Tucuruvi

Grupo: Especial
Fundação: 01 02 1976
Cores: Azul, branco, vermelho e amarelo
Presidente: Hussein Abdo El Selan (Jamil)
Vice presidente: Fauze Abdo Elselam
Carnavalesco: Wagner Santos
Interprete: Alex Soares
Mestre de bateria: Mestre Guma Sena
Diretor de carnaval: Marcelo Japones
Diretor de harmonia: Serginho Oliveira e Ricardinho
Diretor de barracão: Rodrigo Delduque
Mestre sala: Kawan Alcides
Porta bandeira: Walesca Gomes
Rainha de bateria: Aline Riscado
Endereco: Av. Mazzei, 722 – Tucuruvi
Telefone: (11) 2204-7342 / 2953-3372/ 3807-0824
Comissão de Frente: Cheila Fusco
História

Acadêmicos do Tucuruvi, uma escola guerreira

O Grêmio Recreativo Cultural Social Escola de Samba Acadêmicos do Tucuruvi, ou simplesmente Acadêmicos do Tucuruvi, que hoje briga com as grandes escolas do samba paulistano, surgiu de um grupo de amigos que gostava de brincar e fazer folia no carnaval, saindo pelas ruas do bairro com muita animação. Aos poucos, o bloco descompromissado foi ganhando adeptos e terminou em bloco estruturado. Após alguns carnavais, a acadêmicos tornou-se escola com infra-estrutura, preocupada não só com o samba e a vontade de estar entre as grandes na avenida, mas principalmente com a comunidade. A escola desenvolveu no bairro um trabalho social.

A escola começou a desfilar pela Avenida no final dos anos 70 pelo grupo IV, nos anos 80 já estava na briga nos grupos III e II. Foi campeã em 78 pelo grupo IV, em 80 pelo grupo III e em 86 pelo grupo II. Desfilou em 88 e 89 pelo grupo especial e em 90, 91, 92, 95, 96, e 97 pelo grupo I. E a escola desfilou pelo grupo especial novamente nos anos de 98, 99 e 2000.

Em 2001, ficou em 7º lugar. Para 2002 a escola entrará na avenida homenageando a cidade de Uberlândia, com o enredo, "Uberlândia faz pulsar o coração do Brasil

Ano do enredo: 2017
Título do enredo: Eu sou a Arte: Meu Palco é a rua
Descrição do enredo:

Sinopse

Setor 1: A arte revela o homem como um ser criativo

Mesmo que se desconheça um momento exato para o nascimento do conceito de arte urbana na história, é inegável que desde que o homem caminha pela Terra ele vem deixando provas irrefutáveis de seu instinto criativo.

Antes de saber juntar A mais B pra formar uma sílaba e depois, com elas compor as primeiras palavras que traduzissem algum sentido, o homem tratou de dar um jeito de se fazer compreendido utilizando as superfícies das rochas.

Fosse com o suco pigmentado de um vegetal ou sangue animal, com a ponta afiada de uma rocha mais resistente ou um osso; qualquer coisa serviria para que, em linhas primárias, às vezes até meio disformes, se pudesse transmitir as mais profundas emoções assim como suas crenças e seus feitos heroicos, como batalhas entre tribos e situações de caça. O cotidiano e a vida em sociedade serviram de inspiração para o despontamento do homem primitivo como o primeiro artista que se tem registro.

Setor 2: A arte revela o homem como um ser social

Nenhum olhar direcionado à evolução da Arte Urbana pode ser dado como nítido, completo e real sem que, em algum momento dessa observação deixemos de notar, compreender e, principalmente reconhecer a importância filosófica da Civilização Grega para o desenvolvimento intelectual e criativo da humanidade. Se apurarmos mais ainda o nosso olhar para o legado que os helenos (como os gregos se autodefiniam) deixaram para a humanidade, perceberemos facilmente que a história da Grécia como uma estrutura política e social e a história da arte, em suas numerosas vertentes, caminharam congruentemente, entrelaçando-se em muitos momentos, ao longo da Antiguidade Clássica.

Em principio, vale afirmar que antes que o mundo antigo tivesse ciência do real conceito de urbanidade, os gregos punham em prática um método organizacional fundamentado no pressuposto de que o êxito de uma sociedade civil só seria real dando o devido valor a cada indivíduo dentro deste contexto social. Para tanto, cada qual deveria conhecer o que lhe é de direito assim como suas obrigações dentro desse organismo. Esse foi o princípio estrutural das "polis", espaços territoriais estruturados que predefiniram o que hoje conhecemos como urbe (das quais, Atenas despontou como seu cerne).

A classe artística mais devotada da Antiguidade Clássica foi sem sombra de dúvidas a dos Aedos. A tradição os coloca como os primeiros poetas da história, muito anteriores à invenção da escrita. Tanta devoção deriva da crença em que seus poemas seriam uma influência direta das Musas que lhes sopravam as palavras aos ouvidos para que eles as recitassem ao público. Versos cantados de forma cadenciada com acompanhamento do som de uma lira conferiu a essas obras o nome de "poesia lírica". Muitos Aedos adquiriram fama por toda a Grécia, pois como transmitiam um conhecimento que até então não se tinha ciência, foram considerados verdadeiros educadores. A própria construção da Mitologia Grega, diz-se ter sido inspirada a Homero, o mais celebre de todos os Aedos.

