Pérola Negra

Grupo: Acesso
Fundação: 07 08 1973
Cores: Vermelho, Preto, Azul e Branco
Presidente: Geraldo Bezerra (Dinho)
Carnavalesco: Fábio Borges
Interprete: Juninho Branco
Mestre de bateria: Henrique Sampaio (Mestre Ne)
Diretor de carnaval: Fábio Flisch, Sheila Mônaco e Jairo Roizen
Diretor de harmonia: Carlinhos Barbosa
Mestre sala: Everson Senna
Porta bandeira: Gisa Camillo
Rainha de bateria: Carmen Mouro
Madrinha: Kátia Salles
Endereco: Rua Girassol, 51, Vila Madalena, São Paulo
Telefone: (11) 3031-9349
Comissão de Frente: Oyama Queiroz
História

Do sonho e da união de sambistas do G.R. Escola de Samba Acadêmicos de Vila Madalena e Bloco Boca das Bruxas surge a Escola de Samba "Pérola Negra". O nome surgiu da visão de seus fundadores por ser a Pérola Negra uma jóia rara, usando a alusão de "A Jóia Rara do Samba". Outra versão é que seu nome é sugestão de seu fundador, que observava uma garrafa da cerveja Pérola Negra.

Sua estréia no Carnaval Paulistano ocorreu no ano de 1974, levando para a avenida São João o tema enredo "Piolim, Alegria Circo História", resultado: Pérola Negra campeã do Grupo III.

Com esse resultado surpreendente, pessoas ainda indecisas resolveram aderir ao projeto e no Carnaval de 1975, quando contagiaram a avenida com o enredo "A São Paulo de Adoniran", o resultado não poderia ser outro senão: Pérola Negra, campeã do Grupo II.

Em 1976 com o enredo "Portinari, Pintor do Povo" é novamente campeã, passaram a fazer parte da elite do Carnaval Paulistano, tornando-se a "coqueluche" do momento.

Tiveram vários momentos inesquecíveis de glórias e desafetos, alegrias e tristezas, mas sem perder a paixão pelo samba que é a nossa alegria palavras bem lembradas na letra do nosso hino; composto pelo poeta Pasquale Nigro, compositor e um dos idealizadores da escola. Morador da tão singular comunidade da Vila Madalena e ainda ativo nos assuntos da escola.

A Pérola Negra também está localizada em uma região da cidade de São Paulo que vem se valorizando nos últimos tempos, a Vila Madalena. Mas a sua presença no lugar vem desde quando a Vila era um bairro de operários e ainda não tinha todo o agito dos dias atuais.

A escola tem onze participações no Grupo Especial. Esteve pela primeira vez em 76, quando ficou ininterruptamente até 81. As outras participações se deram em 83, 90, 96, 01 e em 2007, 2008 e 2009.

Ano do enredo: 2017
Título do enredo: “Pérola Negra levanta as mangas e põe a mão na massa”
Descrição do enredo:

O território onde hoje se situa o bairro de Vila Madalena fazia parte de uma imensa floresta, cenário grandioso onde era encenado um apoteótico bailado. Os sons da Mata Atlântica criavam uma sinfonia selvagem, de ritmo bárbaro e grandioso, enquanto bandos de araras num sincronizado voo exibiam sua coreografia aérea. Na sinuosa dança das águas dos igarapés, cardumes de peixes encenavam seu balé aquático.

No chão, animais dançavam para seduzir suas fêmeas, e serpentes em suave dueto deslizavam entre arbustos. Embaladas pelo vento, as árvores iam e vinham num ritmado "balancê".

Os índios, como parte integrante dessa imensa floresta, cantavam e dançavam por qualquer motivo, inspirados por esse balé da natureza.

Presos aos tornozelos dos hábeis bailadores, chocalhos feitos de seixos, sementes e dentes, marcavam o compasso da dança. Canindé, Canindé, cantavam e dançavam pedindo vitória na guerra.

Os jesuítas, em seu processo de catequese, para atrair os silvícolas introduziram as danças nativas nos rituais da nova religião. Criaram versos em tupi para os cateretês que os índios dançavam em frente às ocas. Adultos vestidos de penas e listrados de urucu, acrescentavam o crucifixo a seus adornos, e compunham as orquestras onde a guararapeva acompanhava o canto e a dança dos novos rituais.

Nessa "zona rural" de São Paulo de Piratininga, passavam tropeiros com seu imponente bailado equestre, e os "cortadores de mato" dançavam a catira e o fandango.

Os negros, que se refugiaram nessa "vila dos farrapos", ao fugir da escravidão, encontraram na música e na dança o consolo à crueldade dos castigos que tentavam esquecer. A grande variedade de instrumentos de percussão facilitava a execução de notável polirritmia, com um extenso quadro de danças dramáticas fetichistas, os batucajés, ou as alegres danças profanas, os desenfreados batuques. Aqueles vindos de Angola praticaram aqui os rituais de coroação do Rei do Congo. Um belo cisne negro em seu voo migratório, fascinado pela dança dos homens de sua cor resolve ficar por aqui.

Quando essa Vila Madalena não passava de um amontoado de casas e pequenas chácaras, seus moradores iam de casa em casa encenando a Folia de Reis, e dançavam a quadrilha em volta de fogueiras. Mas o espírito festivo que conhecemos na Vila Madalena de hoje, chegou com os estudantes da USP, "dançarinos saltimbancos" que encheram o bairro de alegria e irreverência.

Chegaram os hippies e seus cabelões , e o som do roqueiro Piriri "balançou" os bares e as ruas da "Vila Woodstock". Entre girassóis, purpurina, harmonia e simpatia, a irreverência dançou no "Santa Casa". A Feira da Vila abriu as portas para a entrada de "bailarinos giramundo", brincantes que chegaram com a capoeira, o frevo, o reisado, o maracatu, o boi-bumbá e a gafieira.

