Morro da Casa Verde

Grupo: Grupo 1
Fundação: 06 04 1962
Cores: Verde, Rosa e Branco
Presidente: Laurinete Nazaré (Dona Guga)
Vice presidente: Marcelo Penna
Carnavalesco: Marcelo Portella
Interprete: Adeilton Almeida Pedro
Mestre de bateria: Klemen Gioz
Diretor de carnaval: Otaviano - Tata
Diretor de harmonia: Carlos Alberto
Mestre sala: Marcos Godoy
Porta bandeira: Camila Moreira
Rainha de bateria: Rafaella Oliveira
Endereco: Rua Ernani Salomão Rosa Ribeiro, 137 - Parque Peruche
Telefone: (11) 3965-8964
Comissão de Frente: Camila Moraes
História

A escola, na verdade, é uma dissidência da Unidos da Casa Verde, que deixou de existir em 1963. A Morro da Casa Verde iniciou sua vida na Passarela no final dos anos 60, fundada pelo Sr. Zezinho de Nazareth, o Zé do Banjo, um dos sambistas mais respeitados nas rodas de samba de São Paulo. Na década de 70, oscilou entre os grupos I e II. Nos anos 80, teve uma recaída e ficou entre os grupos II e III. Nos anos 90, com a morte de Zezinho do Banjo (91), sua filha Laurinete Nazaré da Silva (Dona Guga) assumiu a presidência, com o auxílio de filhos e netos e a escola começou a se reerguer, passando a desfilar nos grupos II e I, chegando em 2000 ao grupo especial com o vice-campeonato no Grupo 1 de 1999.

Um fato que marcou muito aconteceu no ano de 1986, quando faltava uma semana para o carnaval e a escola realizava seu último ensaio antes do desfile. A Comissão de Frente era chefiada pela mãe de Dona Guga que estava doente e pediu para ver o ensaio. Claro que foi atendida, mas durante o ensaio, emocionou-se muito, não suportou e faleceu.

A história da escola, que é também uma escola dirigida por gerações de uma mesma família, a exemplo da Nenê de Vila Matilde e Leandro de Itaquera, teve momentos marcantes. Não fosse a teimosia e a garra de Dona Guga, uma das fundadoras da escola, talvez hoje a Morro da Casa Verde não estivesse desfilando nas passarelas do samba, já que chegou a ser ameaçada de extinção pelo seu fundador, que não agüentava mais ver a sua escola tão por baixo, já que chegou a estar no Grupo 3.

Antes de 2000 a morro participou do desfile principal em 1972 e de 1974 a 1977. Outras grandes personalidades da escola são os compositores Zeca da Casa Verde, que também fez parte da Rosas de Ouro, Talismã, do Camisa Verde e Branco e Nelson Dalla Rosa, um dos autores do samba da Estação Primeira de Mangueira campeã de 1998.

As cores da escola foram escolhidas pelo seu fundador, Sr. Zézinho do Banjo. Ele era mangueirense e resolveu homenagear sua escola de coração, daí a origem das cores verde e rosa. O nome da escola, Morro da Casa Verde, se deve ao fato de, na época da fundação, no local onde ela nasceu, havia uma ponte de madeira e ao chegar na ponte, só existia uma casinha, bem no "morro de cor verde". Da mesma origem é a idéia do emblema da escola.

Em 2010 ela irá com o enredo "De Quem é Essa Bola?" e continuará com o carnavalesco Babu Energia e com o inteprete Adeilton. Em 2010 ficou em 5ºlugar

Ano do enredo: 2015
Título do enredo: "Entre Plumas e Paetês"
 
Ano do enredo: 2014
Título do enredo: "O Bicho vai pegar... Medos!!!"
Descrição do enredo:


Introdução

Para o Carnaval de 2014, o Morro da Casa Verde, tradicional escola da zona norte de São Paulo, resgata a pavorosa pesquisa do medo e ressuscita o mistério da Morte, que dos primórdios de nossa existência até os dias atuais assustam todos nós mortais. Mas nem só de medo vive o homem e as cores do nosso pavilhão alimentam o sonho de ser campeão.

Babu Energia

Sinopse

O Enredo propõe o Medo como tema central fazendo uma reflexão de ação e reação do Ser Humano.

Setor 1 - O medo da Morte através dos Tempos

O medo da morte é o resultado da natureza pecaminosa do homem. Então, vamos falar do medo da morte quando ainda não existia.

