Tatuapé

Grupo: Especial
Fundação: 26 10 1952
Cores: Azul e Branco
Presidente: Eduardo dos Santos
Carnavalesco: Flávio Campello
Interprete: Celsinho Mody
Mestre de bateria: Mestre Higor
Diretor de carnaval: Comissão: Eduardo dos Santos, Higor Silva, Edu Sambista, Erivelto Coelho e Antônio Castro
Diretor de harmonia: Edu Sambista , Fabiana Lopes e Gilberto
Diretor de barracão: Antônio Castro
Mestre sala: Diego Silva
Porta bandeira: Jussara Souza
Rainha de bateria: Thainá Souza
Madrinha: Nagila Coelho
Endereco: Rua Melo Peixoto, 1513 Tatuapé - São Paulo CEP: 03314-030
Telefone: (11) 2093-5117
Comissão de Frente: Monica de Oliveira
Telefone: 2093-5117
História

Osvaldo Vilaça, o Mala, junto com outros dissidentes da antiga Escola de Samba Unidos de Vila Santa Izabel, fundou a escola, que já pertenceu ao grupo de elite das escolas de samba paulistanas. Foi por duas vezes (1969/1970) terceira colocada no desfile do Grupo Especial do carnaval de São Paulo (na época Grupo I) com os enredos Império Tropical e a A Cama de Gonçalo, respectivamente. Nos anos 80 viveu uma fase de declínio, culminando em 86 com a paralisação de suas atividades.

Em 1991, já com Roberto Munhoz na presidência, a azul e branco do Tatuapé inicia a caminhada de volta ao cenário do samba paulistano. Em 92 voltaram aos desfiles no grupo de seleção (na época vaga aberta) que marcaram o começo de uma fase de 3 anos de sucessivos bons resultados (1 campeonato e 2 vice-campeonatos). Em 95 voltaram a desfilar no sambódromo paulistano, já no Grupo II da UESP.

Em 2003, a escola foi campeã do grupo de acesso, com um enredo que falava do abacaxi, qualificando-se para, depois de 28 anos, voltar ao Grupo Especial de São Paulo, fato que foi lembrado durante o início de seu desfile no ano seguinte, quando, no carnaval temático em homenagem aos 450 anos da cidade de São Paulo, o Tatuapé trouxe como seu enredo o próprio bairro, terminando em nono lugar entre 16 escolas, a frente de grandes escolas, como Camisa Verde e Vai-Vai.

Já em 2005, com enredo sobre o Pará, não repetiu o bom resultado, terminado em décimo terceiro lugar. Porém é de se destacar que nesse ano seu samba-enredo esteve entre as músicas mais tocada nas rádios paraenses.

Em 2006, usando como tema de seu carnaval o Cooperativismo, a escola teve dificuldades, inclusive financeiras, e acabou rebaixada. Manteve-se no grupo de acesso em 2007 e 2008, ocasiões onde conseguiu apenas dois sextos lugares. Em 2008, recebeu certo destaque na imprensa por ter criado o cargo de "rei da bateria".

Para o carnaval de 2009, a escola traz como rainha de bateria, a ex-BBB Jaqueline Khury[2] e cinco anos depois, faz novamente uma homenagem a seu bairro, em enredo desenvolvido pelo carnavalesco Fábio Carneiro que saiu da escola às vesperas do carnaval, uma comissão de carnaval assumiu o cargo mesmo assim a escola terminou na 8º colocação, com 329 pontos e desfilará pelo Grupo de 1 da UESP, em 2010.

Em 2010 falando das estações do ano,consegui sere campeã do grupo 1 da UESP,subindo assim para o Grupo de Acesso.Para 2011 a escola do Tatuapé trará como enredo "O domingo é especial" e contratou o intérprete Preto Jóia.

Ano do enredo: 2017
Título do enredo: Mãe-África conta a sua história: Do Berço Sagrado da Humanidade à Terra Abençoada do Grande Zimbawe!
Descrição do enredo:

Sinopse

No princípio era o horizonte e a imensidão de um lugar que os nossos olhos jamais seriam capazes de encontrar seu fim, tudo o que se via, eram as margens entre o céu e a terra, a penumbra de um pôr do sol, marcado pelo destino.

Sou o horizonte, sou a imensidão, sou a vida!

