Peruche

Grupo: Especial
Fundação: 04 01 1956
Cores: Verde, amarelo, azul e branco
Presidente: Sidney de Moraes (Ney)
Vice presidente: Seo Carlão
Carnavalesco: Murilo Lobo
Interprete: Toninho Penteado Quinho
Mestre de bateria: Marcos Gomes (Marquinhos)
Diretor de carnaval: Claúdio Testa e Ednaldo Francisco
Diretor de harmonia: Antonio Soares (Toninho)
Mestre sala: Fabiano Dourado
Porta bandeira: Thaís Paraguassú
Rainha de bateria: Stephanye Cristine
Madrinha: Nuelle Alves
Endereco: Rua Sarnaritá, 1040 - Limão, São Paulo - Sp
Telefone: (11) 3951-0042
Comissão de Frente: Paula Gasparini
História

Peruche a "Filial do Samba"

0 G.R.C.E.S Unidos do Peruche é uma das mais tradicionais escola de samba da cidade de São Paulo, criada na década de 50, a partir de um grupo de amigos que participavam da escola de samba Lavapés. Peruche, a "filial do samba", possui em seu pavilhão as mesmas cores da bandeira do Brasil.

A Peruche tornou-se vice-campeã de 1968 à 1971 e também em 1989 e 1990. Mas um dos desfiles que mais marcaram a escola foi o de 1988, quando a escola, numa apresentação luxuosa com carros alegóricos gigantescos para os padrões paulistanos da época, contou com dois grandes intérpretes puxando seu samba: Jamelão e Eliana de Lima.

Entre os fundadores da Peruche estavam João Cândido da Silva, conhecido como Cachimbo e Carlos Alberto Caetano, conhecido como Carlão, que junto com alguns amigos sambistas, decidiram fundar um bloco de foliões no Parque Peruche. Surge então a Sociedade Esportiva Recreativa Beneficente Unidos do Parque Peruche, que possuía de início uma quadra para realização de seus ensaios no local chamado "Terreio do Caqui". Nessa época, muitos sambistas da região desfilavam também em outras escolas cordões, tais como Rosas Negras, Garotos do Itaim, Campos Elíseos e Paulistano da Glória.

Os times de futebol da região como o Monte Azul, Ponte Preta do Morro e Estrela do Sul, ajudavam a escola emprestando seus instrumentos. Mesmo assim, eram insuficientes para o tamanho da Peruche, que crescia cada vez mais. A Peruche começou a desfilar pela Categoria II(atual Grupo de Acesso), tendo aproximadamente 300 componentes. Em 1960 passou a desfilar pela Categoria I (atual Grupo Especial). De 1960 à 1963 foi vice-campeã e de 1965 à 1967 alcançou o título de campeã do carnaval, quando ainda não havia um desfile oficial e organizado em São Paulo.

Até essa época, o Clube dos Lojistas da Lapa colaborava com a escola, mas a partir de 1967, quando a prefeitura oficializou os desfiles, a escola perdeu o apoio do clube e começou a encontrar dificuldades. Nesse mesmo período, a Peruche começou a ensaiar na Rua Zilda, uma vez que havia vendido seu terreno. Algum tempo depois, a entidade comprou um pequeno imóvel, situado na antiga Rua C. Sendo impossível ensaiar em um espaço tão pequeno, adquiriram a quarta quadra, um terreno no Morro do Chapéu que mais tarde foi vendido, para poderem adquirir o espaço onde se encontra a atual quadra da escola, no Limão.

Hino Oficial, do compositor B. Lobo

Chegou a filial do samba
Aqui ninguém é bamba
Mas tem um ideal
É incentivar a genuína melodia nacional
Vem ver as cabrochas faceiras
gingando na ponta do pé
Vem ouvir a cadencia do nosso batuque como é
Verde, amarelo e azul da cor de anil
Da cor de anil
Peruche tem as cores do Brasil.

Samba Exaltação , do compositor CARLÃO DO PERUCHE

Quando o repicar dos tamborins
anunciar é carnaval, carnaval, carnaval
e a nossa escola querida
descendo a rua zilda
num cortejo magistral
e a nossa comunidade
como uma irmandade
exaltando um feito sensacional
Peruche é, não leve a mal
a grande campeã do carnaval
lá, lá, lá, lá, laia... ôô ôô
lá, lá, lá, lá, laia... ôô ôô.

Texto extraído do site da Peruche

Ano do enredo: 2017
Título do enredo: “A Peruche no maior axé exalta Salvador, cidade da Bahia Caldeirão de Raças, Cultura, Fé e Alegria”
Descrição do enredo:

Sinopse

Primeiro setor: A Lenda, a magia e o amor

Nas raízes desta cidade estão a magia e o amor, sobre eles construíram-­se as casas e a vida do povo. Num dia qualquer entre os anos de 1510 e 1511 (os historiadores não sabem ao certo) um português naufragou em frente à costa da Bahia. Bom nadador, escapou da morte no mar e ainda conseguiu salvar o mosquetão e, assim armado, alcançou a terra. Chamava­-se Diogo Álvares e os naturais do lugar, Índios Tupinambás que eram antropófagos, saudaram com entusiasmo sua chegada.

Vendo­-se o luso em grande aperto, lançou mão da arma providencialmente salva e fez fogo contra um pássaro no azul do céu, abatendo-­o com tiro certeiro. O clarão deslumbrou os índios, o pássaro morto lhes ensinou o medo.

"Caramuru! Caramuru!", ­ gritaram, saudando o filho do trovão, o pai do fogo e da morte, o ser estranho e colérico vindo das ondas. Trouxeram-­lhe frutas, prestaram­lhe homenagens, conferiram­-lhe honrarias. Para velar seu sono, para aquecer seu dormir, deram­-lhe a índia Paraguaçu, filha do cacique.

Caramurú ao ver tão bela índia por ela se apaixonou. Conta que Moema, a irmã de Paraguaçu, também nutria um imenso amor por Caramurú, e quando este embarcou com sua mulher para uma viagem à Europa, Moema se jogou ao mar e nadou léguas atrás do navio, atrás do seu amor. Mas, deixemos Jorge Amado concluir:

"Veio a lua e cobriu as águas de ouro e prata. Na distância se apagava a luz do barco, perdida no céu de estrelas. Moema a nadar, Moema a se afogar.

Quando a luz derradeira da nau desapareceu na noite e na lonjura, quando toda a esperança se finou, então lhe faltaram as derradeiras forças e Moema se entregou à morte, sem Diogo não queria viver. Mergulhou nas ondas com seu acompanhamento de peixes e luar, seu véu de noiva. Desde então e para sempre o amor ilumina o mar e a terra da Bahia".

Não se pode contar a história da cidade de Salvador como se conta a história de outra cidade. Porque ela é diferente... porque suas lendas, seus mitos e mistérios facilmente se misturam com a realidade dos fatos.

O fato real é que Diogo Alvares, um dos mais importantes personagens de nossa história, levou sua esposa para ser apresentada à corte francesa. Paraguaçu causou furor na corte, se converteu ao Cristianismo, foi batizada com o nome de Catarina do Brasil, e com Diogo oficialmente se casou.

É considerada a mãe biológica de boa parte da nação brasileira, um dos maiores símbolos femininos da história do país, por ter exercido um papel fundamental na integração das raças que formaram o povo brasileiro. A visão que os marinheiros portugueses tiveram desta baía era a de um verdadeiro paraíso e neste paraíso eles vieram construir uma cidade inesquecível!

Segundo setor: A formação de um povo

Foi na Cidade de Salvador que se deu início à árvore genealógica da família brasileira. O índio que aqui já vivia se misturou com o branco oriundo da Europa (portugueses, galegos, italianos, holandeses, ingleses e franceses) e com o negro que veio trazido como escravo da África. O tráfico de escravos, o comércio infame, foi uma tragédia sem medida.

O negro levou nos ombros o fardo da escravidão, mas levantou a cabeça e apesar dos grilhões e dos pelourinhos, não se esqueceu de sua origem e de sua grandeza. Soube rir e lutar contra sua condição, e não abriu mão de preservar sua cultura, o canto, a dança, seus deuses, mistérios e rituais.

Sua resistência foi fundamental para a formação das peculiaridades e do caráter deste povo. Assim foram se misturando sangues e culturas nesse caldeirão de raças, para que surgisse daí o "baiano", um ser gentil e cordial, valente, de boa prosa e melhor riso, malicioso e sensual, de gula e de dengo, com imaginação pra dar e vender, e, com uma alegria infinda.

Salvador se tornou uma cidade de "fortes", não apenas por causa das fortalezas construídas para defendê-­la, mas principalmente pela força, coragem e heroísmo de sua gente que por inúmeras vezes, bravamente, defendeu o solo brasileiro e sua soberania, dando seu sangue em revoltas, na busca de justiça, independência e liberdade. A mais importante data cívica de Salvador e da Bahia faz referência ao dia 2 de julho (1823), data em que aconteceu a verdadeira independência da Bahia e do Brasil, conquistada com a vontade, o suor e o sangue do exército baiano auxiliado por gente do povo (índios, negros e os sertanejos) que, cerca de dez meses após o Grito de Independência ou Morte, dado por D. Pedro I, tiveram que pegar suas armas e lutar para realmente expulsar os portugueses de Salvador e do Brasil.

Neste capítulo de nossa história despontam o heroísmo de três corajosas mulheres: Maria Quitéria, que fingiu ser homem para engrossar as fileiras do exército brasileiro, se tornando a primeira mulher brasileira a entrar num campo de batalha; Madre Joana Angélica, que foi assassinada na porta de seu convento, impedindo que os portugueses lá se refugiassem; Maria Felipa, uma negra, trabalhadora braçal, pescadora e marisqueira, que liderou outras mulheres negras, índios tupinambás e tapuias em batalhas contra os portugueses que atacavam a Ilha de Itaparica, queimando 40 embarcações portuguesas que estavam próximas à Ilha.

A grande festa de 2 de julho se inicia com o cortejo que traz as imagens do Caboclo e da Cabocla. O Caboclo é a síntese do povo baiano (miscigenado), símbolo de sua eterna luta pela liberdade. A Cabocla foi inserida posteriormente no cortejo inspirada na figura terna da índia Paraguaçu, simbolizando a conciliação entre portugueses e brasileiros através do parentesco e a valorização desta mistura na formação do povo.

É ele que rege e que vai à frente do desfile, aclamado. É nos pés dele que o povo deposita seus pedidos e preces. É pra ele que os terreiros de candomblé de Angola (nação banto), e de origem cabocla, batem seus tambores nas noites do 2 de Julho, em toda a Bahia. Como diz o Hino ao 2 de julho:

"Nunca mais o despotismo

Regerá nossas ações

Com tiranos não combinam

Brasileiros corações"

Terceiro setor: Um povo de fé

Certamente forças espirituais conduziram a nau de Américo Vespúcio fazendo­-o chegar naquele lugar no dia de Todos os Santos, inspirando-­o assim a batizar o lugar como Baía de Todos os Santos. Em Salvador, como em nenhum outro lugar do Brasil, cultuam­-se todos os santos, nesta terra o povo resistiu às imposições e vontades dos colonizadores e dos governantes ao longo dos tempos, e conquistou o direito de manifestar sua fé, cumprir seus ritos com respeito e liberdade, e, com liberdade, o povo dança suas danças, canta suas canções e faz suas festas.

As festas religiosas, manifestações populares de fé, são a cara de Salvador. Um calendário extenso, de festas e celebrações sempre acompanhadas da deliciosa culinária baiana, atraem milhares de fiéis e turistas. Além de sua própria festa, Nossa Senhora da Conceição também participa da Festa de Bom Jesus dos Navegantes. Sua imagem sai da igreja para se juntar à imagem do seu filho. Juntos numa Galeota eles navegam numa espécie de procissão marítima da Igreja da Conceição até a Igreja da Boa Viagem. A origem da devoção pertence aos marinheiros que pediam proteção para enfrentar os desafios do mar.

Em 27 de setembro, dia consagrado a São Cosme e Damião, os devotos do Candomblé oferecem animadas festas, servindo o caruru. Cosme e Damião para os católicos são adultos, médicos.