Quando Deus criou o homem e a mulher não conhecíamos o medo, muito menos a morte. O Homem era perfeito, imortal, sem medo e sem culpa. Havia completa harmonia entre espírito, alma e corpo. O Homem era integral, interiço, sem qualquer transtorno espiritual, psíquico, emocional e fisiológico.  Deus o criou a sua imagem e semelhança e fez a Mulher como sua companheira.

Enquanto Adão e Eva mantinham-se em harmonia e comunhão com Deus, nada o atemorizava.  O Medo não existia, porém essa soma foi interrompida pelo pecado, pois Deus lhe salientou que não provasse o fruto do pecado, pois aquele lhes trariam o fim.

E ordenou o Senhor Deus ao homem dizendo: "De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás. Por que no dia que dela comeres, certamente morrerás."

Adão e Eva, escolheram por seu livre arbítrio desobedecer a Deus. E tendo, o maligno, inveja de Deus de sua perfeita criação, o demônio em forma de serpente, tentou a mulher que comeu do fruto proibido e deu ao seu marido. Abrindo assim as portas para invasão do pecado, o medo e a morte na terra.

E nasce o primeiro medo. O primeiro medo não foi o de pecar, de ouvir a serpente, ou o medo da morte, mas o medo de ouvir uma suave voz: "E chamou o Senhor Deus a Adão e disse: Onde estás? E ele disse: Ouvi tua voz soar no jardim, e tive medo porque eu estava nu e me escondi".

O pecado afetou tanto a comunhão com Deus que o Homem teve medo da voz de seu criador. Rompida a comunhão com Deus, o medo se torna em desespero e transferência de culpa: "A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore e comi." O medo é desagregador, faz com o indivíduo desconfie do outro que lhe é semelhante. Ao contrário do amor, que não suspeita mal e tudo crê. O medo desconfia das pessoas e suspeita mal até das boas ações.

O medo também impede o indivíduo de assumir suas responsabilidades e seu papel como homem e mulher. Adão como cabeça de sua esposa deveria protegê-la não apenas da tentação, mas também da responsabilidade da culpa. Pelo contrário, transferiu à mulher a responsabilidade da queda. Com medo das consequências do pecado, tenta inutilmente transferir a culpa para a Eva.

E Deus responsabilizou-os individualmente e os expulsou do Paraíso. O medo, temor, ou pavor não existia antes da queda do pecado original, mas assumiu o posto da emoção humana quando o homem foi o suficientemente corajoso para desobedecer o mandamento divino. E, por conta da desobediência do homem, Deus amaldiçoou a terra, ai veio:  o mal, o pecado, o sofrimento, a destruição, a fome, a enfermidade, o medo e a morte.

A Terra era Viva e, após amaldiçoada passou a ser uma Terra Morta, improdutiva, e Adão e Eva teriam que trabalhar e enfrentar todas as dificuldades que aquela maldição e morte lhes trariam para revivá-la e dela tirar o seu sustento, só que a partir desse momento, com o suor do seu rosto, como um castigo...

A partir daí, o homem luta contra o mais terrível de todos os medos, a Morte. Buscando ter de volta a imortalidade perdida.

A prova disso eram os Egípcios que apesar de temer a morte acreditavam na crença da imortalidade, dando a esperança da continuidade. Para eles, a temida morte era passageira e a vida retornaria para o corpo, porém o retorno a vida aconteceria somente se o corpo fosse conservado. Técnicas de mumificação desenvolvidas no Egito Antigo garantiam a conservação dos corpos, geralmente de uma pessoa muito rica e poderosa (faraó) e com seu corpo mumificado, era guardada toda sua fortuna.

Daí as famosas múmias do Egito que até hoje não voltaram...

Já na Idade Média a Santa Inquisição, condenava a prática dos alquimistas que buscavam em suas experiências criar o Elixir da longa vida, um composto que daria ao homem a imortalidade. Se descobertos pela Igreja, ou Santa Inquisição, eram torturados e queimados vivos, sob a acusação de bruxaria e pacto com o diabo. Reza a lenda que Nickolas Flamel, famoso alquimista da Idade Média, descobriu a fórmula do Elixir da Longa Vida e vive até os dias de hoje.