Dançarinos foliões vindos do mundo inteiro escolheram a vila como cenário para a encenação da gigantesca "ôla" que deixou saudades depois da Copa do Mundo. Pelas ruas que dançam num sobe-e-desce, os blocos carnavalescos arrastam multidões: Sacudavila, Os Madalenaâ?

Pois é mesmo o samba, Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, que traduz a alma dançante da Vila Madalena. Ao som da bateria da Pérola Negra, até os mais silenciosos vizinhos, os moradores do Cemitério São Paulo, vão "balançar o esqueleto".

 
Ano do enredo: 2016
Título do enredo: Do Canindé ao samba no pé. A Vila Madalena nos passos do balé
 
Ano do enredo: 2015
Título do enredo: "Pérola"
 
Ano do enredo: 2014
Título do enredo: Caminhos segui, lugar encontrei... Pérola Negra - a suprema Felicidade!
Descrição do enredo:

 

Onde mora essa tal felicidade,
Se não em todos os lugares ou lugar nenhum?
Qual será o caminho que dela me aproxima?
Será utopia ou realidade?
Sonho ou ilusão?
Eis o paradoxo da vida
Uma via de mão dupla:
Poucos com muito, felizes
Muitos com pouco, também
Aqui, ali, entre ricos e pobres
Educados ou não
Dama da virtude que não escolhe a cor
O gênero e a religião.

Da vida como um sobrevivente
Desejo-te como a sorte
Um banquete de desejos
Do grego, "eudaimonia"
Dos deuses, um presente
Uma água-marinha
Uma escolha divina, prosperidade
Desaguando do céu como fonte
Em forma de Graças
Jovens de belas faces
Senhoras do encantamento, filhas de Zeus:
O esplendor, a alegria e o desabrochar

De dentro pra fora de mim
O auto conhecimento, Ananda
A paz interior, o Caminho do meio
Para enfim, encontrar o destino
Manifestar o amor , a alegria
No caminho da virtude
No prazer de viver , No contentamento
No Feng Shui

És cultuada no exercício da fé
Descrita na Visão de Túndalo
Aos bem-aventurados Filhos de Israel, és recompensa
Promessa abonada aos tributários de Deus
Para servir-lhes do gozo da tua presença
E fugir do tempo das trevas
No Júbilo do Paraíso

Também relacionada à longevidade
Na idade média foi estudo da alquimia
Na busca da pedra filosofal
E alvo de porções milagrosas (elixires)
Para assegurá-la
Assim como amuletos e talismãs
Capazes de mantê-la entre os homens

Contudo, no uso da Luz da razão
Passou a ser desejada por direito natural
Não apenas como golpe do acaso
Ou favor divino
Ganhou status de projeto
Ligado a justiça, igualdade e bem-estar social
Tornou índice no reino do Butão
Felicidade Interna Bruta
Para medir a satisfação coletiva
A tal "qualidade de vida"
Ansiada por cada um de nós
Porém, continua a dúvida:
Onde mora a felicidade?
Musa subjetiva que se esconde
Na realização dos nossos sonhos
Sejam pessoais ou profissionais
Ou simplesmente nos gestos mais simples
Como um abraço e um beijo
Sim, às vezes ela mora num afago
Em outras, na aquisição de um bem material
Mas podemos comprá-la?
Estarás embutida numa pílula ou num antídoto?
Será que se escondes no reflexo narcisista do espelho?
Ou ainda, em nosso desejo de ser amado (a)?

Doravante acredito na sua generosidade
Pois é uma coisa que pode ser dada mesmo sem ter
Uma lição que sabemos de cor
Só nos falta aprender
Então cuidado para não confundi-la
Alegria é estar - felicidade é ser
Loucura é achar que não existe
A vida não teria sentido!

Muito bem, há 40 anos encontrei a suprema felicidade
Um lugar onde o samba é a nossa alegria
Filosofia que faz sonhar
E a gente embora contra a corrente
Cantando aquilo que sente
Faz a vida vibrar
Então... venha!
Você verá que vale à pena
Chegar na Vila Madalena e ver o povo sambar... e ser Feliz!
Descobrir que não há caminho para felicidade
A felicidade é o caminho!
E a Pérola Negra é o lugar!

Carnavalesco: André Machado

 
Ano do enredo: 2013
Título do enredo: "O espetáculo vai começar, Pérola Negra apresenta: O Auto da Compadecida"
Descrição do enredo:


De Ariano Suassuna, o Auto da Compadecida é uma história altamente moral que narra a intimidade com Deus e a simplicidade da relação dele com os homens, e mais, é um apelo a misericórdia divina. Uma narrativa que retrata os pecados da carne sem pudores, de forma alegre e descontraída, lembrando que todos nós estamos sujeitos as maledicências carnais, pois somos seres humanos, logo, pecadores. E que não existe alma puramente virtuosa, nascemos para conhecer, errar e aprender se possível com os erros.

A justiça comum, infelizmente praticada pela racionalidade, sufocada por formalismos burocráticos e complicações que dão margem à deformação de seus verdadeiros objetivos, não têm nenhum crédito aos olhos do povo, que procura a emoção irresistível de sentir o Cristo do seu lado.

O sertão sofrido do nordeste castigado pela natureza é o cenário ideal para o desenvolvimento das personagens que praticam atos vergonhosos por medo da fome, do sofrimento, da morte e da solidão. A simplicidade e o tom ingênuo característico deste ambiente são fundamentais para a narrativa que ainda é reforçada pela originalidade da linguagem do circo, onde a caricatura esta presente de forma marcante e intuitiva. E é neste universo circense que acontecerá o julgamento das personagens e também a intervenção da Compadecida no momento propício, para triunfo da misericórdia, inclusive para aqueles que terminam por fazer o que não presta, não por maldade, mas por sua pobre e triste condição.

Após o toque do clarim o palhaço anuncia que vai começar o grande espetáculo.

O AUTO DA COMPADECIDA!

Num cenário nordestino
Onde a seca e a fome fizeram morada,
Existe apenas a fé em nossa Senhora
Ou cada um por si e Deus por nada.

