zé Carlinhos e Ronaldinho FDQ
Letra:


Reluziu seu canto ecoou no meu Brasil

Cantora igual jamais se ouviu

Saracura a cantar bem mais feliz

Simplesmente Elis

 

Carnaval a Bela Vista está em festa

Qua qua ra qua qua

Vem viajar a hora é esta

Mergulhando na emoção

Encontrei inspiração

Divina voz salve a rainha

Fiz louvação em aquarela

Na passarela hoje tem arrastão

 

Upa neguinho na estrada é demais

Vou a romaria como nossos pais

De um falso brilhante eu fiz fantasia

Maria Maria

 

Águas de março a rolar

Trem azul vai passar um sonho mais lindo

Na batucada da vida um samba no Bixiga

Vai amanhecer

A cantar a dor o amor o bêbado e a equilibrista

A voz do povo diz que o show de todo artista

Tem que continuar

Glória fino da bossa com Jair só alegria

Hoje retrato em preto e branco na foliar

A gande estrela deste meu país

 
Ano: 2014
Título do samba enredo: "Nas chamas da Vai-Vai, 50 anos de Paulínia"
Compositores do samba enredo: Vagner Almeida, Mineiro, Loirinho, Marcinho Z.Sul, Edinho Gomes
Letra:



Sou preto e branco, meu manto tem tradição
Vem... A festa vai começar
Vai-Vai é a chama do samba
Que jamais se apagará

Resplandeceu...
Um novo dia com a quebra das correntes
Finda a exploração da cor, o negro cantou feliz
Mais uma bandeira se erguia
Na proclamação, democracia
Nos trilhos o progresso desse chão
Brotou na força da imigração
E assim nasceu no berço dessa pátria mãe gentil
Uma cidade de encantos mil, o povo pode festejar...
Gigante pólo industrial, ao meu Brasil é fundamental
Na união, a miscigenação

Um brilho de luz clareia
Reluz nessa "feliz cidade"
O esporte é vida, saúde e paixão
É emoção...

Encena a essência da arte
"liberdade" na imaginação
Desperta o amor à cultura
Embala os sonhos de um novo amanhã
Na tela um filme revela quem está em cartaz
É a magia do cinema nacional
Paulínia... É ela!
A estrela do meu carnaval

 
Ano: 2013
Título do samba enredo: "Sangue da Terra, Videira da Vida: Um brinde de amor em plena avenida - Vinhos Brasil."
Compositores do samba enredo: Zeca do Cavaco, Ronaldinho FDQ, Osvaldinho da Cuíca, Evaldo Rodrigues e Valter Camargo
Letra:


Divino eu sou
Sangue da terra, videira da vida
Um brinde de amor transbordo em plena avenida
Cantando um sonho novo
Matriz, escola do povo
Respeite o meu pavilhão

No antigo Oriente
Da água pro vinho, eu me transformei
E conquistei por mares tantos continentes
Eu vi vencer a sedução
E a disputa do poder; testemunhei
Dormi um longo sono em porões, em barris
Enchi o cálice sagrado
Em seu louvor

No colo do tempo, ao sopro do vento
Sob o céu anil
Por brancos e negros, sou abençoado
Sabor Brasil

Na tela do cinema
Eu viajei com emoção
Nos versos de um poema
No calor de uma paixão
A natureza só pede um pouco de reflexão
E na arca do futuro
Lugar seguro me abrigarei
E hoje na folia vamos festejar
Bebam com moderação
Valeu Vai-Vai

 
Ano: 2012
Título do samba enredo: Mulheres que brilham - A força feminina no progresso social e cultural do País
 
Ano: 2011
Título do samba enredo: A musica Venceu!
Compositores do samba enredo: Zeca do Cavaco, Ronaldinho FQ, Fábio Henrique e Afonsinho
Letra:

Dos céus, em um cortejo divinal
Os deuses da inspiração
Lançam talento a um mortal
Um ser abençoado, que hoje brilha neste carnaval
As sinfonias de Bach regeram seu destino
Orgulho brasileiro
Jovem pianista genial
Em "preto e branco" sucesso internacional

Na sua fé, resistiu
E a dor da adversidade, suplantou
Com muita garra e amor

E assim, na sua força de superação
Buscou a verdadeira vocação
Um novo incidente o quis derrubar
Mas com maestria se pos a lutar
Por seu ideal
Luz da Ribalta que jamais se apagará (apagará)
E ao som de "Bravos e Aplausos"
A Saracura agora vem cantar

Feliz da vida, lá vem o Bixiga
Exemplo de comunidade
A Música Venceu 
O dom é luz que vem de Deus
Da emoção Vai-Vai resplandeceu

 
Ano: 2010
Título do samba enredo: '80 anos de arte e euforia. É bom no samba, é bom no couro'
Compositores do samba enredo: Zeca do Cavaco, Afonsinho BV, Fabio Henrique e Ronaldinho FDQ
Letra:

Vem meu amor
Quero te ver nessa folia
Vem comemorar
80 anos de alegria

Eu viajei e vislumbrei essa história
Num lindo conto de magia
Oitenta páginas de glórias
“Ore mãe áfrica”

Peço licença a seus orixás
A negritude que herdei de ti
Me fez vencer tantas batalhas
Eu superei guerras e adversidades
E hoje brindo a liberdade
É show de bola essa emoção

Corta o beque, faz a finta... Olé
Majestade soberana... Pelé refrão
A voz do povo que ecoa da favela... É Mandela

O mundo foi jogando na retranca
O futebol a única esperança
A democracia e a globalização
Deram aos craques supervalorização
E agora o “Bixiga” faz a festa
“Vão bora” minha escola a hora é essa.

Vai-Vai, celeiro de bambas
Um só coração, a ginga e o samba
A copa realmente hoje é do povo
Trazendo de novo
O sonho de gritar “é campeão”

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