Verdades ou mentiras, o homem atual ainda busca a imortalidade ou a longevidade para driblar o medo da morte, através de plásticas, tratamentos estéticos, pílulas mágicas... Mas nada adianta, e se não bastasse o medo da morte ainda temos que enfrentar o medo do pós morte. Pois para onde vamos quando morremos? Para ir para o Céu temos que enfrentar os medos da perfeição diante de Deus, se for para o Inferno enfrentaremos o medo das torturas do Diabo. Então faça sua escolha, mas na dúvida a melhor forma de lidar com o medo da morte é saborear a própria vida. Mas não se esqueça o bicho vai pegar, pois a morte é certa e não tem hora e nem lugar.

Setor 2 - Fobias, Medos Sociais e O Medo no universo infantil

Fobia é um medo repetitivo, excessivo e irreal de um objeto, pessoa, animal, atividade ou situação. É um tipo de distúrbio de ansiedade. Uma das fobias muito conhecida que já foi tema de filme é Aracnofobia - o medo de aranhas, entre outras como: o medo de ratos, baratas, palhaço, e etc...

- Os medos sociais vividos no cotidiano.

A incerteza e a insegurança são elementos presente na vida da sociedade brasileira. E nos dias de hoje é fácil observar esse crescente medo social nas notícias dos jornais, revistas e tv’s. Vivemos hoje um momento crítico, onde o funcionamento do sistema político vigente é posto em dúvida, pois a crise cresce e se espalha por diversas esferas da vida pública e privada.

Atingindo o setor econômico, financeiro, social e principalmente político. Estamos cercados por todos os lados por grades de segurança, muros altos, câmeras 24 horas nos vigiam a todo tempo em todo lugar. Temos medo das drogas, da violência, das doenças e medo da falta de atendimento hospitalar digno dessa saúde pública onde o caos se instalou e que ao invés de salvar mata.

- O medo no universo infantil

Desde criança o medo faz parte de nossas vidas. Quem nunca ouviu ou teve medo do: "Boi, boi, boi, boi da cara preta...", ou "Dorme nenê que a cuca vem pegar..." e outras figuras horrendas das lendas e contos na infância, que tínhamos medo e era utilizado para nos deter e nos contralar. Esse medo tem seu lado positivo, pois evita e limita a criança a sair para as ruas de forma destemida, dentre outras situações que levamos para vida adulta. Onde o medo na dose certa, nos faz refletir sobre sérias decisões.

Setor 3 - Assombrações Nordestinas e Lendas Urbanas

O medo das assombrações lá do Nordeste ou Lendas Urbanas das cidades grandes trata-se de uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos. Como diz o ditado popular : Quem conta um conto aumenta um ponto. Quero ver lá nas matas do nordeste qual é o cabra macho que tem coragem de ficar frente a frente, à meia-noite, numa sexta-feira 13, de lua-cheia, com o lobisomem - a fusão do homem com o lobo, entre outras assombrações.

Agora vamos para as cidades grandes, onde eu desafio o corajoso aluno a encarar no banheiro da sua escola aquela loira pálida, cheia de feridas e com algodão no nariz que morreu num grave acidente em banheiro de escola, a famosa Loira do Banheiro, que vaga por todas as escolas levando pânico e terror para os alunos. Ou se preferir, experimente encontrar o homem do saco. Reza a lenda, que se trata de um velho mendigo com um grande saco nas costas que dava sumiço em crianças que ficavam nas ruas.

Setor 4 - O medo através das telas de cinemas

Os filmes de terror atraem milhões de pessoas para o cinema. Pessoas que nutrem uma paixão pelo medo através do gênero: São vampiros, seres sobrenaturais, monstros, mortos-vivos, criaturas fantasmagóricas que fazem qualquer um ter arrepio na espinha só de pensar que isso pode existir. E é essa a função de um filme de terror, fazer com quem um público entre na tela de cinema, causando assim as sensações do medo e angústias.

Então, apertem seus cintos, o filme vai começar: O Conde Drácula quer seu sangue, a Múmia vai te pegar e o Pânico se alastra... No Cemitéiro Maldito os mortos estão saindo da terra e os Fantasmas se Divertem... Fim!

Hahahahahaha

 
Ano do enredo: 2013
Título do enredo: ‘Ecoou no morro um grito de liberdade’
Descrição do enredo:


Introdução

Para o Carnaval de 2013 a escola de samba  Morro da Casa Verde tem como tema "Ecoou no Morro...É Festa no Grito da Liberdade!"

No enredo, a escola selecionou momentos marcantes de liberdade na história.

Setor 1 - Viva à Liberdade!

