Unidos da Tijuca

Grupo: Especial
Fundação: 31 12 1931
Cores: Azul e Amarelo
Presidente: Fernando Horta
Carnavalesco: Mauro Quintaes, Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo
Interprete: Tinga
Mestre de bateria: Mestre Casagrande
Diretor de carnaval: Fernando Costa
Diretor de harmonia: Fernando Costa
Diretor de barracão: Fábio Bocão
Mestre sala: Julinho
Porta bandeira: Rute Alves
Rainha de bateria: Juliana Alves
Endereco: Clube dos Portuários – Av. Francisco Bicalho, 47 – Santo Cristo, Rio, RJ Sede - Rua São Miguel, 430, Tijuca – Rio de Janeiro, RJ – CEP 20530-420
Telefone: Quadra (21) 2516-2749 Barracão (21) 2263-9679 / (21) 2516-2749
Comissão de Frente: Alex Neoral
Telefone: Cidade do Samba (Barracão nº 12)
História


A partir do século XX, a cadeia montanhosa da Tijuca passou a ser habitada por escravos, descendentes e alforriados que deixavam para trás a falida zona cafeeira do Vale do Paraíba. A classe mais abastada que habitava a Usina e a Tijuca estava também em plena decadência. Foi nessa época que as famílias de nossos fundadores – os Moraes, os Chagas, os Santos e os Vasconcelos – se instalaram no complexo de morros do Borel.

Nossa agremiação foi criada a partir da fusão de quatro blocos existentes nos morros da Casa Branca, da Formiga e da Ilha dos Velhacos. Em 1931, no dia 31 de dezembro, na subida da rua São Miguel, 130, na casa 20, da família Vasconcelos, homens e mulheres se uniram para fundar a Unidos da Tijuca.

Registra-se que nossos fundadores foram: Bento Vasconcelos (o líder), Leandro Chagas (organizador e disciplinador), Alcides de Moraes (diretor de harmonia) e seus irmãos e primos com suas famílias, que formavam a base da Escola: Jorge Vasconcelos, Pacífico Vasconcelos, João de Almeida, Ismael de Moraes, Alfredo Gomes, Tertuliano Chagas, Armando dos Santos, Turíbio dos Santos, Jacinto Ribeiro, Tarquínio Ramos, Orlando Godinho, Waldemar Gargalhada, João Cascorão, José Mamede D’Ávila, Álvaro e Dedé, Regina Vasconcelos, Marina Silva, Zeneide Oliveira, Margarida Santos, Hilda Chagas, Ely Chagas, Elza Gomes, Doralice Caldeira, Hermínia Vasconcelos, Dora de Almeida e Helena de Souza.

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Tijuca é a terceira Escola de Samba mais antiga do Brasil. Seus fundadores tinham o objetivo de defender as raízes tradicionais do folclore brasileiro e também de lutar pelas causas populares. Lutas que sempre se fizeram presentes no sangue e na alma de seus antepassados, sofridos e expurgados da expressão cultural que mais amavam e cultivavam: o samba.

Ano do enredo: 2017
Título do enredo: Música na Alma, Inspiração de uma Nação
Descrição do enredo:

Sinopse

A arte e a linguagem da música são os laços que unem dois grandes gênios instrumentistas: Pixinguinha e Louis Armstrong. Nossa história vislumbra-se pela sensível sonoridade de seus instrumentos, suas vozes e pela espontaneidade criativa da essência da alma do povo americano (dos Estados Unidos). 

Trazem-nos os acordes da eternidade do tempo, do templo da música, onde seus expoentes se acumulam e os seus destinos tornam-se canções... Aqui, seguem em desfile e Pixinguinha recebe Louis Armstrong para um memorável e inédito show: 

Sapucaí in Concert – a história da música dos Estados Unidos da América.

- Seja bem-vindo, Louis Armstrong. Toque da forma que sente dentro do peito, a nossa música não tem fronteiras. Cante, conte... Sua história interessa ao mundo e a todas as esferas da vida brasileira.

Abertura: Música Negra da Alma. 

- Meu caro Pixinguinha... Tudo começa com a ritualização das canções de trabalho dos negros escravos em cânticos de louvores (spirituals) - que sobreviveram à dor e ao lamento e revelaram a purificação da alma e o seu estado de sofrimento. Com o fim da Guerra Civil e a Abolição da Escravatura, sob o discurso de unificar a nação, congregando pessoas de diversas culturas e origens, os negros emancipados migraram para as cidades e, com eles, levaram os seus costumes musicais que infundiram, ao que cantavam ou tocavam, uma vitalidade e um caráter muito peculiares. 

Nesse contexto, adotaram uma forma poético-musical individualizada, impressa na descontinuidade melódica de profanas canções, à qual chamaram de blues. 

Primeiro set: a voz musical das suas heranças.

- As concepções musicais afro-americanas que surgem no Delta do Mississipi e percorrem uma longa estrada numa constante evolução... Inspiram-me! Fazem com que me lembre daqueles primeiros tempos de Nova Orleans... 

- Revivo as brass bands – que, entre outras ocasiões, tocavam durante os cortejos dos funerais. Na ida, seguiam cadenciadas em homenagem ao falecido, e, na volta, “marchavam”, tocando música para os vivos ao ritmo de um som alegre – como que se evocassem a ancestralidade de seus músicos. 

A esfuziante genialidade das brass bands, com ritmo swing misturado ao ragtime – uma música tipicamente executada por pianistas, exuberantemente alegre para dançar –, caracterizava o jazz, em seus primórdios.

- Rendo-me à improvisação rítmica incandescente do jazz... E, em homenagem a todos os seus grandes músicos, instrumentistas e intérpretes, toco-o, desafiando o tempo, assim como tocava, em pé e ao vento, sobre a proa de um barco a vapor deslizando sobre as águas do rio Mississipi, empunhando meu trompete aos céus! 