No meu ventre carrego a matriz da semente geradora!

Meus filhos são guerreiros, como nossos Deuses... Sou a Mãe-África, sou a Mãe da Humanidade... A Mãe que embala e oferta os seios aos seus filhos.

Sou o berço da existência, sou o início de tudo, sou o amor, sou o clamor, sou a natureza original. Do meu solo, nasceu o Baobá, a árvore da vida!

Sou a África coroada de riquezas, vestida de belezas naturais, adornada de relíquias, cercada de lendas, história e estórias...

Sou a terra da ancestralidade, onde sábios e guerreiros fizeram desse chão sagrado o seu torrão... Sou a terra da bravura, a terra dos fortes, a terra das terras.

Célula Mater dos eternos guerreiros que inspirados na força, na garra e na vida selvagem dos mais variados animais da nossa fauna: leões, elefantes, zebras, antílopes, rinocerontes, macacos, girafas, leopardos, jacarés, búfalos, e tantos outros, lutaram por seus ideais, por seus princípios, por sua terra, por suas riquezas e por seus irmãos. Diz à lenda que quando um desses animais morre, a alma torna-se um espírito de um guerreiro africano. Selando a coroação eterna, tão antiga quanto às estrelas, tão pura quanto uma criança, é preciso estar purificado para entender, é necessário acreditar, e fundamental se doar, para crer.

O sopro do vento revela a nossa imensidão, encontramos o dourado da savana que se funde com os milhares tons de verde de nossas florestas sagradas...

Nossas águas são cristalinas e banham a nossa terra, rasgando o nosso solo, seguindo o seu curso, numa perfeita sinfonia, às vezes calma, às vezes agitada, mas sempre com um som inconfundível, o som do curso da vida que brota do chão e renova-se a cada dia, gerando esperança e perpetuando a crença em um novo amanhã... Nossas águas sagradas, asseguram a benção para o despertar de um império.

Sou a matriz de todas as coisas! Sou a verdadeira e genuína matriz de tudo!

E meus filhos de espíritos guerreiros, se espalharam e se organizaram... Com a sola dos pés tocando o chão, sentiram o pulsar da Mãe-Terra, sentindo a vida no pulsar do coração, difundindo sua verdade, alastrando a sua civilização.

O despertar do tempo, revelou aldeias, e delas foram formados grandes reinos, colossais impérios, destemidas civilizações... Reinos que se imortalizaram! Foram tantos os meus reinos: Reino do Egito, Reino Mali, Reino do Congo, Reino Songhai, Reino Iorubá, Reino de Gana, Reino Benin, Reino de Marrocos, e outros mais, cada qual com a sua importância e magnitude para a história. Reinos erguidos com as riquezas da nossa terra, com a força e a garra dos meus filhos!

Nossas riquezas reluziram, e encantaram os povos e ascenderam aos quatros cantos do planeta, despertando o interesse e a cobiça dos homens do Velho Mundo. A triste mazela da tirania aportou em minhas terras. Portugueses, espanhóis, franceses, ingleses, holandeses, árabes... E tantos mais!

Meus filhos buscaram forças na natureza, na fé incondicional que habita suas almas e seguem legitimados por sua fé nas divindades que aqui reinaram um dia, acendendo seu olhar à Luz dos Orixás, renovando suas energias por toda a eternidade!

Como todos os caminhos elevam a Deus, singrando pelos tenebrosos mares, bravos homens, navegadores e exploradores alcançaram os nossos seios, e emanavam de suas almas, as crenças em nome dos seus Deuses Todos Poderosos. Senhores da fé e da razão que aqui pisaram forte e fincaram as suas bandeiras.

Em nome do Pai, entre a Cruz e a espada, aportaram os Cristãos. Sob a regência de Alá, chegaram os Islamitas, os Mouros. Com os princípios encontrados no Torá Sagrado, chegaram os Judeus, e mais tarde os Hinduístas, clamando por Hare Krishna...

Fé, lágrimas e sangue se confundiram em páginas de papel, registros da história que germinaram o amadurecimento dos meus filhos. Das tribos às aldeias, de reinos às nações, de povos às civilizações...