Na verdade é justificado
As fraquezas da humanidade
Engana-se por medo, medo da fome,
Da falta de oportunidade
O homem simples do sertão
Se torna vilão, mas isso,
Isso não é nenhuma maldade

João Grilo é um personagem lendário da literatura do nordeste. E aqui aparece formando uma dupla pra lá de esperta com seu amigo Chicó na cidade de Taperoá. Juntos convencem um padre, um sacristão e um bispo, a fazerem o enterro em latim do cachorro dos seus patrões, pois estariam todos incluídos no testamento do cão. Antes do enterro do defunto, lhe tiraram a bexiga enchendo-a com sangue de galinha, e Chicó, a esconde no bolso da camisa... Ofereceram também à mulher adultera do padeiro avarento, um gato que "descome" dinheiro.
Taperoá é invadida por cangaceiros liderados por Severino do Aracaju que entra na igreja para roubar e executar as suas vítimas. E assim o fez...

João Grilo alega possui uma gaita "mágica" que cura ferimento de bala e gostaria de presentear o carcará. Com ela, Severino poderia morrer, conhecer Padre Cícero e depois voltar. O cangaceiro duvida. É quando João enfia um punhal em Chicó perfurando astutamente apenas a bexiga que continha o tal sangue de galinha, o sangue escorre e Chicó cai a se estrebuchar até "morrer". Em seguida João toca a gaita e o suposto defunto começa a mexer e logo esta de pé.

Estarrecido e ansioso por conhecer Padre Cícero, no qual é devoto, o ingênuo Severino pede a um de seus cabras para tirá-lhe a vida e em seguida tocar gaita. Assim é feito, mas ele não revive. Então, João e Chicó esfaqueiam o cangaceiro atirador. No entanto ao soltá-lo, o sujeito ainda encontra forças e atira em João que também morre.

O AUTO DA COMPADECIDA!

Chegou à hora do julgamento de alguns canalhas, para exercício da moralidade!

No julgamento o Encourado faz as acusações, pronto para carregar para o inferno os pecadores.

Num estante, levados por uma força irresistível, todos vão se ajoelhando vagarosamente e o Encourado se afasta virando-se de costas para não ver Cristo.

O Cristo é um negro retinto, com uma bondade simples e digna nos gestos e nos modos, amparado por uma luz suavemente intensa, é Manuel, o Leão de Judá, o filho de Davi, chamado também de Jesus, de Senhor, de Deus... Sentado em seu trono divino, ordena que o Encourado fique de frente e faça as acusações. Entusiasmado o próprio diz que nunca teve uma safra tão boa, tão cheias de pecados: um bispo interesseiro, arrogante e apodrecido de sabedoria mundana; um padre que se pode atribuir todos os defeitos do bispo mais a preguiça; um sacristão hipócrita e ladrão de igreja, um padeiro avarento casado com uma mulher adultera; um cangaceiro devoto de Padre Cícero que matou mais de trinta; e por ultimo João, um grilo esperto e mentiroso que matou Severino, além de ter planejado o enterro do cachorro e a história do gato que "descome" dinheiro...Todos estão envolvidos em pecados e maledicências e prontos para queimarem no fogo do inferno, sem apelações, pela justiça do Encourado.

João Grilo, diante as acusações, apela pela misericórdia da mãe da justiça - a Compadecida.

"Valha-me Nossa Senhora
Mãe de deus de Nazaré!
A vaca mansa dá leite,
A braba dá quando quer
A mansa dá sossegada
A braba levanta  o pé
Já fui barco, fui navio,
Mas hoje sou escaler.
Já fui menino, fui homem,
Só me falta ser mulher
Valha-me Nossa Senhora
Mãe de Deus de Nazaré."

E Nossa Senhora aparece cercada de anjos, sob uma luz aconchegante, fazendo com que todos se ajoelhem sem perceber. Triunfante, intercede por todos. Quase tudo o que os homens fazem é por medo. Começam com medo e coitados, terminam por fazer o que não presta, quase sem querer. O bispo foi por medo da morte, o padre por medo do sofrimento, o padeiro da solidão, por isso perdoava a mulher para não ficar só. Já ela, no começo do casamento era maltratada por ele - moça pobre casada com homem rico - além de ter a condição de ser mulher, que hoje em dia, tem que lutar por seus direitos.

"Meu filho, perdoe estas almas,
tenha delas compaixão!
Não se perdoando estas almas,
Dá-se mais gosto ao cão!
Por isso absolva elas,
Lançai a vossa Benção."

Manuel comenta que Severino foi instrumento da própria cólera, enlouquecido que a polícia matou sua família e por isso não era responsável por seus atos. Logo pode ir pro céu. Já para os demais, estão reservados cinco últimos lugares no purgatório, para que lá, apaguem o muito que fizeram e assegurem a sua salvação.

"Pois minha mãe leve as almas,
Leve em sua proteção,
Diga as outras que recebam,
Façam com elas união,
Fica feito o seu pedido,
Dou a elas a salvação."

A Compadecida também intervém a favor de João Grilo, dizendo que ele foi um pobre que teve de superar as maiores dificuldades, numa terra seca e miserável. Manuel até compreende as circunstancias em que João viveu, mas os mandamentos existem e foram transgredidos.

Então, a mãe da misericórdia pede que lhe dê outra oportunidade. E assim é feito. Entretanto, João teria que fazer uma pergunta no qual Manuel não pudesse responder.

Lembrando-se da vez, em que o padre lhe ensinava o catecismo e lendo um trecho do evangelho que dizia: ninguém sabe o dia e a hora em que o dia do juízo será, nem o homem, nem os anjos que estão no céu, nem o filho, somente o pai... Então João perguntou a Manuel: Em que dia acontecerá a sua segunda ida ao mundo?

Manuel respondeu não respondendo. Disse que isso é um grande mistério e que não poderia explicar nada agora, porque João iria voltar ao mundo e isso faz parte da intimidade do Filho com o Pai.