E é a partir do blues, jazz e da música gospel, com seus estilos e formas, que surge uma integração musical por diversos caminhos com resultado artísticos idênticos ou semelhantes e até diferentes, em busca de uma identidade. 

Segundo set: as baladas de um cowboy.

- A experiência jazzística leva-me a cruzar fronteiras e a criar laços históricos. Meus pistons se unem ao violino, ao violão e ao velho conhecido banjo e configuram a música country americana.

- Ouça, Pixinguinha, esses acordes: eles evidenciam a fusão das baladas folclóricas europeias e dos cantos dos cowboys do sudoeste americano com a música oriunda dos negros. Sua pauta segue atrativa ao estilo que se caracteriza por tons graves e canções que descrevem o cotidiano rural. Siga-me e também a esse som nítido e brilhoso, sugerindo a “potência e a ternura” da música country – que seguiu fases de sucesso com programas de rádio e conquistou o universo musical nos Estados Unidos.

  Terceiro set: o toque freedom of speech, transpõe os limites da cor da pele e embala-nos com a trajetória “alucinante” do rock and roll.

- Pixinguinha…como consequência natural dos estilos musicais dos Estados Unidos – que se aproximam e se fundem–, deixemos que o rock preencha o nosso imaginário e os espaços de forma intuitiva.

- Gritemos pela verdade!  Os jovens se “cobrem de coragem” e seus desejos afloram de uma música underground tocada por homens investidos de deuses (ou por deuses investidos de homens). 

O rock celebra a irreverência performática dos primeiros músicos roqueiros, cruza os palcos americanos e coroa seu rei…  Mas, enquanto o público pede bis – a música soul traça um paralelo…um som da negra raiz: rhythm and blues, um instrumento de apoio à luta pelos direitos civis. 

E o rock? “Soprando o Vento” segue arrastando legiões de fãs, surfa no “lirismo comportamental” das ondas do beach rock da Califórnia...sua “loucura eletrificada” serve de banquete aos estridentes sons de suas bandas e tudo se mistura. No contexto social, sua evolução parece diabrura – uma espécie de liberdade: Woodstock! E suas guitarras transcendem a rebeldia e a candura, inscrevendo-se na psicodélica poesia da contracultura. 

Quarto set: a personificação da música no teatro e no cinema. 

- Pixinguinha, a história segue… Rejo as clássicas canções de George Gershwin e Cole Porter, músicos compositores que deram sempre e tanto poder de criação e vida às interpretações dos musicais de sucesso da Broadway. A partir de seus conteúdos artísticos, sigo narrando a magnificência do realismo fantástico dessas belas histórias destinadas à dramatização da música no teatro. Contudo, o canto, a dança e a melodia emergem da memória afetiva como poesia do saber, afinal, foi cantando “Hello Dolly” – que tudo isso fez parte do meu ser. 

Das telas de cinema,
Eu ouço e vejo:
A música esculpir os desejos.
Em foco! Ela encena,
Contracena com a emoção.
Com o mundo sem fronteiras,
Ou uma doce ilusão?
A música é o artigo definido de uma paixão
Que se revela, entre o pranto e a alegria,
E conforta o coração.

E assim, ao longo das décadas, muitos filmes tiveram suas exibições consagradas. Em alguns casos, tão originais, as músicas foram feitas especialmente para determinados personagens ou histórias. E sob a verdade dessas canções: “cantam na chuva”, “mudam de hábito” e tudo parece não ter fim... 

Quinto set: a inspiração é pop.

Assim como outrora a convivência entre os povos gerou novas variedades de músicas, assim também, espontaneamente, – a técnica e a riqueza fonográfica – a que seguem o rádio e a televisão – levam magníficas composições, videoclipes, shows e revelam ao mundo novos reis e rainhas do universo musical americano. 

- Até ouço a música americana tecnologicamente vestida de uma explosão de cores e efeitos, acrescendo sua história... Cruzando novos portais, entre o gueto e a cidade, misturando tradição e modernidade... Funk é Brown e sua batida groove é poder! E nessa levada, tramando as palavras, o movimento hip-hop tem muito a dizer: versando a verdade nua e crua, proferindo sem distorcer, a poesia que vem das ruas, como rima do saber. 

- Com novos efeitos eletrônicos – forjando a herança da Motown – sons inovadores ousadamente deslizam sobre as pistas de dança ao calor da juventude –disco, discotheque – embalados por diversos hits de sucesso.

O passado é remixado ao futuro e, a cada década, um novo cenário: são muitos, muitos nomes que fizeram, fazem e farão da música popular dos Estados Unidos da América um universo infinito de estilos, astros e estrelas.

- Ouça, amigo Pixinguinha, todos pedem bis… Seja daqui pra lá, e de lá pra cá, o seu saxofone une-se ao som do meu trompete! 

- É, Louis, a música dos Estados Unidos é a porta-voz mais poderosa e eloquente de seu povo – ouvida em todas as partes do mundo. Que “jazzisticamente” influenciou o conteúdo e as performances musicais dos “Oito Batutas” e a Música Popular Brasileira. Hoje é coroada à celebração da alma, às raízes de um povo, ao sucesso de uma balada... Sapucaí in Concert é a inspiração, é o ritmo da nossa batucada.


Comissão de Carnaval:
Mauro Quintaes, Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo.

Pesquisa e texto:
Marcos Roza 

Agradecimentos:
André Ferreira, Beni Borja, Cynthia Figueira, Melissa Coutinho, Ricardo Cravo Albin, Sérgio Vasconcelos e a todos que contribuíram com ideias, dicas e apoio para esta iniciativa.

Glossário:

Beach Rock - gênero musical, que se popularizou como “o som da Califórnia”, gravado, geralmente, por grupos vocais como, por exemplo, o The Beach Boys.

Blues - gênero musical que surgiu, por volta de 1870, no Sul dos Estados Unidos, a partir das canções de trabalho dos negros escravos.

