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No ano seguinte, em
1963, travou conhecimento com os sambistas da Portela,
e com seu samba "Recado", em parceria com Casquinha,
passou a ser integrante da ala de compositores da escola. Em
seguida conheceu Cartola, Zé Kéti e os sambistas da Mangueira,
tornando-se freqüentador do bar Zicartola nos anos 60.
Por intermédio de
Hermínio Bello de Carvalho participou do espetáculo "Rosa
de Ouro", que depois virou disco, e ainda no ano de 1965
gravou, como membro do conjunto A Voz de Morro, os LPs
"Roda de Samba" vol. 1, 2 e 3. A partir daí começou
a se notabilizar também como cantor, com seu timbre suave e voz
doce.
Participou de
festivais e em 1968 lançou o primeiro disco solo,
"Paulinho da Viola". Em 1969, sua música "Sinal
Fechado", harmonicamente elaborada e mais distante das
raízes do samba, venceu o V Festival da MPB, mostrando outro
lado de seu talento como compositor.
Na década de 70
trouxe o choro de volta à moda convidando o Época de Ouro para
participar de seu espetáculo "Sarau". Alguns de seus
maiores sucessos foram sambas em homenagem às escolas:
"Sei Lá, Mangueira" e "Foi um Rio que Passou em
Minha Vida", sucesso da Portela, sua escola de coração,
no carnaval de 1970.
Além desses,
Paulinho é o autor de muitos clássicos, como "Dança da
Solidão", "Choro Negro", "Jurar com
Lágrimas", "Guardei Minha Viola",
"Argumento", "Amor à Natureza",
"Perdoa", "Coisas do Mundo, Minha Nega",
"Sentimento Perdido", "Coração Leviano",
"Sarau para Radamés", "Pode Guardar as
Panelas", "Onde a Dor Não Tem Razão" (com Elton
Medeiros), "Rumo dos Ventos", "Prisma
Luminoso", "Eu Canto Samba".
Em 1996 a gravadora
EMI lançou em CD 11 discos que estavam esgotados, com o
objetivo de disponibilizar toda a sua obra. Em seguida lançou o
inédito "Bebadosamba" e pouco depois a gravação do
vivo, intitulada "Bebadachama". Continua se
apresentando em shows com a Velha Guarda da Portela ou
individualmente, cativando audiências cada vez maiores com a
elegância que já lhe valeu o título de Príncipe do Samba. |