Após Grandes Lutas, iniciamos nosso enredo com a batalha pela independência do Brasil. "Dia do Fico".

Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta ideia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico.

"O processo de independência"

Após o Dia do Fico, D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembléia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem o " cumpra-se ", ou seja, sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, conclamava o povo a lutar pela independência. O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimento, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembléia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole. Estas notícias chegaram as mãos de D. Pedro quando este estava em viagem de Santos para São Paulo. Próximo ao riacho do Ipiranga, levantou a espada e gritou : " Independência ou Morte !". Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e marcou a Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.

"Festa da Abolição"

No dia 13 de maio de 1888, mais da metade do Brasil estava comemorando. A princesa Isabel assinou a Lei Áurea que aboliu a escravidão no Brasil.

"Áurea" quer dizer de ouro, e, a expressão refere-se ao carácter glorioso da Lei que extinguiu essa forma desumana de exploração de trabalho. A partir desse momento, os negros puderam festejar e deram seus gritos de liberdade. Foi o momento em que todo abolicionista assumiu sua linda camélia branca no peito, a flor símbolo da Abolição. Na época da escravatura a Lei não permitia que ninguém desse abrigo para os escravos fugitivos e quem os abrigasse pagava pesadas multas. Evidente que os abolicionistas tinham que andar de "bocas fechadas" e guardavam segredos sobre os esconderijos "quilombos" dos escravos que conseguiam fugir. E o que fizeram para se identificarem? Usavam na lapela uma camélia branca.

A camélia então era o logo dos abolicionistas, a senha que os identificava. Ter uma camélia branca na lapela era sinal de ajuda e compromisso com a causa.

Apesar de toda felicidade que a Lei possibilitou, após a Abolição a vida dos negros brasileiros continuou muito difícil. O Estado brasileiro não se preocupou em oferecer condições para que os "ex escravos’’ pudessem ser integrados ao trabalho formal e assalariado.

Muitos setores da elite brasileira continuaram com o preconceito. Prova disso, foi a preferência pela mão de obra europeia que aumentou muito no Brasil após a abolição. Portanto, a maioria dos negros encontrou grandes dificuldades para conseguir empregos e manter uma vida com o mínimo de condições necessárias, principalmente, moradia e educação.
Enfim, nem tudo são flores, após 124 anos da sansão da Lei Áurea, os negros ainda lutam pelos seus espaços e liberdade em vários segmentos... Por exemplo, na educação o negro conquistou seu espaço e, atualmente, nas universidades brasileiras, há cotas afros para garantir formação e respeito. Um exemplo da luta e o rompimento do preconceito no mundo foi a ascensão de Barack Obama a Presidência dos Estados Unidos, país de referência Mundial.

Setor 2

"Um Voo de liberdade em Verde e Amarelo"

Liberdade em verde a amarelo: Foram as próprias dificuldades teóricas inerentes ao conceito de liberdade que levaram às ciências humanas e sociais a preferirem o termo plural e concreto "liberdades". Ao ideal absoluto "liberdade". Assim deixando de lado a discussão especificamente filosófica e psicológica, considera-se cada vez mais, a liberdade como soma de diversas liberdades específicas.

Fala-se corretamente em liberdades; na política podemos ressaltar e lembrar grandes momentos em prol da liberdade, as "Diretas Já" um movimento que impulsionou contra a ditadura a liberdade do voto secreto e opção de escolha dos eleitores, os "Caras-Pintadas" um movimento estudantil que contra a corrupção motivou o "impeachment" do Presidente vigente da década de 90, o "Feminismo" - que iniciou com a luta para inserção da mulher para formação profissional até a eleição da primeira Mulher Presidente da República do Brasil, a Liberdade de Imprensa, Liberdade Literária - tanto na criação quanto na interpretação, Liberdade das Redes Sociais - a internet hoje é um meio de comunicação livre para denunciar e expor opiniões; Liberdade de Culto- atualmente vivemos em país onde todos podem expressar sua religiosidade, seja ele: umbandista, espírita, evangélico, exotérico, católico, etc... Enfim, estamos todos no mesmo caldeirão e exercitando a mesma coisa, a fé.

Outro direito de liberdade conquistada no Brasil depois de muita luta é o da Homossexualidade, o Direito LGBT.