Brass-bands - tradicionais bandas de Nova Orleans, que seguiam em carroças e animavam carnavais, casamentos e funerais.

Brown (James Brown) - músico americano considerado o “Papa” da música soul e “Avô” do gênero musical funky americano.

Disco - um gênero de música e de dança, que atingiu o sucesso em meados da década de 1970.

Freedom of Speech - liberdade de expressão.

Funk- gênero musical afro-americano, que surgiu nos idos de 1960.

Gospel- forma moderna do spiritual blues, canção religiosa dos afro-americanos.

Groove - forte batida, geralmente, executada por músicos baixistas ou sintetizadores.

Guerra Civil - conflito que ocorreu nos Estados Unidos da América de 1861 a 1865 e colocou o Sul e o Norte do país em lados antagônicos.

HelloDolly - musical da Broadway, que estreou em 1964, com a participação musical de Louis Armstrong.

Jazz - gênero musical afro-americano, criado nos fins do século XIX e início do século XX, em Nova Orleans.

Motown - é a gravadora americana, fundada em 12 de janeiro de 1959 por Berry Gordy Jr., na cidade de Detroit, mais importante para os artistas negros e seus gêneros musicais: blues, jazz, rhythm and blues, disco funky e pop.

Nova Orleans - cidade do estado da Louisiana, que revelou o jazz como gênero musical aos Estados Unidos.

Oito Batutas - Grupo instrumental criado em 1919 por Donga e Pixinguinha...que excursionou pela Europa nos idos dos anos de 1920 e entraram em contato com a música jazz dos músicos e instrumentistas afro-americanos dos Estados Unidos. 

Pop – corruptela de popular, no contexto do enredo pop está correlacionado às inovações tecnológicas e à globalização da música dos Estados Unidos

Set - abreviação da palavra setting, as partes de um show.

Soprando o Vento - tradução do título da música Blowin’ In The Wind de Bob Dylan - músico-compositor e personagem importante para história e evolução da música dos Estados Unidos da América.

Soul - gênero musical afro-americano, surgido nos anos de 1960, sob o conceito de conscientização e orgulho da nação negra afro-americana.

Underground - termo usado para classificar uma cultura ou um gênero musical que foge dos padrões conhecidos pela sociedade.

Woodstock - um dos maiores festivais de rock, realizado em agosto de 1969, na cidade de Bethel, no estado americano Nova York.

Bibliografia consultada:

AUGUSTO, Pellegrini. Jazz das Raízes ao Pós-Bop; Códex, 2004. 

BERENDT, Joachim-Ernst. O livro do Jazz: de Nova Orleans ao século XXI; tradução, Rainer Patriota: Perspectiva, 2014. BILLARD, François. No Mundo do Jazz; Companhia das Letras, 1990. CABRAL, Sérgio. Pixinguinha: vida e obra; 1977. COLLIER, James Lincoln. Louis Armstrong; tradução, Ibanez de Carvalho Filho: Globo, 1988. 

FRIEDLANDER, Paul. Rock and Roll – uma história social; tradução, A. Costa: Record, 2006.

SABLOSKY, Irving L. A Música Norte-Americana; tradução, Clóvis Marques: Jorge Zahar, 1994.

 
Ano do enredo: 2016
Título do enredo: Semeando sorriso, a Tijuca festeja o solo sagrado
 
Ano do enredo: 2015
Título do enredo: "Um conto marcado no tempo – O olhar suíço de Clóvis Bornay"
 
Ano do enredo: 2014
Título do enredo: "Acelera, Tijuca"
Descrição do enredo:



“Mais veloz que o tempo, mais real que um sonho”


O Brasil e o mundo estão ligados no Grande Prêmio Tijuca 2014! São oitenta e dois minutos de muita expectativa! É realmente para fazer o coração do torcedor explodir de tanta emoção! O Sambódromo está lotado e o público das arquibancadas está aqui para sentir toda a adrenalina da velocidade. É uma grande torcida!

A Unidos da Tijuca criou um percurso fantástico, com momentos marcantes de grandes corridas que consagraram os mais rápidos competidores de todos os tempos. Quem é o mais veloz e pode realizar proezas inesquecíveis. Conquistar a vitória é uma tarefa difícil, pois esse é um circuito que exige muito dos pilotos.

Mais alguns instantes e lá vem a largada do Grande Prêmio da Tijuca. Depois de uma emocionante disputa pela Pole Position, os competidores se preparam nos boxes para enfrentar o grande desafio. Tudo pode acontecer na pista da Marquês de Sapucaí!

Os mecânicos fazem os últimos ajustes. Vamos conhecer em alguns minutos quem será o vencedor dessa prova. São os últimos momentos antes da corrida.O público observa os competidores. E lá estão alguns dos mais fortes concorrentes! No boxe 1, os animais mais velozes da natureza, que já inspiraram a aerodinâmica de tantos carros. As incríveis inovações tecnológicas que correm o mundo, rompendo barreiras e desafiando limites, se agitam no segundo boxe. Nos outros boxes, não poderiam faltar os personagens inesquecíveis, criados pela ficção para brincar com a eterna paixão do homem pela velocidade, e os esportes que exigem rapidez, superação, agilidade e ousadia. É pura emoção! Quem vencerá o GP da Tijuca. Quem será capaz de escrever o nome na história da velocidade. Os pilotos estão prontos para arrancar para a vitória!

Os carros já estão enfileirados para o início da corrida. Os pilotos buscam o melhor aquecimento dos pneus, dos freios, procuram se concentrar, se preparar para essa grande prova! Os motores começam a ser acionados. E agora está tudo pronto para a grande largada! Vamos ao ronco dos motores, eles vão roncar alto! Acende a luz vermelha, vem a verde. Largaram!

Logo no início da prova, os pilotos enfrentam uma emocionante curva. Ela é perigosa e exige muita habilidade. Qualquer erro pode definir o resultado da disputa. Todo cuidado é pouco! O trecho desafia os competidores, como a lendária e apaixonante curva Eau Rouge (Água Vermelha), do circuito da Bélgica, que atravessa uma belíssima floresta e requer uma incrível capacidade de aderência aerodinâmica dos carros.