No candomblé são crianças, são ibejis, santo que não é incorporado, mas eles têm intimidade com os orixás, e, não há orixá que não ouça o canto de um menino. É uma manifestação bela que consegue nos lembrar de forma mágica e lúdica o quanto a infância é sagrada, pura, alegre e forte o bastante para nos fazer esquecer, pelo menos por alguns momentos, das agruras do dia ­a ­dia. Passado o Carnaval, o som que embala os dias do povo em Salvador é o forró. Tudo pra já entrar no clima das festas Juninas em louvor a São João e Santo Antônio. É comum a organização de novenas regadas à boa comida baiana, nos lares do povo, onde se preparam originais altares em homenagem ao santo.

Dia 02 de fevereiro é o dia de levar os presentes para Iemanjá, a Rainha do Mar. Os presentes são colocados em grandes balaios que são levados para o alto-mar de onde são lançados para ela, juntamente com os pedidos dos fiéis que nas areias do Rio Vermelho cantam e dançam com muito samba de roda, capoeira, além de giras de Orixás e Caboclos. A caverna de ouro, como é chamada a Igreja de São Francisco na Praça do Pelourinho, é motivo de orgulho e devoção na cidade. Seu requinte e esplendor em ouro é a mais completa tradução do barroco baiano, que buscava conjugar devoção e riqueza.

Deste caldeirão de fé surgiu o sincretismo religioso, especialmente do catolicismo com o candomblé, por isso vemos com frequência o povo entrando pelas portas das igrejas e saindo pelas portas dos terreiros de candomblé. Nenhuma festa religiosa demonstra melhor este sincretismo afro­baiano, como a Festa do Senhor do Bonfim. Nela se festeja ao mesmo tempo aquele que é na devoção do povo, o maior santo católico, Senhor do Bonfim, e o maior dos Orixás, Oxalá, o pai de todos.

Juntos, as baianas, católicos, mães e filhos de santo e grupos de afoxé, participam de uma enorme procissão que parte da Conceição até a Colina Sagrada, onde fica a Igreja do Bonfim. Lá chegando, as baianas lavam as escadarias, num ato de renovação da fé de um povo, numa festa sagrada e profana, que é a cara da Bahia. A Mansão da Misericórdia, como é carinhosamente chamada a Igreja do Bonfim, reafirma sua essência e missão secular, de a todos acolher sem distinção.

A força espiritual da cidade de Salvador fica ainda mais evidente quando destacamos a trajetória de três ícones religiosos, exemplos de perseverança e fé: Mãe Menininha do Gantois, o rosto da bondade e a voz da experiência! A mais famosa Iyalorixá da Bahia, tornou-­se conhecida e respeitada por todos por sua luta pela legalização do culto aos Orixás (o candomblé), e sua consequente integração na sociedade nacional. Como diz a canção:

"Olorum quem mandou essa filha de Oxum, tomar conta da gente e de tudo cuidar

Olorum quem mandou ô ô, ora iê iê ô"

(Música Oração à Mãe Menininha/Dorival Caymmi)

Irmã Dulce, o anjo bom da Bahia, que dedicou sua vida ao atendimento de pobres e necessitados. Sobre seus frágeis ombros ela deixou recair a responsabilidade por milhares de vidas. Tijolo por tijolo ergueu um império de amor e solidariedade. Atendeu a todos, porque como ela mesma dizia: "Esta é a última porta, por isso eu não posso fechá-­la".

A luta foi seu milagre, um milagre que até hoje acontece. Divaldo Franco, o embaixador da paz, um verdadeiro apóstolo do espiritismo, que com suas palavras e livros leva conforto e esperança ao povo, e, com seu projeto educacional transforma a vida de milhares de crianças excluídas das periferias de Salvador. Estes três seres são como simbólicos faróis (tão marcantes na paisagem de Salvador, sinalizando com sua luz o caminho do bem).

Quarto setor: As marcas de um povo

A figura da baiana é muito mais que um traje típico, é um símbolo desta terra, reconhecido em qualquer lugar do mundo. Foram estas mulheres que resgatando algumas de suas tradições africanas criaram uma culinária genuinamente baiana (outra marca do lugar) onde brilham o dendê, o leite de coco, a pimenta, o coentro e os frutos do mar.

A capoeira veio de Angola nos navios negreiros. É uma luta única no mundo, luta na qual a agilidade comanda e os pés e cabeça são decisivos. Perseguida e condenada, a capoeira, para sobreviver teve que acobertar­-se nas sombras da música dos berimbaus, ser ao mesmo tempo luta e balé. E que balé! Que graça, que força, que elegância nos movimentos dos lutadores! Foi assim que ao som dos berimbaus de capoeira, os negros puderam preservar sua luta, e, ao transformá-­la, fizeram­-na baiana e brasileira!

"Um velho calção de banho, o dia pra vadiar

Um mar que não tem tamanho e um arco-­íris no ar

Depois na praça Caymmi, sentir preguiça no corpo

E numa esteira de vime beber uma água de coco

É bom, passar uma tarde em Itapuã, ao sol que arde em Itapuã

Ouvindo o mar de Itapuã, falar de amor em Itapuã"

(Música "Tarde em Itapuã"/ Vinícius de Moraes e Toquinho) 

As praias de Salvador foram eternizadas em canções e poemas. Suas belezas foram também retratadas nas telas, e, em cores vibrantes pudemos ver o mar, as areias claras deste litoral, as jangadas, os coqueiros e os pescadores com suas redes, todas marcas desta cidade solar. Em Salvador, o conceito de cultura ultrapassa o limite de qualquer definição e compreende um universo inesgotável de riquezas, que podemos considerar como os tesouros deste povo.

Na literatura, na música, na fotografia e no cinema os filhos legítimos da cidade e os adotivos também declararam o seu amor a esta terra, e, deste saboroso caldeirão das artes eis que surge a Tropicália, movimento cultural revolucionário que chegou cantando:

"Viva a banda, da, da

Carmem Miranda, da, da, da, da

Viva a banda, da, da

Carmem Miranda, da, da, da, da"

(Música "Tropicália"/Caetano Veloso)

Hoje não só a música baiana mas toda a música brasileira é marcada pelos ritmos do povo dessa cidade: os ritmos do candomblé, do samba de roda, da capoeira. Das músicas dos afoxés e das rodas de berimbau se alimentaram os moços da bossa nova. Dessa água vem todos beber!

A arquitetura também é uma marca da cidade que foi criada, construída e mantida por seu povo. Das pedras negras no chão do Pelourinho que no passado foram encharcadas com o sangue dos escravos, hoje brota cultura em um dos mais belos conjuntos arquitetônicos brasileiros, considerado um patrimônio da humanidade. O Pelourinho é um deslumbramento! Todos os cantos do Pelô parecem estar ali para nos fazer voltar no tempo e para não nos deixar esquecer de nossa nobre matriz negra que teve suas heranças preservadas pela resistência de um povo. Ah, não há como negar... Esta cidade deixa marcas na gente...

"Deixa ver, com meus olhos de amante saudoso a Bahia do meu coração

Deixa ver, baixa do Sapateiro Charriou, Barroquinha, Calçada, Tabuão!

Sou um amigo que volta feliz pra teus braços abertos, Bahia!

Sou poeta e não quero ficar assim longe da tua magia"

(Música "Bahia com H"/ Denis Brean)

Quinto setor: A alegria do povo - O Carnaval da Bahia

Este povo, que não tem medo de inovar e de tudo misturar, tão rico de alegria de viver, de gentileza e de graça, ainda faz uma das maiores festas populares de rua do mundo: o Carnaval Baiano. Foi no carnaval de 1950, um tempo onde o povo apenas assistia ao desfile dos corsos e das sociedades, um desfile carnavalesco nos moldes europeus, com pessoas fantasiadas com fantasias clássicas (pierrô, colombinas e arlequins), que pela primeira vez foi para a rua a inesquecível Fobica, que mudaria para sempre o carnaval da Bahia.

Apaixonados pelo frevo, Dodô e Osmar resolveram criar uma versão eletrônica do ritmo utilizando sua invenção, o pau eletrificado, precursor da guitarra baiana. Para entrar no cortejo, eles transformaram um velho calhambeque, um Ford 29, que apelidaram de Fobica, instalando nele alto-falantes e com seu frevo eletrificado puseram todo o povo pra dançar! Uma canção de Moraes Moreira revela como tudo aconteceu:

"Varre, varre, varre vassourinhas, varreu um dia as ruas da Bahia

Frevo, chuva de frevo e sombrinhas, metais em brasa, brasa, brasa que ardia

Varre, varre, varre vassourinhas, varreu um dia as ruas da Bahia

Abriu alas e caminhos pra depois passar o trio de Armandinho, Dodô e Osmar

E o frevo que é pernambucano, ui, ui, ui, ui

Sofreu ao chegar na Bahia, ai, ai, ai, ai

Um toque, um sotaque baiano, ui, ui, ui, ui

Pintou uma nova energia, ai, ai, ai, ai

Desde o tempo da velha fobica, hahahahaha, parado é que ninguém mais fica

É o frevo, é o trio, é o povo, é o povo, é o frevo, é o trio

Sempre juntos fazendo o mais novo Carnaval do Brasil"

O Carnaval em Salvador é também lugar de expressão de raiz! Foi na resistência, na luta pelo resgate e valorização de sua ancestralidade e negritude que os afoxés e blocos afros foram pras ruas e mostraram a beleza da raça e a força de seu batuque.

"Filhos de Gandhi, Badauê

Ilê Alê, Malê de Balê, Ojú Obá

Tem um mistério que bate no coração

Força de uma canção que tem o dom de encantar"

(Música "Ijexá"/Edil Pacheco)

Da mistura da ideologia de Mahatma Gandhi, pela não violência e paz com o culto aos orixás surgiu o Afoxé Filhos de Gandhy. O "tapete branco da paz", como é conhecido, cultua a tradição da religião africana ritmada pelo agogô e, com seus cânticos na língua Iorubá, "traz pra você o novo som Ijexá".

"O Araketu, o Araketu quando toca

Deixa todo mundo pulando que nem pipoca..."

(Música "Pipoca"/Alain Tavares, Clóvis Cruz, Carlos Tavares e Gilberto Santos)

O bloco­afro Ara Ketu ou Povo de Ketu, foi fundado por moradores do subúrbio ferroviário de Periperi, em Salvador. Com um balanço irresistível, o bloco foi além, se reinventou, experimentou outros tipos de som (samba e axé) e deixou a todos "mal acostumados" esperando sua passagem. A música do Olodum é a música das ruas, do Carnaval, da luta contra o racismo, um trabalho que ao mesmo tempo que transmite conhecimento, gera um sentimento de identidade, contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural. Sua cultura percussiva se uniu a canções, temas especialmente compostas para seus desfiles e apresentações.

"Que mara, mara, mara maravilha eh, Egito, Egito eh"...

Em 2017, a canção "Faraó Divindade do Egito" (Luciano Gomes) completará 30 anos. Mais que apenas um tema exótico, o Olodum além de valorizar a cultura egípcia, mostrou aos negros e afrodescendentes a grandeza de seus ancestrais na história da humanidade.

"Eu falei Faraó

Eh Faraó, Eh Faraó

Eu clamo Olodum Pelourinho

Eh Faraó, Eh Faraó"

Que seus tambores continuem a bailar no alto, e que seu som continue a ecoar pelo mundo afora! Quando "o mais belo dos belos" despontou na avenida, revelou o Mundo Negro para o Carnaval de Salvador. O Ilê Aye teve axé e coragem para ir contra a ordem estabelecida, e com seu trabalho sociocultural e suas apresentações se tornou uma das maiores referências de resistência, preservação da cultura de origem africana e afirmação da negritude como forma irrepreensível de garantir a Consciência Negra. Como diz a canção:

"Quem é que sobe a Ladeira do Curuzu

É a coisa mais linda de se ver, é o ilê Aye"

Carlinhos Brown se tornou um dos filhos mais ilustres desta terra, com sua expressão percussiva, sua inquietude criativa, sua consciência social e muita atitude, promoveu o milagre do Candeal, bairro pobre da Salvador onde nasceu. O músico criou vários projetos, programas e grupos musicais que modificam até hoje a vida de crianças e jovens carentes. Extremamente ligado à cultura afro­brasileira e ao carnaval da Bahia, Brown promove o respeito à ancestralidade africana ao mesmo tempo que defende a mestiçagem das raças, das culturas, dos ritmos e dos sons. Exatamente por isso é chamado de Cacique do Candeal. (Brown) Ao reinventar a sonoridade do timbau, reuniu um grupo de percursionistas, criou o Timbalada, que com seus corpos pintados e nas "Asas de um Passarinho" levam seus sucessos e fazem soar seus timbaus nos quatros cantos do mundo.