Atualmente, o Brasil tem a maior manifestação pública do mundo. A Parada em prol dos Direitos LGBT, realizada no mês de Junho em São Paulo. O Reconhecimento legal e judicial de direitos LGBT no Brasil tem avançado desde o fim da ditadura militar em 1985. Entre as reivindicações quanto aos Direitos LGBT, pode-se citar o reconhecimento das uniões homo-afetivas, conquistas de direitos previdenciários, combate a discriminação, à adoção e o reconhecimento jurídico de mudança de sexo.

Cronograma do desfile

Setor 1 - Viva à Liberdade!

Comissão de Frente

1ª ala: Dia do Fico

Primeiro Carro (Abre-alas) - Tributo ao Grito da Independência do Brasil!

2ª ala- Festa no Grito da Liberdade

1º Casal de Mestre-sala e Porta-bandeira
 
* Entrada da Bateria (Arco-íris)

3ª ala - Camélias Brancas - A flor símbolo da Abolição
4ª ala - Formação e REspeito para o Negro (Direito Adquirido)
5ª ala - Tributo a Barack Obama ( Primeiro negro Presidente dos Estados Unidos)

Setor 2 - Um Voo de Liberdade em Verde e Amarelo

6ª ala - Diretas Já

Segundo Carro - Liberdade em Verde-Amarelo e Azul Anil

7ª ala - Caras Pintadas
8ª ala - Salve Dilma, Primeira mulher Presidente (Baianas)
9ª ala - Liberdade de Imprensa
10ª ala - Literatura - liberdade de criação e interpretação

*2º Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira

11ª ala- Internet
12ª ala - Católicos

Terceiro Carro Liberdade de Culto

13ª ala - Espíritas
14ª ala Evangélicos

Terceiro Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira

15ª ala Budistas
16ª Umbandistas (Umbanda)
17ª ala - Cidadania LGBT
18ª ala Arco-íris (Bateria)

Quarto Carro - Orgulho LGBT

 
Ano do enredo: 2010
Título do enredo: De quem é essa bola?
Descrição do enredo:

Enredo do Carnaval 2010, um manifesto cultural, trazendo informação para o público sobre diversos tipos de problemas sociais e acontecimentos hediondos que passam por debaixo de nosso nariz e preferimos fingir que não estamos vendo, que não é problema nosso, que não devemos abraçar esta causa, que a culpa... é do governo, é do sistema, é de “Adão e Eva”, mas não é minha! De quem é a Bola?

Qual o motivo que leva um pai de família ir para o Alcoolismo? É depressão? Falta de emprego? Problemas Financeiros? Rebelião do Filho? Esposa, Mãe, Pai...? E a Mãe? Que se entrega ao álcool? Para esquecer os problemas? Ou para trazer mais problemas? Será que a família conhece as Ong’s que abraçam estas causas?

Preferimos ignorar estas causas... A bola não é minha! Eu não tenho nenhum destes problemas no meu convívio social... Porque deveria me desesperar e tentar lutar por alguma situação assim?

Se for esta a mentalidade de quem irá assistir este enredo no Anhembi, a minha intenção é mudá-la e fazer as pessoas enxergarem um novo começo, uma nova oportunidade de crescimento, mais solidariedade.


SINOPSE

O enredo visa conscientizar e propagar o amor e restauração do próximo em busca de um mundo ideal.

Setor 01: Quem segura essa bola?


O Povo Brasileiro continua a questionar! De quem é essa Bola?


DE QUEM É A BOLA?

É de Adão e Eva
É do Governo
É do sistema
É do pai. . . da mãe
È da Igreja
É da Escola
Afinal, de quem é a bola?

Adão e Eva


No princípio do mundo, Adão e Eva cometeram a primeira falha contra Deus. Os homens passaram a atribuir todo o mal do mundo: as doenças, as crises, os sofrimentos à falta cometida por Adão e Eva. “A Bola”, o problema, era sempre atribuído ao pecado de Adão e Eva.

Acontece que as crises foram aumentando, o mundo desenvolvendo, o homem conscientizando-se e concluindo que a bola não era de Adão e Eva, jogando a bola para o Governo.

A bola passou a ser do governo...

O Governo

O governo passou a ser responsável por todos os problemas, por todos os males que envolviam a humanidade.

O povo passava fome por causa do governo. . .

A educação não ia bem por causa do governo. . .

Professores não eram competentes por causa do governo. . . Coitado do governo. Coitado do presidente.

Jogavam a bola para a sua mão, responsabilizando-os dos pequenos aos grandes problemas.