E lá vem eles! O cavalo cruza a pista usando toda a potência de seu motor. O beija-flor mantém sua posição por causa do novo bico, mais longo e estreito, e de asa menor, que garantem mais velocidade e equilíbrio. O peixe-agulhão mergulha por dentro da curva, seguido pelo guepardo, que dá o bote e encosta no falcão peregrino. Olha a tartaruga e a lebre se metendo por ali para entrar na disputa e erguer a bandeira da vitória!

Agora eles entram na grande reta. Esse é o momento que arrepia porque passam rasgando numa velocidade impressionante! Nesse trecho, a Internet é sempre uma adversária muito poderosa. O Homem Elétrico acelera e diminui a diferença. O Avião Supersônico, no final da reta, acha um vácuo e encosta no Satélite. O Trem Bala desliza, mas a Velocidade da Luz não permite uma aproximação maior. Todos pensam em poupar pneus porque essa é uma corrida desgastante, sem dúvida alguma, e que exige, agora mesmo, um Pit Stop.

Alguns corredores reduzem e se preparam para entrar nos boxes. É incrível ver a rapidez, a sincronia e o trabalho perfeito dos mecânicos. Em segundos, a equipe troca os pneus e manda o carro de volta para a pista.

Eles disparam, aceleram tudo para tirar a diferença e quase tocam na mureta de proteção da pista. Lá vem o mexicano Ligeirinho botando pressão para cima do Papa-Léguas, que precisa frear para evitar o choque. Todo mundo colado ali e quem entra na disputa é o Speed Racer. O garoto vem com tudo! The Flash vai tentando evitar que Speed abra muito. Vem colado nele, olha a diferença! Mas o Sonic segue bem de perto tentando botar frente, acelera de novo e vem voando baixo!

Logo atrás estão os volantes mais birutas do mundo para realizar mais uma corrida maluca. Todo mundo embolado ali! A máquina do mal e seu volante ardiloso, Dick Vigarista e Mutley, sempre prontos para aplicar um golpe sujo, vão atormentar Penélope Charmosa, a boneca do volante! O Professor Aéreo parte para cima dos Irmãos Rocha. A Quadrilha da Morte é um pouquinho mais rápida e evita aproximação do Cupê Mal-Assombrado. O Barão Vermelho dá combate ao Tanque de Guerra, que acelera e cola no Caipira Luke. Peter Perfeito encosta e quase tira o Rufus Lenhador da pista! Sensacional! Eles forçam o ritmo do início ao fim, Todo mundo junto tentando ultrapassagens alucinantes!

Agora falta pouco para a final, a competição fica mais acirrada! Você vai vendo aí o Velocista se impor e assumir a dianteira. O Ciclista consegue ainda mais velocidade, pedala sem parar e dispara! Mas o Motociclista se aproxima só na força do motor! Que Grande Prêmio, que corrida fantástica! E, para a nossa surpresa, o Remador disputa no braço para alcançar a chegada! É inacreditável o que a gente vê nesse circuito do samba! O Velejador não quer ficar para trás e aderna, quase vira, tentando ficar na frente! Quem vai chegando devagar e sempre é o Calhambeque que entra na pista para matar as saudades!

Quem aparece na primeira posição. Aí vem Ayrton Senna, lá na frente de todos! Aí vem Senna, o Brasil na frente! Ele já faz o V de vitória. Bandeiras agitadas em verde e amarelo em todo o circuito! Senna, que ainda menino já dominava o volante, vem, desde pequeno, abrindo dianteira, emocionando o público com suas conquistas! Aí vem Senna no final da reta, é o final da prova, na Linha de Chegada, Ayrton Senna! Sobe a bandeira quadriculada! Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil! Ninguém mais segura a torcida! Os torcedores oferecem bandeiras do Brasil para ele! A festa é dele aqui no Sambódromo. Faz a festa o Brasil com a vitória de Ayrton Senna no Grande Prêmio!

É a volta da vitória! A última volta no Sambódromo para mostrar que Senna veio para ficar. Acelera, Brasil, junto com Ayrton Senna! Meninos e meninas entram na pista para lembrar que Senna é capaz de inspirar seus sonhos! Que o desejo de vencer requer trabalho, dedicação e competência! Ayrton Senna carrega na ponta dos dedos a esperança de cada brasileiro! Ele pega a bandeira e leva à loucura a arquibancada da Sapucaí. Sobe mais uma vez no pódio, o Campeão. No GP da Tijuca, o Brasil revive com ele a emoção da vitória. Não há tempo que ele não ultrapasse, não há sonho que ele não inspira se tornar realidade! Brilha a estrela de Ayrton Senna na Sapucaí!

 
Ano do enredo: 2013
Título do enredo: "Desceu num raio, é trovoada! O deus Thor pede passagem para mostrar nessa viagem a Alemannha encantada"
Descrição do enredo:

 

A Unidos da Tijuca mostra, em 2013, ano da Alemanha no Brasil, todo o encanto da cultura alemã e sua importância na história da humanidade. A contribuição desse país, que é uma das maiores potências do planeta, atravessa todos os campos do conhecimento: ciência e tecnologia; arte e cultura. Para celebrar esse encontro e conquistar a Avenida num instante, um raio cruza a passarela e aproxima dois mundos tão distantes. Odin envia seu filho, o poderoso Thor, para conduzir seres mágicos dos tempos pagãos, anões e gigantes, dragões e duendes, elfos e gnomos pela Sapucaí e revelar a força da influência alemã. Esses conhecidos personagens inspiram até hoje as mais diversas produções artísticas. Habitantes de florestas sombrias brincam com a imaginação humana, atiçam a curiosidade, impondo oráculos e segredos, construindo um imaginário misterioso e caótico que só os deuses podem controlar. Os personagens da mitologia nórdica foram amplamente divulgados pela Alemanha e alimentam histórias extraordinárias entre homens e divindades.

