Paulinho da Viola

Um dos mais requintados compositores de samba em atividade, letrista e instrumentista aclamado, é filho do violonista e chorão César Faria, do conjunto Época de Ouro. Cresceu no Rio ouvindo em casa canjas de músicos como Pixinguinha e Jacob do Bandolim, e logo aprendeu a tocar violão e cavaquinho. Passou a freqüentar blocos carnavalescos e em 1962 compôs seu primeiro samba, "Pode Ser Ilusão".

No ano seguinte, em 1963, travou conhecimento com os sambistas da Portela, e com seu samba "Recado", em parceria com Casquinha, passou a ser integrante da ala de compositores da escola. Em seguida conheceu Cartola, Zé Kéti e os sambistas da Mangueira, tornando-se freqüentador do bar Zicartola nos anos 60.

Por intermédio de Hermínio Bello de Carvalho participou do espetáculo "Rosa de Ouro", que depois virou disco, e ainda no ano de 1965 gravou, como membro do conjunto A Voz de Morro, os LPs "Roda de Samba" vol. 1, 2 e 3. A partir daí começou a se notabilizar também como cantor, com seu timbre suave e voz doce.

Participou de festivais e em 1968 lançou o primeiro disco solo, "Paulinho da Viola". Em 1969, sua música "Sinal Fechado", harmonicamente elaborada e mais distante das raízes do samba, venceu o V Festival da MPB, mostrando outro lado de seu talento como compositor.

Na década de 70 trouxe o choro de volta à moda convidando o Época de Ouro para participar de seu espetáculo "Sarau". Alguns de seus maiores sucessos foram sambas em homenagem às escolas: "Sei Lá, Mangueira" e "Foi um Rio que Passou em Minha Vida", sucesso da Portela, sua escola de coração, no carnaval de 1970.

Além desses, Paulinho é o autor de muitos clássicos, como "Dança da Solidão", "Choro Negro", "Jurar com Lágrimas", "Guardei Minha Viola", "Argumento", "Amor à Natureza", "Perdoa", "Coisas do Mundo, Minha Nega", "Sentimento Perdido", "Coração Leviano", "Sarau para Radamés", "Pode Guardar as Panelas", "Onde a Dor Não Tem Razão" (com Elton Medeiros), "Rumo dos Ventos", "Prisma Luminoso", "Eu Canto Samba".

Em 1996 a gravadora EMI lançou em CD 11 discos que estavam esgotados, com o objetivo de disponibilizar toda a sua obra. Em seguida lançou o inédito "Bebadosamba" e pouco depois a gravação do vivo, intitulada "Bebadachama". Continua se apresentando em shows com a Velha Guarda da Portela ou individualmente, cativando audiências cada vez maiores com a elegância que já lhe valeu o título de Príncipe do Samba.

Discografia

Sinal Aberto (1999)

Bebadachama Ao Vivo (1997)

Bebadosamba (1996)

Eu Canto Samba (1989)

Prisma Luminoso (1983)

Paulinho da Viola (1981)

Zumbido (1979)

Paulinho da Viola (1978)

Memórias Cantando (1976)

Memórias Chorando (1976)

Paulinho da Viola (1975)

Nervos de Aço (1973)

A Dança da Solidão (1972)

Paulinho da Viola (1971)

Foi um Rio que Passou em Minha Vida (1970)

Paulinho da Viola (1968)

Samba na Madrugada (1968)

Extras

Paulinho da Viola e os Quatro Crioulos (2000)

Noites Cariocas (1990)

Coletânea

O Talento de Paulinho da Viaola (1995)

Tributos

Para Fugir da Saudade (2000)

Da Vila & Da Viola (1994)

Só Paulinho da Viola (1994)

Participações

Mudando de Conversa (1968)

Rosa de Ouro nº 2 (1967)

Os Sambistas (1966)

Roda de Samba nº 2 (1965)

Roda de Samba (1965)

Rosa de Ouro (1965)

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