|
Depois
de algum tempo, os rapazes descobriram que já existia um outro
grupo com o mesmo nome. Fãs de Djavan, eles viram no disco
"Não é azul mas é mar" (Sony 87) uma música
intitulada Soweto. Nela, os versos "o negro precisa lutar
para conquistar seu espaço".
Daí
surgiu a inspiração, nascia o grupo Soweto,
apadrinhado pelo cantor e compositor Biro do Cavaco. Nessa fase
inicial, os cantores eram Claudinho, Criseverton e Buiú, mas os
colegas notaram que Belo do Cavaco tinha uma boa voz.
Superando
a timidez, ele acabou sendo nomeado vocalista do grupo. Enquanto
Claudinho ganhava fama como compositor, com músicas gravadas
por gente como o padrinho Biro,
Royce do Cavaco e os grupos Katinguelê,
Sem Compromisso e Um Toque a Mais.
O grupo conseguiu participar de duas coletâneas
intituladas "Sampa dá Samba", ambas produzidas por
Humberto Miranda. A boa percussão os incentivou a gravar o
primeiro disco, que só se tornou viável graças ao amigo
Marcelinho, que financiou o projeto.
Lançado
pela gravadora independente Five Star, "Vento dos
Areais" saiu em 96. O CD teve boa repercussão, mas vendeu
menos do que poderia esperar, graças à situação ruim da
gravadora.
Mesmo
assim, "Vento dos Areais" conseguiu atrair a atenção
de Jorge Hamilton, o mais bem-sucedido empresário do samba, que
se interessou pelo grupo.
Contratado
pela gravadora EMI-Brasil, o grupo gravou "Refém do
Coração", e aguardava ansioso por seu lançamento, quando
uma tragédia se abateu sobre eles, em julho de 97.
Robson
Buiú foi assassinado de forma estúpida e brutal, num assalto,
15 dias antes de o CD chegar ao mercado, quando o grupo
começava a colher os frutos de tantos anos de batalha.
Mesmo
tristes e chocados, Belo, Criseverton, Claudinho, Digo e
Marcinho seguiram em frente, pois sabiam que era a única forma
de realizar o sonho do amigo.
Três
meses após o lançamento, "Refém do Coração"
ultrapassou a marca de 100 mil discos vendidos, proporcionando
ao Soweto seu primeiro disco de ouro. Era apenas o começo.
São
Paulo conhecia de cor todas as 15 faixas do CD, e era a vez do
resto do país se apaixonar por Belo e companhia, o que se
concretizou no ano de 98.
Apresentações
nos programas de TV, shows em várias cidades e a conquista do
Rio de Janeiro elevaram as vendas de "Refém do
Coração" para mais de 700 mil cópias.
A
consagração
nacional veio com o CD intitulado "Farol das
Estrelas", lançado em 1999. Em 2000, já sem Belo, o
Soweto lançou o último trabalho intitulado
"Fotografia" com o novo vocalista Enrique Bocão.
Integrantes
- Enrique
- Claudinho - Criseverton - Marcinho - Digo |