Barroca Zona Sul

Grupo: Grupo 1
Fundação: 07 08 1974
Cores: Verde e Rosa
Presidente: Ewerton Rodrigo Sampaio (Cebolinha)
Vice presidente: Geraldo Sampaio Neto (Borjão)
Carnavalesco: Armando Barbosa
Interprete: Rodrigo Xará
Mestre de bateria: Mestre Acerola de Angola e Fernando Negão
Diretor de carnaval: Marcus Paulo (Marcão)
Diretor de harmonia: Comissão De Harmonia
Mestre sala: Cleydson Ferreira
Porta bandeira: Lenita Magrini
Rainha de bateria: Daniela Orcisse
Endereco: Av. Professor Abrão de Morais, 1800- Água Funda
Telefone: (11) 7881-6799
Comissão de Frente: Guilherme de Almeida
História

Barroca a Escola que tem a Bateria nota 30

A história da Barroca Zona Sul está diretamente ligada ao "Pé Rachado - "Sebastião Eduardo do Amaral, que ao chegar na cidade de São Paulo conheceu o reduto de negros, que na época acabara de dar luz ao Cordão Vai-Vai, no bairro do Bixiga. Pé Rachado iniciou nesse Cordão tocando contra surdo e posteriormente tornou-se apitador da bateria. Com seu jeito organizador, se tornou o primeiro presidente da alvinegra da Bela Vista.

O mineiro Sebastião é um marco histórico no Carnaval da Barroca e de São Paulo. Ajudou a fundar a Confederação das escolas de samba e cordões e posteriormente a Federação. Da Mangueira trouxe a batida de caixa da Manga para a Vai-Vai, aperfeiçoando essa batida. Desmotivado com com a Vai-Vai e morador do bairro de Vila Mariana, o sambista reúne familiares e amigos e encabeça a fundação da Barroca, por sambistas da rua Padre Machado, que se desligaram de outras agremiações, como o Brinco de Ouro e o Garotos de Vila. 

A Barroca nasceu como: Grêmio Recreativo Cultural Esportivo Beneficente Escola e Faculdade do Samba Barroca Zona Sul, com as cores verde e rosa em homenagem a Mangueira.

O primeiro ensaio aconteceu no campo do Brahma na Padre Machado, onde Mestre Binha reuniu a molecada da área para formar a bateria que foi considerada a melhor de São Paulo, formada pôr garotos somados a experientes batuqueiros. Não é por acaso que consta em seu estatuto o termo "Faculdade do Samba", pois seus fundadores eram muito respeitados em outras escolas.

Campeã do primeiro desfile, a Barroca alcançou o Grupo I em 1977, ano que inaugurou a quadra, tendo como ponto de partida seu batismo feito pela Estação Primeira de Mangueira e como padrinhos Mestre Cartola e sua esposa Dona Zica, época em que Mestre Fubá e Mestre Bolão comandaram o bom ritmo da bateria nota 30.

Em 1986 foi desalojada da quadra e rebaixada, voltando em 1988 ao grupo principal presidida por Eumar Meireles Barbosa. Em 1990 alcançou o 4º lugar que é sua melhor colocação no grupo especial e consegue a atual quadra no bairro da Água Funda.

Na década de noventa muitas perdas abala a escola, como: a saída de Eumar e Batucada e as mortes de: Beth porta bandeira, Osmar César de Carvalho, Pé Rachado, Mestre Fubá e Mario Millonga da harmonia. 

Em 1994, com dificuldades, a escola desfilou muito bem, porém acabou sendo rebaixada para o Grupo 1. Em 1997 voltou ser presidida pôr Borjão que em 2002 com o enredo "A Magia dos Jardins da Verde e Rosa" conquistou o título e está de volta ao Grupo Especial.

A escola que sempre foi conhecida pela fama de sua "Bateria Nota 30" que desde 1979 a 1990 só tirou nota máxima comandada pelo Mestre Fubá vai homenagear Pelé, o atleta de século, no Carnaval de 2003.

Ano do enredo: 2010
Título do enredo: "O Beijo"
Descrição do enredo:

Desde os primórdios da presença do homem na face da Terra, o beijo aparece como manifestação do erotismo, da atração do homem pela mulher e da mulher pelo homem. A descoberta de que o toque dos lábios sobre a pele de outra pessoa ou sobre alguma superfície era causa do prazer e contentamento fez do ato de beijar, algo prazeroso, erótico e marcado como símbolo do amor carnal.
Assim, através dos tempos, o beijo tornou-se uma representação de múltiplos significados, como ícone do Amor, da traição, das orgias, da ternura, da obediência, da veneração; enfim de todos os sentimentos e emoções que envolvem o ser humano.