Mas, o baiano quer e pode mais! Criou uma música genuinamente baiana, um som híbrido inspirado em outros tantos gêneros musicais e a chamou de Axé Music. Hoje o Carnaval baiano, com seus trios cada vez mais elétricos, lança suas estrelas ao mundo e em seu caldeirão de alegria, mistura todas as tribos e todos os sons.

Salvador é assim uma terra única, que desperta em nós uma genuína paixão, é por tudo isto que a Peruche, no Carnaval 2017, também faz soar seus tambores e orgulhosamente anuncia: Salve Salvador! Salve a Bahia! E que Salvador nos dê muito axé para que façamos mais um maravilhoso espetáculo na maior festa popular do mundo, o Carnaval Paulistano. 

carnavalescos
Murilo Lobo e Sérgio Caputo Gall

 
Ano do enredo: 2016
Título do enredo: Ponha um pouco de amor numa cadência e vai ver que ninguém no mundo vence a beleza que tem o samba…100 anos de samba, minha vida, minha raiz
 
Ano do enredo: 2015
Título do enredo: "Karabá e a Lenda do Menino de Coração de Ouro"
 
Ano do enredo: 2014
Título do enredo: A beleza é imperfeita e a loucura é genial
Descrição do enredo:

 

Desde sua criação
Para a terra habitar
Criou-se Adão e Eva
Para a vida começar

E na mitologia
A imperfeição a dominar
Afrodite era bela
Deuses por ela fez-se encantar

Ao cometer a loucura
De por Helena se apaixonar
Páris condena Tróia
A uma batalha a travar

Acendendo a lanterna
Em dia de sol a raiar
A procura de honestos
Diógenes põe-se a vagar

Em busca de especiarias
Novos mares desbravar
Por capricho do destino
Belezas e terras encontrar

Natureza é a harmonia
Transformada pelo criador
Não haveria evolução
Se não houvesse imperfeição

Famílias em pé de guerra
Disto nada adiantou
Jovens, adolescentes
Numa loucura de amor
Romeu e Julieta
Por um, o outro se matou

Marcado por cores vibrantes
Girassóis ele soube pintar
Dotado de grande talento
Van Gogh soube expressar

Captando sensações
Novas formas no olhar
Revolução nas artes
Picasso soube lidar
Valorizou o cubismo
Geometria solta no ar
O excêntrico Amadeus Mozart
Compôs com tanta paixão
Criando geniais acordes
Marcados pela emoção

O filme podia ser mudo
Mas nem precisava falar
E o homem viaja à lua
Antes de poder voar
Era Georges Méliès
A ficção científica a inventar

Entre delírio e realidade
Bispo do Rosário é sem igual
Como um rolo compressor
Fez a reciclagem ser vital
Para criar obras "divinas" (ele acreditava estar encarregado de uma missão divina)
Numa loucura genial

De comprovação científica
Descobriu a lei da inércia
Na teoria de Galileu
Não existe controvérsia

Totalmente articulado
E andar desajeitado
Coração grande ele tem
Esse aí é Frankenstein

Sonhos em voar
Ser mais leve que o ar
Assim Ícaro pensou
Em a lua habitar

De cientista e louco
Todo mundo tem um pouco
Einstein venceu a relatividade
Isso foi realidade

Admirados por todos
Isso eu queria ser
Me divulgo na internet
Me apareço pra você

Vamos todos festejar
A mais nobre opinião
Na Peruche não existe
Cor, raça ou religião
Nós somos todos iguais
Defendendo o pavilhão

Setor 01 - História e Mitologia - Loucura de amor e gênios na imperfeição

Segundo a bíblia no livro de Gênesis, Adão e Eva foi o primeiro casal criado por Deus. Foram colocados no jardim do Éden para o princípio da humanidade. Mas ao provarem do fruto proibido foram expulsos do paraíso, pela loucura de amor que cometeram e o mundo entrou em um novo ciclo. Foi aí que aconteceu a primeira loucura de amor, ou quando o amor virou loucura.

Na mitologia, Zeus viu Afrodite e, por ela ser a mais bela criatura que ele já havia visto, levou-a para o Olimpo. O engraçado é que os padrões de beleza de Afrodite não eram o que imaginamos. Imperfeita a nosso ver, porém de uma beleza interior transcendental. Afrodite é conhecida como a deusa da beleza e do amor.

Outra beleza que originou uma grande loucura e genialidade foi a história de Tróia. Numa viagem a Esparta, Páris encontra a princesa Helena, que estava casada com Menelau. Ao aproveitar o afastamento de seu marido, Helena foge com Páris para Tróia. Menelau, seus irmãos e outros reis juntam-se numa guerra contra Tróia. Um dia os troianos percebem que o acampamento de seus inimigos está vazio, e imaginando que finalmente abandonaram a guerra. Porém ficou ali um cavalo enorme de madeira que acreditaram ser um presente. Os troianos o carregam para dentro de suas muralhas. Ficaram surpresos quando soldados começam a sair do cavalo e atacar a cidade, agora indefesa, sendo Helena assim resgatada pelo seu marido.

"Se eu não fosse Alexandre, queria ser Diógenes", frase de Alexandre "o grande" após conhecer o filósofo. Diógenes, o mais folclórico dos filósofos, foi exilado de sua cidade natal e se mudou para Atenas. Tornou-se um mendigo que habitava as ruas, fazendo da sua pobreza extrema uma virtude: diz-se que teria vivido num grande barril, no lugar de uma casa, e perambulava pelas ruas carregando uma lamparina durante o dia, alegando estar procurando um homem honesto, por acreditar que a virtude era melhor se revelada na ação e não na teoria. Sua vida consistiu numa campanha incansável para desbancar as instituições e valores sociais do que ele via como uma sociedade corrupta. Não era um louco, era um gênio.

Já num período mais próximo, chamada "Era dos descobrimentos" que ocorreu entre o século XV e início do XVII, europeus exploram intensamente o globo terrestre. Procuravam novas rotas do comércio para as Índias. A loucura foi quando encontraram novos mundos repletos de belezas tão diferentes das que conheciam. Descobriram as Américas.

Setor 02 - Artes - A beleza no tempo, a loucura no espaço

A natureza inspirou filósofos, poetas, pintores e compositores. Não precisa estar ligada à noção de que a perfeição é bela e a imperfeição é feia. O criador soube dosar e transformar todas as coisas do universo, pois até a maior e mais bela árvore da floresta começa desajeitada e torta no chão.

Romeu e Julieta um conturbado romance clássico, considerado como o arquétipo do amor juvenil, é a história de maior sucesso no mundo ha cinco séculos. Duas famílias em guerra, os Montecchios e Capuletos, veem o amor proibido de seus filhos. Ajudados por um frei, Julieta toma uma porção que a faz desfalecer para seu amado fugir. Romeu, não sabendo do plano de Julieta vendo-a fria com o frasco vazio do líquido em suas mãos, desfere um golpe de punhal no próprio coração. Julieta, ao acordar, encontra Romeu morto no chão se suicida também.

O holandes Vicent Van Gogh é um dos pintores mais conhecidos mundialmente. Sua pintura expressiva, marcada por pinceladas rápidas e cores vibrantes, são encontradas em grandes museus e ainda enchem os olhos dos apreciadores de arte. Sua vida foi marcada por fracassos. Ele falhou em todos os aspectos importantes para seu mundo, em sua época. Foi estudar na França e após dois anos de sua chegada, parte para Arles, ao sul do país. Uma região rica em paisagens rurais com um cenário bucólico. Foi nesse contexto que encontrou motivo de grande inspiração: os girassóis! Os belíssimos campos de flores, paisagem característica dessa área, tornaram-se lindas telas sob o olhar de Van Gogh. Com crises de depressão, em várias ocasiões teve ataques de violência e seu comportamento ficou muito agressivo. Foi nesse período que chegou a cortar a orelha.

Pablo Picasso foi um pintor, escultor e desenhista espanhol, tendo também desenvolvido a poesia. Foi reconhecido como um dos mestres da arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo, e co-fundador do Cubismo. O quadro "Les Demoiselles d’Avignon" (1907) representa o rompimento com a estética clássica e a revolução no início do século XX. A obra pode ser considerada o marco inicial do Cubismo em pintura, com a intenção de estimular novas formas do olhar e da percepção na captação das sensações visuais. Outros dois grandes artistas que representam a beleza e a imperfeição de formas diferentes um foi Caravaggio e o outro é Botero.

Caravaggio, uma das figuras mais controversas da história da arte quer pelo seu gênio como artista, quer pela sua personalidade misteriosa e instável pintou Medusa, uma bela donzela, de muitos pretendentes e sacerdotisa do templo de Atena. Um dia ela teria cedido às investidas do senhor dos mares, Poseidon, e deitado com ele no próprio templo da deusa Atena. A deusa então enfurecida, transformou o belo cabelo da donzela em serpentes, e deixou seu rosto tão horrível que a mera visão de quem a olhasse transformaria a pessoa em pedra. Já Botero, pintor colombiano, artista figurativista e contemporâneo, tem obras que se destacam sobretudo por figuras rotundas, o que pode sugerir a estaticidade da humanidade.

A música é uma das expressões mais simples e honestas que a vida nos oferece, momentos de genialidade que usamos para marcar pontos de nossas vidas. Em meados do século XVII, na Áustria, surge como um dos principais ícones musicais, Mozart, um jovem dotado de extremo talento e de muitos delírios psicológicos. Era diferente da maioria devido ao seu amor fugaz pala música. Prolífero e influente compositor do período clássico, foi autor de mais de seiscentas obras. Mozart mostrou uma habilidade musical prodigiosa, conquistou prestígio mesmo entre os leigos e sua imagem se tornou um ícone popular.

Georges Méliès foi um ilusionista francês de sucesso e um dos precursores do cinema que usava inventivos efeitos fotográficos para criar mundos fantásticos. Seu filme do período mudo "A viagem a Lua" (1902) protagonizou uma autêntica revolução para a altura. Com uma duração fora do comum (cerca de 14 minutos, no início do século a maioria dos filmes não tinha mais do que 2 minutos), foram as suas técnicas de edição que o tornaram essencial para a história do cinema. A Viagem à Lua é considerado o primeiro filme de ficção científica da história. De lá para cá a evolução e a tecnologia fizeram avanços estrondosos no cinema. O exemplo disso é Shrek, um filme de animação computadorizada baseado num conto de fadas, onde o personagem, um Ogro, se destaca por sua imperfeição e pelo visual diferente das características humanas e impressiona a princesa Fiona por seu interior.

Setor 03 - Genialidade de Tecnologia - Ropendo fronteiras e quebrando barreiras

Galileu Galilei foi físico, matemático, astrônomo e filósofo italiano. Foi personalidade fundamental na revolução científica. Descobriu a lei dos corpos e enunciou o princípio da inércia. Viveu a maior parte de sua vida em Pisa e Florença. É considerado o pai da ciência moderna. Descobriu manchas solares, montanhas na Lua, as estrelas da Via Láctea e promoveram outros avanços astronômicos.

Frankenstein, ou o Moderno Prometeu, é um romance gótico com inspirações no movimento romântico de autoria de Mary Shelley, escritora britânica nascida em Londres. O romance relata a história de Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais que constrói um monstro em seu laboratório. A criatura, um ser humano gigantesco chamado pelo sobrenome de seu criador, tinha contraste horrível com olhos desmaiados, lábios negros e retos e marcas de costura pelo corpo. O visual trágico e plenamente articulado contradizia, com seus gestos amorosos e sempre delicados. Por causa de seu visual era sempre maltratado, vivendo assim escondido. O romance obteve grande sucesso e gerou um novo gênero de terror.