O amadurecimento artístico durante toda a Antiguidade Clássica deriva diretamente da hegemonia grega. Nos tempos em que Alexandre Magno governou a Grécia (vale lembrar que Alexandre, o Grande, foi um grande apreciador da cultura grega), a cultura grega tornou-se o padrão cultural a ser seguido. Esses aspectos perduram até hoje, como a arquitetura, a escultura, poesia, a música, a dramaturgia e a comédia. Aliás, foi com o surgimento da Comédia, e seus textos apimentados com sarcasmos e ironias, que o Teatro Grego ganhou a admiração popular, criando inclusive uma interação entre os atores e o público.

Concomitantemente, não muito longe da Grécia, um novo império ascendia. Com seu exército muito bem preparado, os romanos já vinham promovendo uma série de conquistas, dominando inclusive toda a extensão do Mediterrâneo. A cidade de Roma tornava-se então a nova Metrópole, com toda a sua problemática social. Visando desviar a atenção da população carente, o Imperador criou espaços urbanos onde pudesse oferecer ao povo alimento e diversão, ou, em suas palavras, "pão e circo". Do incomum ao bizarro, esses espetáculos eram compostos por corridas de carruagens, luta entre gladiadores, apresentações de animais selvagens e pessoas com habilidades incomuns, como engolidores de fogo. Na medida em que as artes circenses conquistavam o povo, o Império não tardou a investir em estruturas que pudessem proporcionar maior conforto ao público. As praças ganharam assentos circulares que mais tarde evoluíram para as atuais arenas. Indubitavelmente, a mais famosa de todas essas arenas atravessou milênios e hoje figura entre as mais valorosas atrações turísticas de Roma: o Coliseu!

Setor 3: A arte revela o homem como um ser racional

O florescimento da Era Medieval trouxe consigo uma nova forma organizativa para a sociedade europeia. Ao mesmo tempo em que Roma perdia importância política, o mundo que antes incorporara o império dos césares, fragmentava-se em pequenos reinos, os feudos, de posse de seus reis. As "Pólis" gregas renascem, então, como burgos, sem perder sua essência. A transição social promovida pela ascensão do comércio teve como consequência a migração da classe camponesa para essas novas urbes, interferindo no modo de vida de seus habitantes: os burgueses.

Assim como outras castas da sociedade, os artistas populares também viram nesses novos conglomerados um espaço promissor para expressarem suas artes. Muito procuradas por novos mercadores, as feiras medievais logo se tornaram espaços bastante frequentados por um grupo cheio de trejeitos espalhafatosos, com seus discursos eloquentes, dotados de dons e habilidades especiais. Os saltimbancos eram artistas populares itinerantes que, indo de um povoado a outro apresentando números cômicos ou circenses, normalmente em troca de algum dinheiro, comida ou hospedagem.

Apesar do conceito de artista popular sempre ter uma relação pejorativa com as classes menos abastadas, foi justamente durante o do seio da burguesia medieval que surgiu uma das correntes "pop-art" mais emblemáticas na história da arte urbana pelo mundo. Provenientes da nobreza francesa, os trovadores tornaram-se bastante populares pela forma de apresentar suas poesias, cantando seus versos com acompanhamento de violas e outros instrumentos de corda. Por mais que os trovadores fossem cidadãos nobres, muitas de suas cantigas foram verdadeiros escárnios às personalidades ocupantes das mais altas castas da sociedade, como políticos e monarcas.

Os relatos dos trovadores medievais, quando passaram a serem impressos, foram batizados como Literatura de Cordel. O Cordel nasceu como uma nova arte urbana, com textos de linguagem simples e direta, por mais que os enredos fossem caracterizados por tramas complexas e batalhas heroicas entre o bem e o mal. Assim como a arte que a precedeu, a Literatura de Cordel ganhou a admiração da população que tinha como costume frequentar as feiras em espaços públicos. O nome é derivado da forma como esses livretos eram expostos ao público, sempre pendurados em cordas.

A Igreja Católica também interferiu diretamente na evolução das artes urbanas durante a Idade Média. Mas nem sempre de forma positiva.

Está claro que muitas manifestações artísticas descendem dos tempos mais remotos da história da humanidade. A música, o teatro, a poesia e até o próprio circo. A Mímica foi uma destas artes. Nascida na Grécia, foi muito popular durante toda a antiguidade clássica. Contudo, a explosão do Cristianismo pela Europa condenou a arte mímicos à marginalidade pois a Igreja Católica achava tudo muito obseno e sugestivo. Mesmo às margens, a arte sobreviveu, atravessando a Idade Média até o Renascimento Italiano, com o surgimento da Commedia Dell'Arte.

A Commedia Dell'Arte surgiu como uma oposição à comédia erudita. Ficou também conhecida como a "comédia do improviso", por seu caráter pouco convencional, onde era permitido aos atores improvisar suas falas e, em certas circunstâncias, interagir com a plateia. A simplicidade foi uma grande marca. Tanto no repertório, quanto nas suas instalações. As improvisações sempre se fundamentavam em situações do cotidiano como adultério, ciúmes, amores e a velhice, sempre com pitadas de ironia e debochada. Este sarcasmo ajudou a estabelecer maior proximidade entre os atores e o público. O comportamento dos personagens enquadrava-se sempre num padrão: o amoroso, o velho ingênuo, o soldado, o fanfarrão, o pedante, o criado astuto. Briguella, Pantaleone, Polichinelo, Colombina, Pierrô e Arlequim são alguns personagens que esta arte celebrou e eternizou. Os palcos eram montados ao ar livre, nas costas das carroças ou em palcos móveis conhecidos como carros de Téspis. Como as companhias eram itinerantes e as estradas da época eram muito precárias, não havia condições de manter a integridade dos equipamentos. Ainda assim, levaram essa arte por todas as cidades renascentistas da Europa. A falta de recursos evidenciou a competência dos atores da época, levanto a teatralidade ao seu expoente mais elevado e que, mais tarde influenciaria a dramaturgia em vários países como a França, Espanha e Inglaterra.