Absolvido então, João ajoelha-se aos pés de Nossa Senhora, beijando-lhe a mão. E enquanto ele retorna ao mundo, o Encourado furioso corre para o inferno. Já na Terra, João descobre que Chicó havia feito uma promessa a Nossa Senhora para que ela voltasse... É o milagre da fé pura e simples!

A história da Compadecida termina aqui. Para encerrá-la, nada melhor do que o verso com que acaba um dos romances populares em que ela se baseou:

"Meu verso acabou-se agora
Minha história verdadeira,
Toda vez que eu canto ele,
Vem dez mil réis para algibeira
Hoje estou dando por cinco,
Talvez não ache quem queira."

E se não há quem queira pagar, peço pelo menos uma recompensa que não custa nada e é sempre eficiente: o seu aplauso!

SOBRE A LINHA DO SAMBA

• Inspirado pela obra de Ariano Suassuna, o compositor deve arranjar o samba enredo, tendo a figura do palhaço como o
apresentador do espetáculo, pois é ele quem narra a historia e apresenta os personagens.

• Pelo mesmo motivo, o samba enredo tem que ser alegre e debochado, características contidas também nos "repentes" (corrente musical comum da cultura nordestina), que poderá servir de inspiração na estrutura dos versos.

• Cabem na letra do samba, palavras originais do sotaque nordestino.

• É sugestionável que na composição do samba não haja necessidade da inclusão dos nomes das personagens, contudo, seus defeitos e pecados, serão de suma importância.

• A ideia do enredo e seu desenvolvimento induzem que a primeira parte do samba seja como numa apresentação de circo, onde o mestre de cerimônia (no caso o palhaço) anuncia o espetáculo e logo em seguida faz uma introdução do que o publica irá assistir.

• O julgamento, onde o Encourado faz as acusações às personagens, poderá ser utilizado no refrão do meio.

• A aparição da Compadecida poderá seguir na segunda parte do samba e feita de forma triunfal, após João Grilo invocá-la, pois será ela, a advogada dos acusados citados anteriormente.

• Para o ultimo trecho do samba ficará reservado a sentença dos acusados por Manuel.

• No ultimo refrão ou refrão de cabeça, sugerimos como acontece no fim de um espetáculo, onde o artista humildemente agradece a atenção e os aplausos do publico.

Obs: O que foi sugerido aqui serve apenas para indicar o caminho mais fácil para o entendimento do que será mostrado no desfile. Contudo, continua válida a licença poética do compositor, que tem total liberdade de criação, desde que tenha coerência com a obra.

MONTAGEM DE DESFILE

SETOR I: O espetáculo vai começar

Como no início de um espetáculo circense, o palhaço anuncia o espetáculo e apresenta as personagens.

Abre-alas: Abram-se as cortinas - o espetáculo vai começar!

SETOR II: A morte das personagens

Acontece a morte das personagens e eles fazem a passagem. Começa  o julgamento e as acusações feitas pelo encourado aos pecadores, onde são apontados seus defeitos.

Segundo carro: A passagem e a hora do julgamento

SETOR III: A entrada triunfal da Compadecida

Caso sejam condenados, o inferno é o destino certo para os pecadores. Entretanto, a mãe da misericórdia é invocada para intervir a favor das personagens.

Terceiro carro: Portal do inferno e a entrada da Compadecida

SETOR IV: A sentença de Manuel e a festa de enceramento.

Manuel dá o seu veredicto sobre o destino das personagens e acontece o enceramento do espetáculo.

Quarto carro: O triunfo da fé na mãe da misericórdia

AGRADECIMENTO AO PÚBLICO

Carnavalesco: André Machado

Presidente: Edilson Casal

 
Ano do enredo: 2012
Título do enredo: A pedra que encanta também samba. Itanhaém, hoje a Pérola é você!
Descrição do enredo:

Autor: André Machado

Herança de menino caiçara
Marcas na areia deixada pelos pés como “tapir”
Que a água mais teimosa não apaga
A espuma sorrateira das ondas
Que leva e traz as nossas lembranças
Num bailado sincronizado
Ao som da pedra que canta
Bendita terra de Nossa Senhora
Tudo em ti é poesia
Pelo chão, assim como as flores
Brota em seu ventre imaculado
Registros de expedições e náufragos
Desde a antropofagia solene dos homens nus
À catequização dos mesmos pelos jesuítas
O capítulo inaugural da nossa história
Amazônia paulista
Entre rios enviesados contemplamos a tua grandeza
Nas formas e nas cores
Branco, Preto e da Conceição até a Boca da Barra
Natureza esplêndida que margeia o sonho do pescador
Em canoas de fé e esperança “Rio Acima”
E sua fauna, que de longe nos fita
Mesmo acanhada tange beleza nos manguezais
Da aurora ao entardecer
E a noite dengosa cintila o luar
No espelho hipnótico das tuas águas
Que seduz desde o mar
Horizonte ornado por ilhas de perigos e encantamento
Oceano que também nos reserva riquezas
O ouro negro das tuas profundezas
Certeza de um futuro promissor
Seduzidos,
Pintores desnudam sua alma com pinceladas vorazes
Paixão em nuances da mais bela aquarela
Por Calixto, tu és o retrato fiel do paraíso
Por Emygdio, a arte primitiva te consagra
E pelo ar, a evidência do amor que vem pela brisa
Refrescando a vida dos que em ti adormecem
A cama de Anchieta
Recanto precioso
Aconchego Deus
E dele, sentimos a cálida presença
Se manifestar em tudo que vemos
Do alto da ladeira do convento
Ou envoltos a velas e flores na Gruta de Lourdes
Pela cidade, nítidas, são a tua morada
Neste legado de Abarebebê
E do teu povo ingênuo, incide a crença pelas ruas
O amor contagiante dos devotos em procissão
Pela imagem da padroeira
Relíquia da Matriz de Sant’Anna
A Nossa Senhora da Conceição
Alem da fé, a tradição nos revela
Pelos fiéis também os festejos
Que abrem as portas para o reisado
Na Madrugada de um belo cortejo
E o boa-noite verdadeiro, esperado por quem não dorme
É a prenda mais preciosa ao recebê-lo
São João Baptista igualmente é lembrando
No mês festivo de junho
Praça com bandeirolas te enfeitam
Músicas, comidas e folguedos
Porém existe a maior delas
A festa que apresenta a Corte Imperial
Tem cuscuz de arroz na Noite da Soca
E um café da manhã na mais linda Alvorada
E o capitão aparece triunfal na Erguida do Mastro
Para saudar romeiros com graça imponente
Emocionado com a Divina Bandeira
Em louvor ao Espírito Santo
Muito tenhamos a dizer sobre ti
Ao decifrar teu tesouro mais secreto
As tuas mulheres de areia,
Teu cenário paradisíaco, teu solo fértil
Teus filhos gentis
Que realçam a beleza das coisas
De forma única e genuína
Fazendo parecer tudo maior e mais vistoso
Uma dádiva recorrente
Que nos gestos simples conquista
Os que chegam de peito aberto
Ciceronianos por tua atmosfera acolhedora
Pois bem, a felicidade foi o jeito fiel que encontramos
Para narrar e fazer jus a tua essência
Pois é assim que sentimos ao lado dos teus
Nas prosas , nos mergulhos a beira mar
Na Praia dos sonhos e dos pescadores,
No leito do rio pescando a atração principal
Da moqueca saborosa que irá oferecer
E Abraçando poetas, artistas, pessoas comuns...
Em bares, em rodas de samba e em domingos familiares
Talvez se mostre pouco, a nossa homenagem
Para descortinar os teus encantos
Todavia quem sabe, estaria reservado pra nós
Embalados pelo fascínio, esta tarefa sublime
Este presente de Deus
Por isso....
A pedra que canta também samba
Itanhaém, hoje a Pérola é você!