Acontece que o povo percebeu que a bola não era do governo, mas sim do sistema; e levaram a bola para o sistema.

O Sistema

Quem é o senhor sistema? O que ele faz? Onde ele fica? Por que as famílias acusam o senhor sistema como responsável pelos problemas.

Responsabilizou pais, educadores, o senhor sistema pelo elevado número de marginais que aparecem nas grandes capitais.

Culpa o senhor sistema de não tê-los educado e não possuírem família.

Afinal, a bola é do sistema?

O povo continua a questionar: “De quem é a bola?” e acham como resposta que a bola é do pai e da mãe . . .

O pai e a mãe entram na polêmica. O pai joga a bola para a mãe acusando-a como a responsável pela educação dos filhos.

A mãe por sua vez sentindo-se injustiçada joga a bola para o pai, acusando-o de não estar presente no lar, nos momentos difíceis de educar.

Acontece que os dois em crise resolvem justificar o erro da responsabilidade, jogando a “bola” para a escola.

A Escola

A escola recebe reflexo dos problemas familiares e resolve se isentar desta responsabilidade de educar e diz que o problema, “A bola” é do pai, da mãe, do sistema, do governo e que só vai fazer aquilo que lhe compete.

Acontece que a bola continua solta. . .

O mundo em decadência, as crises aumentando e o povo em desespero sofrendo. Cada vez mais moradores de rua (mendigos) em baixo de pontes e lugares inadequados, nossas crianças nas ruas abandonadas, sem perspectivas sendo destruídas pelas Drogas, Violência e guerras civis.

E em meio a todos este caos, encontramos mães desesperadas reunidas na praça da Sé que deixam tudo para trás e com cartazes nas mãos procuram seus frutos perdidos, que foram engolidos pela violência e estupidez humana. É triste ver seres humanos se alimentar de carne podre do lixo, como verdadeiros urubus humanos, muitos até chegam a se alimentar de restos hospitalares sem saber, é o fim da condição humana.

E o que fazemos com os retirantes que chegam de todos os lugares em sua maioria do Nordeste, em busca de uma vida melhor e se deparam com as dificuldades das grandes cidades, sendo obrigados à viver o drama da exclusão, indo parar na sarjeta, morando em lugares inadequados como barracos, que foram denominadas “Favelas“ , ficando expostos a doenças sem atendimento médico digno, passando fome, comendo o “pão que o diabo amassou”.

Vivendo assim o drama do Desemprego que por falta de oportunidade e preconceito muitos se entregam ao alcoolismo, que vem a ser uma doença, aguçada pelo desespero e fuga, sucumbe o ser humano, levando toda a família o luto inconsciente, fundo do poço.

E pensar que o mundo foi criado para ser o PARAÍSO?!, Passa a ser um campo de concentração, guerras e desamor.

“A Bola” está sendo jogada de lá para cá, o problema não chega a uma solução porque todos se omitem, fecham seus olhos, tampam o sol com a peneira, tornam-se alheios do amor e da responsabilidade.

Portanto, deixamos com você. “A BOLA” a responsabilidade compete a cada que a possui. “Essa bola é de todos nós”

Setor 02 – O Renascimento do Ser Humano

(Viva a Cidadania, vamos fazer valer os direitos à vida, a liberdade, a
propriedade, a igualdade enfim... direitos civis, políticos e sociais)

Se o homem conseguir entender que tudo que Deus criou foi para todos, que existe na Terra, água e comida para toda a humanidade. Deixaria de lado o egoísmo do “ter só para mim”, e passará a enxergar com os olhos da solidariedade.

Todo mundo se pergunta: O Mundo tem jeito?

Sim, basta nos unirmos e buscarmos sempre o bem comum, ser solidário, promover união, ser digno, dividir seus conhecimentos e procurar perceber quando e como o próximo esta precisando de você. Quanto mais solidário você for, mais rico ficará.

Porque não prestar atenção em quem sofre na rua, no alcoólatra, nos drogados, no menor carente, preferimos fingir que não estamos vendo. Pode ser que há alguém ali que não sabe o porque esta neste lugar, não sabe que tem uma família, ou que é alguém. É ai que entra o amor e é com este sentimento que vamos juntos resgatar e reintegrar seres humanos perdidos no vale do medo, preso na escuridão, na solidão, sem asas para voar, sem saber andar... Vale lembrar que até no lodo nasce flor!