Setor 4: A arte revela o homem como um ser urbano

Pra entender a formatação do processo artístico urbano, é necessário compreender os seus agentes. Todavia, nenhum processo afetou com tanta intensidade este cenário como a depressão econômica do início do século XX.

Enquanto a base da sociedade sofria com a falta de emprego e a fome castigava a população mundial, uma minúscula fração desfrutava de todos os benefícios que uma crise econômica gera àqueles que têm pra gastar. Ao mesmo tempo em que nasciam as favelas, os centros urbanos eram pincelados com as linhas tênues e sucintas dos edifícios e fachadas em estilo "art déco".

A maior parte das pessoas que ainda detinha algumas economias se via obrigada a economizar, cortando qualquer tipo de gasto que fosse desnecessário. Isso envolvia atrações culturais como clubes noturnos. Muitos se viram obrigados a fecharem, deixando seus empregados sem local para se apresentarem. Músicos, principalmente, foram obrigados a encontrarem locais públicos para suas apresentações.

Na América, quem mais sofreu este impacto foram os afro-americanos, principalmente os do sul dos Estados Unidos, que além de pobres ainda eram negros. Segregados pelo fato de serem negros, muitos jovens das áreas rurais abandonaram suas fazendas e suas famílias e buscaram a sorte na cidade. Era uma cena muito comum ver trompetistas, baixistas e guitarristas improvisando nas ruas de Nova York, já que os músicos negros não eram aceitos nas orquestras que ainda figuravam entre o circuito Cult da cidade. Muitos nomes do Jazz e do Blues surgiram a partir deste momento alcançando a notoriedade dentro do cenário da musical.

Décadas adiante, a expansão desordenada da cidade de Nova York dava origem a uma nova cultura das ruas. Nascida nos subúrbios nova-iorquinos, reduto de imigrantes afro-americanos e latino-americanos, a Cultura Hip Hop nasceu em meio à guerra entre as streetgangs que se formaram nos fins da década de 1970, e que viviam em disputas pelos domínios dos pontos de vendas de drogas nas ruas dos bairros. Sua filosofia foi a de promover uma disputa com base na criatividade e no desenvolvimento intelectual ao invés em substituição ao uso de armas.

A performance do Hip Hop é uma mescla, em níveis sucessivos, de gêneros que para a cultura ocidental seriam diferentes e separados (música, poesia, dança, pintura). O diferencial é a interpretação, a fusão de todos esses elementos que faz dela uma forma artística que não seria equivalente à soma dos elementos separados. Para compreender a multidimensionalidade da performance, é necessário fazê-lo em seu contexto social. Neste caso marginal, cheio de problemas sociais, educacionais e de exclusão social. Este contexto social é o que dá sentido à performance.

Por ser uma cultura totalmente social, foi rapidamente aceita pelo povo das ruas dos chamados "guetos". Porém, como o êxito performático exigia ao máximo o uso do intelecto, seus adeptos foram gradativamente se afastando de tudo o que prejudicava seu potencial criativo. Isso incluía o uso de drogas. Com isso, a cultura Hip Hop deixou de ser uma arte marginal tornando-se, assim, aceita em vários países do mundo, inclusive o Brasil.

Os versos abaixo descrevem em parte a ideologia do movimento que enxerga a arte como uma fórmula eficaz para o desenvolvimento social, cultural e político:

"Munidos de microfones, spray e vinil

Corpos se expressam como nunca se viu

Direto das periferias, guetos de Nova York

Para resolver as desavenças surgiu o Hip-Hop

A periferia grita: o rap é a voz do povo

O break é uma forma de protesto através do corpo

Grafiteiros se manifestam através da arte

E o DJ faz revolução com o vinil e a picape

Linguagem urbana das ruas ao coração

Hip Hop é tudo isso forte expressão

Retrato da alma de um povo, identidade cultural

Revolução através das palavras, rap nacional

Jamaica...Faz parte da nossa história

Cultura negra, honras e glórias

Se procura informação, diversão, ideia forte...

Então! Bem vindos ao Hip-Hop..."

A Periferia Grita (Tula J - Rapper)

Setor 5: A arte revela o homem como um ser cosmopolita

Através da história da humanidade e do desenvolvimento da percepção do olhar artístico, não dá pra negar que tudo deriva de uma seleção sensorial de tudo o que vivenciamos. Por extensão, é possível pensar que tudo o que é popular deriva de uma combinação de várias sensações e elementos de diversas naturezas culturais ou nacionalidades. Porém, em poucos (ou talvez nenhum) lugar do mundo essa fórmula tenha dado tão certo ao ponto de criar um cenário pop-artístico tão singular como São Paulo.

Considerada uma das maiores e mais complexas cidades do mundo, colorida e cinzenta, metamórfica e ziguezagueante como uma serpente que a cada temporada troca sua pele, São Paulo é a Meca do talento e da criatividade; um caleidoscópio cultural. Teatros, cinemas, salas de concerto e centros culturais; tantas atrações, porém, até certo ponto inacessível àqueles que habitam os lugares mais distantes do centro da cidade. Em suma, quem mora na periferia está à margem do circuito Cult da capital. É aí que se evidencia a importância do artista de rua.

São Paulo, como qualquer metrópole do mundo, é uma cidade desigual e problemática. A vida numa cidade com essas dimensões pode ser caótica, com requintes de crueldade! Trânsito, enchentes, poluição do ar e sonora, a correria do dia-a-dia, projetos e trabalhos a realizar, metas a cumprir; não seria exagerado dizer que o paulistano da periferia não vive, sobrevive! Mas consegue mais que qualquer outro, emocionar-se com a "dura poesia concreta", presente em cada esquina que dobramos.