O sonho de voar remonta para a pré-história. Muitas lendas, crenças e mitos da antiguidade envolvem ou possuem fatos relacionados com o voo, como a lenda grega de Ícaro. Anos de pesquisa por muitas pessoas ávidas pelo sonhado voo produziram resultados fracos e lentos, mas contínuos. Em 1883 foi feito o primeiro voo controlado em uma máquina mais pesada que o ar, em um planador. Em 1969 o homem chega à Lua. Essa, comprovada uma grande loucura que se tornou genialidade.

O pai da Teoria da Relatividade, Albert Einstein nasceu na Alemanha e posteriormente radicou-se nos Estados Unidos. Foi físico e matemático até hoje conhecido por sua genialidade. Com sua teoria da Relatividade mudou o pensamento da humanidade a respeito de tempo e espaço. Com suas informações soube-se que era possível criar uma potente arma nuclear. Em 1921, essa notável figura recebeu o Prêmio Nobel da Física ao explanar sua teoria quântica, que apresentava esclarecimentos sobre o efeito fotoelétrico. Esse grande homem, que tanto contribuiu com sua genialidade, passou os últimos anos de sua vida em busca de uma teoria onde pudesse trabalhar ao mesmo tempo com a matemática e as leis da física.

Cyber narcisistas são usuários de redes sociais que interagem com outros indivíduos para reforçar o seu egocentrismo, aumentando a sensação de grandiosidade, pleiteando grandes audiências e engajando-se em atividades de auto promoção. Julgam-se perfeitos, belos e possuem a necessidade de admiração de outras pessoas em excesso. Descrevem características de personalidade de paixão por si próprio. São os narcisos da tecnologia.

A Unidos do Peruche entende que compreender que há outros pontos de vista é o início da sabedoria.
Saber brindar as diferenças, sejam elas raciais, sexuais, intelectuais, religiosas ou quaisquer que sejam torna o ser humano melhor, esclarecendo que a imperfeição pode ser bela e as grandes loucuras tornam-se em grandes genialidades. Pois a diferença é o que torna o mundo tão belo.

 
Ano do enredo: 2013
Título do enredo: "O povo da floresta está em festa. A tribo da Peruche vai passar"
Descrição do enredo:


Proposta do Enredo

Em nosso enredo vamos falar de um povo ora relegado pela história e muitas das vezes, como numa ironia, classificados aos olhos dos colonizadores como exóticos em seu próprio habitat. Vamos falar de nosso "ÍNDIO", os verdadeiros donos dessa terra, por eles chamada de "PINDORAMA" apelidada pelo invasor de "BRASIL".

Faremos uma grande festa em homenagem a esse povo tão peculiar e de cultura tão sublime em seu modo de viver, seus rituais e sua arte. Evocando os deuses da floresta numa "ode" de respeito aos povos indígenas vamos unir sotaques, e vozes de um povo que até hoje resiste, brigando e lutando em defesa de sua sobrevivência, seu espaço e suas tradições. Como num rio caudaloso vamos desaguar na avenida de desfiles "Anhembi": paisagens, lendas, mitos, rituais, folclore e influencias de um povo que bravamente contribuiu na formação dessa "Aldeia" chamada "BRASIL.

 "O índio só sobrevive na sua própria cultura" - Irmãos Villas Boas"

ABERTURA

MISTÉRIOS DA CRIAÇÃO DO MUNDO

 O SURGIR DA VIDA E A MORTE NO ALTO XINGU

Eu sou Índio... Sou Brasil. Sou verdadeiro dono dessa terra...

Sou da Floresta... E junto a Unidos do Peruche convidamos a todos para uma grande festa.

E os tambores anunciam... A festa vai começar!

Pareats vão de tribo em tribo, convidar todos para esta festa.

De inicio... O mito da criação do mundo na tradição dos índios xinguanos.

Xingu - Surge a vida - Matas, águas, mistérios, festa de louvor a vida e o surgimento do mundo e seus viventes no coração do Brasil. Xingu é Paraíso de Mavuttsinim - O deus Criador do Sol e da Lua. Foi usando de toras de madeira que ele criou os viventes e seu universo. Criou as tribos Kamayurá - a tribo do arco preto - Kuikuru - tribo do arco branco - Waura - a tribo da panela.  Mavuttsinim é o criador de todo universo mitológico no mundo xinguano.

Morte e ressurreição - É Kuarup... Festa e ritual - Troncos de madeiras que outrora ganharam vida, agora representam os mortos. Os "maracá-êp" entoam cânticos. Celebração dos ancestrais em rito de ressurreição. Índios mortos na busca dos caminhos de Ivat. Para louvar seu Deus e os mortos os índios cantam, dançam, bebem e lutam o "huka-huka" ao som das "aruás" em ritual de tamanha beleza.

Assim é a crença de criação do mundo, vida e morte das tribos do Alto Xingu.

1º SETOR

INDIOS DO BRASIL - LENDAS INDÍGENAS

Tantas lendas para contar...

A oca é a morada, cacique é o guerreiro, a taba é a aldeia, pagé o feiticeiro, Tupã é o Sol e Jaci é a Lua

Sou lendas, mitos sonhos e ilusões.

Máscaras rituais escondem meus mistérios e enfeitam o baile da selva. Lendas, mitos e mistérios. Cobras de asas, mulheres metade gente metade peixe... Seres sobrenaturais.

No amazonas - Mulheres guerreiras, lendas da vitória régia, do boto cor de rosa e tantos segredos a desvendar.

Ao sul do Brasil Deus M’Boy - Lenda das cataratas do Iguaçu - M’Boy protetor da Cachoeira Grande - Sou o  supremo Deus e criador. Sou uma cobra grande temida, sou gente, sou mistério.

De norte a sul, de leste a oeste deste país. Sou índio criança. Um curumim dançante embrenhado no matiz verde de nossas matas.

2º Setor

SOU NAÇÃO... SOU TRIBO BRASILEIRA - RESISTÊNCIA, PASSADO, PRESENTE E FUTURO - DA NATUREZA E DA ARTE

Sou Tupi... Sou Guarani... Sou de cultura tradicional

A natureza é meu santuário. Respeito a fauna e a flora que meus deuses me deram.

Faço arte de belas tramas, trançados e fiados. Talho e esculpo o barro que vem do chão dando forma a minha criação. Da palha e do mato tranço, fio minhas invenções.

Vivia em paz num paraíso tropical...  Pindorama. Uma população de aproximadamente cinco milhões de habitantes.

Homem branco aqui chegou. Vorazes... Covardes e sem piedade. Tive que lutar. Lutas constantes. Desrespeito a minha cultura, hábitos e maneira de viver. Diziam querer em nome de "Deus e da Cruz de Jesus" nos "Civilizar". Tentaram...

Me defendi com resistência e ritual - canibalismo. Em nome da vitoria: matar, comer, festejar. Ser escravo jamais - fogo nesse chão, plantações inteiras em destruição.

Na história fui índio herói. Muitas das vezes omitido. Poucos relatos de minhas façanhas. Nem mesmo nossas vitórias que ajudaram os portugueses a ampliar esse território, são lembradas. Tibiriçá salvou São Paulo (SP), Araribóia venceu os franceses, Felipe Camarão, derrotou os holandeses. Fui usado, matei, lutei guerreie.

Na guerra do Paraguai, Kadiuew, - cavaleiros e boiadeiro - presença marcante em defesa do território brasileiro.

Lutei... Brigo e resisto... Infelizmente... Luta na qual somente existe um ganhador. A vitória daquele que se julga civilizado.

Mas de 500 anos se passaram... Muitas perdas. Tribos dizimadas em sua maioria. As que restam agonizam... Mas minha semente ainda vive nesse chão...  Sou índio, sou tribo, sou aldeia, sou Brasil. Sou Nação.

3º Setor

PRESENÇA E IMAGEM - POÉTICA E MÍTICA DO ÍNDIO EM NOSSAS

ARTES E CULTURA - INDIANISMO - ANTROPOFAGIA - RELIGIÃO

Fui tema de diferentes movimentos literários. Fui a idealização de um Brasil. Muitos escritores falaram sobre mim. Fui herói, fui inocente e Inspirei muitos romances. Nas páginas de José de Alencar símbolo de mitologia e brasilidade. Pelas mãos de Carlos Gomes virei ópera e no Teatro de Milano na Itália como "O Guarani" me apresentei.

Das gotas de tintas e pincéis; em todos os estilos: do clássico ao moderno. Minha alma e beleza natural enfeitaram e me denunciaram expondo quem eu sou.

No Movimento Modernista - Inspiração Antropofágica. Ali estava o sentido de quem sou.  (aba = homem e poru = que come). Como engulo e degluto. Faço festa e quero liberdade. Sou afirmação de nossa cultura dando alma a brasilidade. Sou índio. Inocente e brincalhão. Sou Sim! Ma também sou valente e brigão.

Dizem que sou a invenção do Brasil. Só sei que me inventam e reinventam, em tantas versões contadas e encantadas. Como personagem desta história eu estou nos palcos e telas de cinema. Alma, costumes e memórias traduzidas em tantas estórias.

O "Oké, caboclo!", "Xeto, marromba, xeto!". Sou dono da floresta. Conhecedor das ervas e suas curas.  Sou caboclo raizeiro. Sou sete flechas, sou pena branca, Ubirajara, sou Cobra Coral... Sou religião. To na umbanda e no candomblé. Trago a cura e fé.

Também sou fantasia, sou alegria, brinco carnaval. Sou Cacique de Ramos, blocos de Recife, das ruas e tantas folias mais. Índio quer apito. "Mim só quer brincar". Sou da Paz. Sou Brasil. Estou no carnaval. Sou liberdade. A pura felicidade.

4º SETOR

DANÇA E FESTAS DO POVO DA FLORESTA

Danço, canto e faço festas... Danço para o sol e para a lua. Celebro a vida! Em meus rituais e crenças, a dança e a música não podem faltar.

Danço para celebrar atos, fatos e feitos relativos à vida e aos  meus costumes. Para preparar a guerra e quando volto dela também danço. Danço para celebrar um cacique, colheitas, uma boa pescaria, assinalar a puberdade de adolescentes, espantar doenças, epidemias e outros flagelos. Danço para a vida e para morte.

Sou Cacique Bororó, guerreiro, corajoso mato a onça com as mãos. Sou dançarino... Cubro o rosto, pés e mãos com a pele da onça morta e palha de palmeira. Bato forte o pé no chão, representando a alma da onça que se foi.

Sou índio potiguar bailo... Toré, meu ritual sagrado para não esquecer antepassados. Símbolo maior de resistência, memória... Lembranças e união entre os índios do nordeste. Bailado que rememora um elo em comum. Somos todos irmãos.

Já dancei até para Corte Francesa. Foi em Ruão na França - 1550. Era uma "Festa à Brasileira". Lindos corpos, coragem beleza sem igual. Nas margens do Rio Senna... Ares do Renascimento, sonho e poesia a magia da floresta eu apresentei. Encenei e dancei. Cultura, arte e o esplendor do novo mundo eu mostrei.

Pindorama virou Brasil... Brasil tornou-se "Brasis". Misturei... Miscigenei... No bailado da miscigenação, balancei, pulei, pisei forte neste chão. Deixei: cateretê, caiapós, cururu, e tantas heranças mais.

Inspirados em mim, brancos, negros, mulatos, cafuzos, mamelucos e todas etnias desse Brasilzão se fantasiam de índios e dançam caboclinhos. Dançando, simulam a caça e o combate, e no carnaval invadem ruas, praças e avenidas do nordeste.

Em muitas festas, e folguedos oriundos da miscigenação, personagem também eu sou. Bois Bumbás! Português... Negro... Índios... E na mistura cultural sou personagem principal. Teve origem no nordeste. Espalhou-se por todo Brasil. Chegou a Ilha de Parintins. Lendas e mitos indígenas foram cada vez mais adicionados em suas apresentações. No seio da floresta hoje sou "Festival de Parintins". Uma grande Festa. Síntese que traduz a alegria, sinergia e força das festas coletivas indígenas.

