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Considerado
o maior sambista da história por diversos músicos, Cartola
nasceu no Rio e passou a infância no bairro de
Laranjeiras.
Dificuldades financeiras obrigaram a família numerosa a
mudar-se para o morro da Mangueira, onde então começava a
despontar uma pequena favela.
Na Mangueira fez logo amizade com Carlos Cachaça e outros
bambas, se iniciando no mundo da malandragem e do samba.
Arranjou
emprego de servente de obra, e passou a usar um chapéu para se
proteger do cimento que caía de cima. Era um chapéu-coco, mas
o apelido Cartola pegou assim mesmo.
Com seus amigos do morro criou o Bloco dos Arengueiros, cujo
núcleo em 1928 fundou a Estação Primeira de Mangueira, a
verde-rosa, nome e cores escolhidos por Cartola, que compôs
também o primeiro samba, "Chega de Demanda". Seus
sambas se popularizaram nos anos 30, mas no início dos anos 40,
Cartola desaparece do cenário.
Pouco se sabe sobre essa época além de que brigou com os
amigos da Mangueira e que ficou mal depois da morte de Deolinda,
a mulher com quem vivia. Especulou-se até que houvesse morrido.
Cartola só foi reencontrado em 1956 pelo jornalista Sérgio
Porto, trabalhando como lavador de carros.
Porto tratou de promover a volta de Cartola, levando-o a
programas de rádio e fazendo-o compor novos sambas para serem
gravados. Em 1964 Cartola e a esposa Zica abriram um
bar-restaurante-casa de espetáculos na rua da Carioca, o
Zicartola, que promovia shows de samba e boa comida, reunindo no
mesmo lugar a juventude da Zona Sul carioca e os sambistas do
morro.
O Zicartola fechou as portas algum tempo depois, e o compositor
continuou com seu emprego publico e compondo seus sambas. Em
1974 gravou o primeiro de seus quatro discos solo, e sua
carreira tomou impulso de novo com clássicos instantâneos como
"As Rosas Não Falam", "O Mundo É um
Moinho", "Acontece", "O Sol Nascerá"
(com Elton Medeiros), "Quem Me Vê Sorrindo" (com
Carlos Cachaça), "Cordas de Aço" e
"Alegria". Ainda nos anos 70 mudou-se da Mangueira
para uma casa em Jacarepaguá, onde morou até a morte.
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