Nas ruas, praças e avenidas, terminais de ônibus, plataformas e vagões de trem; de manhã, tarde ou noite; ziguezagueando em meio ao trânsito ao som das buzinas e sirenes. São estátuas vivas, malabaristas em faróis, artesãos, músicos de diversos ritmos, concertos de ruas, performances. Intervenções urbanas que, por sua característica dinâmica só podem ser admiradas por períodos limitados e ao mesmo tempo indeterminados, mas que na maioria das vezes são imortalizadas em fotos e expostas de tempos em tempos nas galerias e centros culturais da cidade.

São Paulo outrora foi definida feia, deselegante, de "mau gosto, mau gosto", pelos versos de Caetano Veloso, adquire um novo conceito através das cores vibrantes e formas estranhas que se compilam para, ao final, proferir em um discurso indireto, cheio de acidez e metáforas o desabafo do artista. O grafitti humaniza, desperta nossa atenção para as nuances sociais desta selva de pedra. Atrai nosso olhar para aquilo que jamais despertaria nosso interesse. Embeleza e ao mesmo tempo defronta a cidade às suas contradições, obrigando-nos a contemplar nossa própria miséria.

O grafiteiro Zezão, mundialmente famoso por gostar de grafitar as galerias subterrâneas de azul, dando cor e vida aos intestinos e entranhas de São Paulo diz o seguinte sobre a arte:

"Enxergo minha arte como um curativo da cidade. Esse é o sentido do graffiti para mim. Levar arte para as pessoas que habitam os rincões esquecidos da metrópole. É quase um exorcismo do lugar".

 
Ano do enredo: 2016
Título do enredo: Celebrando a religiosidade, Tucuruvi canta as festas de Fé
 
Ano do enredo: 2015
Título do enredo: “Entre confetes e serpentinas: Tucuruvi relembra as marchinhas do meu, do seu, do nosso Carnaval”
 
Ano do enredo: 2014
Título do enredo: “Uma Fantástica Viagem pela Imaginação Infantil”
 
Ano do enredo: 2013
Título do enredo: Mazzaropi: O Adorável Caipira. 100 Anos de Alegria
 
Ano do enredo: 2012
Título do enredo: O esplendor da África no reinado da folia
Descrição do enredo:

O Esplendor de uma civilização que o mundo não viu.


Negros primitivos de várias tribos, governados por reis e rainhas, habitavam o coração da África, que naquela época possuía uma terra fértil.  A Mãe África preparou um lindo enxoval para acolher seus filhos, para garantir que eles tivessem uma vida próspera repleta de felicidade e paz, um continente onde havia fartura de ouro e diamantes. Sendo todo o reino protegido por bravos guerreiros. Seus povos viveram da criação de animais, da agricultura, da caça e da pesca. A região se transformou com o tempo em uma referência no comércio. Um povo dedicado ao trabalho que respeitava as suas autoridades, uma sociedade organizada que vivia com dignidade sem vestígios da interferência e existência do homem branco, era o esplendor de uma civilização primitiva.


O Respeito pela natureza, o seu maior tesouro.


Os povos da África se consideravam filhos da natureza, por habitarem o berço da natureza mais rica e exuberante da região. Dividiam suas terras com toda a fauna e a flora nascida do ventre da Mãe África e revoadas de pássaros que voam colorindo o céu. As savanas são o refúgio, o habitat dos animais exuberantes típicos da fauna, entre caça e caçador na luta pela sobrevivência. A biodiversidade marinha guardou verdadeiras obras esculturais de diferentes formas de espécies de peixes nas águas dos rios que banham a região. Ninguém até hoje pode provar a existência dos jardins suspensos da Babilônia, mas acredita-se que os jardins ostentados entre as florestas da África eram tão belos e perfeitos como os tais jardins que vários historiadores já descreveram e idealizaram. O mais incrível na cultura do povo ficou marcado no caráter de cada cidadão no respeito que eles tinham pela natureza, a preocupação em usufruir e desfrutar de seus recursos sem agredir e nem devastar, a conscientização pela preservação. Sendo a natureza o seu maior tesouro.


A Fé e a religiosidade cultural.   


Um povo de muita fé, crenças culturais e uma filosofia de vida onde seus líderes espirituais tinham poder nas decisões tomadas pelos governantes. Entre seu povo havia as mães feiticeiras, curandeiras que utilizavam recursos da natureza como plantas medicinais e partes de animais mortos em rituais de magias para a cura de diversas doenças e maldições sendo consideradas doutoras das tribos, também realizavam partos de mulheres e animais e contribuíam na preparação dos banquetes nas festas religiosas. Outros personagens importantes para a sociedade, eram os conselheiros sábios das tribos, homens que possuíam domínio sobre previsões do futuro, utilizavam búzios e dentes de animais em suas consultas. Estes sábios aconselhavam reis e generais nas estratégias de guerra, na organização e na administração de todo o reino, ou até mesmo executavam o ofício de professores na educação das crianças, passando para a futura geração todo seu conhecimento. Uma cultura rica em tradições religiosas, marcada por rituais de danças ao som de tambores em agradecimento a Mãe África pela fartura e pela paz que reinava nas tribos, celebração de casamentos, festivais e danças tribais para celebrar a chegada de um novo filho ou a abundância da colheita; rituais de magia invocando os espíritos das florestas pedindo a proteção para seu reino dos espíritos maus da floresta, responsáveis pela peste, a miséria e a destruição das matas e das tribos. Eles acreditavam que foram criados pelo espírito da Mãe África e que eram protegidos pelos seus guardiões e que após a morte existia um reino perfeito onde eles iriam morar, sendo governados pela Mãe África livre de todo mal. Realizavam cultos sagrados em um grande templo construídos todo em pedras rústicas e palha para fazer suas orações e seus sacrifícios.


