Dragões

Grupo: Especial
Fundação: 17 03 2000
Cores: Vermelho, Branco e Preto
Presidente: Renato Remondini Rodrigues (Tomate)
Vice presidente: Flávio Mendes Beverari (Binho)
Carnavalesco: Rosa Magalhães
Interprete: Daniel Collete
Mestre de bateria: Mi e Avelar
Diretor de carnaval: Junior Schall
Diretor de harmonia: Rogério Magalhães Félix
Diretor de barracão: Amaury Teixeira
Mestre sala: Rubens
Porta bandeira: Lisandra
Rainha de bateria: Simone Sampaio
Endereco: Av. Embaixador Macedo Soares, 1018 - Vila Anastácio
Telefone: (11) 3831-4002
Coreógrafo Comissão de Frente: Anderson Rodrigues
História

O Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Dragões da Real foi fundado em 17/03/2000 por associados da torcida que já freqüentavam algumas escolas de samba.  A decisão em formar uma nova escola teve o objetivo de proporcionar maior integração e cultura aos nossos associados.

Logo no primeiro ano de preparação para o desfile, as dificuldades começaram a aparecer, pois  a UESP ( entidade a qual a Dragões se filiou ) não repassava verba as escolas de samba  do Grupo de Espera.  Portanto,  tudo foi feito através de trabalhos voluntários e uma grande ajuda financeira  da torcida e de alguns associados que se mobilizaram para concretizar  o sonho de colocar a Dragões na avenida.

Conseguimos  logo na estréia a conquista do campeonato , com isso  a entusiasmo ficou ainda maior e logo pensamos alto, para ir muito mais longe.

Já no Grupo III, no ano de 2002, acabamos passando por alguns problemas e acabamos terminando na 5º colocação. Voltamos em 2003 a disputar   o  Grupo III, e novamente veio a conquista de mais um campeonato.

Rumo ao nosso grande sonho, que era de um dia desfilarmos no Anhembi,  disputamos o Grupo II em 2004 e novamente fomos campeões .  O tão sonhado dia chegou e em 2005 lá estava a Dragões da Real alçando vôos mais altos na passarela do samba paulistano: o sambódromo do Anhembi.

Disputando com escolas de samba tradicionais, que inclusive que já tinham participado do Grupo Especial,  logo em nosso primeiro ano de Anhembi ficamos em 2º lugar e conseguimos pular mais uma etapa, chegando em 2006 ao Grupo de Acesso.

Os ensaios,  alegorias, fantasias, enfim tudo na escola começou a tomar outras proporções e cada vez mais nossa estrutura de trabalho foi aumentando e com isso a participação de nossos associados e simpatizantes também cresceu.

Nos anos de 2006, 2007 e 2008 disputamos o Grupo de Acesso e terminamos na mesma colocação, o 5º lugar.

Em 2009 foi montado um grande planejamento com o objetivo de chegarmos ao Grupo Especial (nosso maior sonho), mas por muito pouco não conseguimos nosso acesso, terminando na 3º posição a Dragões da Real mostrou a todos que a sua hora chegou.
Ano do enredo: 2014
Título do enredo: Um museu de grandes novidades
Descrição do enredo:

A Dragões da Real faz um passeio por um museu inusitado – o museu das grandes novidades. Não faz muito tempo, eram inovações que tiveram evolução, e plasmaram a época em que vivemos.

No meu tempo, curso obrigatório era de datilografia. Imprescindível, para qualquer trabalho, porque no meu tempo, os computadores eram enormes e só servia a alguns privilegiados. A maioria dos escritórios funcionava mais ou menos da mesma maneira que no começo do século. Arquivos de metal, máquinas de escrever, papel carbono e memorandos faziam parte do dia a dia.

No meu tempo uma máquina elétrica era o máximo do chiquê.