“RENASCENDO PARA A VIDA... A CURA ESTÁ DENTRO DE TI - Fecha os olhos, e voe nas asas do teu subconsciente... Visitarás outros mundos, Desvendarás novos percursos... É na espontaneidade do teu EU, No acreditar e no confiar, Que encontrarás os ingredientes necessários... Os que te permitirão materializar os sonhos! Nesse teu supremo universo, És dotado de capacidades ilimitadas: A imaginação flui, o Pensamento constrói, e o sonho Nasce... Busca e encontrarás: REENERGIZAÇÃO, conforto e serenidade... A melodia dos anjos entoará então na tua alma, A chama da cura iluminará por fim, teu coração!”

Enfim, os nossos irmãos, nossas crianças estão esperando por anjos, guias do amor.

Esses anjos somos nós! Então seja um anjo na vida do seu irmão, vamos arregaçar as mangas. Não esperar pelo governo, escola, sistema... Mas participar! Juntos, para resgatar o próximo da escuridão. Acredite! É possível! Sim! Muita gente quer e espera essa ajuda, esta oportunidade.

-Um menino engraxate pode virar PHD?

Sim! Basta que os anjos lhe dêem a oportunidade, abrindo as portas para o sonho, o trabalho e o conhecimento, que tudo mudará. No momento em que este engraxate perceber que tem asas ninguém poderá detê-lo, o céu é o limite. (Relato Real)

-Será que um “marginal, drogado”, pode deixar as drogas, volta a escola, e transformasse em um Bacharel em Direito?

-Sim! Uma vez que os anjos lhe dêem a oportunidade de provar sua mudança, veremos sua restauração e conseqüentemente ele vai resgatar sua auto estima dignidade vontade de viver e voltar a ser um cidadão de bem (Relato Real)

-De moradora de rua a mulher executiva, presidente de uma ONG. É possível! Uma mulher forte e determinada, que descobriu seus valores e decidiu lutar pela vida! E não só por sua própria vida! Pela vida de muitas pessoas, á partir do momento que observou que a sociedade te julga pelo seu peso, e o peso é medido em dinheiro na sua conta bancária. Rejeitando esta imposição societária decidiu lutar pelo peso moral e civil, pela educação que vem de berço, conseguindo abrir sua própria ONG – Mães do Brasil. (Relato Real)

Viva a solidariedade! É hora de virar um anjo, abraçar as ONG’s, todas... sem exceção, onde houver ódio que eu leve o amor, onde houver desespero que eu leve a esperança... É a hora do renascer do ser humano, com a fênix que renascer das cinzas, para isso é preciso criar condições para o povo brasileiro. Ter moradia digna, “Pois até o pardal encontrou casa, e andorinha ninho para si e sua prole” (salmo 84).

Precisamos de planos de saúde pública, para que nosso povo possa se cuidar, e não morrer nas filas de espera.

Trabalho para todos, pois o trabalho constrói o homem, temos que incentivar cada vez mais o trabalho das cooperativas que buscam a melhoria de renda familiar. E é sempre bom lembrar que a escola é base para formação de um cidadão a educação é o princípio de um mundo melhor.

Todo ser humano precisa refazer suas energias, esporte, cultura e lazer para todos, no mundo, na cidade, no campo, no país. A natureza e o homem no total equilíbrio, de convivência, respeito e preservação, onde nossos rios correm e respiram livremente, flores brotam, o verde transborda de esperança e o exército da paz protege o Mundo ideal, “uma colméia de esperança” com a mais poderosa de todas as armas: o Amor.

A Felicidade nos aguarda!

Autor: Babu Energia

Ano: 2015
Título do samba enredo: "Entre Plumas e Paetês"
Compositores do samba enredo: Thiago SP, Chocolate, Tigrão, Atração, Godoi, Galo, Lagrilinha, Santana, Samuel B., Betão, Gordinho, Edson Liz, Caló e Fabião
Letra:


Morro de orgulho do meu pavilhão
Zona norte é tradição
Com plumas, paetês...A festa começou
Chegou...Casa Verde, chegou!
 

Meu samba se vestiu de verde rosa
Para conquistar seu coração
Hoje toda minha inspiração é exaltar
Os personagens principais dessa folia
Uma tem origem animal
De uma ave magistral
O outro vem do polo industrial
Os reis do ornamento na avenida
É que dão vida ao nosso Carnaval
 

Vem ver...Essa linda aquarela
Plumas encantando a passarela
No sinuoso bailar que vai te emocionar
Eu quero ver o avestruz sambar!
 