Riqueza da arte africana.


O artesanato estava presente no dia a dia e em todos os momentos de suas vidas para suprir as suas necessidades. Utilizavam muita palha na confecção de cestos e trançados muito úteis na vida doméstica. A palha também era a principal matéria prima na confecção das casas das tribos, junto com a madeira, prezando a característica própria e rústica na arquitetura. As mulheres eram as principais artesãs das aldeias. Passavam grande parte de seu dia confeccionando peças e artigos para seus lares e ensinavam seus filhos. Confeccionavam suas próprias roupas com peles de animais e linhos. Faziam roupas bem coloridas, redes e colchas, adornos com dentes e búzios para utilizarem em rituais ou simplesmente para se enfeitarem.  Amuletos para rituais e para proteção dos espíritos ruins da floresta. Extraíam do fundo dos riachos o barro muito bom para cerâmica, muito importante para os povos das tribos. Confeccionavam diversos tipos de vasos, de vários tamanhos, formatos e cores. Os nativos pediam permissão à natureza para extrair de suas árvores o material necessário para execução de suas casas, canoas, armas de guerra como arcos e flechas, lanças e esculturas talhadas em madeira. A arte era expressa pelas danças alegres das tribos, com indumentárias especiais e pinturas coloridas sobre o rosto e o corpo, ao som de tambores e flautas primitivas com movimentos fortes e sensuais.

 
Arte e cultura brasileira herdados dos filhos da África.


O ritmo do samba executado pelas baterias das agremiações, desde o início, esteve profundamente relacionado à África em sua essência, visto que, o ritmo originário do batuque africano, era utilizado nos cultos e rituais dos negros. E ao ser transplantado para as terras brasileiras, o batuque foi se adaptando às características locais sem perder sua estrutura e função. A batida dos tambores segundo o compasso das batidas do coração, seguia o ritmo pelas veias inspirando os movimentos do corpo na dança. Os negros que aqui se instalaram, na transição dos séculos XIX e XX na Bahia, tinham na cultura herdada pelos povos africanos um dos principais motivos de socialização e de conservação de seus costumes. Essa associação entre música e culto religioso foi um dos fatores que contribuiu bastante para a instituição de grupos diversos, que levou o ritmo africano para as ruas da cidade. Começou no nordeste e ao longo do tempo se expandiu para o sudeste brasileiro até chegar à Terra da Garoa. Adotando assim o samba, como elemento principal nos cordões, ranchos, blocos e, no final desse processo, as Escolas de Samba, que surgiram a partir da fusão de elementos de diversas manifestações carnavalescas. As disputas realizadas pelo negro, antigamente, era roubar o pavilhão rival através da dança, resultando hoje no bailado do mestre sala sendo guardião de sua porta bandeira. O cortejo rememorando a ancestralidade Afro-Brasileira não está apenas no batuque do samba, mas na ginga da capoeira, trazida pelos negros usada como defesa e transformada em arte com a mestiça brasilidade. A riqueza da gastronomia brasileira herdada das mulheres quituteiras, vindas da África trazia muito tempero e muita pimenta agregada às especiarias já existentes nestas terras, deixando o Brasil com um novo sabor. E hoje a raiz da nossa raça, traz os traços da beleza negra. Nesta noite, a Acadêmicos do Tucuruvi, homenageia este povo de grande valor, que fez desta maravilhosa escola de samba ser o que é hoje, o quilombo da folia. Agradecemos ao negro por nos presentear com sua rica cultura que será exaltada na maior festa do mundo, o Carnaval Brasileiro, onde neste enredo a Tucuruvi é a guardiã da cultura Afro-Brasileira.

 
Ano do enredo: 2011
Título do enredo: Oxente, o que seria da gente sem essa gente? – São Paulo - capital do nordeste!
Descrição do enredo:

Sinopse

...quando eu cheguei por aqui
Eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas...

(Sampa, Caetano Veloso)

... quando o verde dos teus óio
Se espaiá na prantação
Eu te asseguro, num chore não, viu?
Que eu vortarei, viu, meu coração!
(Asa Branca, Luiz Gonzaga)

O poeta, quando migrou, não entendeu a deselegância discreta das meninas nem a dura poesia concreta das esquinas de São Paulo. E, na chegança, não viu o seu rosto quando encarou a cidade frente a frente. Os anônimos migrantes nordestinos que entram nos limites desta cidade minuto a minuto também sentem a diferença pela oposição que ela lhes oferece, numa dicotomia entre expectativa de desengano – principalmente para quem vem de outro sonho feliz de cidade e é obrigado a chamá-la de realidade. A feia fumaça apaga imagens prévias e ascende novas perspectivas com o girar dos ponteiros do relógio.

Esperança e desafio, até hoje trazem para a cidade grande, o valente homem do nordeste brasileiro. São atraídos e guiados pelo sonho de um eldorado, se lançam na aventura da busca de um lugar ao sol.

Um povo alegre, festeiro e trabalhador têm o sonho de ser reconhecido e homenageado no eldorado que ajudou a construir. Sonho, desilusões e realizações, estão presentes nos tijolos desta grande cidade que pelos nordestinos é chamado carinhosamente de (SÃO PAULO, CAPITAL DO NORDESTE).

Em nosso enredo, não há espaço para críticas, preconceito com ponto de vista, mas sim para agradecer ao bravo homem do nordeste, que muito contribuiu para o crescimento e desenvolvimento cultural e social da nossa querida São Paulo.