Essa força criativa produz obras revolucionárias e revela grandes nomes que povoam a galeria de gênios da arte e da cultura que inspiram autores no mundo inteiro: as sinfonias de Beethoven; o teatro crítico de Bertolt Bretch, que desfila mendigos, bandidos, prostitutas e vigaristas; a literatura de Goethe e o mito de Fausto, que vende sua alma ao diabo para satisfazer seus desejos impossíveis. Das telas do cinema alemão dos anos de 1930, surgeO Anjo Azul, um típico cabaré em sua atmosfera nebulosa de sedução e prazer.

De onde vem tanta criatividade? Que outros lugares e personagens fantásticos de nossa infância foram recolhidos às páginas dos livros e se tornaram universais para povoar todos os mundos em todas as linguagens? Era uma vez... um jeito de brincar a vida inteira para que nem o tempo se canse de recriar novas brincadeiras. Quem criou aqueles momentos de construir cidades, cenários e cenas onde pequenos personagens e peças são montados e desmontados para divertir as crianças?

Quem inventa encontra soluções simples ou descobre formas inovadoras de transformar. Ousa libertar a palavra presa aos manuscritos, torná-la impressa, ao alcance de todos. É capaz de aumentar a velocidade, provocar o deslocamento rápido, o desenvolvimento. O inventor coloca motor no automóvel, dispara como um foguete, como um raio! Novas tecnologias e descobertas levam a outros lugares e conquistam um futuro inventado, planejado.

E quem enfrentou o desafio de se antecipar, partir mais cedo e chegar nessas terras tão distantes num tempo em que atravessar não durava só um instante? Imigrantes aqui semearam os gostos de outra terra. Beberam, comeram e plantaram os frutos da Alemanha. E misturaram isso tudo no país que tudo mistura. Vai trovejar na Avenida e cair raio o ano inteiro pra festejar a Alemanha desse jeito brasileiro!

Isabel Azevedo
Simone Martins
Ana Paula Trindade
Paulo Barros

 
Ano do enredo: 2011
Título do enredo: “Esta noite levarei sua alma”
Descrição do enredo:


Carnavalesco: Paulo Barros

Todas as noites vocês voltam. Arrastam-se até aqui, pagam, entram e, em pouco tempo, estão rezando para sair. Mas não há como desistir. Depois que embarcam, não têm mais forças para levantar antes de chegar ao final. Precisam saber como tudo vai terminar ou nunca mais encontrarão tranquilidade. Serão incapazes de permanecer sozinhos, tremerão a cada ruído, perderão os sentidos, vagando durante noites de pavor. Então, venham...

Entreguem suas almas, descubram suas fraquezas, encontrem o fim. Todos têm o mesmo rosto: a boca trincada, os olhos de espanto, as mãos frias, o medo de atravessar. Retorcem seus corpos nos assentos, não conseguem se mexer, sair do lugar, enfrentam cada etapa. Querem o escuro e o silêncio. Estão imóveis, apavorados, indefesos. A expressão de horror acompanha o choro, o lamento, o grito, o grunhido, a explosão, o ruído, as máquinas de destruição. A ameaça pode assumir qualquer forma. Pode estar em qualquer lugar. Alguns virão para defendê-los. A maioria virá para destruí-los...

E, através dos séculos, o desejo da conquista espalhará luta e sofrimento. E o mundo se dividirá entre os homens da guerra e os homens da paz. Algozes e vítimas. Senhores e escravos. Não importa onde: nas aldeias, nos campos, travam batalhas que derrubam corpos nas areias e pelas cidades; na Terra ou em outros planetas. Virão de todos os lugares. E vocês permanecem assim: assistindo a tudo, vendo cada cena e se emocionando. Segurando a espada e sentindo a dor do ferimento, a tristeza da perda, o temor do próximo ataque. De onde virá? Forças estranhas vêm do além, seres fantásticos atravessam o espaço devorando planetas. Nada sobrevive ao seu poder devastador.

Vocês presenciam o inabalável ataque das trevas, sofrem com a tragédia da miséria humana, temem os espíritos furiosos, suportam o sofrimento da incerteza, a dor da mentira, a angústia do preconceito. Esperam por aqueles que serão capazes de combater as injustiças, transformar cordeiros em leões, caçar os fantasmas, conceber mirabolantes planos de fuga ou, simplesmente, exercitar o direito à liberdade, transcender limites, explodir fronteiras. Perseguir seus desejos a qualquer preço, em qualquer lugar. Mesmo que isso se torne uma obsessão por devorar suas vítimas. Transformar algozes mercenários em covardes, diante do temor de um reencontro. Ou defensores da vida, em vítimas da ganância de covardes. Destemidos? Sim, mas até quando...

Talvez se vocês tivessem escolhido uma vida mais tranquila, no campo ou numa cidadezinha do interior... Será? Cada um colhe o que planta. E esse pode ser o começo do fim. Não adianta se esconder, ele vai te encontrar. E pode ser onde menos se espera. Nas brincadeiras divertidas da infância, na entrega ao riso fácil quando se desarmam as defesas. Na procura pelo segredo que jamais deveria ter sido revelado. Cuidado, lá se esconde o terror. Como se livrar dele?
A maldição, para alguns, deve arder na fogueira. Para outros, é preciso punir o mal, enfrentando aqueles que causam tristeza, morte e dor. Não importa. Herege ou bruxo, demônio ou santo, quem encontrar a resposta poderá ser a próxima ameaça a ser controlada.