No meu tempo não tinha telefone celular, aqui no Brasil. Nos filmes de seriado, os atores falavam em telefones, nos carros, quase uma ficção cientifica. Os celulares existiam, mas tinham o tamanho de uma caixa de sapatos.

No meu tempo vitrola não chamava mais vitrola, mas se chamava som.  Ainda existiam discos de vinil mas a modernidade era tocar cds. Eu ouvia os cds da Rita Lee, da Blitz, do Cazuza. Um toca-fita instalado no carro era comum, mas um toca-cd era o auge da sofisticação.

Meu pai ia a boate, mas eu, ia a discoteca e me acabava dançando a noite inteira.

A Sonia Braga apareceu numa novela, elegantérrima , de meia de lurex e sandália, dançando numa discoteca. No meu tempo, meia com sandália não era cafona.

No meu tempo o homem foi a Lua, se não tivesse ido, o famoso “ moonwalker” do Michael Jackson  não existiria. Marcou presença tambem o “Thriller”,o melhor video clipe já produzido até hoje.

No meu tempo, menina brincava de boneca e menino brincava de boneco. As meninas tinham as Barbies e Suzies e os meninos brincavam de Falcon, de Batman, de Super Homem, o homem de seis milhões de dólares tinha até uma lente de aumento no olho, um olho biônico.

O “genius” foi o primeiro brinquedo eletrônico que fez grande sucesso com a molecada, que hoje se concentra em jogos de vídeo games.

No meu tempo, menino e menina brincavam também com os mais de 500 bonecos do playmobil e para endoidar a cabeça, nada mais nada menos que o “cubo mágico”.

Embora o Monteiro Lobato não fosse dessa época, seus personagens habitavam a minha televisão. Todo dia, de manhã e a tarde, as crianças se encantavam com as aventuras da Emilia, do Visconde, do Pedrinho e da Narizinho. E a Xuxa tinha uma nave espacial, cheia de luzes piscando, que soltava fumaça e decolava no final do programa.

No meu tempo não tinha tv a cabo, mas tinha tv colorida. A gente podia gravar programa na tv com gravador de video cassete, e todo mundo era socio de locadora e podia assistir aos filmes que quisessem em casa.

No meu tempo o cinema era as 2,4,6,8 e 10 hs ,e só vendia bala ou chocolate. A pipoca vinha da carrocinha estacionada na entrada.

Fizeram o maior sucesso os filmes Guerra nas estrelas, Indiana Jones, Blade Runner, Et – o extraterrestre, Flash Dance e o aterrorizante Brinquedo assassino.

Os enlatados faziam sucesso – entre eles se destacavam – o Incrivel Hulk, um brutamontes verde, na verdade um cientista que sofria transformação quando se enraivecia, além da Mulher Maravilha, e as panteras, cujos penteados eram copiados a exaustão.

No tempo do meu pai, comedia brasileira era com Oscarito e Grande Otelo. No meu tempo,era com Os Trapalhões, que batiam recorde de bilheteria.

No meu tempo todo mundo jogava na loteria esportiva, na esperança de dias melhores. A zebrinha anunciava os resultados, no domingo a noite.

No meu tempo também, todo mundo via novela, O reino de Avilã era uma parodia sobre o Brasil, e quem foi mesmo que matou Odete Roitman? E a viuva Porcina fazia sucesso com seus exageros.

O Carnaval começava a se estruturar, nos moldes contemporâneos. Afinal, Chico Buarque já cantava.... Vai passar

Nessa avenida um samba popular

Cada paralelepípedo

Da velha cidade

Essa noite vai

Se arrepiar

Ao lembrar

Que aqui passaram sambas imortais

Que aqui sangraram pelos nossos pés

Que aqui sambaram nossos ancestrais


Rosa Magalhães

Enredo baseado em artigo de Arthur Xexéo ( sobre lembranças de anos anteriores)

 
Ano do enredo: 2013
Título do enredo: Dragão, Guardião Real, mostra seu poder e soberania na Côrte do Carnaval
Descrição do enredo:



Rufem os tambores!