Meus cinquenta e quatro filhos se tornaram gigantes, despertaram como leões e se mostraram ao mundo através de suas cores e de suas artes. Foram sublimes nas pinturas, texturas, esculturas, ou através das poesias e livros, emocionaram através da literatura, das músicas, dos ritmos, das danças... Trouxeram à vida sonhos coroados em ouro, prata ou bronze, através dos esportes! Os nossos tambores são ouvidos ao longe. Um dia ouvi de um Griô que um “batuk” nascido das mãos dos meus cruzou o Atlântico e rufam acolá...

E aos irmãos de raça foi dito uma vez...

Se “sembamos” de cá, uma grande nação “samba” de lá!

Da África do Sul ao Zimbabwe, meus filhos festejam e clamam com a sua cultura o amor e orgulho de serem a “África”! De serem os Filhos desta Mãe-África!

O elo que une nossos ancestrais nos unifica ao Brasil, e com os braços fortes de meus filhos, ergueram um gigante amigo, um mastodôntico que tem a forma de um coração e mora nas minhas mais profundas lembranças. Um pouco de mim existe nesse gigante varonil chamado Brasil!

Já fomos exaltados, louvados, aclamados por nossos amigos brasileiros, que há anos exaltam a mim e a meus filhos, em sua maior festa popular, e que com certeza é o maior espetáculo da Terra, e que muito honrosamente, entrego aos braços desse Brasil, mais um filho a ser exaltado: meu Zimbabwe!

Esse filho fiel, sofrido, e que hoje será exaltado...

Aplausos...

Filho este, que fora abençoado por meus Deuses, e contemplados por mim com suas riquezas, tão belo quanto o último orvalho do anoitecer, tão raro quanto um suspiro de verdade, tão rico quanto sua história, detentor de imortais jazidas de ouro nas suas terras!

Ergues majestosamente como um império, um Reino do Ouro, que se chamava Grande Zimbabwe. Uma fortaleza redescoberta nos primeiros capítulos de sua história!

Dos Shonas ao Império Monomotapa, o destino fora traçado, selado em ouro, cravado em raras pedras preciosas, destino revelado, graças ao ouro extraído das abençoadas minas do Zimbabwe.

Assim como acontecera com os meus outros filhos, as riquezas despertaram a fúria do homem branco europeu.

A liberdade foi aprisionada pelo explorador português Sancho Tovar, que em nome de um Rei ali dominava, cercando a igualdade e desatando sonhos. Mais tarde, o inglês Cecil Rhodes, colonizador, que em nome da Rainha, batiza o lugar como Rhodesia.

Com a força dos seus e sonhos revigorados, o canto se fez ouvir, e com a afirmação daqueles que lutaram pelo seu chão, foi proclamada a sua independência, e volta a ser o Zimbabwe, honrando suas raízes e tradições.

Um paraíso magistral, um verdadeiro Santuário da Vida, esse meu filho possui o parque nacional onde é possível se ver o céu entregar ao chão as águas das Cataratas Vitória, um presente divino com nome em homenagem a Rainha Vitória, aquela dos antigos colonizadores, e se torna um Patrimônio Mundial da Vida e da Humanidade...

Eis filho que hoje apresento e entrego, para os braços do Brasil e dos brasileiros, com a certeza de ser cantado e decantado em poesia e alegria por nossos irmãos dessa Pátria-Mãe Gentil! Tão gentil que lhe chamo de Pátria-Irmã.

E como uma Mãe que zela pelo seu filho, eu clamo:

Kalibusiswe Ilizwe leZimbabwe: "Abençoada seja a terra do Zimbábue!"

Que meu desejo se torne a minha profecia!

E que assim seja por toda a eternidade!

Axé! África!

Axé! Zimbabwe!

Axé! Brasil!

Comissão de Carnaval 2017

 
Ano do enredo: 2016
Título do enredo: É ela, a Deusa da Passarela - Olha a Beija-flor aí gente!
 