Amazônia - a Floresta é a tela - Parintins em festa - 2013 - Boi Garantido e o Boi Caprichoso, um século de história. De lendas, alegria, mistérios e folia.

Das Matas fechadas para o "Rio dos Anhambus" ou Anhembi a "Selva de Pedra", essa é a homenagem da Peruche para o "Povo da Floresta".

Hoje esqueço as mágoas e o desrespeito. Brinco, protesto, canto e danço. O samba e minha voz... Traduzindo uma luta que ecoa pelo mundo dizendo quem eu fui quem eu sou. A Peruche a Bandeira representando minha garra de fé e resistência.

Sou índio... Sou Brasil!  Sou arte e cultura! Sou Guerreiro! Sou identidade!

Sou Peruche! Sou Aldeia! Sou tribo! Sou Tupi. Sou Guarani Sou Pataxó, Sou Xavante, Cariri, Ianomâmi... Sou Carajá, Pancararú. Sou Carijó, Tupinanjé, Potiguar, Tamoio, Caeté, Tupinambá...  Somos o Brasil!

 "OS TAMBORES ANUNCIAM! O POVO DA FLORESTA ESTÁ EM FESTA!

A TRIBO DA PERUCHE VAI PASSAR"

 
Ano do enredo: 2012
Título do enredo: Vamos fugir do juízo final - Ainda há tempo. Vamos ter juízo afinal
Descrição do enredo:

Autor: Amarildo de Mello

"É a terra em grande agonia.
De um lado desperdício de comida,
Do outro desperdício de água,
E o mundo em suas chagas em agonia.
Humanidade selvagem,
Só se trabalha para ter,
Sem medir as conseqüências,
Do que pode acontecer,
Maltrata a terra sem dó sem ética,
Em função do poder...
Como podemos entender,
De um lado avanço da tecnologia,
De outro, miséria e insegurança,"

ARGUMENTO DO ENREDO

A idéia deste enredo surge a partir de suposições e profecias a respeito do final do mundo no ano de 2012. Estudos apontam que calendários de diversas civilizações antigas balizam o ano de 2012 como ponto final de nossa humanidade. Várias correntes místicas e esotéricas também partilham do mesmo ideário. Tal assunto rendeu inclusive um filme onde o enredo foi baseado neste tema.

Fato é que verdade, ou mentira, de cunho verídico ou apenas vislumbrações apocalípticas ou místicas; fundamentadas ou não, o nosso planeta passa por um momento de grandes mazelas e problemáticas que a cada dia parecem mas difícil de serem resolvidas.

Multiplicaram as guerras, a peste se espalhou implacável. A mortandade tornou-se cada dia mais vulgar diante da crescente violência, seja urbana, seja pelas guerras ou epidemias. A cada dia mais o mundo se depara com o caos moral e espiritual. A fome assolou a humanidade sem nenhuma piedade.

O desrespeito ambiental tornou-se uma constante, em contrapartida a natureza ferida como resposta devasta cidades inteiras. São enchentes, terremotos, tsunamis, furacões e vulcões. Diante de nossos olhos uma tela persiste: o espetáculo nada bom. Fome, miséria, a poluição, o crescimento das doenças transmissíveis, o uso indiscriminado de agrotóxicos, a destruição das florestas, opressão as minorias raciais e sexuais.

Tais acontecimentos, por muita das vezes nos leva a acreditar que o final realmente está muito próximo. Tais problemáticas seriam o prenuncio do “JUIZO FINAL”.

Se não... O que nos resta fazer... Daí surge as indagações. Como superar a fome que assola o mundo? Como superar e recuperar a natureza e o “buraco da camada de ozônio”? E o “aquecimento global”? E a “água limpa e de qualidade”?

Como lidar com excesso de lixo e de detritos radioativos? Como alcançar a “paz na humanidade e entre os povos? Fato é que o mundo esta doente como um paciente terminal em um leito do CTI.

Restabelecer e recriar o equilíbrio requer novas atitudes. Novas ações e iniciativas, para isto a formação do ser humano não se deve limitar apenas em questões técnicas ou cientificas. Os grandes problemas do planeta clamam por um ser mais reflexivo, consciente, solidário ao próximo e a natureza.

Preocupada com essas questões, a Escola de Samba Unidos do Peruche irá apresentar através do desenvolvimento desde enredo alertas que podem contribuir para a melhoria da humanidade.

No desenvolvimento deste enredo o mundo estará em um hospital, passando de enfermaria em enfermaria ate a sua cura.

Acreditando: Ainda a tempo de recriar a criação.

1º Setor – Enfermaria 01
Deus criou o mundo e o Homem destruiu
O Mundo no CTI
A HumanidadeE pede socorro

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele" (João 1:1-3).

Tudo Foi criado pela expressão de Deus, pela Palavra de Deus, Pelo Verbo de Deus, Céus, terra, água, árvores, animais, homem, etc. "Tudo foi criado por Ele e para Ele".

Deus criou o mundo fiel a sua imagem e perfeição. Tudo em seu equilíbrio, tudo harmonizado. Mas a ganância a usura do homem diante desse cenário celestial, apresentou-se sem dó nem piedade, trazendo o desequilíbrio social, o flagelo, a fome, as guerras e a insegurança, e o Éden Terrestre tornou-se um inferno onde a dor a lamuria e as chagas proporcionada pela maldade e cobiça do homem levaram a terra exausta e devastada a parar no CTI. É o homem desafiando os desígnios da bondade de Deus e da natureza, parece querer confirmar as profecias apocalípticas. Diante deste cenário: “A Humanidade pede Socorro”.

2º Setor – Enfermaria 02
Leitos de Convalescentes - As Grsndes Enfermidades do Mundo Doenças Cronicas – Mãe Terra em desespero

Contaminado pela maldade, falta de respeito e ganância; doente o mundo sofre de várias doenças e convalesce...

O meio ambiente não encontra ar para respirar e oxigenar, seus mares, os rios e as florestas. É incrível, que a produção alimentar mundial daria para matar a fome de todos, num entanto a má divisão coloca países inteiros diante do flagelo da miséria e da fome.

Que o diga o continente africano...

Ocasionadas pela falta de saneamento, higiene e pelo desequilíbrio biológico do planeta novas doenças transmissíveis e pestes surgem a cada dia dizimando multidões a fio. Doenças contagiosas e transmissíveis, outrora controladas reaparecem como bocas de lobos famintos a se alimentar da carne humana.

Como se não bastasse falta amor nos corações, falta respeito ao próximo. A intolerância preenche o vazio provocado pela solidão e egoísmo, fabricando seres humanos neuróticos e psicóticos. Causando guerras religiosas, desavenças sociais e raciais e desrespeitos ante as minorias.

Os viventes da “Mãe Terra” convalescem dessas doenças que parecem crônicas. Em desespero o nosso planeta num “LEITO DE CONVASLESCENCIA” pede SOCORRO, ele quer se curar, não quer morrer.

3º Setor – Enfermaria 03

Laboratório de cura – Iniciativas, superações e reinvenções

Não sejamos tão pessimistas, porque ainda há tempo. Em meio ao caos ainda existe esperança. Muitas das vezes quase sucumbimos diante das mazelas da existência. Acreditar é preciso. Superar e reinventar um novo mundo são iniciativas de urgência. E são muitas as iniciativas que vem sendo feitas em prol da cura desse mundo tão molestado e doente. Algumas de caráter individual, e muitas ações coletivas advindas de ONGS, ASSOCIAÇÕES e MOVIMENTOS SÓCIO-POLITICO os mais variados. Mas na verdade precisamos nos unir cada vez mais e programar ações e iniciativas que faça o planeta voltar a respirar e poder alimentar seus filhos com dignidade. A luta tem que ser constante, hoje todos nós somos filho do medo... Por esse ou aquele motivo... No entanto o alento e conforto advêm das possibilidades e iniciativas da construção de um novo mundo. Vamos fazer lata virar prata. O lixo virar ouro. Vamos defender o povo abandonado nas ruas. Vamos dar empregos aos desocupados. Vamos cobrir de saúde os doentes. Que as descobertas cientificas cada vez possa beneficiar o mundo e seus viventes. Num grito de alerta em nome das classes oprimidas vamos denunciar os mais diversos preconceitos. Vamos cultivar o verde, cuidar dos oceanos, dos rios e fazer a vida florescer. Com mais amor no coração vamos lutar contras as guerras e a violência. E desta forma colocar o mundo no “LABORATÓRIO DE CURA”, ainda há tempo.

4º Setor – Enfermaria 04

O Purgatório - Entre o céu e o inferno a última chance
A Luz no fim do tunel - O mundo ideal

Consciente da necessidade de cura o mundo é um paciente em observação. Nesta enfermaria já podemos vislumbrar, e resgatar a dignidade e ressaltar a redenção. E como se o clamor e os pedidos de socorro tivessem sido ouvidos, e algumas feridas já começassem a ser curadas.

É a luz no fim do túnel, onde apresentaremos o mundo ideal. Nos noticiários só noticias boas. Cavaleiros da esperança unidos de todas as nações surgem para um mundo recriado anunciar. E toda humanidade vai se encantar. Dos jardins da esperança a vida vai brotar. O verde da natureza, as flores, os mares e os rios o mundo vão voltar a ornar.

Soldados camuflados de branco e azul engalanados da paz a humanidade vão abençoar.

Vamos oferecer um banquete a todos. Das baixelas de prata o amor vai transbordar. E toda humanidade vai se encantar.
Como exemplo o povo japonês mais uma catástrofe acaba de superar.

Nesse dia de Folia é a PERUCHE, quem faz a profecia. Vamos semear só amor, fraternidade e humanidade para colher felicidades.

Aqui é o planeta carnaval. A alegria é geral! Aqui o povo terá voz para reclamar. Doses fartas de fraternidade vão imperar.
Vamos sair da falência social, moral e espiritual. Vamos brindar. Aqui todos são iguais...

Um novo mundo é possível. E Felizes vamos sambar, brincar e festejar. É o momento de acreditar!

 
Ano do enredo: 2011
Título do enredo: Abram-se as cortinas! O espetáculo vai começar. 100 anos de Theatro Municipal de São Paulo. A Peruche vai apresentar. Bravo! Bravíssimo!
Descrição do enredo:

Protofonias

Abram-se as cortinas!

Abram-se as Cortinas! O Espetáculo Vai começar!
É a Unidos do Peruche que através da sua voz popular um século do Theatro Municipal vai apresentar. Sambando, cantando, representando e contando...
Lá vem a Peruche com seu tema...  Do erudito ao popular vai fazer toda platéia delirar.
É pura arte...
São óperas, danças, espetáculos teatrais, cantorias, sinfonias e concertos que a Peruche nessa avenida vai descortinar. É passado, presente e futuro...
Da ”Praça Ramos de Azevedo” a “Praça das Artes” nosso espetáculo vai começar!

1º ato

Luz! Divina luz! Theatro Municipal de São Paulo um sonho de modernidade o Templo Das Artes

Luz! Divina Luz!
Iluminado nascia o Theatro Municipal...                                                   
Era “Apolo” e suas nove musas que dos céus ali pairava com sua carruagem iluminada para inaugurar mais um “Templo de Arte” Era como se um intenso brilho solar irradiando alegrias e felicidades ali despontasse.

Luzes! Muitas Luzes!
Em meio a tanta luminosidade ele nascia numa cidade ainda caipira e brejeira sobre a força econômica da cultura cafeeira. Iluminado por novas idéias, eis que surgia no Vale do Anhangabaú um “Templo Sagrado das Artes”. Majestoso e grandioso como uma filial dos templos grego e abençoado pelos deuses. Um panorama deslumbrante se descortinava...
Nascia em dia de festa e muito burburinho na cidade. Ao redor daquela maravilha o povo se aglomerava. Deslumbrados todos queriam ver bem de pertinho esse monumento que São Paulo ganhava. São Paulo estava em ebulição! Damas e cavalheiros elegantemente vestidos em trajes de gala chegavam para esse grande momento. Muitos landôs, coches e limusines com seus chauffeurs e cocheiros de libré vestidos no melhor estilo traziam personalidades e ilustres convidados. Acontecia o primeiro congestionamento da cidade...
Maravilhados com tanto luxo, todos iam chegando para uma noite glamorosa.