 
Ano do enredo: 2011
Título do enredo: Abraão, o patriarca da fé
Descrição do enredo:

Autor: André Machado

Frente ao caos urbano, turbinado pelo crescimento populacional descontrolado, pelas trágicas reações climáticas e, principalmente, pela banalização da violência, o homem tem travado uma batalha conceitual sobre os seus valores religiosos, dificultando a sua renovação de fé e esperança e, sobretudo, questionando a existência de Deus.

Ao contar a lenda de Abraão, comum as três tradições monoteístas – judaísmo, cristianismo e islamismo –, pretendemos ilustrar a importância, para a sociedade atual, da busca por algo divino para amenizar suas dores e cicatrizar suas feridas, pois nada é por acaso. E assim, como fez o protagonista deste enredo, ter a palavra “acreditar” como ordem, entendendo que para cada um de nós foi escrito um capítulo exclusivo, mesmo sobre linhas enviesadas, desta grande obra que é a vida.

“Deus se esconde – a fim de que o homem o procure”
Rabi Nahman de Bratslav

Desenvolvimento por setores

Setor I:


Narra o início da lenda de Abraão e sua adoração por um único Deus; sua obediência cega que o fez marchar rumo à Canaã – a terra prometida – com sua esposa Sarai e seu sobrinho Ló; sua projeção particular do local; e os percalços que os levaram a rumar para o sul e procurarem abrigo no Egito; e etc.

Setor II:

Mostra a prosperidade egípcia da época; a farsa que propôs Abraão a sua esposa Sarai para driblar a impiedade do faraó e as conseqüências deste ato; a expulsão dos envolvidos do Egito; e os outros

Setor III:

Conta como foi a separação de Abraão e seu sobrinho, fazendo Ló seguir para Sodoma e Gomorra; o resgate de Ló por Abraão; a decisão de Ló retornar a Sodoma e Gomorra; a visita de anjos enviados por Deus a Ló; a destruição da cidade; e etc.

Setor IV:

Ilustra o que levou o Abraão a ter Ismael, seu filho com Hagar, escrava de sua mulher Sara, inclusive com o consentimento da mesma; a promessa de Deus em dar um filho a Sara de Abraão, mesmo sendo ela estéril e ambos idosos; o sacrifício de Isaac e sua importância para o sentido da fé incondicional; e outros.

Setor V:

Mostra o valor de Abraão para as grandes tradições monoteístas – judaísmo, cristianismo e islamismo -, pegando como exemplo sua história de fé para promover a paz e a tolerância entre os homens e as religiões aqui citadas; e outros

Sinopse

Obrigado oh Javé!
Por acreditar em mim
Por ter me escolhido
Pequeno grão de areia entre tantos
Este arameu errante
Exemplo de força e de fé

Crendo em ti confiante caminhei
Sem rumo, sem destino...
Desafiado jamais desisti
Minha herança foi a tua vontade
Aos que me abençoaram,
Felicidade e comunhão
Aos incrédulos, a justiça divina
Canaã um paraíso imaginado
De terra prometida à nação dos desígnios de Deus.
Agradeço oh Deus!

Pela missão de acreditar
E ter gozado da companhia dos meus...
Seguidores fiéis, sábias ovelhas
Marchando ao seu encontro
Por vezes, caminhos tortuosos
Por muitos, a certeza da chegada
Convictos, crentes, contentes
Assim como eu, sem olhar pra trás
Com minhas pernas frágeis e cansadas
Alicerces da coragem jovial
Fortalecidas pelo amor em ti
Sentimento que amparou o teu rebanho
Discípulo da tua verdade
Nesta jornada de provações.

Oh senhor!
Cegamente te obedeci
Foram os seus olhos os meus
Guiando-me pelo desconhecido
Cidades ruíram e também os pecadores
Infâmia, injuria, maledicência
Minhas escolhas foram feitas – desapego
Enfrentei dilemas – duelo da alma
E com coragem conquistei respeito
Do faraó, de reis e soldados
Do teu povo, em toda terra santa
Nesta história sagrada – desafio da fé

Oh amigo!
Como me prometeras, hoje sou este legado
De filhos distintos do mesmo pai
Neste infinito céu de estrelas
Irmãos em sua presença
Sem diferença
Sou sinônimo de paz na coexistência,
Pelos caminhos... Um só coração
Você é o Deus único!
E Eu... O patriarca da fé de nome Abraão!

