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Entrou
para a escola Flor do Méier, onde estudou teoria, solfejo e
violão clássico por dois anos. E já nessa época começou a
trabalhar profissionalmente como músico, fazendo rodas de samba
com vários artistas, inclusive Candeia, que ele considera seu
padrinho musical. Com Candeia, gravou seus primeiros discos, um
compacto simples, pela gravadora Odeon, e um LP chamado Roda de
Samba (hoje encontrado em CD). Em ambos tocou cavaquinho.
Ao
completar 15 anos foi estudar em Barbacena MG, na escola
preparatória de Cadetes do Ar. Mas não abandonou a música.
Cantava no coral da escola. Começava, então, a nascer o
compositor Arlindo Cruz, que ganhou festivais em Barbacena e
Poços de Caldas.
Quando
deixou a Aeronáutica, passou a freqüentar a roda de samba do
Cacique de Ramos, que já revelava novos talentos. Ia todas as
quartas-feiras, curtir e aprender ao lado de Jorge Aragão, Beth
Carvalho, Beto sem Braço, Ubirani e Almir Guinetto. Outros
jovens seguiam o mesmo caminho, entre eles, Zeca Pagodinho e
Sombrinha - que viria ser seu parceiro.
Os
mestres não demoraram a reconhecer em Arlindo Cruz o grande
compositor que já se percebia. Logo no primeiro ano de Cacique,
teve 12 músicas gravadas por vários intérpretes. A primeira
delas foi "Lição de Malandragem". Depois vieram
outros sucessos, como "Grande Erro" (Beth Carvalho),
"Novo Amor" (Alcione) e tantos outros.
Com a
saída de Jorge Aragão do Fundo de Quintal, Arlindo Cruz foi
convidado a participar do Grupo. Foram, então, 12 anos de
dedicação e sucesso. Neste período, gravou com quase todos
artistas do Pagode e deu as músicas mais lindas ao FDQ:
"Seja sambista também", "Só Pra
Contrariar", "Castelo Cera, "O Mapa da
Mina", "Primeira Dama".
Zeca
Pagodinho gravou Bagaço de Laranja, Casal Sem Vergonha, Dor de
Amor, Quando eu te vi Chorando. Beth Carvalho transformou em
sucessos:"Jiló com Pimenta", "Partido Alto Mora
no meu Coração", "A Sete Chaves". Reinaldo
gravou "Pra ser Minha Musa" e "Onde Está".
A
dupla com Sombrinha - Em
1993, quando Arlindo saiu do FDQ, sem brigas, gravou um disco
solo na antiga gravadora Line Records, e que foi relançado duas
vezes: "Da Capa Azul", que traz Dora, Zé do Povo,
Demais, Um Beijo. A dupla com Sombrinha nasceu de um show que os
dois amigos apresentaram juntos no Teatro João Caetano, no Rio
de Janeiro.
O
primeiro CD da dupla, "Da Música", foi lançado em
1996 pela Gravadora Velas. Numa campanha da Folha da Tarde, o
álbum vendeu 197 mil cópias em apenas um domingo. O CD traz
Ponto sem nó, Pintou uma lua lá, Filho do quitandeiro,
Silêncio no olhar, Da Música.
Um ano
depois, em 1997 lançaram o CD "O Samba é a Nossa
Cara", com Papo de Homem e Mulher, Teu M eu Trago na Mão.
Em 1998, mais um disco, "Pra Ser Feliz", produzido por
Rildo Hora e eleito pela dupla o melhor trabalho feito em
estúdio. Agora, Arlindo Cruz e Sombrinha preparam-se para
gravar o seu disco Ao Vivo, pela gravadora Indie Records. |