Soem as trombetas!

Abram seus corações para a alegria!

Sou o Bobo-da-corte, neste reino de fantasia!

Nobre "corte do reino Anhembi", nesta noite de festas e encantos, os convido a contemplar a cantata dos meus sonhos fascinantes.

Histórias intrigantes sobre o Dragão que um dia me trouxe de volta vida. Guardião desta monarquia, que me fez conhecer as façanhas surreais que hoje vou-lhes revelar...

Pelos quatro cantos e confins do mundo, foste aclamado: Suntuoso Dragão... Herói ou Vilão!

Deus sumeriano "protetor da árvore da vida", Grécia do velocino de ouro,  símbolo guerreiro e imbatível dos romanos adotado por grandes generais, deus egípcio, babilônico, indiano e asteca, boitatá: serpente de fogo... Guardião de tesouros!

Lendários cavaleiros lhe ergueram estandartes, brasões, bandeiras e escudos, espalhavam sua imagem: força e honradez!

Em plenilúnio, mostra tua face, astúcia e obediência, trio mensageiro da tríplice coroa: Ginete, Dragão e Cavaleiro, trindade perfeita a nos guardar.

Princesas vigiou em castelos, emblemático e imponente jamais da torre se afastou, sendo perigo iminente ao príncipe que se aventurou.

Muitas "ordens" nomeou, numa delas Voivoda, o Vlad II, em cavaleiro transformou. Como herança deixou em seu filho, Vlad III sua referência de dragão. Draculea o mesmo se chamou, perverso e sombrio a Drácula inspirou.

Dracul, Draculea, Dragão, Vampiro ou Guardião?

Entre o bem e o mal vou mais além, sua história se mistura, se confunde. É contraditória, eu sei! Mas foi o sonho que sonhei.

Em toda alquimia: Fogo, terra, água e ar; enigmática magia, és também reverenciado! Hálito de fogo, consome e dilacera, muda etéreo e matéria.

Lendas e mistérios figuram pergaminhos, em fantástica literatura Tolkien lhe descreveu, no lirismo da passagem, grande foi a homenagem, que a arte lhe ofereceu.

Sentindo a liberdade de voar ao infinito, em suas asas me divirto como criança, que em tudo vê esperança, aventura e um final feliz!

Em terra de Dragão quem canta o hino é um trovão!

Nos templos do Oriente sua imagem está presente, na busca da sabedoria nos ensinamentos ancestrais, segredo da longevidade é o mistério da plenitude. Bravura, sucesso e virtude, recriando o imaginário na realidade e na espiritualidade. Personificação sobrenatural do poder imperial.

Sopram ventos de boa sorte! Sinos entoam e celebram a etnia: na dança, no tambor e na pirotecnia.  Pois é o ano do Dragão, vital meu guardião resplandece, no brilho reluzente das estrelas de fogo, que se acendem e nunca se apagam.

Neste momento a emoção toma conta de mim, a magia do meu sonho virou realidade, ilusão ou verdade, não importa é carnaval, a festa do povo!

O show é do mestre-sala e da porta-bandeira que riscam o chão de poesia defendendo com galhardia, o nosso pavilhão!

No compasso da Bateria, o ritmo incendeia a delirante monarquia, que vai desfilar sob as bênçãos da nossa madrinha.

Porque, o que vale a pena é ser feliz! Ser bobo, ser rei, rainha ou passista, cabrochas, malandros, pierrôs e colombinas, são todos personagens principais... E hoje eu sou o Arlequim do Carnaval, folião da Dragões da Real!

Exaltando o símbolo da minha bandeira: alva, preta e vermelha vou festejar sua coroação, soberano rei desta folia, é poder é garra e paixão! Rei Momo Dragão! Sua coragem, raça e superação transfiguraram em meu ser, o seu poder imortal.