 
Ano do enredo: 2010
Título do enredo: Vamos tirar o Brasil da gaveta
Descrição do enredo:

Na cerimônia do nascer da aurora
Cantam os sabiás quando o sol visita as janelas
Renovando o amor a cada manhã
Pérola da alvorada de domingos
E neste...Vamos tirar o Brasil da gaveta!
Para conhecer, de norte a sul, a paixão
Que traz luz à alma
Fazendo lembrar da terrinha
Das lenhas, o cheiro do café
Do mato, as coisas simples
Do coração, a essência

Em todos os cantos do país há vida
Muitos “brasis” em milhares de “causos”
“Rolando” nas bocas de Joãos, de Marias, de Josés...
Eu sou apenas mais um...
Pés descalços, asas fortes, ligeiras
Como um canário
O sonho, a vontade e a benção do meu pai
A coragem de voar, de tocar o céu
Na bagagem, esperança e fé
E ao longe, um mundo que me espera

Lida, Multidões, arranha-céus
Cidade grande...capital
E o pão de cada dia, de horas sem fim
Veio com a luta, de trabalho duro...
E a recompensa das mãos calejadas
É o vibrar das violas
O som ingênuo do meu interior
A malícia dos meus acordes autênticos
Enfeitados com o repertório que admiro
A trilha sonora do brasileiro audaz
Orgulhoso das raízes
De árvores frondosas, robustas
Cujos frutos adoçam o paladar das novas gerações

Por fora e por dentro
Cresci e evolui, ouvindo de tudo
Chorosas violas, pandeiros malandros, sanfonas faceiras
Canções de flechas envenenadas com destino certo:
Um coração gigante
Esplêndida colcha de retalhos firmes
Coloridos de arte, genuinamente popular
Que me aquece e que me protege
Da ventania ainda que passageira
Ou do frio seco que vem de fora
Invernando os sentidos dos desprotegidos
Gente de visão turva, audição equivocada
Sem tato e sem gosto

Entretanto, não sou um deles
Tenho selo de qualidade
Boneco do mais puro barro
Madeira de lei que não enverga
Semente que brota em qualquer lugar
Na terra, nas ruas... nos palcos
Curioso por natureza – teimoso
Artista por vocação – brasileiro
De sangue e de glórias
De ordem e progresso

Indignado com a cena política
Luto e rio diante da crise
Faço piada do cotidiano brindando em bares
Xingo a mãe do juiz com o gol anulado
Vibro com a seleção, no entanto, vaio também
Choro no lugar mais alto do pódio
Prestigio o cinema nacional com seu grande momento
E fielmente acompanho as tramas das novelas
Ouço musicas em silêncio
Ou no agito das baladas
No asfalto, no morro... nas favelas
E no interior minha vida continua...
Mas não menos antenada
Filho do mesmo seio
Gente simples que vai ...
Gente boa que vem...
Assim como eu...
Da pátria amada, o mais garrido
Do solo...o Sr. Brasil!

SINOPSE DE APOIO

A idéia do enredo é que o próprio homenageado narre sua vida e que o samba sendo feito na primeira pessoa do singular torne isso evidente.

Na cerimônia do nascer da aurora
Cantam os sabiás quando o sol visita as janelas
Renovando o amor a cada manhã
Pérola da alvorada de domingos

Todos os dias até o nascer do sol, a natureza se incube de proporcionar um espetáculo
emocionante, principalmente nos interiores do Brasil. E diferente do urbano, o “homem do interior”, sempre prestou a devida atenção a esses pequenos detalhes de grande beleza. Completando este ritual, nas manhas de domingo, além do canto habitual dos pássaros aparece Rolando Boldrin com sua musica, suas historias e seus amores, retratando fielmente este cenário.

E neste...Vamos tirar o Brasil da gaveta!
Para conhecer, de norte a sul, a paixão
Que traz luz à alma
Fazendo lembrar da terrinha
Das lenhas, o cheiro do café
Do mato, as coisas simples
Do coração, a essência

E o próprio homenageado se encarrega de convocar os amantes da cultura genuinamente popular e brasileira, de todos os cantos do país, a colocar pra fora sua paixão pelo que é nosso, pois um povo rico é um povo que tem memória.

Em todos os cantos do país há vida
Muitos “brasis” em milhares de “causos”
“Rolando” nas bocas de Joãos, de Marias, de Josés...
Eu sou apenas mais um...

Lembra que a arte vigorosa e pulsante não está apenas nas capitais, e sim, espalhadas
em todos os cantos do país. E sua complexidade, encontra-se nas entrelinhas dos milhares de casos que ele mesmo faz parte, assim como qualquer brasileiro.

Pés descalços, asas fortes, ligeiras
Como um canário
O sonho, a vontade e a benção do meu pai
A coragem de voar, de tocar o céu
Na bagagem, esperança e fé
E ao longe, um mundo que me espera

O homenageado utiliza-se de metáfora para narrar a sua partida para cidade grande – a realização de um sonho – fala da sua determinação, coragem e falta de recurso, mas no entanto, não esquece que teve o principal, a benção do seu pai (momento decisivo e crucial na sua vida), que encheu sua mala de fé e esperança.

Lida, Multidões, arranha-céus
Cidade grande...capital
E o pão de cada dia, de horas sem fim
Veio com a luta, de trabalho duro...
E a recompensa das mãos calejadas
É o vibrar das violas
O som ingênuo do meu interior
A malícia dos meus acordes autênticos
Enfeitados com o repertório que admiro
A trilha sonora do brasileiro audaz
Orgulhoso das raízes
De árvores frondosas, robustas
Cujos frutos adoçam o paladar das novas gerações

Descrição da cidade grande, no caso, São Paulo, destino daqueles que buscam oportunidade de trabalho. O homenageado lembra que através do esforço, da luta, do trabalho duro conseguiu sobreviver. E o acalanto nas horas difíceis foi o som puro, sem maldade, que saía da sua viola, fazendo-lhe lembrar da sua terra. E este é o repertório que ele admira e que se encaixa muito bem ao perfil do brasileiro corajoso, que deixa sua terra, mas não esquece as suas raízes, musicas que por sua força e autenticidade, conseguem se perpetuar através de gerações.