Brilhando com nobreza e altivez
Salve, salve paetês
O acetato um fino trato recebeu
Tão luxuoso, resplandeceu
Lado a lado, linda história
Tantas foram suas glórias
Do asfalto à alta sociedade
Eu te convido a desfilar
Fantasiado de felicidade

 
Ano: 2014
Título do samba enredo: "O Bicho vai pegar... Medos!!!"
Compositores do samba enredo: Thiago SP, Léo Reis, Lagrilinha, Godoi, Jorge Chocolate, Caíque Mangueira, Felipe, Marquinhos e Tigrinho
Letra:


É o medo na pista... Hoje o bicho vai pegar!
No Jardim do Éden foi aquela confusão
Serpente falou, Eva se convenceu...
E a maçã o Adão mordeu!
Foi deus quem avisou e não quiseram obedecer
Aborrecido, o poderoso... Pôs todo mundo pra correr
O pecado nasceu e a tentação prevaleceu...
No Egito o homem tentou, mas nada se imortalizou
Pelas chamas das fogueiras...
Desfilaram "pecadores"
O inferno mostra seus horrores

Cruz credo, crê em Deus pai, saravá!
Desse jeito a fobia vai pegar
Violência, imposto... Muita amolação
Tanto risco e nenhuma proteção!

Olha o boi, boi da cara preta...
Quem é o do Morro não tem medo de careta!
Lá no sertão tem um ditado popular
"Quem conta um conto aumenta um ponto"
Vem cabra macho o lobisomem enfrentar
A loira fantasma eu vi...
O homem do saco passou por aqui
Em cartaz no cinema suspense e terror
Gritos aflitos... Tremendo pavor
Múmias formaram uma gangue
Vampiros em busca de sangue
Zumbis, por favor, tenham pena de mim
De tanto susto que levei... Quase enfartei

Se te assustei, desculpe...
O meu batuque é mesmo de arrepiar
Morro de amor, sou Casa Verde
Até defunto se levanta pra sambar

 
Ano: 2013
Título do samba enredo: ‘Ecoou no morro um grito de liberdade’
Compositores do samba enredo: Chico LS, Henrique Osasco, Oliveira, Rafa Francischini e Leandro Augusto
Letra:


Vem a luz iluminar
O manto da Casa Verde
Sou samba, sou peixe na rede
Da Zona Norte a tradição
Do clamor do povo vem o grito
Eu "fico"...O dito do imperador
E às margens do Ipiranga
Um brando retumbante
Nessa pátria ecoou

O grilhão estourou...Ôô ôô
E o negro conseguiu...(conseguiu)
Com a força a sonhada liberdade
E a igualdade que o mundo aplaudiu

Diretas já... o ideal de uma nação
De cara pintada e alma lavada
Na luta contra à corrupção
Primeira... essa mulher é tão guerreira
Salve a imprensa brasileira
E a liberdade de expressão...na era digital
Oh! meu senhor...olhai por nós
Numa só voz...com toda fé
É a verde-e-rosa...espalhando seu axé

É nessa onda de alegria
Sem preconceitos no coração
Num arco-íris de fantasia
Eu sou do Morro com satisfação

 
Ano: 2010
Título do samba enredo: De quem é essa bola?
Compositores do samba enredo: Xuxu, Xande, Mumu
Letra:

Mendigos dormindo no chão
Crianças abandonadas sem ter opção
Entregue às drogas
Violência, guerra e opressão

Mães que choram...
A perda do seu filho pela estupidez
E neste imundo lixo vivem muitos
Que sofrem por nossa insensatez

Chegam sempre em busca de um sonho
O sonho muitas vezes se transforma em dor
Desiludidos se entregam à bebida
Encontram nela uma saída pra acabar com a dor

Das cinzas renascer...
Fazer valer o amor
Moradia para todo cidadão
Saúde, trabalho, educação

No esporte, na cultura a esperança
De um mundo ideal e melhor
O homem e a natureza
Vivendo em harmonia
Os guardiões trazendo a paz e alegria
Embalados vem a nossa bateria

De lá pra cá, daqui pra lá
A bola rola...
Sou morro da casa verde
Quem segura essa bola?

Notícias
 
Mais resultados para busca por: Morro da Casa Verde
0
SOSAMBA.COM.BR | COPYRIGHT © 2010 TODOS OS DIREITOS RESERVADOS