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Os Demônios da
Garoa são conhecidos como os melhores intérpretes daquele
compositor que conheceram no início dos anos 50 na Rádio
Nacional: Adoniran Barbosa,
autor de "O Samba do Arnesto", "Malvina",
"Saudosa Maloca", "Trem das Onze",
"Iracema", "Joga a Chave", "Samba
Italiano". Mas o grupo também faz justiça a outros
autores, bastando lembrar "Ois Nóis Aqui Tra Veis"
(Geraldo Blota/Joseval Peixoto), "Preta Pretinha"(Os
Novos Baianos ), "Promessa Do Jacó" ( Américo de
Campos), "Chum-Chim-Chum" (Heitor Carrillo), "Vai
No Bixiga Pra Ver" (Geraldo Filme), "Vamo Que Vamo"
(Renato Teixeira).
Tudo começou em
fevereiro de 1942, quando estes garotos do bairro paulistano da
Mooca entraram não só na adolescência mas também na carreira
musical, formando o Grupo do Luar, dedicado a serenatas noite
adentro. De tanto ensaiarem, foi moleza encarar o microfone da
Rádio Bandeirantes, em 1943, participando do programa de
calouros A Hora Da Bomba e faturando o primeiro prêmio: um
contrato com as Emissoras Unidas (Bandeirantes, Record,
Panamericana e São Paulo), apresentando-se três vezes por
semana.
O Grupo do Luar ia
bem, mas um ilustre colega das Emissoras Unidas, o radialista e
jornalista Vicente Leporace sugeriu que os rapazes escolhessem
novo nome, já que a palavra "grupo" dava a idéia de
"jogo do bicho". E que tal uma ajuda dos ouvintes?
Não deu outra: choveram cartas sugerindo nomes. Pena que
ninguém se lembrou de registrar o vencedor, que sugeriu
Demônios da Garoa, nome perfeito para estes rapazes que tocavam
"satânicamente" bem e vinham de São Paulo, a
proverbial terra da garoa.
Com nome definido e
sucesso nas rádios, faltava mais um detalhe: o disco. Isso se
resolveu em 1949, quando os Demônios deram uma canja no 78 RPM
"Sanfoneiro Folgado" de Mário Zam. Logo em seguida
veio um contrato com a Odeon (hoje EMI), o primeiro disco dos
Demônios saiu em junho de 1950, com "Siri Malvado"e
"Rio Verde".
Os muitos prêmios e
honrarias agraciados aos Demônios incluem os troféus Roquette
Pinto e Chico Viola, o Prêmio Sharp de Música (1995), o
Prêmio Ary Barroso (1998) e a Medalha Anchieta da Câmara
Municipal de São Paulo.
Integrantes
Sérgio
Rosa (Serginho) - Pandeiro
Antônio
Gomes (Toninho) - Violão
Roberto Barbosa
(Canhotinho) - Cavaco
Ventura Alcade (Bicudo) - Violão 7
Sidney Claudio
(Sardinha) - Violão
Izael Caldeira da Silva - Timba/Bumbu |