Ano do enredo: 2015
Título do enredo: "Ouro - Símbolo da riqueza e ambição"
 
Ano do enredo: 2014
Título do enredo: “Poder, fé e devoção, São Jorge guerreiro”
Descrição do enredo:

 

1º Setor: Jorge da Capadócia e a vida de Jorge soldado Jorge, nascido na Capadócia, atual Turquia, filho de cristãos, foi educado para lutar sempre contra o mal. Adolescente, entrou para a carreira das armas, por ser a que mais satisfazia à sua natural índole combativa, e, logo foi promovido a capitão do exército romano, graças à sua dedicação e habilidade. Tais qualidades levaram o imperador a lhe conferir o título de Conde da Capadócia, e Jorge passou a residir na corte imperial e a exercer a função de Tribuno Militar. Então, o Imperador publicou um édito que mandava prender todo soldado romano cristão que não reverenciava aos deuses romanos. Jorge, que sempre se declarou cristão, manteve-se fiel ao cristianismo. Torturado de vários modos, seu martírio aos poucos foi ganhando notoriedade; a cada vitória sobre as torturas, Jorge ia convertendo mais e mais soldados. O imperador, contrariado, chamou um mago para acabar com a força de Jorge. O santo tomou duas poções e, mesmo assim, manteve-se firme e vivo. O feiticeiro juntou-se à lista dos convertidos, assim como a própria esposa do imperador. Estas duas últimas "traições" levaram Diocleciano a mandar degolar o ex-soldado em 23 de abril de 303 d.C.

2º Setor: Padroeiro São Jorge é venerado desde o século IV e recebeu o honroso título de "Grande Mártir". A devoção a Jorge rapidamente tornou-se popular e seu culto se espalhou pelo mundo, durante a Idade Média. Conhecido como verdadeiro guerreiro da fé, durante as Cruzadas, começou a ser cultuado como santo, que segundo a lenda, venceu satanás em terríveis batalhas. Iconograficamente, São Jorge é representado como um jovem imberbe, de armadura, tanto em pé como em um cavalo branco com uma cruz vermelha. A imagem conhecida, do cavaleiro que luta contra o dragão, foi difundida a partir de um mito surgido em romances de cavalaria. Está relacionada às diversas lendas criadas a seu respeito e contada de várias maneiras.

Os ingleses acabaram por adotar São Jorge como padroeiro do país, assim como vários lugares pelo mundo, como a Catalunha, Moscou e Portugal; já na África, São Jorge é considerado padroeiro da agricultura.

A devoção brasileira a São Jorge deve-se à colonização portuguesa, assim como o sincretismo nas religiões de matriz africana. No Brasil, podemos destacar:

• É patrono dos Escoteiros, Bicheiros, Soldados, Policiais, Bombeiros, Armeiros, Cavaleiros, Seguranças e Serralheiros; 

• É o Santo Padroeiro do Corinthians - acredita-se que sua história de devoção e fidelidade à verdade Cristã até o fim de seu martírio seja a origem do termo "Fiel", popular entre os torcedores corintianos; 

• É Padroeiro de várias escolas de samba pelo Brasil, entre elas União da Ilha do Governador, Beija-flor de Nilópolis, Império Serrano, Imperatriz Leopoldinense, Porto da Pedra e Grande Rio, no Rio de Janeiro, e Rosas de Ouro, Gaviões da Fiel, Morro da Casa Verde, entre outras em São Paulo. 

• Na astrologia São Jorge representa Marte e o signo de Áries.

3º Setor: Sincretismo religioso A força do venerado Guerreiro só explodiu no país a partir do sincretismo religioso com os cultos afro-brasileiros, trazendo festas e tradições em vários pontos de regiões brasileiras.

Forçados a professar a fé cristã, os africanos trouxeram, suas crenças, suas divindades, suas lembranças... O único caminho para que pudessem cultuar seus orixás era disfarçá-lo como um culto a santos católicos.

A igreja católica, naquela época, dizia que os orixás não passavam de demônios. Por isso o sincretismo religioso com os santos da igreja católica, pois os negros escravos eram obrigados a se converterem ao catolicismo, muitas vezes até mesmo no tronco, dizendo-se ser uma espécie de exorcismo. Quando os escravos se passavam por convertidos eles comparavam a história ou a lenda de um santo católico, e também o que cada um representava, com os santos africanos. Então, São Jorge é associado a Ogum, orixá do ferro e das estradas.

