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Alcione nasceu em
São Luís do Maranhão, na rua do Coqueiro.
Seus pais, João Carlos, maestro da banda Polícia
Militar e Filipa, dona de casa e cozinheira de mão cheia,
cuidaram de nove filhos. Figura
indissociável da Estação Primeira de Mangueira, Alcione tem
um "que" de carioca. Vive no Rio há mais de trinta
anos, mas se considera mesmo é patrimônio de São Luís. Ela
é querida e amada por esse Brasil de ponta a ponta. E sempre
encanta com seu canto as terras estrangeiras aonde vai levando a
bandeira do samba e do Brasil. |
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Mangueirense de
coração, corpo e alma, Alcione é um exemplo de integração
de palco e platéia. "Se
fosse descrever Alcione com uma palavra seria
generosidade", diz um amigo.
Assim é a Marrom.
Marrom do trumpete, da Mangueira, do Rio, de São Luís e
principalmente, a Marrom do nosso samba eternizado por sua voz e
força. Porta-voz do morro, dos amantes, dos amores, dos poetas,
do samba de raiz.
Que sua obra seja
exemplo e sigamos seu pedido: "Não deixe o samba morrer,
não deixe o samba acabar, o morro foi feito de samba, de samba
pra gente sambar."
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