Uma visão carnavalesca: A magia da esperança e do arrojo do migrante aventureiro que supera as dificuldades para conhecer e conquistar outras terras, seu fascínio e encantamentos pela descoberta de novas paisagens, descobrir a diversidade cultural de nosso povo, sua vontade de vencer na vida, superando sua saudade da terra natal.

Uma mistura de sonho e realidade; uma São Paulo nordestina do cinza do duro concreto, as cores fortes e vibrantes, estão presentes na medicina popular, nos folguedos, danças, festas, personagens, ritmos, religiosidade e culinária do povo nordestino. Procurando manter vivas as diversas manifestações folclóricas e culturais (Mitologia, Lendas e  Cancioneiro), que faz a história de um povo valente e guerreiro, hoje já integrado a sociedade. Apesar de tudo a vida é uma festa. O migrante nordestino em São Paulo, quer assumir a sua cultura e manter acesa a alegria de viver na cidade grande.

Tudo isto regado de muita alegria; aliás, uma das grandes qualidades do nordestino é que em seu rosto sempre há um espaço para expressar a sua gratidão à alegria de viver.

Mostraremos em nosso desfile no Anhembi, a reação de um grupo de migrantes nordestinos, chegando a São Paulo (Rodoviária), sua realidade (Terra seca, mas boa), sua gente, seu primeiro contato com a cidade grande e a hesitação diante das novas imagens da atração em terras de hábitos e cultura diversas (São Paulo).

A sua maior herança, o patriotismo (orgulho de ser brasileiro), o sentimento de valorização do seu país de origem, seus costumes e crenças da terra natal.
Nesta grande noite, onde a passarela é o centro das atenções, ao estilo festa popular nordestina o migrante comemora a sua integração, mantendo viva a cultura e tradição do povo nordestino tão presente no dia-a-dia da maior cidade da América do Sul. São Paulo: Capital do Nordeste.

O Forró vai levantar a poeira no Anhembi,
Haja coração,
Pra tanta emoção!!!

Wagner Santos
Carnavalesco

 
Ano do enredo: 2010
Título do enredo: São Luiz do Maranhão: Um Universo de encantos e magias
Descrição do enredo:

ILHA DOS AMORES, TERRA DAS PALMEIRAS,

CIDADE DOS AZULEJOS, ATENAS BRASILEIRA,

PATRIMÔNIO CULTURAL DA HUMANIDADE,

CAPITAL BRASILEIRA DO REGGAE

E DA CULTURA.

ESSAS SÃO APENAS ALGUMAS

DAS DENOMINAÇÕES DE SÃO LUÍS

DO MARANHÃO. TERRA DE PRAIAS,

SOL, MAR, BOA COMIDA E DIVERSÃO.

SUA BELEZA ARQUITETÔNICA

E A FAMOSA RIQUEZA CULTURAL

Única capital brasileira fundada por Franceses, colonizada por Portugueses e invadida por Holandeses, São Luís apresenta características singulares. Rica em diversidade. Nossas belezas se refletem nas brincadeiras típicas e de tradição secular no São João. Na variedade rítmica do carnaval, nas belezas das nossas praias, na nossa culinária marcante e no nosso acervo arquitetônico, histórico internacionalmente reconhecido.

Um lugar deslumbrante onde a criatividade encontra a hospitalidade. A alegria se encanta com a surpresa, a cultura faz a história e o presente vira passado e futuro.

Folclores

Tradição que se renova a cada ano nos diversos ritmos que tocam pelas ruas, sobrados e seus belos mirantes, a mistura de etnias entre negros, índios, brancos pode ser admirada em sua essência. O povo, um atrativo à parte por sua criatividade e hospitalidade, faz com que todos se sintam em casa.

No carnaval, os blocos tradicionais estremecem o centro histórico com o rufar de seus tambores, as marchinhas carnavalescas e blocos tradicionais remetem à época momesca do inicio do século. Os fofões (em sua maioria, crianças vestidas com trapos e máscaras). Sempre estão prontos a assustar e divertir crianças, jovens e adultos.

No mês junino consagrada a São João, São Marçal, e São Pedro, a alegria toma conta de toda cidade. Nos diversos bairros são realizados arraias, nos quais os variados sotaques (estilos) de Bumba-Boi são apresentados. Boi de Orquestras, Boi de Zabumba, Boi de Matraca, entre outros, contagiam os brincantes, tanto maranhenses quanto visitantes de todos os estados e países. Além disso, danças de raízes africanas são realizadas não só nos arraias, como em diversas casas de culto afro, espalhadas pela ilha.

O Tambor de Crioula, recentemente eleito Patrimônio Imaterial Nacional, mistura arte e sensualidade, e surpreende o expectador com seus integrantes que dançam e rodopiam nas variadas localidades em que se apresentam. E outra dança típico, o Cacuriá também instiga, com seu ritmo frenético e a dança sensual, que envolve brincantes até o nascer do sol.

Belezas Arquitetônicas

Como visitar São Luis e não passar pelo belíssimo Centro Histórico, suas Fontes, Museus e Teatros? Esses são alguns dos locais imperdíveis para os visitantes. Única cidade fundada pelos franceses. São Luís conserva traços raros e belezas arquitetônicas invejáveis pelo resto do mundo. Foi por estas características que a UNESCO conferiu à cidade o título de Patrimônio da Humanidade, em 1997. Temos o maior conjunto arquitetônico civil português da América Latina e um dos maiores do mundo.