Hoje eu tenho a força do Dragão, sou sua plena irradiação, tenho no peito a outra metade do seu coração e não me canso de dizer: Dragão, herói ou vilão: meu orgulho é ser você!

Pesquisa , textos e sinopse: Carnavalesco André Cezari

 
Ano do enredo: 2012
Título do enredo: Mãe, ventre da vida e essência do Amor
Descrição do enredo:

Sinopse e montagem técnica do enredo

Mãe, ventre da vida e essência do Amor

Obrigado, Natureza
…pela Mãe que você me deu… por todas as Mães do mundo…
…pelas brancas, de pele alvinha… pelas pardas, morenas e escurinhas…
…pelas ricas e pelas pobrezinhas…
Obrigado pelas Mães que o universo semeia…
…no mundo animal… lutas incondicionais…
…na imensidão do mar… não parar de ensinar e vigiar…
Obrigado pelas Mães do meu Dragão
…guerreiras e conselheiras… não escondem a emoção…
…ao contemplar meu pavilhão…
Na busca de um carnaval alegre, divertido e que nos traga emoção, a Dragões da Real viu-se diante de um tema absoluto e muito valioso para todos nós: as Mães. Ser Mãe é o dom mais bonito que um ser humano pode ter.
Neste cenário, em que milhões de pessoas vislumbram-se no maior espetáculo da terra, todos nós nos identificaremos com elas que são exemplos de vida, capacidade, luta, amor e dedicação. Com muito humor e respeito, refletindo sua inegável importância.
Mães, avós, bisavós…
Mulheres que atravessaram gerações aperfeiçoando suas técnicas domiciliares e profissionais,  evoluindo e nos evoluindo.
Na pequena grande obra de nascer, crescer e viver, quantas lições devemos ensinar, porém, com elas muito mais aprender.


Enredo

A natureza é a Mãe de todos, e a todos trata com cuidado, pois como toda Mãe que ama, quer seus filhos abençoados.
Mãe Natureza, tem o segredo da vida dentro de seu interior, de reproduzirem seu ventre outra luz com seu devido valor. Somos todos filhos desta grandiosa Mãe, que tudo nos dá, pois este é o ciclo da vida.
É maravilhoso observar dentro desse sistema outras Mães com suas formas peculiares de criação e defesa: Mãe Primavera em flor prestes a germinar, nos animais cada um em seu habitat para a espécie preservar; Cavalo Marinho no qual o pai faz as vezes da Mãe; Canguru com seus filhos no bolso; Tarântula que leva seus ovos nas costas; e o Elefante, a maior gestação do planeta.
Para as Mães Natureza a batalha, a defesa, são sinais de decisão e sobrevivência.
Mãe personalidade, Mãe beleza que nunca perde sua vaidade, sempre está bonita, até  nas tarefas do lar nunca deixa de se cuidar.
Mãe lutadora e companheira que planta o trigo e prepara o pão, que faz o pano que agasalha, trançando o fio do algodão.
Mãe educadora que ensina, Mãe da comunicação.
Mãe do trabalho, que não mede esforços para nos amparar, pedra por pedra a alta muralha, ergue-se o lar aos ermos do chão.
Mãe da saúde, remédio caseiro e doses de carinho para seu filho curar.
Nunca fogem da luta, pois não tem nada que uma Mãe não possa enfrentar, mesmo a vida sendo uma áspera batalha, em que a arma rude é a rude mão.
Mães da escola de samba que sacodem o terreirão.
Mães de todos nós, Mãe das Mães
Mãe dos filhos, Mãe-pai, duas vezes Mãe
Marcadas pela fé, são as Mães da Sé, nome popular da Associação Brasileira de Busca a Crianças Desaparecidas (ABCD). O nome originou-se no fato de que uma vez por semana Mães de crianças desaparecidas reúnem-se em frente à Catedral da Sé, no centro de São Paulo com o mesmo objetivo: encontrar seus filhos queridos desaparecidos.
Mães Pretas, escravas santas que por Deus são abençoadas. Já deram vidas a muitas crianças, até mesmo a crianças enjeitadas, filhos de brancos – seus patrões – que por elas foram alimentadas. Mães de Fé, marcadas pela religiosidade usam seu lado de intuição e conhecimento. As Mães de Santo, Iyalorixá, sem querer ouvir, sem querer olhar, cuidam de seus filhos através de seus orixás. Mães mais do que Especiais perseverantes e persistentes de um amor incondicional. E salve as Mães de Criação, verdadeiras Mães de Adoção. Em casa à tarde fazem sua oração, para agradecer a Deus o trabalho do dia, agradecem o fato de serem Mães, com felicidade e alegria, rezando assim uma “Ave Maria”.
Viva a Mãe do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, agradecemos-lhe por nossa prece atendida.
No humor, as Mães também estão lá.
No ring e na arena, ao ver seu filho apanhar, quer bater em quem se aproximar.
Há  as que digam: “ depois que filho pari nunca mais minha barriga enchi! “
Muitos falam mal ou até bem, porém cada um sabe a sogra que tem.
Mãe de Juiz, ofendida a cada partida e ainda diz que seu filho é amado e querido.
Mãe polvo, é preciso ter muitos braços para cuidar e proteger seus filhos!
Mãe do silêncio, Mãe dos doentes e dos sãos
Mãe que abraça e afaga
As Mães queridíssimas que já partiram, as Mães em oração. Com certeza mãe é a forma que deus encontrou para poder representar o amor.