“Protofonias de Villa-Lobos”, a primeira composição que o Mvnicipal e sua platéia ouviram na noite de inauguração. O barítono Titta Ruffo e sua companhia deram continuidade ao espetáculo interpretando a ópera “Hamlet” de Ambroise Thomas.
Com sua inauguração abria-se a primeira temporada de óperas no Mvnicipal.
E há quase um século nascia numa noite de muita emoção e fausto o Theatro Municipal de São Paulo. Um momento mágico!  Para nunca ser esquecido...     

2º ato

No mês do carnaval “Semana de arte moderna” “Pauliceia Desvairada” no Municipal um Marco Cultural

Modernismo no Municipal...
Foi em fevereiro de 1922...  Quem diria, a uma semana do carnaval...
Valorização de nossas raízes e nossa nacionalidade... Culto ao nosso folclore. Resgate de nossa cultura. Descoberta de outro Brasil e seu passado artístico.
Com “Paulicéia Desvairada” Mario de Andrade previu um futuro que fez São Paulo e nossa arte se abrasileirarem. O Municipal de São Paulo – foi o palco desse movimento cultural.

No “Templo Sagrado”: conferências, música, poesia, literatura, exposições de artes plásticas e teatro. Um mosaico de expressões artísticas apresentados de uma forma como nunca se viu. Um escândalo! Um momento de perplexidade! No palco, nas galerias, nos salões e corredores tudo acontecendo. Oswald de Andrade, Graça Aranha, Villa-Lobos, Guiomar de Novaes, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Mennoti Del Picchia, Ronald Carvalho, Brecheret, e tantos mais.  Presságios de um futuro... Inovação...

A platéia boquiaberta pouco entendeu.  Muitas críticas e protestos.
Vaias... Aplausos... Gritos...  Tudo aconteceu no mês do carnaval! Explosão de um movimento cultural que fez surgir uma nova nação. E o Theatro Mvnicipal de São Paulo palco e testemunho de um dos mais importantes movimentos artístico de nosso país, revelado pelo Modernismo. A partir de então: São Paulo e a “Arte Brasileira” nunca mais pararam... A “Paulicéia” ficou cada vez mais “Desvairada” ainda...
E o Brasil e nossa arte solenemente agradecem.

3º ato

Óperas e sua temporada de ouro - 1951

Ao longo de quase um século o Theatro Municipal de São Paulo, recebeu as mais famosas companhias mundiais do universo da ópera e suas estrelas.     
De inicio as italianas... Depois... Francesas, nacionais, russas e wagnerianas...        
Apresentando: “La Traviatta”, “Hamlet”, “Aída”, “Lá Bohème”, “Rigolleto”, “Tosca”, “O Guarany”, “Madame Butterfly”, “Il Trovadore”, “Carmem”, “Tristão e Isolda”, Barbeiro de Sevilha... E assim vai...

Autorias: Giussepe Verdi, Arturo Puccini, Richard Wagner, Gioachino Rossini, Carlos Gomes, Georges Bizet...

Cantando: Bianiamino Gigli, Gabriela Besanzoni, Maria Callas, Tito Schipa, Enrico Caruso, Assis Pacheco, Renata Tebaldi, e inúmeras vozes que ecoaram e ecoam pelos salões e galerias do Municipal.  Bidú Sayão, parte importante desta história... A soprano brasileira mundialmente conhecida pelo seu “canto de cristal”, com uma voz que “exercia sortilégios”, conquistou platéias do “Templo Sagrado” paulistano ao se apresentar sempre de forma fenomenal. Momentos inesquecíveis! Maravilhoso é ouvir na ópera “O barbeiro de Sevilha” Fígaro... Fígaro... Fígaro...  A ressoar pelo Mvnicipal a som das mais célebres vozes eruditas. A platéia aplaudir! E a musa do canto lírico – feliz pelo Municipal existir!

Entreato...

Aproveitando... No “Bar Diana” beber champanhe “Mme Pommery” servido pelas bem trajados garçons e ouvir os tim-tins das taças do mais puro cristal. De volta...  Mais um grande momento desse espetáculo... 1951... A mais importante temporada de ópera na história do Theatro Municipal. No palco: duas estrelas a se apresentar!
 
Maria Callas e Renata Tebaldi com suas belas vozes a encantar...                
Em “La Traviatta” – ópera com enredo baseado na “Dama das Camélias” elas se revezaram dando um toque especial ao interpretar a personagem de vida mundana “Violeta Valery”.
Maria Callas ou Renata Tebaldi? Em verdade nem uma nem outra. Naquela época quem saiu vencedora foi a platéia, pois cada uma delas em suas peculiares qualidades eram grandes sopranos e divas da música erudita. Hoje críticos apontam ser Maria Callas a maior soprano de todos os tempos e Renata Tebaldi a terceira melhor. E o Theatro Municipal de São Paulo e sua platéia foram premiados com esse grande acontecimento e cúmplice das duas... Uma temporada inesquecível. Um ano de ouro para o Municipal!

Entreato...

Um papo com o Maestro Jamil Maluf, ele sempre tem algo novo para nos contar e apresentar... Surpresas...

Voltando... Alegria! Alegria!  Ele anuncia: Tem ópera infantil no Municipal...  Com direção do próprio Jamil, “João e Maria” um momento triunfal.
A criançada adorando e viajando num mundo de ilusões. Lotando o Municipal elas se encantam com narrativa das aventuras de dois irmãos perdidos numa floresta    
Grandes momentos! Várias companhias, muitas estrelas e notáveis da ópera. Theatro Municipal, presença marcante na cena mundial e muitas contribuições há quase 100 anos como um dos mais importantes fóruns brasileiro da arte e no gosto pela ópera.             

4º ato

A Dança e a dramaturgia

Dançando conforme a música o sobre os desígnios de “Terpsícore” (a que adora dançar) - a musa mitológica da dança - o Theatro Municipal de São Paulo foi cúmplice de vários bailarinos e suas companhias de dança.
Foi parceiro da “divina loucura” de Nijinnsky. Acolheu e aplaudiu a “divina dama da dança” Margot Fonteyn, a melhor e última grande bailarina de estilo clássico. 

Apreciou e viu Nureyev flutuar como se pássaro fosse, através de suas piruetas. Foi ao delírio com bailarina Isadora Ducan – intitulada “a grande evocadora dos gestos e pose”.
Em seu palco dançou ainda: Anna Polowa, Maurice Bejart, Maria Olenewa, Jose Limom, Mikhail Baryshnikov, Ana Botafogo e uma legião de bailarinos.
Quando São Paulo fez 400 anos, lá estava o Municipal participando com a criação do “Ballet do IV Centenário”, integrado totalmente por bailarinos, direção coreográfica e cenógrafos brasileiros.

A brasileira Márcia Hayddè, a frente do Ballet alemão de Stuttgart, foi motivo de orgulho em suas perfeitas apresentações. 

Através das diversas companhias e uma diversidade de artistas que por ali bailaram pode-se apreciar inúmeros espetáculos de rara beleza, dentre eles: “Gavotte”, “A bela Adormecida no Bosque”, “Lago dos Cisnes”, ”Gioconda”,   “Giselle”, “Maria Maria” e “Das Terras do Benvirá” dançado pelo grupo brasileiro de vanguarda Ballet Stagium.
Em suas edições o Festival Carlton Dance nos fez conhecer: Michel Clarke, o grupo Momix, L’ensemble e outros. Revelou muitas companhias e novos bailarinos. O grupo de dança de belo Horizonte “Corpo” é uma dessas grandes revelações. Um grande acontecimento ao se apresentar e sucesso até os dias atuais...

O palco do Municipal conheceu de sapatilhas européias aos pés descalços dos índios Xavantes. Através de companhias de Ballets folclóricos: Bolshoi, Berliner, African e outras pode-se conhecer e admirar ritos e tradições de vários países.
Grandes nomes, centenas de bailarinos anônimos, mundo de sonhos, ambições e ilusões. Conhecidos ou anônimos, todos foram aplaudidos em meio à cumplicidade do teatro e o fulgor de platéias de admiradores apaixonados pela arte da dança. 

A Dramaturgia                         

O Municipal chega às vésperas de seu centenário conhecendo e experimentando através de seus palcos bastante em termos de dramaturgia.
Testemunho de tudo que passou por ali. Com certeza o Municipal foi o único que não dormiu um instante a cada peça teatral a cada texto tradicional, irreverente ou de vanguarda encenado em seu palco.
Vigilante, irrequieto, não esqueceu nada, e esteve atento a tudo e todos os movimentos teatrais.

Viu Itália Fausta, Dulcina, Cacilda Becker, Procópio Ferreira e Leopoldo Fróes criarem o embrião de um teatro nacional. Em seu ventre morreu o caixeiro viajante e a “Dama das Camélias” que teve nos palco do Mvnicipal como sua principal interprete a estrela internacional “Vivien Leigh”, considerada um monstro sagrado do cinema e do teatro. Sorriu e se divertiu com o irreverente mímico Marcel Marceau – o “Chaplin francês”... E pacientemente esperou “Godot”.
Com o sofrimento de Alaíde em “Vestido de Noiva” texto de Nelson Rodrigues, fez surgir na cena teatral brasileira uma nova história. Um marco e um divisor na evolução do teatro brasileiro.

Tramas Shakesperianas... “Sonhos em muitas noites de inverno ou de verão”. “Escolas de Mulheres” a lá Molière... Espetáculos de instintos “Avarentos”!
Envolvido no “O Feitiço” de Oduvaldo Vianna, a platéia ficou inebriada com “A Margem da Vida” do inglês Tennessee Willians. E foi surpreso que o Mvnicipal viu um “Grito no Ar” de Gianfrancesco Guarnieri.
Público e Teatro - “Dois Perdidos Numa Noite Suja” e perplexos ao assistirem “Navalha na Carne” de Plínio Marcos. Um golpe duplo!

De joelhos aplausos para “O Santo Inquérito” de Dias Gomes. 
“Aurora da Minha Vida”, “Dona Doida”, “Bodas de Papel”... Tantos textos montados...  Aplaudidos! Reverenciados!
Cacilda Becker, John Gielgud, Maria Della Costa, Clara Della Guardia, Dercy Gonçalves, Raul Cortes, Paulo Autran, Tônia Carrero, Gianfrancesco Guarnieri, Eva Wilma... Um céu de estrelas!
Muitos autores... Textos... Tragédias, comédias, dramas...
Mundo de fantasias... Tramas...
Brilhantismo! Todos... Autores e atores, protagonistas desta história
Viva a arte de representar!
Viva o Theatro Municipal!

5º ato

A Música e o futuro – Praça das Artes

Extraordinárias orquestras, grandes intérpretes e os mais diversos estilos de música ouviram-se no Theatro Municipal.
Do tradicional, ao moderno, sentiu ainda as sensações letárgicas das experimentações da música de vanguarda e contemporânea.  Por sua versatilidade e capacidade de experimentações, ele chega aos dias atuais, moderno e atualizado musicalmente.
Grandes intérpretes! Vozes que ecoaram. Orquestras e maestros que emocionaram! “Villa-Lobos, Isaac Karabtchisky, Arturo Toscanini, Leopoldo Stokovski”, Lorin Maazel, Jamil Maluf... Brahms, Chopin, Wagner, Berlioz, Rossini e Lorenzo Fernandes. Sinfonia perfeita de astros! Um sucesso!