Estão com medo... Por que ainda temem, se já embarcaram e não há mais nada a fazer? Já sentiram isso antes? Certamente, porque aqui estão. Então, prossigam... Vençam suas batalhas, enfrentem suas assombrações. Mas sem esquecer que elas voltam, sempre voltam... Por mais que vocês tentem se livrar, elas querem vingança e não desistirão. A maldição nunca será vencida, ela não termina, ressurge quando já não mais se acredita que possa existir. Vocês podem até se esconder e rezar. Mas não vão escapar. Quando a extinção termina, o desafio começa. Seres pré-históricos, violentos, abomináveis. Tenham medo, porque esse pode ser o último mergulho... Talvez eles sequer estejam vivos. Muito além da morte e da imaginação, haverá uma aventura que viverá por toda a eternidade. Sobrevivam a ela, se forem capazes. E, se não forem, peçam ajuda.

Podem acreditar que estarei sempre ao lado, espreitando... Aguardando o momento em que, exaustos, vocês desistirão. E se entregarão, sem luta, à impossibilidade.

Não sentem a brisa quente e o perfume delicioso dos frutos, só o calor sufocante? Desejam o descanso da longa travessia? Sofram, então, porque não é possível voltar. Esta viagem não tem retorno. Em pouco tempo, sentirão o peso dos grilhões, a dor da chibata, o sofrimento do exílio, o desejo pela liberdade.

Mas o que está acontecendo aqui? Não me obedecem? Por que continuam a resistir, se não haverá um só homem de pé que possa testemunhar tanta bravura? Todos irão comigo e desaparecerão. Novos tormentos virão, crueldade, ignorância, estupidez. Não querem aceitar o domínio? Não desistem jamais? Lutam contra a opressão, querem voltar para casa? Caminham juntos, aos milhares, aonde irão? Não percebem que não adianta? Ninguém voltou jamais, acreditem! Que força é essa a que assisto sem nada poder fazer? Como trazê-los de volta ao pesadelo? Pareciam tão frágeis ao menor sinal de tempestade, e, no entanto, renascem! Afinal, o que os assusta realmente? Pareciam mortos de medo, incapazes de reagir e, agora... Como ousam? Me enganam e zombam de mim? Para onde estávamos indo? Não podemos mais voltar porque, enfim, chegamos. Aqui estamos. Esperavam por nós.

E vocês se divertiam comigo esse tempo todo, não? Então, me enganavam? Mudavam sem que eu percebesse? Só agora entendi que me conduziam, faziam de mim personagem de um filme em que eu não poderia decidir o final. Nas telas ou na vida real, dominam a arte do começo sem fim. Recomeço. Aí estão, deixando para o futuro a ousadia de um passado sem medo. E, a cada ano, surgem novos personagens, novas histórias de lutas e glórias. De simplicidade e força. Porque têm a certeza de que o que está na outra margem é mais um motivo para eternizar a vida. A história de um povo de coragem, que possui o surpreendente poder de se reinventar. Fim?

Paulo Barros
Isabel Azevedo
Ana Paula Trindade
Simone Martins

 
Ano do enredo: 2010
Título do enredo: "É Segredo"
Descrição do enredo:


"É Segredo!"

O enredo da Unidos da Tijuca em 2010 é segredo. Foram muitas pesquisas, estudos, reflexões, textos contendo ideias e informações importantes, de onde acontecimentos e personagens da história da humanidade vinham e iam. Apenas tentativas que não nos levaram a lugar algum. Apesar de escolhermos vários temas, descobrimos que nem sempre é possível REVELAR na Avenida como tudo aconteceu. Não encontramos explicações que nos proporcionassem o entendimento. Nem sempre ESCONDER pode ser apenas uma divertida e inocente brincadeira.

As imagens surgiam para nos revelar alguma coisa, nos dar a certeza de que ali estavam respostas e, de repente, nada era mais como parecia ser alguns segundos atrás. Como isso pôde acontecer, se tudo parecia tão claro? Como num passe de MÁGICA, o que tínhamos diante de nós se transformava em outra coisa. Inexplicável.

Procuramos um caminho que nos levasse a DECIFRAR e a entender o que se passava.

Também não resistimos à tentação de buscar histórias relacionadas às antigas civilizações. Tantas já percorreram a Avenida mostrando como viviam povos antigos. Tantas...

Livros, mapas, textos, documentos valiosos... E fomos descobrindo que além das tantas histórias já reveladas existiam aquelas que nunca ninguém ousou transformar em carnaval. Por que não? Talvez porque num passado distante elas deixaram de existir. Viraram CINZAS, poeira das grandes batalhas em que só a vitória importa. Custe o que custar.

Em leituras incessantes, varamos noites e dias. Nas páginas restantes de catástrofes que APAGARAM a memória dessas civilizações, muitas perguntas, poucas narrativas completas, dúvidas e muito MISTÉRIO. E o tempo foi passando no contato com as informações recolhidas ao longo de séculos sobre povos que desapareceram e só nos deixaram perguntas.

Encontramos alguns VESTÍGIOS de tantos outros povos que viveram em nosso planeta. Nesse planeta? Ruínas, marcas, restos.

Túmulos escondidos, sinais claros da existência de lugares sobre os quais pouco conhecemos. Registros apagados pelo tempo. Histórias únicas e perdidas.

Tanto conhecimento poderia ser traduzido em grandes enredos. Lugares que sabemos terem existido, mas que só a imaginação poderia reconstruir. Essas lacunas devem incomodar a todos aqueles que atravessam um processo de criação baseado na reconstituição histórica. Mas alimentam aqueles que se aventuram a criar LENDAS e, secretamente, preencher esses espaços OCULTOS.

Continuamos nossa busca. Conversas, debates acalorados, desânimo, excitação. Houve momentos em que chegamos bem perto de uma solução e, quando parecia que tínhamos encontrado, encarávamos mais uma vez o DESCONHECIDO, o INDECIFRÁVEL. Quem foram? Como viveram? Como fazer esse enredo, se não sabemos?

Esses homens não gostariam de ter deixado suas histórias para futuras gerações? Certamente não queriam esconder sua cultura, hábitos, rituais que poderiam hoje estar ilustrando os livros, correndo nas telas dos cinemas, atravessando a Passarela do Samba. 