A Dragões da Real, feliz nesta homenagem entende que, mais do que ninguém você, Mãe, é a pura realização, dando mais emoção aos sonhos do meu Dragão.
E salve todas as Mães, a todas mesmo, sem exceção.

Eduardo Caetano  e Comissão de Carnaval


Montagem Técnica do Desfile

Comissão de Frente
Carro 01 – Abre Alas – Mãe Natureza

ALA 01 – Ciclo da Vida
1º casal MSPB

ALA 02 – Mãe Primavera
* Bateria*

ALA 03 – Cavalo Marinho

ALA 04 – Canguru

ALA 05 – Tarântula

ALA 06 – Luta e Sobrevivência
Carro 02 – Mãe Batalhadora (Deveres de Mãe)

ALA 07 – Salve a Beleza

ALA 08 – Nutri e Agasalha
2º casal MSPB

ALA 09 – Medicina Caseira

ALA 10 – Teto Seguro (casa de Mãe)

ALA 11 – Mãe Mestra – primeira a educar

ALA 12 – Mães do Samba  (baianas)
Carro 03 – Coração e Devoção – Fé

ALA 13 – Fé e Devoção

ALA 14 – Mães Preta – amas de leite
3º casal MSPB

ALA 15 – Mães de Santo

Ala 16 – Mães Mais que Especial

Ala 17 – Mães de Adoção
Carro 4 – Humor

Ala 18 – Ring – Mães de Atleta

Ala 19 – Sogra – Segunda Mãe

Ala 20 – Mãe de Juiz
*Bateria*

Ala 21 – Passistas

Ala 22 – Mãe Polvo – Muitos Braços para Proteger

Ala 23 – Mães em Oração
Carro 5 – Mães da Dragões

Ala 24 – Convidados

Ala 25 – Obstetras  (bateria)

 
Ano do enredo: 2011
Título do enredo: A felicidade se conta em contos
Descrição do enredo:

Autor: Eduardo Caetano 

Prefácio

É incrível a capacidade do homem em sonhar.
É através de uma história que se podem descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e ser, podendo assim sorrir, rir, suscitar o imaginário.