Prazer foi ouvir a “cintilante pianista” Magdalena Tagliaferro. Ouvir o piano do gênio Arthur Rubinstein... Nelson Freire, Guiomar Novaes e tantos pianistas mais.
Muito bom foi escutar as obras de Villa-Lobos em várias récitas cantadas nas diversas vozes: da erudita Bidu Sayão a popular Elizete Cardoso; em meio a muita polêmica Elizete quebrava um tabu... “Elizete tu és do Municipal”.  Musica popular brasileira... Cantar... Protestar e encantar...Diogo Pacheco a comandar... Vinicius de Moraes, Pixinguinha, Edu Lobo, Baden Powell, Francis Hime, Elis Regina...Canção e poesia. Clementina de Jesus, Milton Nascimento, João Gilberto, Gal Costa, Gilberto Gil...  Num era utopia. Era o Municipal em sintonia. Musica internacional de boa qualidade. Sara Vaughan, Ella Fitzgerald, Ray Charles, James Brow... Jazz em sinfonia.

Grandes Concertos! Mozart e uma garantia...
Ah! Concertos e Orquestras que fizeram e fazem platéias delirar... Com Jamil Maluf, suas inovações e suas experimentações o teatro mais uma vez conheceu e se permitiu ao inusitado. Tudo bom se ver ouvir... Tudo para encantar!

Em seus acordes o Municipal, viu-se protegido pelos deuses da música e foi afinado com todos os movimentos musicais. Silencioso e reservado permitiu e se permitiu as grandes sensações musicais. Do erudito ao popular ele ouviu e viu: cantar, tocar e reger os mais notáveis nomes da música mundial e brasileira.

Praça das Artes – 100 anos depois os deuses não esqueceram o Municipal – o futuro é agora

Reconhecido por um passado e um presente atuante, o Theatro Municipal de São Paulo, tornou-se instituição tombada pelo patrimônio histórico.
As portas de seu centenário mais uma vez o prestigio e o reconhecimento bate a sua porta em forma de agradecimento por todos os préstimos a arte brasileira.
De novo parece que “Apolo” em sua carruagem iluminada e suas deusas paira sobre o Vale do Anhangabaú para agora presentear esse “Templo Sagrado” por um século de glórias.  
De presente ele trás a “Praça das Artes”...  Premio que só pode mesmo se uma inspiração dos “Deuses do Olimpo”.
 
A “Praça das Artes” projeto que será implantado no entorno do teatro, é a certeza de um Municipal potente e fortalecido para muitos séculos. No projeto um novo edifício para os corpos artísticos do teatro. Este prédio abrigará: Orquestra Sinfônica Municipal, Orquestra Experimental de Repertório, Balé da Cidade de São Paulo, Coral Lírico, Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo e Coral Paulistano.

A “Praça das Artes” abrigará ainda o Centro de Documentação Artística. O atual Conservatório servirá como: Escola de Musica e Dança, hoje sem espaço próprio. O salão principal será a sede para o Quarteto de Cordas da Cidade.
“Praça das Artes”... O futuro do Municipal de São Paulo já começou...
O futuro é agora...
“Theatro Municipal uma idéia moderna de 100 anos atrás”

Bravo! Bravissimo!

 
Ano do enredo: 2010
Título do enredo: “São Paulo, Olhai Por Nós”
Descrição do enredo:

“São Paulo, Olhai Por Nós”

Parece coisa do destino. Um estado, nascido de uma missão religiosa, tem como denominação o nome de um santo, e para confirmar sua vocação de fé e devoção, sua capital também se chama São Paulo. Sendo assim, através daquilo que a Peruche melhor sabe fazer (carnaval) vamos fazer nossa oração. Em nome de DEUS e de SÃO PAULO, em sua saga, lá vem nossa DIVINA PERUCHE, orando, rezando e acreditando num amanha melhor. Forte e fiel em sua devoção, caminha e nunca desiste, pois fé e crença é sua verdadeira religião.

1º SETOR: EM NOME DA CRUZ DE JESUS – SANTO! SANTO! SANTO! NASCE SÃO SAULO – (o encontro dos europeus com os índios).

Colina, matas selvagens, caminhos perigosos, Padre Manoel da Nóbrega e sua comitiva em sua caminhada aos céus suplicavam: Deus nos guie São Vicente nos proteja. A missão: desbravar a serra do mar e chegar ao planalto de Piratininga e ali fundar um colégio para catequese dos índios.Terra encontrada - era necessário consagrá-la a fé religiosa que os trouxeram até ali. Inhapuambuçu - o local sagrado - uma cabana como templo, índios Guainases verdadeiros dono daquele lugar, altar improvisado. Foi erguida uma cruz. Missa rezada. Qual nome a ser dado em agradecimento a JESUS?
SÃO PAULO o privilegiado, por coincidir com a data de sua conversão.
SANTO! SANTO! SANTO! Assim nascia, São Paulo.
Mas a missão só estava começando. Jesuítas sabiam... Missão maior era catequizar os nativos dessa nova terra conquistada. Fácil não foi a empreitada. Fé cega, fé que evangeliza. Em nome da aceitação da cruz e do cristianismo tudo valia. Teatro popular. Música, canto coral, autos de fé, encenação.

2º SETOR: AXÉ! POVO NEGRO NESSA TERRA CHEGOU – (gente de Guiné)

Mais tarde. De África Guiné... Gente nova chega nessa terra. Gente nobre... Descendentes de reis, príncipes e abençoadas. Mas aqui todos destronados.

Negro ginga negro lamenta e chora de dor. Sofrendo e humilhados em sua viagem para cá, negros não perdem a fé. A caminho muitos morrem. Chegando, como escravos são levados à servidão. Mas a coroa de sua tradição e devoção os negros não deixa cair ao chão. Sendo obrigados a aceitar outra religião, negro não perde a sua devoção. Em sua memória divindades da natureza é sua certeza, o traçado dos rios: seu caminho de fé. O vento: o soprar de um novo amanhã.

Saudades de África... Negro pede Axé! Mas nunca perde esperança e fé. Negro triste por sua submissão... No cativeiro luta por sua devoção. Escondidos, nas senzalas, negro bate tambor celebra seus orixás num um ato de amor e veneração. Preservar o candomblé em nome da fé, sua obsessão. No desespero aos orixás implora em forma de saudação:
LARÔYE EXU! - Meus caminhos se abram para libertação.
EPA BABA OXALÁ – Senhor que fostes dono da minha criação tenha pena de mim.
KÁWO KABIESILE XANGO – Faça justiça.

3º SETOR: A FUSÃO DE CRENÇAS RELIGIOSAS - DOS INDIOS, EUROPEUS E NEGROS. (Povo miscigenado. Crenças misturadas)

Gente misturada... CAFUZO, MAMELUCO E MULATO – São Paulo miscigenado, nas artes, nas raças e na religião.

SÃO PAULO – A ti rogo! Iluminai essa gente que floresce nessa terra.

Na rota da devoção desse povo misturado, seguiremos iluminados pela luz da fé. Passearemos por cortejos e folguedos, que se misturam as ladainhas, manifestações, religiosas e caminhadas sublinhadas por cantos de fé, crença e louvor. Tudo é sagrado, tudo é profano, expressões de um povo que se miscigenou.

Oh! SÃO PAULO! Terra Divina que alimenta a alma. Que canta, reza, ora e dança para suas crenças celebrar.

São Paulo seu espírito é santo! Pomba da Paz voa alto em nossa devoção... Divina celebração, tudo ornamentado, flores, cantorias e alegria. Império do divino – fiéis a louvar – FESTA DO DIVINO. Espírito Santo. Rogai por nós!

Duas violas a tocar, violeiros a cantar, orar e dançar. É DANÇA DE SÃO GONÇALO. Atendido em seus pedidos todos pagam suas promessas em louvor a São Gonçalo pra sua vida afirmar.

"Já louvei a São Gonçalo,
esse santo me valeu,
contra todos os perigos,
ela já me protegeu".“Acordai, se estais dormindo! Levantai se estais acordados!
Venha vê os três reis! Na sua porta está chegando”.

Estrela guia... Profecia... Palhaços anunciam a folia, fé devoção. Três Reis magos do oriente a peregrinar. Salve Deus! Salve a anunciação! – festejar, adorar e orar. FOLIA DE REIS. Nasceu o Deus menino.

Doze cavaleiros representando os Mouros e doze representando os Cristãos. Na luta do bem e do mal, todos se lançam. É conquista de libertação em nome da fé. Encenação... Festa colorida... Portugal livre da dominação árabe. São as CAVALHADAS. Festa de luta e libertação.

“Pirapora aiê, Pirapora aiê, bate o bumbo negro, quero ouvir o boi gemer”.

Pirapora, Pirapora... Às margens do lendário rio Tietê... SAMBA DE BUMBO. Em cânticos homens perguntam. Com fervor mulheres cantam, dançam e respondem. Tudo começou em nome de Deus e da fé. SAMBA DE BUMBO - cânticos dança e louvação. Ah! Meu Bom Jesus, quantas peregrinações, ritual, festa, romaria e jongo – SAMBA DE BUMBO berço do Samba paulista, pai da Peruche e todas as escolas de samba de nosso estado.

Na ponta da espada lajedo sagrado. Rei Congo aqui chegou... É CONGO é CONGADA. É festa de negro, onde Rei e Rainha vão ser coroados. Salve São Benedito. Salve os Reis Negros. Salve todos os Orixás!

Pedição de casa em casa, cantos de louvor, sacros e profanos. Tudo para festejar o nascimento do menino Jesus. Em Guarujá REISADO Sergipano em Carapicuíba REISADO Alagoano. Herança de migrantes que aqui chegaram. Seja de que origem for: todos cantados com fé, devoção e louvor.

É mito... É dança... É luta no compasso marcado... Festa indígena, encenação, memórias e lembrança de nossos nativos. É CAIAPÓS, mistura de fé e resistência celebrando a tradição.

Tumba lá e cá, é MOÇAMBIQUE – Salve São Benedito! Salve o reino de Nossa Senhora do Rosário! Ecoam os sons de pequenos chocalhos, vamos dançar, vamos balançar os paiás (carreiras de guizos amarradas as pernas) em louvor aos santos negros.

Carnaval festa da carne. Dizem ser profana. Depois vem a quaresma. Sentimento de pecado, recolhimento e meditação. Semana Santa... Chegou CORPUS CHRISTI. Matão, Santana do Parnaíba, Mirassol, Atibaia e tantas cidades mais... Tapetes estendidos no chão, em louvor ao Nosso Senhor, beleza, muito colorido, o povo unido em procissão, cálice, pão e vinho, sacramento devoção.

Pai nosso que estais no céu... Meu Bom Jesus nos Ilumina! Ave Maria Cheia de Graça... Salve Nossa Senhora Aparecida!

Pirapora, Iguape, Aparecida do Norte... Bom Jesus, Nossa Senhora e todos os santos que temos fé.

Gente sofrida terço na mão. PEREGRINAÇÃO! Velas acesas em procissão. Gente que acredita e paga promessa, caminha suportando o sol de cada dia, de carro, bicicleta, de cavalo ou a pé. São peregrinos, caminheiros, promesseiros, beatos e romeiros todos na mesma estrada em comunhão de fé.

4º SETOR: SÃO PAULO ECUMÊNICO – O TEMPLO DA RELIGIOSIDADE PLURAL. (Os caminhos são muitos, mais o ponto de chegada é um só)

Abençoada é nossa terra! OH! MEU SÃO PAULO! Mais uma vez a ti imploro e rogo:

Continue nos dando a cada dia o entendimento de respeitar e conviver pacificamente com todas as religiões que aqui se estabeleceram. Que cada pedido de oração, seja em qual for, seita ou religião seja estendido a todos nós.

Através da fé do ISLAMISMO e na força das palavras do Alcorão, que ALLAH, nos dê força, paz e união para continuarmos sendo essa terra promissora.

Pedimos que na fé e devoção do Torá, cada momento de meditação e jejum feito pela passagem do Yom Kipur (dia do perdão) no JUDAISMO, nos sirva de exemplo e nos dê humildade para perdoar a todos que um dia nos desejou o mal.

Que através dos princípios do BUDISMO Evitar o mal, fazer o bem e cultivar a própria mente Buda possa nos libertar do sofrimento e com fé e esperança nos faça entender a relidade da vida.