4º Setor: Manifestações artísticas e culturais A popularidade de São Jorge é incontestável quando analisamos as diferentes linguagens artísticas:

Cantos (músicas), como:

• "Jorge de Capadócia", de Jorge Ben Jor, interpretada também por Caetano Veloso, Fernanda Abreu e pelos Racionais MC's;

• "Alma de guerreiro", de Seu Jorge - São Jorge é citado. A música é tema de abertura da telenovela "Salve Jorge";

• "Lua de São Jorge", interpretada por Caetano Veloso;

• "Líder dos Templários", de Jorge Vercillo;

• "Medalha de São Jorge", que foi gravada pela Cantora Maria Bethânia;

• "Saudação a Ogum", de Leci Brandão;

• Zeca Pagodinho com as músicas "Vou acender velas para São Jorge" e “ Ogum” outro sucesso de vendas.


Quadros, imagens, pinturas como:

• Em Paris, no Museu do Louvre, um quadro famoso de Rafael (1483-1520), intitulado "São Jorge vencedor do Dragão";

• Na Itália, existem diversos quadros célebres, como um de autoria de Donatello;

• A imagem brasileira de São Jorge seria, possivelmente, de autoria de Martinelli.


Contos, livros, filmes, peças teatrais e novela:

• Existe um livro sobre São Jorge, criado pelo escritor italiano Tito Casini, chamado “Perseguidores e Mártires“;

• Outro destaque é o filme "uma festa para Jorge", da cineasta Isabel Joffily e Rita Toledo;

• No teatro foi através do ator Jorge Fernando, com a peça “Salve Jorge”, que o santo guerreiro foi citado;

• e por fim, a novela “Salve Jorge”, um sucesso de audiência de autoria de Glória Peres.

No folclore, não poderíamos deixar de falar da cavalhada, que ocorre em várias partes do país, onde nesta homenagem a São Jorge eles encenam o duelo do bem contra o mal. Por este motivo, metade dos cavaleiros representa o mal com a cor vermelha e a outra metade, a cor azul, representa o bem, ou seja, nosso valente guerreiro.

As artes sempre estiveram presentes no cotidiano como canais de conexão e expressão entre o mundo interno pessoal e o mundo externo natural e coletivo. Marcas que deixaram e poderão deixar ao longo da história diversas culturas.

5º Setor: Devoção O dia de São Jorge é comemorado em 23 de abril. No sul do Brasil, o sincretismo com Ogum colabora bastante com a popularidade do santo. Essa composição sincrética formada a partir de São Jorge-Ogum tornou-os nos mais populares ídolos religiosos no Rio de Janeiro, a ponto de se tornarem os patronos da maior parte dos times de futebol e das escolas de samba da cidade. O culto a São Jorge é maior que o culto a São Sebastião – santo padroeiro da cidade – ou a Nossa Senhora. 

Na devoção de cada religião é marcada pela esperança de uma nova era para o mundo dos homens com igualdade. É o poder da fé que move montanhas, é a peregrinação dos caminhos da fé. Desde o desconhecido à celebridades da mídia. De um Brasil onde se vive em harmonia, onde São Jorge convive com o povo brasileiro no seu dia a dia, e que ele nos abençoe em todas as manifestações religiosas e festas da cultura do povo brasileiro. A ACADÊMICOS DO TATUAPÉ com poder, fé e devoção, erguida ao longo de nossa história, pede passagem para contar em “canto e oração” a ação sociocultural de um santo, nesse encontro mágico e poético chamado Carnaval.

 
Ano do enredo: 2013
Título do enredo: Beth Carvalho, a madrinha do samba
 
Ano do enredo: 2010
Título do enredo: As Quatro Estações
Descrição do enredo:

Sou samba... sou tradição
Emoção que faz pulsar os corações
Eu sou Tatuapé
Cantando as quatro estações

O carnaval de 2010 vai marcar o início da retomada de nossa escola à sua trajetória de sucesso e grandes desfiles de seu passado recente, inspirados nas estações do ano sabemos que, após a perda das folhas e o frio do inverno vem a exuberância das cores e o brilho do sol.

1° Setor: A Lenda das quatro estações

Conta a lenda
Na Grécia nasceu uma paixão
Uma jovem de rara beleza
Conquistou o coração do Deus do subterrâneo
Da divinal sugestão
Deu-se a divisão
Surgindo assim as estações do ano

Dizem os gregos que no começo dos tempos não existiam as quatro estações do ano, só a primavera e o verão.