Falar de um conto é um desafio fantástico, marcando muitas vezes a passagem de um estágio da vida para outro, como o fim da infância e o início da vida adulta. Certos valores não estão só no tempo que duram, mas também na intensidade com que acontecem.

“Por isso existem contos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e momentos incomparáveis” (Antonio Bandeiras).

Cabe a nós a preservação desta preciosidade……”despertando em nosso inconsciente, emoções vividas em diferentes épocas e lugares, nos permitindo ir e vir no tempo” (Paulo Barros).

A imaginação facilita a compreensão das crianças, pois elas vêem diferente o mundo, reinventando assim a infância, alcançando facilmente a Felicidade. Para elas podem existir monstros nas sombras, animais falantes e flores dançantes. A Dragões da Real entende que em lugares como a Floresta Encantada e tantos outros, é preciso ser criança de novo para viver suas emoções, revivendo histórias, personagens e fantasias. Quem ousa imaginar é capaz de se aventurar e percorrer mundos surpreendentes, contos mágicos e assustadores, absurdas aventuras numa linguagem intensamente rica, onde tudo é possível. E se pode acreditar.

Era uma vez……Carnaval 2011

Há muitos e muitos anos
Num lugar longe daqui
Existia um mundo mágico
Que contarei seguir
A Floresta Proibida
Que a Bruxa má habitava
Era a passagem secreta
Para a Floresta Encantada
Pelos Espelhos dos Invisíveis
Ela fazia coisas terríveis
E quem por ele ousava passar
Um Mundo Encantado iria encontrar
A Bruxa que boba não era
Se escondia a todo momento
Mandando animais guardiões
Destruir qualquer pensamento
Queria ser a grande Vilã
No País do faz de contas
Assustando a Chapéuzinho
Com o Lobo Mal que afronta
Veja só os Sete Corvos
Pela Floresta a voar
As Três Folhas da Serpente
O encanto quebrará
Os Músicos de Bremem
Felizes a tocar
Passam logo pelo Espelho
A beleza se faz lá
Um Reino Maravilhoso
O Gênio da Garrafa irá Mostrar
Tudo era gigantesco
Para o Pequeno Polegar
Flores que Falam e Dançam
Para a Bela Adormecida Acordar
Cinderela e Branca de Neve
Com os Anões a festejar
João e Maria quem diga
A Casa de Doce está lá
Guardada pelo Homem de Ferro
Para ninguém saborear
E na jornada do imaginário
Abro portas a outro lugar
Duendes, Fadas e Rainhas
Na passarela a desfilar
Buscando a Felicidade
Com um topo magistral
No Lago dos Inocentes
Surge o Castelo de Cristal
Veja, assim se fez presente
Este conto minha gente
Que idéia genial
Sou Dragões da Real
Transformar a Felicidade
Em um Grande Carnaval

 
Ano do enredo: 2010
Título do enredo: Renovação… Assim caminha a humanidade
Descrição do enredo:

Prefácio.
 
"Há muitas moradas na casa de meu pai ..."
Com estas palavras, há mais ou menos Dois Mil anos atrás, o Mestre Jesus já buscava a abertura consciêncial dos seres humanos para aquilo que a ciência vem aos poucos comprovando nestes últimos séculos; A Renovação da humanidade.

Estamos em geral tão habituados às idéias de tempo, história e evolução, que nos inclinamos à esquecer que esses conceitos nem sempre tiveram a importância que hoje lhe atribuímos, deixando de notar que desde sua existência o homem procura formas de se renovar, reconstruindo assim o seu percurso em busca de novos desafios, conquistas e ambições no qual limites são ultrapassados, onde, só pensamentos então conseguem chegar.

Apontando o caminho para o futuro da raça humana e da imensidão negra que domina o espaço sideral, pesquisas mostram detalhes que só existiam em sonhos e histórias de ficção científica de algumas décadas atrás, onde o tempo real desbravava mares terrestres, anunciando a Renascença, vislumbrados como homens pré-históricos descobrindo e dominando o fogo. Lançando-nos aos quatro elementos naturais: Água, Terra, Fogo e Ar.