Praia

Para curtir o sol, vento, ou a água de coco à sombra da barraca de palha, a cidade tem várias praias que despertam nos turistas a valorização do meio ambiente. Praia da ponta d’areia é uma das mais movimentadas da cidade. A praia de São Marcos é bastante freqüentada por jovens e amantes do Surf. Possui bares em toda a sua extensão. Outra bela vista é a praia do Calhau, situada na Avenida Litorânea. É considerada uma das mais bonitas da cidade.

Ninguém pode deixar de visitar também a Praia do olho d’ água com seus ventos fortes, de julho a dezembro, a tornam ideal para esportes à vela. Observa-se que em geral todas as praias da cidade possuem, devido a grande amplitude das marés, grandes faixas de areia que se tornam ideais para a prática de esportes aquáticos e com bola.

Gastronomia

Não deixe de experimentar a nossa peixada e caranguejada, arroz de cuxá com peixe frito, arroz de Maria Izabel, o beiju, o bolinho de tapioca e o manuê? Depois, bom mesmo é se refrescar do calor escaldante com sucos de abricó, buriti, sapoti ou bacuri. Tomar um prato de Juçara com camarão seco ou se deliciar com uma pitomba embaixo de uma árvore coisas tipicamente ludovicense.

Berço de poetas

Atenas brasileira, sendo berço de grandes poetas e escritores, como Aluísio de Azevedo, Ferreira Gullar, Graça Aranha, Josué Montello, entre outros imortais, São Luís abriga casas de leitura, com exemplares de livros raros.

Nossa Gente

Nosso povo ordeiro, simpático, simples, hospitaleiro, cheio de histórias, lendas e causos para contar a quem se dispor a conhecer nossa cultura, nossas arquitetura secular, nosso jeito, nosso povo e nossa terra.

Um fenômeno musical

Considerada a Capital do Reggae, São Luís apresenta o ritmo como fenômeno musical cheio de personalidades: no lugar de coreografias individuais, aqui se Dança agarradinho, com os corpos colados numa mistura de arte e sensualidade que surpreende e conquista moradores e turistas.

Assim é a capital do Maranhão, São Luís, uma cidade cheia de encantos e magias que vale festejar.

Ano: 2017
Título do samba enredo: Eu sou a Arte: Meu Palco é a rua
Compositores do samba enredo: Carlos Jr, Fabiano Sorriso, Marcio André, Marcos Vinicius, Wellington da Padaria, Beto Rocha e Biel
Letra:

Eu vou revelar
A minha história de inspiração
}O homem desenhou na pedra
Sua forma de expressão
O tempo traz no vento a poesia
No Olimpo a chama acendeu.
Peças teatrais, cenas visuais
Uma sociedade alternativa
Desabafa em calçadas marginais

Desafiei reinos e leis
Pro desespero do burguês
O saltimbanco a debochar
Fez o nobre enlouquecer
Todo povo gargalhar!

Nas esquinas me transformei
Cantei e dancei pelo mundo
Sou uma voz a gritar, Hip Hop no ar
Herança dos guetos.
Aqui em "Sampa", a “caminhada” continua
Nas quebradas, pelas ruas
Traços coloridos, mentes geniais!
Sou luz que ilumina a cidade,
Estrela da comunidade
Presença imortal, no palco do meu carnaval!

Modéstia à parte sou exemplo de união
Trago da alma minha própria tradução
Eu vou me emocionar, ao ver você aplaudir
“É nóis”, Tucuruvi!

 
Ano: 2016
Título do samba enredo: Celebrando a religiosidade, Tucuruvi canta as festas de Fé
Compositores do samba enredo: Arlindo Neto, Bruno Govetri, Carlos Jr, Igor Soró, João Batucada, Leandro Augusto, Marcelo Pires e Tim Peixoto
Letra:

Eu vou comemorar
Na festa da santa cruz
Um dom divino reluz
O índio dono dessa terra
Se encantou
No seio da mãe natureza
Celebrava em comunhão
Miscigenou com gente vinda de além-mar
Odoiá... e tem xirê
Salve a rainha do mar

No caminho “padin ciço”
O Círio de Nazaré
Ó Senhora Aparecida
Abençoa quem tem fé

Levanta a poeira do chão... sinhô
jeita o laço de fita... sinhá
Entra na roda, pula fogueira
Arrasta-pé no balancê a noite inteira
Lá no céu,uma estrela anuncia
Vamos plantar fraternidade
Um brinde à felicidade
Unindo a família, é tempo de amor
Vivendo a paz do redentor

Vai meu samba e me leva a viajar
Na luz desse povo festeiro
Acreditar pra ser feliz
A hora é essa, sou Tucuruvi

 
Ano: 2015
Título do samba enredo: “Entre confetes e serpentinas: Tucuruvi relembra as marchinhas do meu, do seu, do nosso Carnaval”
Compositores do samba enredo: Fábio Jelleya, Henrique Barba, Leandro Franja, Serginho Moura, Gabriel, Fabinho Chaves, Edu Borel e JC Castilho
Letra:


Eu fiz de tudo pra você gostar de mim
A minha história vai te conquistar
Na Praça Onze, o lugar onde nasci
Tia Ciata vem abençoar
Jardineira, vem meu amor

Não faça como a Colombina
Que deixou chorando o seu Pierrot

No luxo dos salões, passei a embalar
Tão bela, a noite dos mascarados
Revela apaixonados
Tem lança perfume no ar

Bate o bumbo Zé Pereira, avisa o povão
Que a mulata é sensação
Olha só, a cabeleira do Zezé
Será que ele é ? será que ele é ?

