Beth Carvalho

Elizabeth Santos Leal de Carvalho nasceu no Rio de Janeiro, no dia 5 de maio de 1946. A carioca Beth acumula 30 anos de carreira como sambista e sua relação com a MPB foi bastante precoce.

Aos sete anos participava de programa de calouros, como o Trem da Alegria, da Rádio Mayrink Veiga, e nessa mesma época entrou para a ENMUB, onde estudou iniciação musical.

Em 1965, gravou o seu primeiro compacto simples, com a música “Por Quem Morreu de Amor”, de Menescal e Bôscoli. Em 66, já envolvida com o samba, participou do show A Hora e a Vez do Samba, ao lado de Nelson Sargento e Noca da Portela.

Em 1961, Beth nomeia o microfone como seu principal instrumento de trabalho e, em 1965, grava seu primeiro compacto seguindo a escola da Bossa Nova, que na época encontrava reduto na Zona Sul do Rio, onde a cantora vivia.

Porém, não tardou para Beth notar a saturação de cantores do estilo e subir o morro na busca do lhe consumiria de corpo e alma: o samba. Em 68, Beth conquista o 3º lugar no Festival Internacional da Canção defendendo a canção Andança, juntamente com os Golden Boys. No ano seguinte, a mesma música era o nome de seu primeiro LP.

A partir de 73, a cantora passa a gravar um disco a cada ano sempre visando popularizar os trabalhos de Cartola e Nelson Cavaquinho, dois compositores mangueirenses, sua escola de coração, pela qual desfila todos os anos no Carnaval do Rio de Janeiro.

Ao emplacar sucessos como 1.800 Colinas, Saco de Feijão, Olho por Olho, Coisinha do Pai e Vou Festejar, a cantora mostrou seu estilo inovador: introduziu ao samba instrumentos como banjo, tantã e repique de mão, além de trazer uma posição política bem definida, o que viria a lhe dar problemas na época da ditadura.

Pescadora de talentos, Beth aproveitou de seu sucesso para lançar vários grupos de samba e pagode, além de difundir o ritmo de maior valor nacional pelo exterior durante suas temporadas.

Sempre Mangueira, a sambista não deixou de gravar compositores de outras escolas. Isso lhe valeu até uma homenagem pela Velha Guarda da Portela, por exemplo. Aliás, homenagem é algo impossível de se contar na carreira de Beth. No total, ela possui seis prêmios Sharp, 16 discos de ouro, 9 de platina e centenas de troféu.

Ainda recebeu das mãos de Dona Zica, viúva de Cartola, o tradicional troféu Eletrobrás de MPB e foi tema do enredo da Escola de Samba Unidos do Cabuçu.

Como se não bastasse tanto sucesso, a música de Beth Carvalho ainda atravessou a fronteira planetária, quando em 1997 a engenharia brasileira da Nasa, Jacqueline Lyra ativou o robô em Marte com a música Coisinha do Pai.

Discografia

Pagode de Mesa 2 ao Vivo (2000)

Pérolas do Pagode (1998)

Brasileira da Gema (1996)

Canta o Samba de São Paulo (1993)

Pérolas - 25 anos de Samba (1992)

Ao Vivo no Olympia (1991)
Intérprete (1991)
Saudades da Guanabara (1989)
Alma do Brasil (1998)
Beth Carvalho ao Vivo (1987)
Beth (1986)

Das Bençãos que virão com os Novos Amanhãs (1985)

Coração Feliz (1984)

Suor no Rosto (1983)

Traço de União (1982)

Na Fonte (1981)

Sentimento Brasileiro (1980)

Beth Carvalho no Pagode (1979)

De Pé no Chão (1978)

Nos Botequins da Vida (1977)
Mundo Melhor (1976)
Pandeiro e Viola (1975)
Pra seu Governo (1974)
Canto por um Novo Dia (1973)
Andança (1969)

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