Tudo começou quando uma belíssima jovem chamada Perséfone, filha de Deméter, a deusa do casamento e das colheitas, colhia flores e cantava a luz do dia, quando foi vista pelo deus do mundo subterrâneo, o terrível Hades. Naquele instante ele se apaixonou perdidamente e a raptou, levando-a para seu mundo de escuridão. Deméter, sua mãe, ficou desesperada com a perda da única filha e sua tristeza e saudade fizeram os frutos das árvores secarem e as flores murcharem.

Famintos, os homens pediram a Zeus, o deus de todo o universo, que resolvesse aquela situação. Zeus chamou seu filho Hermes, o mensageiro de todos os deuses, e lhe pediu ajuda. Contou-lhe que Deméter exigia que Perséfone voltasse sob pena de aniquilar toda a colheita com suas lágrimas, mas que Hades já havia se casado com ela. O mais esperto dos deuses desceu ao mundo subterrâneo e lá encontrou Perséfone ao lado do marido.

Contou-lhe tudo o que se passava e pediu a Hades que a libertasse, contudo, Perséfone já havia aprendido a amar Hades e viviam ambos felizes.

Então Hermes fez-lhe a seguinte proposta: Perséfone ficaria metade do ano junto a seus pais e a outra metade com Hades.

E foi assim que surgiram as estações do ano. Quando Perséfone está com a mãe, temos a primavera e o verão; quando Perséfone está com Hades, temos o inverno e o outono porque como Deméter é a deusa das colheitas, sua tristeza e saudade fazem as flores murcharem e os frutos secarem.

2° SETOR: O OUTONO TRAZ RENOVAÇÃO

Então... folhas secas caem pelo chão
Há fartura na colheita
Linda é a natureza em transformação
O Outono traz renovação

Nos parques das cidades vemos a renovação do arvoredo com folhas secas caindo e dando espaço a outras , é o milagre da natureza. Conhecido como o tempo da colheita é a época das frutas e da fartura . O símbolo mundial do outono é a cornucópia que, de acordo com a mitologia grega, é representada por um chifre oco onde estão depositados frutas, legumes e moedas como sinônimos da fartura.

Uma das características principais da estação é a mudança da coloração das folhagens das árvores, que passam a apresentar tons amarelados e alaranjados.

3° SETOR: O INVERNO CHEGOU... VEM ME AQUECER

Me abraça amor
É frio sem você
A neve cai... O Inverno chegou
Vem me aquecer

Inverno é mais fria estação do ano. Neva em algumas cidades da região sul do país proporcionando um espetáculo de rara beleza. Durante a estação, várias espécies de animais, principalmente de pássaros, migram para outras regiões mais quentes . Outros animais, como ursos, hibernam nesse período, reduzindo grandemente sua atividade metabólica. No norte do país o pirarucu, tradicional peixe da região, hiberna assim como as salamandras do centro oeste e as tartarugas presentes em nosso litoral.

4° SETOR: SURGE A ESTAÇÃO DAS FLORES, É PRIMAVERA INSPIRANDO AMORES

No céu pássaros a voar
Um doce perfume no ar
Surge a estação das flores
É primavera inspirando amores

A característica mais marcante da estação é o reflorescimento da flora e da fauna. Época também do processo de polinização (reprodução das flores) pássaros, borboletas e abelhas transportam o pólen de uma flor para outras garantindo a perpetuação das espécies . O país fica florido, é a época das cores e das flores , muitos a consideram a estação do amor. Muitos animais aproveitam a temperatura ideal da estação para se reproduzir.

5° SETOR: O VERÃO CHEGOU, ALEGRIA E CALOR. É CARNAVAL VEM FESTEJAR

Enfim...
Uma luz irradia
Brilha o astro rei a anunciar
O verão chegou alegria, calor
É carnaval vem festejar.

É a estação mais aguarda pelos brasileiros, dias quentes que combinam com férias, praia, sorvete , cerveja gelada e mulheres bonitas. Turistas do mundo inteiro desfrutam de nossas belezas naturais , nossa alegria e hospitalidade. Mas o melhor do verão é a chegada do carnaval , admiradores e sambistas se entregam na maior festa popular do mundo: o desfile das escolas de samba , um show de luzes e cores pelas passarelas do Brasil, contando histórias, cantando poesias e fazendo a vida do brasileiro mais feliz.