Infelizmente, não tiveram essa escolha. Foram enterrados, incinerados, destruídos. Jamais saberemos sobre suas vidas, seu cotidiano, suas identidades.

Mesmo que quisessem esconder seus segredos, como sempre fizeram os homens de todos os tempos, nunca saberemos o que desejariam ter revelado sobre si mesmos. Nunca? Até agora, não.

Talvez devêssemos também desaparecer. Nos esconder e passar o carnaval DISFARÇADOS. Sumir na multidão. Pelos mais diferentes motivos. Os mais covardes e os mais nobres. Por errar e para acertar, também. Não agem assim os super-heróis e os vilões? Homens do bem e do mal? Espiões, bandidos, cientistas, escritores... Somem os homens, suas histórias, e somem coisas também.

Aviões e navios DESAPARECEM na imensidão. E nunca mais se sabe nada sobre eles. Então, começam a procurá-los. Criam inúmeras suposições sobre esses sumiços. Quem matou, quem fugiu, por que desapareceu? Onde se escondeu? Surgem histórias estranhas de todo lugar. Muitos acreditam que seres de outros planetas nos visitam para levar pessoas e objetos para estudos. Outros afirmam que extraterrestres já foram capturados e escondidos para pesquisa.

As especulações viram INVESTIGAÇÕES e a procura continua. Revistam a casa, o trabalho, os caminhos virtuais. Hoje, a coisa mais fácil é encontrar um sujeito pela Internet. Quebram e clonam suas SENHAS. Fazem pior: derrubam empresas inteiras descobrindo códigos de acesso, quebrando sistemas de segurança. Esses são sujeitos que ninguém encontra. Nunca se revelam e são capazes de invadir a vida de qualquer um.

Qual seria a CHAVE para nos revelar a saída? Que outros enigmas, códigos, FÓRMULAS SECRETAS e poções mágicas poderão ainda ser revelados no futuro? 

O que dirão quando souberem o que está acontecendo? É melhor não saberem, manter em segredo tudo isso. É melhor assumir o que não podemos esconder? Ou esconder o que não podemos assumir?

Mas se quiser tentar DESVENDAR o que está acontecendo diante de seus olhos, não esqueça de que nem tudo o que se vê é o que parece ser... E se conseguir decifrar o que está por trás, não REVELE o segredo... Deixe-se levar pelo inesperado e surpreenda-se! No carnaval, você pode descobrir como são mutáveis as certezas que temos sobre o que vemos.

Paulo Barros
Isabel Azevedo
Ana Paula Trindade
Simone Martins

Ano: 2017
Título do samba enredo: Música na Alma, Inspiração de uma Nação
Compositores do samba enredo: Totonho, Fadico, Josemar Manfredini, Dudu
Letra:

Sinta o som…
É melodia, música
Negro dom que acalentava os nossos ancestrais
É muito mais, é liberdade a luz da inspiração
Hoje a Tijuca é quem dá o tom em notas e acordes musicais
Viaje na barca das canções
Um jazz embalando os corações
Num sopro a saudade, a moda country se eternizou
E o meu Borel americanizou

Chega, my brother… vem ver
A batucada é de enlouquecer
Pura Cadência de bambas juntou guitarra e pandeiro
Ta aí um soul de um jeito brasileiro

Ôôô… o som do rock ecoou
Nas ondas do rádio embalou gerações
As baladas do cinema despertam
Tamanhas emoções
Mudando de hábito o pop é samba
Deixa chover que hoje eu vou cantar
Sou eu da nação tijucana mais um pop star “vem com a gente sambar”
A musicalidade desse seu país
Virou paixão universal
Nessa avenida, rege o enredo do meu carnaval

Invade minh’alma a linda canção
No tom da vitória chegou meu pavão
Com samba no pé, nós vamos à luta
Tô na boca do povo, meu nome é Tijuca

 
Ano: 2016
Título do samba enredo: Semeando sorriso, a Tijuca festeja o solo sagrado
Compositores do samba enredo: Dudu Nobre, Zé Paulo Sierra, Claudio Mattos e Gustavo Clarão
Letra:


Sou eu... Do barro esculpido pelas mãos do Criador
Sou eu... Filho dessa terra germinando amor
São lágrimas que caem lá do céu
São raios desse sol em meu olhar
Ao ver a agricultura do Brasil em meu Borel
Sagrada natureza a nos abençoar
Brota o suor que escorre na enxada
Ara, planta, colhe em devoção
E "ver de" perto a cria alimentada
Flores que aquarelam a região

Sou matuto sonhador em louvação
Lá no meu interior, a viola dá o tom
Vendo o campo colorido
Cai a noite a me envolver
Vou rogando ao Pai querido
Pra colheita florescer

Vou levantando a poeira da terra
Que aterra a magia do grão
Fertilidade é a arte do homem que cuida

Protege seu chão
Um oásis de conhecimento
Pro país é um exemplo, a tal "capital"
O meu negócio é isso, seu moço
"Sorriso" no rosto
Por esse meu mundão rural
Semeia... A minha raiz
Clareia.. Um belo matiz
O dia vai raiar e o povo há de cantar feliz

Salve! A Mãe Natureza, a luz da riqueza
O dono da terra... A inspiração
A Tijuca festeja, o solo sagrado em oração!

