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Em
1965, gravou o seu primeiro compacto simples, com a música “Por
Quem Morreu de Amor”, de Menescal e Bôscoli. Em 66, já
envolvida com o samba, participou do show A Hora e a Vez do
Samba, ao lado de Nelson Sargento e Noca da Portela.
Em
1961, Beth nomeia o microfone como seu principal instrumento de
trabalho e, em 1965, grava seu primeiro compacto seguindo a
escola da Bossa Nova, que na época encontrava reduto na Zona
Sul do Rio, onde a cantora vivia.
Porém,
não tardou para Beth notar a saturação de cantores do estilo
e subir o morro na busca do lhe consumiria de corpo e alma: o
samba. Em 68, Beth conquista o 3º lugar no Festival
Internacional da Canção defendendo a canção Andança,
juntamente com os Golden Boys. No ano seguinte, a mesma música
era o nome de seu primeiro LP.
A
partir de 73, a cantora passa a gravar um disco a cada ano
sempre visando popularizar os trabalhos de Cartola e Nelson
Cavaquinho, dois
compositores mangueirenses, sua escola de coração, pela qual
desfila todos os anos no Carnaval do Rio de Janeiro.
Ao
emplacar sucessos como 1.800 Colinas, Saco de Feijão, Olho por
Olho, Coisinha do Pai e Vou Festejar, a cantora mostrou seu
estilo inovador: introduziu ao samba instrumentos como banjo,
tantã e repique de mão, além de trazer uma posição
política bem definida, o que viria a lhe dar problemas na
época da ditadura.
Pescadora
de talentos, Beth aproveitou de seu sucesso para lançar vários
grupos de samba e pagode, além de difundir o ritmo de maior
valor nacional pelo exterior durante suas temporadas.
Sempre
Mangueira, a sambista não deixou de gravar compositores de
outras escolas. Isso lhe valeu até uma homenagem pela Velha
Guarda da Portela, por exemplo. Aliás, homenagem é algo
impossível de se contar na carreira de Beth. No total, ela
possui seis prêmios Sharp, 16 discos de ouro, 9 de platina e
centenas de troféu.
Ainda
recebeu das mãos de Dona Zica, viúva de Cartola, o tradicional
troféu Eletrobrás de MPB e foi tema do enredo da Escola de
Samba Unidos do Cabuçu.
Como
se não bastasse tanto sucesso, a música de Beth Carvalho ainda
atravessou a fronteira planetária, quando em 1997 a engenharia
brasileira da Nasa, Jacqueline Lyra ativou o robô em Marte com
a música Coisinha do Pai. |