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O
nome "Katinguelê" (que significa criança iniciante
na capoeira) já existia desde a primeira formação do grupo,
numa época em que o samba ainda era discriminado e restrito
apenas à classe baixa. Mas o samba venceu esse preconceito e
superou todas as dificuldades existentes no mundo musical para
chegar na posição a que pertence hoje.
Isso
tudo fez com que os paulistanos Mário, Hoody, Téo, Nino e
Breno (atual formação) acreditassem no sucesso e batalhassem
para chegar no auge que se encontram. A saída de Salgadinho
para seguir a carreira solo abalou o Katinguelê, mas o golpe
foi absorvido.
O
sucesso dependeu muito dos empresários Wanderley, no início da
carreira, e Sidney Gallego (antigo empresário), que acreditou
no talento deles desde o início.
A
fama em
todo o território nacional chegou ao lançarem o 3º disco
(1996) pela gravadora Continental, tendo como título No
compasso do Criador. Deste trabalho expandiu de
Norte a Sul sucessos como Só
pedindo bis, Recado à minha amada, Ainda resta uma bagagem
Luana e No Compasso do Criador.
A
Continental não só divulgou o novo trabalho do grupo como
também relançou os dois primeiros Cds independentes. Além do
reconhecimento do público, conquistaram também a marca de
pioneiros em tocar samba romântico (apesar do eclético
repertório).
O
grupo tende a crescer cada vez mais, isso graças ao público
que os prestigia aprovando suas canções, e graças a eles
próprios, pela batalha que sempre vêm mantendo.
Os
meninos do Katinguelê merecem esse destaque nacional porque
têm consigo muita garra e união, além de terem um coração
muito cheio de bondade, talento e simplicidade.
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