E é neste domínio que a DRAGÕES DA REAL, de uma forma surpreendente e com muito humor, apresentará no maior espetáculo da terra, algumas renovações do homem que de uma forma ou outra mudaram o percurso de nossa história......pois......Assim caminha a humanidade. 

Parte 1

Renovação é o período cultural e artístico do terceiro milênio.

Desbravando os mares espaciais assinalam-se as astronaves. O homem em busca de novos recursos de sobrevivência, uma vez que nosso planeta encontra-se doente devido ao descaso e ambição, lança-se ao espaço sideral na expectativa de uma nova moradia.   

Cinquenta anos se passaram desde que o homem visitou a Galáxia pela primeira vez. De lá para cá pesquisas comprovam existências de novos planetas, outros sistemas solares e veem tentando diversos meios de comunicação.

O caminho pelos Ares Espaciais parece ser a última saída da âmbição e a Renovação dos seres vivos.

Até chegar à exploração do espaço sideral, o homem levou muitos séculos para descobrir e percorrer caminhos por terras e mares.

Ao sabor da maré, em maiores proporções, repete-se o ocorrido de Renovação quando caravelas desbravando as Águas terrestres anunciam a Renascença.

Dá-se o nome descobrimento a expansão marítima européia do começo do século XV ao fim do XVIII, que resultou no conhecimento da maior parte da África e da Ásia, e na revelação de continentes ignorados: As Américas e a Oceânia.

O que se sabia é que grandes porções de Terra eram separadas pelo mar, más onde ficavam as fronteiras entre água e terra ... ninguém sabia.

A história da humanidade está repleta de expedições e pessoas visionárias que dedicaram suas vidas na busca das costas marítimas, conquistando assim a Renovação, pois navegar os mares à dentro era a única maneira de se conseguir entender melhor como se desenhava o planeta.

A curiosidade era de se valorizar onde se vivia, obtendo o domínio do mundo, e assim como na pré-história o homem se surpreendeu dominando o Fogo.

Parte 2

Uma descoberta muito importante do período paleolítico foi o domínio do Fogo.

O homem primitivo inicialmente observou esse Fogo surgindo espontâneamente, aos poucos perderam o medo e começaram a utilizá-lo de vez em quando e de maneira desorganizada, como fonte de iluminação e aquecimento. Para isto foi necessário decobrir como mantê-lo aceso.

A produção do Fogo foi um dos principais avanços da humanidade. Com a produção do Fogo, o homem pré-histórico garantiu um grande avanço, pois podia iluminar a caverna, cozinhar a carne, espantar os animais selvagens e garantir o aquecimento na época do frio.

A única via para a elevação do nível cultural, moral e intelectual do homem, da sociedade para o progresso das idéias e instituições é a formação do novo homem, numa verdadeira revolução pela Renovação.

Nos tempos primitivos não havia documentos escritos sobre a vida nem sobre o homem.

Nessa época ocorreu uma importante evolução física do homem, surgiram os primeiros homens modernos, isto é, da espécie homo sapiens, acompanhada de evolução cultural, que dura até nossos dias.

Com o desenvolvimento da mente e a acumulação de experiências e conhecimentos, os homens primitivos foram aperfeiçoando seus instrumentos, utensílios domésticos e armas, suas técnicas e meio de subsistência.

Toda grande obra, neste ou naqueles tempos é intuítiva, e qual homem há milhões de anos não vislumbra a Renovação.

É desta forma que a DRAGÕES DA REAL entende o conceito de RENOVAÇÃO. Restaurando os valores que compoem a dignidade humana, a arte pelo bem, pois o  homem supera as dificuldades nos momentos mais cruciais da história....