Por fora e por dentro
Cresci e evolui, ouvindo de tudo
Chorosas violas, pandeiros malandros, sanfonas faceiras
Canções de flechas envenenadas com destino certo:
Um coração gigante

Descrição do seu crescimento artístico e musical através do convívio antropofágico com outros artistas, resultando nas suas predileções e seu ecletismo cultural.

Esplêndida colcha de retalhos firmes
Coloridos de arte, genuinamente popular
Que me aquece e que me protege

Seu gosto musical é variado, porém sólido e coerente com sua verdade, e isso lhe conforta.

Da ventania ainda que passageira
Ou do frio seco que vem de fora
Invernando os sentidos dos desprotegidos
Gente de visão turva, audição equivocada
Sem tato e sem gosto

Crítica aos brasileiros que se deixam contaminar pela cultura dos enlatados estrangeiros e pelo modismo “pop” em detrimento ao que é genuinamente nacional.

Entretanto, não sou um deles
Tenho selo de qualidade
Boneco do mais puro barro
Madeira de lei que não enverga
Semente que brota em qualquer lugar
Na terra, nas ruas... nos palcos
Curioso por natureza – teimoso
Artista por vocação – brasileiro
De sangue e de glórias
De ordem e progresso

Valoriza a auto-estima do brasileiro (nem tudo que é bom vem de fora), sua originalidade e arte multifacetada, ancoradas na sua vocação e persistência, mesmo diante de crises.

Indignado com a cena política
Luto e rio diante da crise
Faço piada do cotidiano brindando em bares
Xingo a mãe do juiz com o gol anulado
Vibro com a seleção, no entanto, vaio também
Choro no lugar mais alto do pódio
Prestigio o cinema nacional com seu grande momento
E fielmente acompanho as tramas das novelas
Ouço musicas em silêncio
Ou no agito das baladas
No asfalto, no morro... nas favelas
E no interior minha vida continua...
Mas não menos antenada
Filho do mesmo seio
Gente simples que vai ...
Gente boa que vem...
Assim como eu...
Da pátria amada, o mais garrido
Do solo...o Sr. Brasil!

Uma exaltação ao povo brasileiro, mostrando situações comuns e peculiares da sua vida cotidiana e da sua arte, que feita com amor e verdade tem o poder de alcançar diversas localidades e classes sociais. E este perfil único, encontra a ilustração perfeita, na obra do filho mais garrido deste solo, o sr. Brasil, Rolando Boldrin.

CARNAVALESCO: ANDRÉ MACHADO

Ano: 2017
Título do samba enredo: “Pérola Negra levanta as mangas e põe a mão na massa”
Compositores do samba enredo: Tigrão, Juninho Branco, Rodrigo Atração, Marcelo Soares e Thiago SP
Letra:

Da explosão que deu origem ao universo
Pelas mãos do criador a divina inspiração
Haja luz, no despertar da natureza
Fiz do solo a riqueza
Que fez a semente germinar
No barro sou a imagem e semelhança
Que o sopro divino transformou
Na história das civilizações
Estou presente em culturas e criações

Na China, a grande invenção
Por sabores naveguei
Mama mia, pelo mundo... a transformação
E assim me consagrei

À imagem, força e beleza
Na busca da perfeição
A arte esculpida em formas
No toque do artesão
Sigo em romaria pela fé
E por direitos tomo as ruas
Dou ao pensamento o dom de criar
Pro bem ou pro mal, o homem escolherá
Na arquibancada retrato paixões
De sol a sol, erguendo nações
A joia rara faz de mim a fantasia
E a minha Vila Madalena contagia
Bato no peito, comunidade que impõe respeito

Pérola Negra, é você meu grande amor
Vou contigo aonde for
A zona oeste mostra a sua raça
Vamos pôr a mão na massa!

 
Ano: 2016
Título do samba enredo: Do Canindé ao samba no pé. A Vila Madalena nos passos do balé
Compositores do samba enredo: Jairo Roizen, Celsinho Mody, Guga Mercadante, Nando do Cavaco, Marcelo Zola, Sidney Arruda, Filosofia Diley e Xandinho Nocera
Letra:

É na ginga da dança... que eu vou
Solta o corpo e balança... amor
Vem ver como é que é, samba na ponta do pé
Pérola Negra vem nos passos do balé

É carnaval, a minha Vila contagia
A joia rara te convida pra dançar
O som da mata ecoou em sinfonia
A revoada cortando o ar
Das águas, o bailar da sutileza
Celebrando a natureza
O índio cantou e dançou a noite inteira
Da fé rituais em louvor, ôô
Com cheiro de mato, o som da viola embalou

Negro firma o batuque na palma da mão
Vem no toque de Angola, levanta a poeira do chão
Fazendo festa pro seu rei coroar
"Semba" ioiô, samba iaiá!

E sanfoneiro puxa o fole bem ligeiro
Pra folia começar
Bate zabumba e pandeiro
Tem quadrilha no arraiá
Nas ruas o povo espalha alegria
A boemia encontra o seu "santo lar"
De portas abertas a cultura
Ritmando a mistura da arte popular
Olé, olé, olé, olá,
Faz mais um eu quero ver a galera delirar
E nesse embalo lá vou eu
Na Vila Madalena samba até quem já morreu.