O ARTISTA GENIAL - VIVALDI - BATERIA

Aplausos ao artista genial
Sua obra é imortal.

Nesta última parte de nosso enredo a bateria faz uma homenagem ao grande músico italiano Antonio Lucio Vivaldi que nasceu na carnavalesca Veneza em 1678. Filho de Giovannu Batista, Vivaldi ouviu aos primeiros sons de violino em casa. Seu pai, um músico que tocava na basílica de São Marcos, lhe ensinou os principais segredos das quatro cordas do instrumento que o imortalizaria como um dos principais gênios da música. A mais popular obra de Vivaldi é, certamente, As Quatro Estações . Na verdade, elas fazem parte de 12 concertos denominados O diálogo entre a harmonia e a criatividade. Nessa série, se acentua a tendência ao sentido pitoresco que resulta na tentativa de se expressar, musicalmente, fenômenos da natureza ou sentimentos, como a primavera, o verão, o outono e o inverno retratados em As quatro estações.

Comissão de Carnaval

Ano: 2017
Título do samba enredo: Mãe-África conta a sua história: Do Berço Sagrado da Humanidade à Terra Abençoada do Grande Zimbawe!
Compositores do samba enredo: Fabiano Tenor,Mike Candido e Luiz Fernando Ramos
Letra:

Raiou... No horizonte meu destino
A vida nesse solo vi brotar
Sou eu... A negra mãe da humanidade
Em meu ventre a verdade, humildade e amor
A força de um filho guerreiro
Herança de luta e dor
Abraça a liberdade, a igualdade em comunhão
A realeza estampada na pele
Coroada num só coração

Bate o tambor... Deixa girar
Pra exaltar meus Orixás
Um canto livre de amor
Na fé, na religião.. Somos todos irmãos

Vejo meus filhos trilhando caminhos
Com a proteção de Obatalá
Em poesia... Brilha a cultura no olhar
Na ginga o batuque espalha magia
Meu samba hoje vai exaltar
Tai o menino da “Terra do Ouro”... Um vencedor
Leva a mensagem, lição para o mundo
Tolerância, paz e amor

É de Arerê... Ilê Ijexá
Essa quizomba de um povo feliz
Eu sou a África, derramo meu axé
Canta Tatuapé

 
Ano: 2016
Título do samba enredo: É ela, a Deusa da Passarela - Olha a Beija-flor aí gente!
Compositores do samba enredo: Samir Trindade, Jr. Beija-Flor, Marcelo Valencia, Thiago Alves, Leandro Augusto, Wagner Rodrigues, Vaguinho, Raphael Neto, Chefia, Marcelo Alemão e Chico Sousa
Letra:

É ela...

O orgulho do sambista
Um festival de prata em plena pista
Razão do meu cantar feliz
É ela... que traz São Jorge Padroeiro
Paixão do povo brasileiro
De fato nilopolitana
Sonhou com rei e conquistou
Iê Rê Rê na tradição nagô
Gingado que a realeza encantou
É hoje que eu vou mostrar meu valor
Deixa a chuva cair, e a bola rolar
Se a poeira subir, hoje eu vou festejar
Xepá de lá pra cá xepei

Vestiu azul e branco é rei
Araxá,
Paraíso encantado que me faz sonhar
Quanta emoção nos traz
Foram tantos carnavais
É hora de evocar ancestrais
É hora de ressoar o tambor, ôôô
Valeu João, foi o sonho de um beija flor
João valeu, na avenida brilha um sonho seu
E na magia de um sorriso e uma voz

A emoção está, em cada um de nós
Bate no peito, diz quem é... Tatuapé
Sua garra, luxo e esplendor
A energia da comunidade
Inspiração na Beija-flor

 
Ano: 2015
Título do samba enredo: "Ouro - Símbolo da riqueza e ambição"
Compositores do samba enredo: Rodrigo Minuetto, Vaguinho, Flavinho Segal e Vitor Gabriel
Letra:

A luz da poesia

Clareia o meu caminhar

Dourado, metal precioso

No egito eu vi brilhar

Na mitologia num toque refletiu

Seu brilho que ao mundo seduziu

Pureza nas antigas civilizações

Nobreza coroando as nações

No meu brasil, é arte, luxo e ambição

Com chico rei...Libertação

Força, fé e adoração 

 

Ora iê iê ô...