 
Ano: 2015
Título do samba enredo: "Um conto marcado no tempo – O olhar suíço de Clóvis Bornay"
Compositores do samba enredo: Josemar Manfredini, Fadico, Carlinhos Careca, Zé Luiz, Gustavinho Oliveira, Caio Alves, Rafael Tinguinha e Cosminho
Letra:


Carnaval!! Eterna é a nossa união
Que bom voltar
Pra reviver esta emoção
Quem dera com meu pai reencontrar
Tantas histórias encantadas
Se fez o sonho e não quero acordar
Seres alados, castelos erguidos
Sopro gigante, herói destemido
Nos montes de neve um anjo a proteger
Melhor amigo que o homem pode ter
 

Gira mundo no tempo, templo da invenção
Tudo cabe no bolso ou na palma da mão
'O som da caixa', jóia de valor
Quem procura acha a senha do amor
 

Novo tempo
''Relativa idade'' do conhecimento
Brilhante pensamento
Explica a vida em todas as direções
"Sábia mente", a hora voa com o viajante
Brilha o sol num instante
Aquecendo tantas gerações
Hoje eu vejo que o ontem
É aprendizado para o amanhã
Suiça, em tua história a inspiração
Com teus sabores na avenida
Quebrando o gelo, lá vem o pavão
 

Deixa o dia clarear Tijuca
Ta na hora a gente vai à luta
O relógio disparou chegou gente bamba
É do Borel o prêmio Nobel do samba

 
Ano: 2014
Título do samba enredo: "Acelera, Tijuca"
Compositores do samba enredo: Caio Alves, Fadico, Gustavinho, Oliveira e Tinguinha
Letra:


Vai começar
Libere a pista para a emoção
Foi dada a partida, prepare o seu coração
Tijuca, a hora chegou
Quem será o vencedor?
Dos animais, agilidade
A inspirar velocidade
Impressionante a ousadia
A internet ultrapassou a energia
A equipe anunciou, no pit stop o piloto parou

E lá vão eles na pura cadência do samba
Numa corrida maluca repleta de bambas
Tentando trapacear, deu mole, rodou na pista
Ficou pra trás o Vigarista

Rompendo barreiras, superam limites
Atletas buscando o primeiro lugar
Quando de repente pisando no breque
Vi no calhambeque alguém acenar
Na última volta do meu carnaval
Desponta um gênio talento imortal
Trazendo nas mãos a bandeira do nosso país
Na reta, a consagração
O tema a emocionar
Lá vem o campeão
Voando baixo pra vitória alcançar

Acelera Tijuca, eu vou com você
Nosso lema é vencer
Guiando o futuro, que um sonho construiu
Ayrton Senna do Brasil

 
Ano: 2013
Título do samba enredo: "Desceu num raio, é trovoada! O deus Thor pede passagem para mostrar nessa viagem a Alemannha encantada"
Compositores do samba enredo: Julio Alves, Totonho, Dudu e Elson Ramires
Letra:


Um raio rasgando o céu
Cruzou o Borel é trovoada
Na velocidade da luz é o filho de Odin
Anuncia a Alemanha encantada
Na fantasia de um mundo imortal
Seres, magia do meu Carnaval
Pela floresta surge um olhar
Mistérios que bailam no ar
Tijuca querida, razão da minha vida
Balança o povo, embala a emoção
E mexe com meu coração

Vai brilhar em casa cinema o anjo, sonhar
Em prosa e poema, se eternizar
Feito a sinfonia, legado alemão
Deixado à civilização

Num mundo da imaginação era uma vez...
O conto de fadas, no reino encantado
A infância mais feliz quem fez?
Eu vi a criança em sua ilusão
Erguer um castelo, brinquedo na mão
A mente humana liberta
Desperta o grande inventor
Que move o tempo e faz
Da vida um motor a girar
Brasil e Alemanha "unidos"
Bandeiras, culturas, saber
Vai trovejar, um ano para não esquecer

Deus Thor me chamou, que felicidade
Um brinde à cidade, é festa meu bem
Metade do meu coração é Tijuca
A outra metade Tijuca também

 
Ano: 2011
Título do samba enredo: “Esta noite levarei sua alma”
Compositores do samba enredo: Julio Alves e Totonho
Letra:


Tá com medo de quê?
O filme já vai começar
Você foi convidado
Caronte no barco não pode esperar
Apague a luz, a guerra começou
Sob o capuz, delira o diretor
No filme que passa piada em cartaz
Pavor me abraça, isso não se faz
No espaço se vai, é a força que vem
Meu medo não teme ninguém

É o boom! Quem não viu? A casa caiu
Com a bomba na mão o vilão explodiu
O plano de fuga é jogo de cena
"Um deus nos acuda"... Agita o cinema

Ele volta revolta, mistério no ar
Dos milharais uma estranha visão
Mais uma vez olha a encenação
Morrer de amar faz o povo gargalhar
Pare! Eu pego vocês, grita o mal condutor
Mas deu tudo errado, não há outro lado
Esse povo me enganou
Eu sou brasileiro, amor tijucano
Roteiro sem ponto final
Coitado o barqueiro entrou pelo cano
E brinca no meu carnaval

Eu sou tijuca, estou em cartaz
Sucesso na tela meu povo é quem faz
Sou do Borel da gente guerreira
A pura cadência levanta poeira

 
Ano: 2010
Título do samba enredo: "É Segredo"
Compositores do samba enredo: Julio Alves; Marcelo; Totonho
Letra:


Desvendar esse mistério
É caso sério, quem se arrisca a procurar
O desconhecido, no tempo perdido
Aquele pergaminho milenar
São cinzas na poeira da memória
E brincam com a imaginação
Unidos da Tijuca, não é segredo eu amar você
Decifrar, isso eu não sei dizer
São coisas do meu coração

Eu quero ver esse lugar
Que o próprio tempo acabou de esquecer
Meu Deus, por onde vou procurar
Será que alguém pode me responder

Quem some na multidão
Esconde a sua verdade
Imaginação, o herói jamais revela a identidade
Será o mascarado
Nesse bailado um folião?
A senha, o segredo da vida
A chave perdida é o “x” da questão
Cuidado, o que se vê pode não ser... Será?
Ao entender é melhor revelar
No sonho do meu carnaval
Pare pra pensar, vai se transformar
Ou esconder até o final?

É segredo, não conto a ninguém
Sou Tijuca, vou além
O seu olhar, vou iludir
A tentação é descobrir

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