Ano: 2014
Título do samba enredo: Um museu de grandes novidades
Compositores do samba enredo: Armênio Poesia, Dico, Wagner Rodrigues, Derico, Maurinho da Mazzei e Xandinho Nocera
Letra:



Vem conhecer o meu tempo
Rever os momentos de felicidade!
Saudade batendo no peito
Trazendo a recordação;
Marcas, lembranças, inventos,
Orgulho dessa geração!
Cantei, dancei,
A pista ganhou vida a noite inteira,
No velho som gravei nossa canção,
Do "astro", "um passo" pra consagração

Alô criançada, lá vem diversão!
Juntando alegria, se faz coleção!
Aplausos ao palhaço e à rainha,
"Eu também quero viajar nesse balão!"

Grandes filmes e novelas
Cheguei ao cinema, pipoca na mão.
Quem será aquela
Que roubou a cena e o meu coração?
A magia nas cores da tela, um sorriso revela
Personagens trapalhões!
E o samba a cada dia se estruturava
A evolução acompanhava
Mantendo suas tradiçoes!

Lá vem a dragões tão bela!
Na passarela hoje "vai passar"
Sacode, balança, levanta a galera!
É mais "um samba popular"!

 
Ano: 2013
Título do samba enredo: Dragão, Guardião Real, mostra seu poder e soberania na Côrte do Carnaval
Compositores do samba enredo: Dico, Armênio, Ricardo, Wagner e Derico
Letra:


Liberte a sua emoção
O meu guardião vai passar
Entre rainhas e reis
Trovador eu serei
Segredos, aventuras hei de revelar
Poder, sabedoria e coragem
Vão formar a sua imagem
No brasão de um guerreiro
Que segue a lutar, vai atravessar
Gerações no mundo inteiro

Realidade, sonho e ilusão
Ser personagem, herói ou vilão
A vida imita a arte
Dando asas a imaginação

Bandeiras irão tremular
No céu do oriente, uma estrela a brilhar
Exala a chama da paz
A lição dos  seus ancestrais
De lá pra cá eu te vi voar,
Cruzar fronteiras no céu e mar
Pousar na passarela fazendo a plateia se arrepiar
Carnaval, vem chegando o Dragões da Real
Retrato de um povo, onde a alegria é geral
Trazendo a magia ao folião
É festa na coroação
Do amor ao pavilhão

Tenho orgulho de ser Dragão
A força e a garra, paixão
Encontrei a felicidade
A outra metade do meu coração

 
Ano: 2012
Título do samba enredo: MÃE, ventre da vida e essência do Amor
 
Ano: 2011
Título do samba enredo: A felicidade se conta em contos
 
Ano: 2010
Título do samba enredo: Renovação… Assim caminha a humanidade
Compositores do samba enredo: Dom Marcos , Xina, Beto, Ronny, Rafael, Cesinha, Helinho e Luciano
Letra:

Sinta essa vibração
Meu samba traz renovação
É festa no Planeta Carnaval
Eu sou Dragões da Real

Forças do Universo,
Anjos Guardiões
Herança dos nossos ancestrais
Divinas fontes naturais
Ocultando a ambição
Sou criatura explorando a criação
Vou ao som do samba ao espaço sideral
Pra morada espacial
E pelas águas encontrei
Um misterioso mar de glórias
Escrevendo história: batalhas e conquistas
Aportei em terra que me fez sonhar
Com a “Renascença” da sabedoria milenar

Eu vi o mundo em transformação
Eu sou a humanidade em evolução
“Divina Luz”, meu caminhar
A esperança não vai acabar

E o homem primitivo perde o medo
E descobre o segredo
Pra iluminar e aquecer
A chama  essencial para sobreviver
E surge então, um novo ser
Se põe de pé  a caminhar
Desenvolvendo a mente
Para o mundo melhorar
E a Dragões num gesto de amor
Restaura valores de dignidade
E assim …
Vai caminhando a humanidade

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