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Noel Rosa nasceu de parto difícil, a fórceps, que causou a
fratura de um osso da mandíbula. Em conseqüência, adquiriu um
defeito físico no queixo. Depois de sua morte, em 1937, aos 26
anos, sua obra caiu em um certo esquecimento, sendo redescoberta
por volta de 1950, quando Aracy de Almeida lançou com enorme
sucesso dois álbuns de 78 rotações com músicas suas. Desde
então passou a figurar na galeria dos nomes fundamentais do
samba.
Ele e Ismael Silva, seu parceiro mais constante, contribuíram
significativamente para a evolução formal do gênero. O samba
que passaram a fazer, no início dos anos 30, se distinguiu do
samba amaxixado dos anos 20, representado sobretudo por Sinhô.
Essa forma nova, mais domada e refinada, ritmicamente mais próxima
do que hoje se reconhece como samba, nasceu entre os sambistas
do bairro do Estácio de Sá e se espalhou pelo Rio de Janeiro
graças, em grande parte, a Noel e Ismael.
Noel desde a adolescência mostrou gosto pela música e pela
vida boêmia, deixando de lado os estudos e o curso de medicina
sonhado pelos pais. Criou fama de bom violonista no bairro e em
1929 foi chamado para integrar o Bando dos Tangarás, ao lado de
João de Barro, Almirante, Alvinho e Henrique Brito. Suas
primeiras composições foram gravadas por ele mesmo em 1930:
"Minha Viola" e "Festa no Céu. Aprendeu bandolim
com a mãe, Martha, e foi introduzido ao violão pelo pai,
Manuel de Medeiros Rosa. Mas se tornou mesmo autodidata.
O músico teve o raro senso de oportunidade para interagir com a
matriz do samba carioca (o pessoal do morro, fornecedores da matéria-prima)
e os nomes de destaque do rádio (os cantores Francisco Alves, Mário
Reis). Tinha trânsito fácil entre esses dois mundos.
Em suas músicas falava de seu bairro, seus amores, seus
desafetos, suas piadas. A sábia escolha do ex-futuro médico
garantiu à música brasileira momentos primorosos: Pierrô
apaixonado, Pastorinhas, O orvalho vem caindo, Feitio de oração,
Não tem tradução, Pra que mentir, Conversa de botequim, Gago
Apaixonado, São coisas nossa, Mulher indigesta, Mentiras de
mulher, Feitiço da vila, Dama de Cabaré, Palpite infeliz, Último
desejo, Fita amarelaI e muitas outras canções.
Noel desenvolveu a sua obra de 1929 a 1937, tornando-se a
principal referência como compositor popular de seu tempo no
Brasil. Poucos tiveram tanta influência na música nacional em
toda a sua história. Noel Rosa foi referência básica para
seus contemporâneos e seus sucessores.
Apesar da tuberculose que o atacou desde cedo, obrigando-o a
internações em sanatórios, jamais abandonou a boêmia, o
samba na rua, a bebida, o cigarro. Morreu aos 26 anos, em abril
de 1937, deixando mais de 100 músicas nas quais “exalta a
vadiagem e seus amores, fazendo da pobreza poesia e de Vila
Isabel um reduto do samba”
Noel Rosa nasceu de parto difícil, a fórceps, que causou a
fratura de um osso da mandíbula. Em conseqüência, adquiriu um
defeito físico no queixo. Depois de sua morte, em 1937, aos 26
anos, sua obra caiu em um certo esquecimento, sendo redescoberta
por volta de 1950, quando Aracy de Almeida lançou com enorme
sucesso dois álbuns de 78 rotações com músicas suas. Desde
então passou a figurar na galeria dos nomes fundamentais do
samba.
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