“Hare Krishna, Hare Krishna, Hare Krishna, Hare Hare, Hare Rama, Rama, Rama, Hare Hare”

Que esse mantra do HINDUISMO por tantas vezes entoado, pelos HARE KRISHNAS cubra todos aqui viventes, iluminando nossas almas e alimentando nossos espíritos. Pois só se alcança a salvação pela devoção.

Assim como o céu que ama o mundo inteiro, pedimos a SHANG-TIN supremo Deus Chinês para emanar dos céus positividade, energia, força e paz, para que SÃO PAULO siga cada vez mais ecumênico no futuro que virá.

Salve San Genaro! Salve San Vito! Salve N. Sra. da Casaluce! Salve N. Sra. Achiropita!A cada festa comemorada dos santos italianos em nossa terra espalhe cada vez mais amor fé e devoção.

AXÉ! Cultos Afros... Cultos Negros... Povos de Santo! Liberdade. Em cada batuque de um terreiro de UMBANDA ou CANDOMBLÉ ecoe por todos os cantos raios de luz e faça de SÃO PAULO um verdadeiro celeiro de fé.

SÃO PAULO! OH! MEU SÃO PAULO! Da Catedral da Sé, reine como santo abençoado que tu és. Olhai, pelos cristãos, seja qual for a denominação de sua profissão de fé. Olhai pelos islâmicos, pelos judaistas, pelos espíritas e espiritualistas, pelos hinduistas, e por todos que crêem e têm fé. SÃO PAULO, terra onde a fé é o alimento da razão. Razão que dá equilíbrio a todas as seitas e todas as religiões a conviverem em PAZ E UNIÃO.

SÃO PAULO! OLHAI TAMBÉM PELA DIVINA PERUCHE! Unido a SÃO JORGE que é seu santo padroeiro. Defendei, protegei a nossa Divina Escola, engalanada e abençoada por malandros e bambas que a amam com fé crença e devoção.

Assim...

Dançando, cantando e louvando, lá vem nossa PERUCHE.

SAMBA - é sua oração, seu pavilhão guarda memórias, histórias e tradições. Manto verde e amarelo que hoje demonstra fé, garra e crença nesse templo que se chama Anhembi.

SAMBA PERUCHE! Estufa o peito de orgulho.

Vem PERUCHE, traz alegria, faz batuque, vamos bater o tambor. Vamos falar de FÉ, de CRENÇA, de RELIGIOSIDADE, DEVOÇÃO e de AMOR.

Esse é nosso CARNAVAL!

SÃO PAULO entendeu: “Os caminhos são muitos mas o ponto de chegada é um só”
“... São Paulo nos ilumine. Guiai-nos. Fortalecei-nos. Defendei-nos...”
“SÃO PAULO, OLHAI POR NÓS!” 

Ano: 2017
Título do samba enredo: “A Peruche no maior axé exalta Salvador, cidade da Bahia Caldeirão de Raças, Cultura, Fé e Alegria”
Compositores do samba enredo: D’Xangô, Douglas Chocolate, Leo Reis, Juliano, Celsinho Mody, Guga Pacheco, Tio Do, Paulinho Sorriso e Marcio Zanato
Letra:

Firma o batuque no terreiro
Que a filial vai passar
Bate o tambor mandingueiro
Faz a baiana girar
Na proteção dos meus guias
Carrego meu patuá
Samba iô iô, samba iá iá

Vem do feitiço do mar o amor e a magia
Marejou Moema, paraíso singular
A baía de todos os santos recebe o povo de além-mar
A origem brasileira
É mistura dessa gente
Baiano tem calor no coração
Liberdade nunca mais a opressão
Mulheres guerreiras terço, arruda e guiné
Tem candomblé nesse cortejo de fé

Oro mi má, oro mi maió
Valei-me nossa senhora
Mãe do senhor do bonfim
Axé nos orixás
Me leva cidade d'oxum
Me leva nos braços da paz

O tempero da baiana
Tabuleiro de sinhá
Acarajé, caruru e vatapá
É de Angola ê, é de Angola
Negro joga capoeira, capoeira camará
E vai descendo a ladeira do pelourinho a cantar
Eu sou Peruche
Berço, território africano
Sou comunidade, atrás do trio eu vou
É Salvador

 
Ano: 2016
Título do samba enredo: Ponha um pouco de amor numa cadência e vai ver que ninguém no mundo vence a beleza que tem o samba…100 anos de samba, minha vida, minha raiz
Compositores do samba enredo: Jairo Roizen, Ronny Potolski, Madureira, Marcelo Madureira, Alex Barbosa, Sukatinha, Bagé, Tubino, Igor Vianna, Thiago Sousa, Gilson, Kaballa, Victor e Meiners
Letra:

Firma o pandeiro e o tan tan
Tem samba até de manhã
E a nação perucheana faz a festa
O meu batuque ecoou, um lindo canto de amor
A filial chegou

Na ginga vem o povo negro
Celebrando a vida e a magia ancestral
Das bandas de Angola e do Congo
Batendo na palma da mão
Baianas abraçaram a tradição
Na Praça XI, o berço imortal
Herança dos terreiros de Iáiá
São batuqueiros que venceram preconceitos
A nobreza da cultura popular

Cavaquinho a tocar, sentimento no ar
É poesia eternixada em cada nota
O som que aflora é a cara do povo
"Aquarela" que pintou um mundo novo

Então, "Meu Brasil, brasileiro"
É de bambas, celeiro
Nas ruas, vielas, a voz da favela
Acordes que trouxeram liberdade

Não marcam bobeira, a boemia e a malandragem
À luz da lua suas faces vão brilhar
E nos quintais, inspiração de um novo dia
Se tem o banjo e o repique, vamos sambar no cacique
Fazer do enredo uma canção
Eu sou Peruche, "não leve a mal"
"A grande campeã do carnaval"

 
Ano: 2015
Título do samba enredo: "Karabá e a Lenda do Menino de Coração de Ouro"
Compositores do samba enredo: Shumacker, Bola, Schmidt, Fabiano Pires e Dhall
Letra:


Karabá, Karabá, um novo olhar
É preciso lutar, acreditar
A Peruche num só coração
Vitoriosa na transformação
 

Desperta do teu ventre oh mãe África
A lenda do menino que nasceu pra vencer
Valente enfrentado a feiticeira má
Seu destino, sua tribo defender
Porquê toda essa maldade?
Perseverante, ele busca a verdade
Das águas superando a morte
Na força do canto do povo renasce mais forte
Pelos caminhos, aprende a lição
O valor da união
 

Quem tem coragem
Na fé vai atrás do que quer! É guerreiro!
Dignidade traz, sabedoria pra reconhecer
Na vida o sentido verdadeiro
 

Seguindo o coração
O sofrimento vai terminar
De dentro vem a luz do livramento
Um beijo pra selar
O amor, o poder do amor
É singular, atitude pra mudar
Feliz da vida
Missão cumprida
Olha aí a nossa tribo na avenida

 
Ano: 2014
Título do samba enredo: A beleza é imperfeita e a loucura é genial
Compositores do samba enredo: Toninho Penteado, André, Mineiro, Lino, Lucas Santiago e Luiz Bento
Letra:


Num belo jardim
Enlouqueci de amor
Fui traido por meu coração
Entristeci o criador
Ha uma deusa da mitologia
Sua beleza é de se admirar
A saudade da minha amada
Traz coragem pra lutar
E lá vou eu...
Por sete mares navegar
Um novo mundo encontrar

Chorei num romance da vida real
A arte é a minha expressão
Em notas musicais delirei
E fui um gênio da ilusão

Me chamam de pai da ciência
Quem dera se a vida pudesse criar
Vesti minhas asas de cera
Sonhei que podia voar e voei
Até na lua caminhei
A mente humana transformei
Amor vamos brindar
É carnaval vem festejar
A igualdade comemorar

É lindo o meu pavilhão
Peruche é minha paixão
Loucura de amor pra se cometer
Razão do meu viver

 
Ano: 2013
Título do samba enredo: "O povo da floresta está em festa. A tribo da Peruche vai passar"
Compositores do samba enredo: Toninho Penteado, Claudinho, Denis Patolino, Luiz Bento, Zico Oliveira, Emerson Brasa e Denis Santiago
Letra:


Paraíso de riquezas naturais
Xingu é o coração do Brasil
De seus troncos de madeira o divino criador seres vivos esculpiu
Tantas lendas pra contar, mistérios a se desvendar
Sou o dono da terra verdadeiro
Índio Tupi Guarani e brasileiro
Quando o homem branco aqui chegou
Esse chão eu bravamente defendi à civilização resisti

Para o escritor eu fui um novo ideal
E ao poeta lindos versos inspirei
No talento de um gênio musical
Com o guarani emocionei

Na arte o retrato da inocência do meu ser
E no modernismo, o livre jeito de viver
Palcos, telas de cinema, curandeirismo, religião
E no carnaval vou caciqueando de emoção
Danço pro sol, danço pra lua, para celebrar
Danço com fé, danço ao pajé para guerrear
Na corte francesa eu me apresentei, um mundo novo revelei
Pindorama meu Brasil miscigenado
Em Parintins vou Garantir e Caprichar
Hoje estou na aldeia do samba, feliz da vida pra comemorar

Os tambores anunciam pra toda massa
A alegria está solta no ar
O povo da floresta hoje está em festa
A tribo Peruche vai passar

 
Ano: 2012
Título do samba enredo: Vamos fugir do juízo final - Ainda há tempo. Vamos ter juízo afinal
 
Ano: 2011
Título do samba enredo: Abram-se as cortinas! O espetáculo vai começar. 100 anos de Theatro Municipal de São Paulo. A Peruche vai apresentar. Bravo! Bravíssimo!
Compositores do samba enredo: Toninho Penteado, Nascimento, Alex Lima e De Paula
Letra:

Chegou a filial do samba, podem aplaudir
O espetáculo vai começar, as cortinas vão se abrir
Vem cantar, vem sambar, do erudito ao popular
A luz, “ divina luz” iluminou. . .
E num sonho de modernidade
Minha São Paulo acreditou
E assim nasceu o templo das artes
Lar de grandes marcos culturais
A Paulicéia desvairada foi a sua grande inovação
Com a arte brasileira em exposição
 
Palco divino de estrelas
Bravo! Bravíssimo
A ópera trouxe emoção
E conquistou meu coração
 
Na dança, bailarinos contagiam
Num mundo de sonhos e ilusões
Na dramaturgia, fascinantes inspirações
Tramas, comédias, sinfonias
E acordes musicais a tocar
Fazendo a platéia delirar
O seu futuro é agora
Nesse centenário de gloria
Vem ai a Praça das artes
Pra escrever uma nova história
 
Nos braços do povo
Lá vem a Peruche de novo               
Parabéns !!! Ao Theatro Municipal
Que é inspiração pro meu carnaval

 
Ano: 2010
Título do samba enredo: “São Paulo, Olhai Por Nós”
Compositores do samba enredo: Alemão da Cuíca, Ezequiel Muvuca, Márcio Camargo, Maurício de Jesus, Mauricio Gomes, Paulão, Pedrinho Batucada, Thiago Melodia, Wladimir Tristão
Letra:

Num caminhar de amor com a religiosidade
Nossa história floresceu
Jesuita ao índio evangelizou
Verdes matas desbravou
A fé moveu montanhas
Subiu a serra e na colina se ergueu
De nome santo assim nascia
Lugar sagrado para louvação
Entrou em cena o poder da conversão
Vindos lá da áfrica guiné
Com sua crença, eternizaram o seu axé
 
O negro bate tambor
No seu lamento ecoou, liberdade
Com a força dos orixás
A benção a nos guiar, obatalá

Culturas, miscigenação
É caboclo, é mulato na forma de expressão
Cantador ponteia a viola
Divino seja a folia popular
Cada folguedo tem sua festa e seu dia
Cortejo em romaria, o sino a badalar
E o ecumenismo a conjugar o verbo crer
São Paulo em procissão, nesse alvorecer
Emanando luz iluminai nosso terreiro
Valei-me protetor santo guerreiro

Olhai por nós
Supremo e eterno criador
Devoção e fé, verdadeira chama
Abençoe a nação perucheana

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