 
Ano: 2015
Título do samba enredo: "Pérola"
Compositores do samba enredo: Victor Sampaio, Thiago Toni, Alexandre Gordão, Sales, Marcelo Ribeiro, Vandir, Thiago Meiners e Victor Alves
Letra:


O canto desse povo que é feliz
E traz pra avenida sua raiz
A jóia que reflete a perfeição
É fonte de inspiração
Presente divino, em gotas de amor
De Afrodite, o seu esplendor
Cintila no fundo do mar… Eterna a se contemplar
A natureza sublime em transformação
Riqueza imortal, graça espiritual
Mistério e obsessão
 

Vai reluzir no infinito
Sabedoria e fascinação
É a pureza, o portal do paraíso
Pra quem tem paz no coração
 

Altares de fé, luz da devoção
O luxo da corte exaltando os impérios
No “renascimento” a arte a moldar
Um “Novo Mundo” de esperança em cada olhar
Embala meus sonhos, ó musa divina
Desfila poesia e beleza
Brilhando na tela, na passarela
Sua exuberância é o que me faz delirar
O seu colar, enfeita o colo da morena
Você verá que vale a pena
O seu sorriso vai me conquistar
 

Brilha… Revela o seu poder ao mundo inteiro
Encanta… A Vila Madalena é quem me faz sonhar
No samba é raça… A jóia querida
Pérola Negra, razão da minha vida

 
Ano: 2014
Título do samba enredo: Caminhos segui, lugar encontrei... Pérola Negra - a suprema Felicidade!
Compositores do samba enredo: Japonês, Rogerinho, Luciano, Guilherme Cruz, Fernando e André Ricardo
Letra:

 

Vejo brilhar em cada olhar um sentimento puro
Felicidade eu vou cantar, vem nos meus versos pela grécia viajar
Tão bela a inspiração
Meu samba nos leva a reflexão
Na mitologia divina ação
Presente dos céus para o meu coração
Envolve a alma por dentro me acalma
Seguindo o caminho da virtude e do bem sem olhar a quem

E na força da fé...
Eu vou semear a missão do amor
Nas religiões a procurar
Das trevas a luz sei que vou encontrar

Será... Que a felicidade está
Num tesouro ou num gesto de amar
Ou num sonho a se realizar?
A vida não teria sentido, sem você eu sei que não vivo
Eterna paixão é o meu pavilhão
40 anos de samba, celeiro de bambas, vem cantar...
A Madalena vai te emocionar!

Chegou a “vila da felicidade”
Exemplo maior de comunidade
Razão do meu viver sou louco por você
Pérola negra até morrer!

 
Ano: 2013
Título do samba enredo: "O espetáculo vai começar, Pérola Negra apresenta: O Auto da Compadecida"
Compositores do samba enredo: Mydras, Carlinhos, Bola, Michel e Regianno
Letra:


Podem aplaudir
O aplauso lava a alma do artista
A Pérola Negra retrata as vidas
Do Auto da Compadecida

Prepare aí seu coração
O espetáculo vai começar
Amor se ‘avexe’ não
Há emoção em cada olhar
Vai contagiar, meu circo vem lá do sertão
Irreverente, alegra a gente, me apaixonei
Não sei... só sei que foi assim
O enterro do cão rezado em latim
O gato descome o que nunca comeu
O padeiro traído se compadeceu

Cangaceiro, cabra macho sim‘sinhô’
Ao toque da gaita não ressuscitou
Nem viu ‘padim ciço’, meu Deus e agora
O bom malandro nessa hora vai embora

Naquele momento o encourado apareceu
Pobres pecadores, o julgamento aconteceu
Mas de joelhos no chão
Num verso arretado a declamação
Aperriado..."Valei-me nossa senhora
Óh luz divina nos liberte pra vitória"
E a Vila Madalena contracena com você

E faz renascer
A chama de fé que inflama o viver

 
Ano: 2012
Título do samba enredo: A pedra que encanta também samba. Itanhaém, hoje a Pérola é você!
 
Ano: 2011
Título do samba enredo: Abraão, o patriarca da fé
Compositores do samba enredo: Carlinhos, Mydras, Bola, Michel e Regianno
Letra:

Levanto as mãos pro céu
E agradeço ao criador
Eu vou... Abençoado rumo a Canaã
Esperança, um novo dia
No Egito meu afã
Oh deus pai!
Nossa aliança se renova a cada manhã
Ao forjar um fato, o ato de amor
Enfrentei barreiras, luxuria e ambição
Na busca da tua verdade
Em prova toda a minha devoção
 
Oh meu senhor, que conduz meu caminhar
Sou do povo de Javé, tenho o dom de acreditar
Em minhas mãos adoração e sacrifício
O meu destino sob a luz do seu olhar
 
Fé na palavra sagrada
Que me da força nessa jornada
Fonte de sabedoria
A paz que brilha dessa jóia rara
Glória no caminho da vitória
Fiéis seguidores em comunhão
O seu legado ficará perpetuado
Num mundo de amor, num só coração
A vila madalena canta em oração
 
Pela fé de Abraão
Pérola negra vem cumprir sua missão
Divina luz que ilumina
O meu samba em procissão

 
Ano: 2010
Título do samba enredo: Vamos tirar o Brasil da gaveta
Compositores do samba enredo: Carlinhos, Mydras, Bola, Michel e Regianno
Letra:

O céu clareou, a Vila chegou
Pérola Negra me abraçou
Ah, sou brasileiro com orgulho e muito amor
Abro a gaveta pra mostrar o meu valor

O sabiá cantou na aurora, trilha sonora
Neste cenário, sou canário cantador
Doce regato, cheiro de mato
Brasileira essência do interior
E assim eu vou, bordando a história desse meu país
Em cada canto uma raiz
Tantos causos pra contar
Parti com a esperança de um sonhador
Meu caminhar meu pai abençoou... Fé! Estrela guia
Cidade grande fez valer meu dia a dia

O toque da viola transborda emoção
Puxa o fole sanfoneiro, levanta a poeira do chão
Malandro sambista, no palco de artistas
Retrato em meu gigante coração

Linda colcha de retalhos colorida
Jóia rara é a cultura nacional
De um povo festeiro, de sangue guerreiro e original
Bandeira a tremular, mareja meu olhar
Repleto de paixão sou filho desse chão
Sentimento popular, salve a Seleção
No morro, no asfalto ou na favela
São cenas da minha vida nessa tela
Bom dia Brasil, é carnaval
Rolando num domingo especial

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