Ora iê iê...Oxum

Senhora do ouro de toda riqueza

Ora iê iê...Oxum

 

Ouvi...

Lendas do folclore popular

Quanta alegria em cada olhar

Piratas em busca do ouro

Mil tesouros, encantos infantis

São prêmios, conquistas e glórias

É ouro...

Quero a vitória, medalhas e louros

Na força da nossa união 

O sonho de gritar é campeão 

 

Hoje o povo vai cantar...Feliz

Minha vida meu lugar...Minha raiz

Tatuapé o meu maior tesouro

Gira meu pavilhão...É ouro

 
Ano: 2014
Título do samba enredo: “Poder, fé e devoção, São Jorge guerreiro”
Compositores do samba enredo: Marcio André, Marcio André Filho e Vaguinho
Letra:


Surgia um menino
Valente guerreiro com seu ideal
Nasceu pra lutar contra o mal
É Jorge lá da Capadócia
Com seu cavalo e sua lança
Espalhou a fé e a esperança
Em sua lenda, salvou nossa gente
Venceu o dragão...

Cruzou continentes
Na caravela a sua imagem
Chegou de Portugal
Fiel padroeiro
Na terra do carnaval

Ogum iê,... Iê meu pai
É proteção,... É muito axé
Filho teu não cai

É arte em cena
Canções, poemas
Carrego na pele tua tatuagem
No meu coração força e coragem
Tu és cavaleiro de tantas batalhas
São Jorge guerreiro você nunca falha
E lá vou eu em devoção
No meio dessa procissão

Eu amanheço nos braços da fé
Vim do clarão da lua, sou Tatuapé
Canto forte em oração
Meus inimigos não me alcançarão

 
Ano: 2013
Título do samba enredo: Beth Carvalho, a madrinha do samba
Compositores do samba enredo: André Ricardo, Luciano Oliveira e Vaguinho
Letra:


Hoje estendo meu manto
Azul e branco pra vê-la passar
Carioca da gema, sua vida é um poema
Estrela que nasceu para brilhar
Ao som dos acordes do seu violão
Que não se calou diante da opressão
Musicalidade verdadeira (me leva)
Em suas "Andanças" por Mangueira (me leva amor)
Cantou "Folhas Secas" pra emocionar
"As Rosas não falam" exalam perfume no ar
Um grito de gol, explode a paixão
Botafogo no seu coração

Chora é o Brasil inteiro a cantar
Samba...debaixo da tamarineira
"De pé no chão", na palma da mão
Vai "Caciqueando" a noite inteira

Beth...grandes sambistas revelou
Beth...com seu sambas encantou
Nos versos de tantos poetas
Desperta orgulho e emoção
Do mundo veio a consagração
Sua voz ecoou no espaço sideral
Discos de ouro, prêmios conquistou
A Diva do meu Carnaval
Ao som do agogô, é "Qualidade Especial"

Vem no sacode já é.....Tatuapé
O povo todo te aclama
Beth Carvalho a madrinha do samba
Beth Carvalho a madrinha do samba

 
Ano: 2010
Título do samba enredo: As Quatro Estações
Compositores do samba enredo: Dom Junior, Thiago Lima, Henrique, Alex e Rangel
Letra:

Conta a lenda
Na Grécia nasceu uma paixão
Uma jovem de rara beleza
Conquistou o coração do deus do subterrâneo
Da divinal sugestão
Deu-se a divisão
Surgindo assim as estações do ano
Então... Folhas secas caem pelo chão
Há fartura na colheita
Linda é a natureza em transformação
O outono traz renovação

Me abraça meu amor
É frio sem você
A neve cai... Inverno chegou
Vem me aquecer

 

No céu a passarada à revoar
Um doce perfume no ar
Surge a estação das flores
É primavera inspirando amores
Enfim...
Uma luz irradia
Brilha o astro-rei a anunciar
O verão chegou
Alegria e calor
É carnaval vem festejar
Aplausos ao artista genial
Sua obra é imortal

 

Sou samba... Sou tradição
Emoção que faz pulsar os corações
Eu sou Tatuapé (amor)
Cantando as quatro estações

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