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O início da
carreira de Martinho da Vila foi através do 3º Festival de
Música, realizado pela TV Record de São Paulo, em 1967. Nesta
época, o festival era um acontecimento e todas as grandes
estrelas da Música Popular Brasileira marcavam presença. Os
participantes entravam numa acirrada disputa e, muitas vezes,
saíam de lá famosos. Martinho conseguiu sua vaga com a
canção "Menina Moça".
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No ano seguinte, em
1968, Martinho voltou a participar do Festival da Record com a
música "Casa de Bamba", que obteve uma grande
aceitação por parte do público e da crítica. Começava,
então, uma nova fase de sua vida e o início de uma carreira
vitoriosa.
O primeiro disco foi
lançado em 1969 e levou o seu nome. Martinho tornava-se um
sucesso. Em 74, lançou "Canta, Canta Minha Gente",
álbum em que todas as faixas estouraram, com destaque para
"Disritmia". Esta foi a canção mais executada pelas
rádios e estava na boca do povo. Nela nota-se duas
características básicas de um boêmio: o amor e a bebida.
Todas as suas
músicas são baseadas na realidade
dos brasileiros, em
particular dos cariocas, os boêmios, o amor, a farra, as
decepções, os problemas sociais e a malandragem.
Em 1988, Martinho
teve vários motivos para comemorar. Lançou "Festa da
Raça", 1º disco com a gravadora CBS, atual Sony Music,
que marcava o centenário da abolição. Neste ano, ele foi
também o responsável pelo enredo "Kizomba, Festa da
Raça", que levou a Vila Isabel à vitória.
Além de shows pelo
Brasil todo, costuma levar seu samba para vários outros países.
Em Angola, onde conquistou seu público, ele já se sente em casa.
Martinho tem discos lançados nos EUA, Japão, Portugal, França,
Bélgica, Alemanha, Holanda e Peru, entre outros.
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