O beijo na antiguidade esteve presente na mitologia, quando Dionísio/Baco, festejavam com vinho, mulheres e comida, através dos chamados bacanais. A metáfora Sodoma e Gomorra, as duas cidades romanas destruídas por seus bacanais, revelam nas alegorias dos registros das pinturas, os beijos dos amantes.
No Egito antigo, Cleópatra, Julio Cesar e Marco Antonio viveram intensos momentos de amor...  Quantos beijos eram preciso para todo encantamento e sedução.

O Beijo de Judas – O mais polemico da Humanidade – traduz traição que levou Michelangelo a inspirar-se pela obra em escultura, onde mostra o sofrimento, dor, paixão e piedade da Virgem Maria pelo seu filho Jesus em La Pietá... Piedade! Um beijo que teve como conseqüência a morte de um inocente. A bela escultura é das mais conhecidas e famosas do artista.

Na Idade Media, a igreja proibia o beijo em publico, como atentado à moral e a igreja utilizava o beijo nos rituais de beija-mão, muito comum ate hoje no clero.
Com o renascimento o beijo toma o espaço nas artes, no teatro, é a humanização do homem como centro do universo: o Etnocentrismo. É o tempo das belas imagens de Michelangelo e outros artistas.. Textos escrachados e transgressores para os tempos em que Céu e Terra se debatiam.

Já no feudalismo, os nobres tornaram os beijos ambíguos, pois se por um lado, o imaginário das moças era puro lirismo e sonho, por outro, os nobres iam em buscas de beijos proibidos com as servas de seu feudo. As orgias se misturam com os sonhos. Surgem os contos de fadas, com princesas e príncipes, que despertam jovens princesas com beijos e levam para seus castelos, como é o caso dos contos; como a Bela Adormecida, A Branca de Neve, Romeu e Julieta, o grande clássico de Shakespeare.

O beijo na modernidade passa a ser exemplo de amor, como sinônimo de afeto, como o amor filial e o amor fraterno, exemplo também de amor libidinal, furtivo e escandaloso, amor sem fronteiras, o amor dos grandes exemplos de amor universal. O beijo da caridade, e...

O beijo do cinema, do happy-end, que marcou a carreira de grandes atores e tantos outros, que terminavam os filmes com grandes beijos.

O beijo é também uma manifestação cultural de respeito, obediência, educação. De acordo com cada cultura, o beijo apresenta-se como forma de cumprimento e ate mesmo de deferência em relação às pessoas, em algumas cerimônias, como em vários países.
Beija-Flor, o pássaro da natureza que se alimenta da flor e mostra que através do beijo que suga o mel, ele refaz o ciclo da vida. Assim como o beijo do beija-flor representa a flor como fonte da vida, o beijo do sol sobre as ruas, os mares, as vilas, as cidades, representa o encontro único que da vida a todos os seres.
“Beija-Flor que trouxe o meu amor”...
“Não imagino que um dia um beija-flor me traiu”...

A literatura, a musica e a arte em geral fez do beija-flor um ícone do amor à natureza e um doce exemplo de que o beijo é sempre caminho para a vida.
A partir daí inúmeros beijos foram criados, cada um deles com seus respectivos apelidos. No Brasil o dia 13 de Abril é a data em que se homenageia o beijo.

Ano: 2010
Título do samba enredo: “O Beijo”
Compositores do samba enredo: Léllo Garoto, Mydras, Ramos, Marquinho-Quebra-Corda
Letra:

O sopro do divino
Inspira a humanidade ao amor
Num gesto de frisson
Sou o arrepio no calor
Volúpia, magia, na delícia do sabor
Hoje o cupido já flechou seu coração
Neste romântico cenário de emoção
No bailar do colibri beijando a flor
Sou ternura, inocência e traição
O meu destino é sedução

Pra selar nos lábios o amor
A lua pelo sol se apaixonou
Na alegria ou na saudade
É namoro ou amizade?
No matrimônio traz felicidade

Luz que banha a natureza
Desperta a beleza do amanhecer
Um convite para amar
E conquistar seu bem querer
Doçura nos contos de fadas a encantar
Na índia tua tradição é milenar
Proibido ou roubado... Que coisa louca!
É o gosto do prazer que vem da boca

Barroca é paixão... É desejo
No meu pavilhão... Um beijo
Lá vem zona sul toda prosa
É verdadeiro o meu amor, é verde rosa!

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