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Filha
de família pobre, passou a infância em um internato e estudou
música com Lucila Guimarães, primeira esposa de Villa-Lobos,
tendo cantado sob a regência do maestro. Mais tarde aprendeu a
tocar cavaquinho e nos anos 40 mudou-se para a Mangueira, onde
conheceu outros sambistas e freqüentou rodas de samba. No final
da década, juntou-se à escola de samba Império
Serrano, para a qual
compôs alguns sambas-enredos, como "Não Me
Perguntes" (com Fuleiro) e "Os Cinco Bailes da Corte
ou Os Cinco Bailes da História do Rio" (com Silas de
Oliveira e Bacalhau). |
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Dona
Ivone Lara participou das rodas de samba do Teatro Opinião nos
anos 60, vindo a gravar o primeiro disco apenas em 1978, quando
se aposentou. Como enfermeira, trabalhou com Nise de Silveira no
tratamento de doentes mentais. Nesse mesmo ano foi gravado por
Gal Costa e Maria Bethânia seu maior sucesso, "Sonho
Meu", em parceria com Délcio Carvalho.
A
música foi premiada como a melhor do ano de 1978, o que valeu o
convite da Odeon para gravar seu primeiro LP, em 1979,
"Samba, Minha Verdade, Minha Raiz". No ano seguinte,
em 1979, Ivone Lara gravava o seu segundo disco, "Sorriso e
Criança".
Transferiu-se
para a Warner e lá registrou "Sorriso Negro", no qual
gravou "Tendência" (com Délcio Carvalho) e
"Serra dos Meus Sonhos Dourados". Em 85, gravou na Som
Livre o LP "Ivone Lara" com "Se o Caminho é
Meu".
Entre
os intérpretes
que tiveram êxito com composições da sambista foram Clara
Nunes e Roberto Ribeiro ("Alvorecer"), o trio Maria
Bethânia, Caetano Veloso e Gilberto Gil ("Alguém Me
Avisou"), Paulinho da Viola ("Mas Quem Disse que Eu Te
Esqueço", com Hermínio Bello de Carvalho) e Beth Carvalho
("Força da Imaginação", com Caetano Veloso).
Gravou
até o ano 2000, somente estes cinco LPs e um único CD,
"Bodas de Ouro", com diversas participações. Dona
Ivone é madrinha da ala dos compositores da Império Serrano e
desfila todos os anos na ala das baianas. Seu repertório é
composto na maioria de sambas românticos, dolentes ou de
inspiração em suas raízes africanas.
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