Allah, meu bom Allah
Cachaça não é água, quero me acabar
Sou da turma do funil, tenho a cara do Brasil
Ranchos e cordões
No girar do estandarte
Salve a essência da folia
Vozes imortais encantaram multidões (lalaiá)
Entre confete e serpentina
Atravesso gerações
Hoje faço a festa na avenida
Ta-hí o carnaval da minha vida!

Sou da lira
Daqui não saio, daqui ninguém me tira
Ei você aí!
Ô abre alas pra Tucuruvi

 

 
Ano: 2014
Título do samba enredo: “Uma Fantástica Viagem pela Imaginação Infantil”
Compositores do samba enredo: Fábio Jelleya, Henrique Barba, Márcio Alemão, Leandro Franja, Serginho Moura, Gabriel e JC Castilho
Letra:

 

Pega pega
Esconde esconde
Vamos todos cirandar
Pro bicho-papão não tô nem aí
É festa sou Tucuruvi

Eu sonhei...
Embarquei nessa viagem
Vista a fantasia, caia na folia
Pra ser feliz não tem idade
No castelo encantado
Duendes e fadas num doce bailar
Contos e canções,
Tantos corações a embalar e sonhar
Será magia ou ilusão?
No reino da imaginação

Quem é o dono da rua? Sei lá!
Eu só quero curtir, compartilhar
Empino pipa, solto pião
E tenho o mundo na palma da minha mão

Vou cair na tentação, me entregar
Num céu de brigadeiro alcançar
As doces nuvens de algodão
Vou enfrentar
A cada traço que eu desenhar
Super-heróis virão me defender
E os vilões não irei mais temer

Educação é ir além!
Vou embarcar, chegou o trem
Um novo dia virá... Espelho eu serei

 
Ano: 2013
Título do samba enredo: Mazzaropi: O Adorável Caipira. 100 Anos de Alegria
Compositores do samba enredo: Felipe Mendonça, Maurício Pito, Leandro Franja, Márcio Alemão, Henrique Barba e Fábio Jelleya
Letra:


Sai da frente, a alegria vai passar
É Mazzaropi, artista popular
Nos palcos da vida, te faço sorrir
Aplausos, lá vem Tucuruvi!

Hoje tem gargalhada, tem sim senhor!
Vou cair na folia
Minha fantasia é feita de amor
Pela arte, quis o destino
Corre nas veias um dom divino
No picadeiro, foi aprendiz
O teu sorriso me faz feliz
Quando a cortina se abriu
O maior dos caipiras surgiu
Do interior paulista pra todo meu Brasil

A carrocinha levou o gato da madame
Vendedor de linguiça não vende salame
O Jeca tatu não é puritano... Ha! Ha! Ha!
Ele é corintiano

Está no ar, "pro cêis" escutar (laiá laiá)
Nas ondas do rádio, piadas, canções
Da tela da TV eu fiz espelho pra gente se ver
No Rancho alegre encontro com você (vem me ver)
No cinema nacional, entro em cena de novo
Sucesso, tá na boca do povo!
Atrás de um sonho eu vou
O final feliz encontrar
A estrela do meu Carnaval (lá do céu)
É a força que vai me guiar

 
Ano: 2012
Título do samba enredo: O esplendor da África no reinado da folia
 
Ano: 2011
Título do samba enredo: Oxente, o que seria da gente sem essa gente? – São Paulo - capital do nordeste!
Compositores do samba enredo: Vaguinho, Edu Leão, Doutor, Rigolon e André União
Letra:

Vou embarcar nessa aventura
Em busca de um lugar ao sol
Trago no peito desafio, esperança
Na bagagem a lembrança
Sonho ou realidade
Vou construindo ilusão
Erguendo os pilares da cidade
Deixando marcas da minha tradição
 
Ao som do tambor, a fé em louvor, religião
"Oxente" festeira, acende a fogueira, é São João
 
Vem vem provar
O sabor que vem de lá
Esse gosto, esse tempero
É o gosto brasileiro
Da sanfona um acorde
Tocou forte o coração
Olha o povo dançando pra lá
Arrastando a sandália pra cá
O forró tá danado de bom
Um sorriso, é a moldura do meu traço cultural
Quando a gente se encontra
A mistura é natural
Carrego na alma a bravura
E o orgulho de ser quem eu sou
Vai meu samba vai, reconhece o meu valor
 
Sou cabra da peste, vim de lá do nordeste
São Paulo é minha capital
Levando alegria, eu vou por aí
Eu sou valente, sou Tucuruvi!

 
Ano: 2010
Título do samba enredo: São Luiz do Maranhão: Um Universo de encantos e magias
Compositores do samba enredo: Rodrigo Atração, Edson, Nocera, André Filosofia, Miguelzinho SA, Walter Jr., Rodolfo Minueto e Rodrigo Minueto
Letra:

Terra abençoada pelas mãos do criador
Sublime paraíso: a ilha do amor!
Um marco francês ali se fez
Surge assim a miscigenação...
É canto, é dança, é devoção
Heranças da cultura afro-brasileira
Seu ritmo embala a multidão
No carnaval levanta poeira
Tem São João, bumba-meu-boi a encantar
Seu folclore é tradição popular

É arte, é cultura pra te emocionar
A arquitetura reflete a beleza
Tem magia e sedução esta cidade
Patrimônio da humanidade

Bom é sentir o calor
A brisa soprar na beira do mar
No esporte ser um vencedor
Na gastronomia provar seu sabor
Berço de poetas imortais
Lendas que estão vivas na memória
De um povo valente e guerreiro que faz sua história
Na capital do reggae meu samba vai te embalar
Pode aplaudir, o show vai começar!

Tucuruvi chegou!
O som do tambor vai ecoar
Pra conquistar o seu coração
Em São Luís do Maranhão

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